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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

O fenómeno de agigantamento dos contentores do lixo

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Qual bolo quando leva fermento a mais, ou balão que sobe pelos céus ao sabor do vento, deparei-me, esta semana, com o mais recente fenómeno, consequência das cheias com que fomos brindados: o agigantamento dos contentores do lixo!

Quando o vi pela primeira vez, com o dobro da altura, até pensei que fosse propositado, por receio que o nível da água subisse tanto, que entrasse água lá dentro.

Afinal, percebi que foi o facto de a água ter entrado no espaço onde fica o contentor, que o fez subir.

 

 

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E, a cada dia que passava, o dito subia mais.

Hoje de manhã, até estava inclinado para a frente, sujeito a cair, e rebolar em plena rua.

Já o lixo, esse foi mesmo colocado no chão porque era impossível, aos comuns mortais de estatura média, chegar à abertura do contentor.

 

 

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Entretanto, lá os senhores se encheram de coragem a colocar uns contentores à moda antiga, para nos desenrascarmos, e evitar acumulação de lixo no chão.

E, agora ao almoço, acabaram mesmo por recolher o gigante.

Vamos ver se, no lugar dele, não ficou agora um poço com água, sujeito a alguém cair lá dentro.

 

Aguardam-se as cenas dos próximos capítulos, num ecoponto perto de mim (e se calhar, de si)!

Porque parece que o fenómeno se manifestou por mais localidades.

A "ilha das gaivotas"

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Naquela que, outrora, foi uma praia, observa-se, agora, um fenómeno nunca antes visto, a que apelidei de "ilha das gaivotas"!

 

 

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Primeiro, porque são mesmo muitas. E estão todas concentradas naquele espaço.

Depois, porque com a remoção diária de areia que, segundo dizem, a praia tem em excesso e é preciso tirar, acabou por se formar mesmo uma espécie de ilha, no meio da praia.

 

 

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Sim, a praia está reduzida, muito menos apelativa para os banhistas, do ponto de vista do espaço, condições, e mar.

Nem parece a mesma.

Atrever-me-ia, até, a dizer que estão a ponto de "assassinar" a praia. E o verão deste ano, a muita gente.

 

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Não sei como ficará a praia quando terminarem os trabalhos mas, para já, fica o registo desta "colónia" de gaivotas.

Nuvem iridescente?

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Ontem, ao sair do trabalho, ao final da tarde, olhei para o céu e vi ali uma "mancha colorida" a fazer lembrar o arco-íris, mas sem a forma deste.

Na brincadeira, até pensei "o que terá acontecido ao resto do arco-íris"?

A dita "mancha" estava em linha com o sol, e destacava-se ali por entre algumas nuvens e o céu azul.

 

 

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Curiosa, fui pesquisar o que poderia ser isto.

Será uma nuvem iridescente?

E o que é isso?

 

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Ao que parece, é um fenómeno meteorológico que, por norma, ocorre pela manhã, ou ao final da tarde, quando o céu tem um determinado tipo de nebulosidade - as nuvens devem ser finas e com uma base horizontal.

Para que estas nuvens iridescentes se formem, é necessário haver sol, e nuvens com determinadas condições e características.

Enquanto o arco-íris depende da chuva, as nuvens iridescentes resultam da refração (dispersão) dos raios solares, em gotículas bem minúsculas de água ou de pequenos cristais de gelo, que se encontram nas nuvens, em suspensão, ou seja, é necessário a luz do sol, e pequenas gotículas de água e partículas de gelo, suspensas no ar. 

Outro factor importante é a posição do sol, que deve ser bem próxima da nuvem.

Se, no caso no arco-íris, o sol encontra-se atrás do observador, que vê o arco colorido à sua frente, na nuvem colorida, o sol e a nuvem em questão aparecem no mesmo campo de visão.

A nuvem iridescente é um fenómeno mais raro que o arco-íris.

 

E pronto, aqui fica o registo do fenómeno, apenas com o rasto deixado por um avião que, em má hora, decidiu passar por ali, a destoar!

Arco-íris

Arco da aliança, rasto da mensageira ou  fenómeno óptico e meteorológico?

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Depois da tempestade Bárbara ter passado por cá, terá achado Deus, por bem, mostrar que a aliança de não destruir o planeta com chuva se mantém de pé?

Ou será apenas o rasto deixado pela mensageira Íris?

 

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E como se não chegasse um, surgiu outro logo ao lado!

O que quer que seja, se for de bom, e para reforçar a mensagem, que venha a dobrar.

 

 

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E foi assim que o meu dia começou, hoje. Com a promessa de que ainda há esperança, e que o mundo não é só cinzento.

Para, logo em seguida, mostrar precisamente o contrário!

 

Mas, afinal, o arco-íris não passa de um fenómeno e, como tal, não vale a pena fantasiar sobre ele, nem lhe dar outros significados, quaisquer que eles sejam.

 

 

 

 

A teoria da obsolescência programada

 

De certeza já se aperceberam, tal como eu, que determinados produtos que compramos actualmente não têm nem metada da durabilidade dos mais antigos.

Muitas vezes comentei com familiares que, hoje em dia, se fabricam, propositamente, produtos para durarem pouco, para que as pessoas se vejam obrigadas a comprar novos produtos ao fim de algum tempo.

Salvo algumas excepções, claro, se repararem, os produtos tendem a durar o mesmo tempo que oferecem de garantia. Findo esse prazo, é normal começarem a surgir problemas que terão de ser resolvidos à nossa custa. Isto quando não vêm com aquela conversa de "ah e tal, isso não vale a pena mandar arranjar, é melhor comprar novo"!

Acredita-se que é uma estratégia das empresas de programarem os seus produtos – ou o seu tempo de vida – para durar menos do que a tecnologia actual permite, levando o consumidor a comprar novos modelos. Isto é mais visível nos automóveis, electrodomésticos e produtos electrónicos.

No entanto, este fenómeno a que chamam de obsolescência programada, não é recente. Parece que já data dos anos 50, quando a explosão do consumo em massa mudou a forma de trabalhar de algumas empresas.

Há várias formas de esta absolescência acontecer: 

- o próprio consumidor considera que o produto que tem em casa já é velho, tendo em conta novos modelos que foram lançados

- quando as empresas diminuem a durabilidade dos seus produtos, forçando os consumidores a comprar o dobro ou o triplo do que comprariam 

- quando o arranjo dos produtos sai mais caro que a compra de um novo produto 

 

Esta situação provoca o aumento da produção de lixo, gera mais gastos de energia e matérias-primas, e emissão de poluentes.

Mas há quem defende que nada disto é real, e que o único motivo para que os produtos tenham menos durabilidade é o avanço da tecnologia e o progresso.

O que é certo é que a maior parte dos electrodomésticos que aqui tenho em casa, já duram há mais de 10 anos. E tenho quase a certeza de que, se for agora comprar novos, nem uma terça parte desse tempo devem durar!

 

 

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