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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Modernices - telemóveldependência

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No outro dia fui às Finanças.

Estava a abarrotar. Avistei um lugar disponível na fila de frente para a parede e apressei-me a ir para lá.

Num dos assentos, estava um homem com o seu telemóvel a carregar na tomada dessa parede, pelo que tive que pedir licença ao homem para passar. Ele lá desligou o cabo do telemóvel para eu passar, e voltou a ligar logo em seguida.

E pensei eu: "se me chamam primeiro que ele, lá vou ter novamente que pedir licença novamente, e esperar que ele desligue o carregador, para conseguir passar.

 

Hoje fui à Conservatória. Ali pelo átrio,ao que parece, também há umas tomadas à disposição e, como tal, ocupadas por pessoas que por ali estavam à espera da sua vez, a carregar os telemóveis.

 

Cada vez mais, seja onde for, se vê isto. Seja em serviços públicos, seja em festas ou celebrações especiais, como há dois anos, numa passagem de ano. É quase tão banal como chegar a um sítio qualquer e procurar ou perguntar a password de acesso a Wi-Fi grátis. 

 

Assim à primeira vista, consigo apontar duas causas para este novo fenómeno:

1 - Os serviços públicos são tão demorados, que as pessoas têm que se entreter com alguma coisa enquanto esperam, por vezes tão demorados que dá tempo de ficar sem bateria e, por isso, têm que pôr os telemóveis a carregar, ou simplesmente para poupar bateria

 

2 - Estamos tão dependentes dos telemóveis que não conseguimos passar o tempo de outra forma que não seja agarrados a eles, seja onde for, a que horas for, e com quem estivermos

Fenómenos estranhos que me acontecem

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Sabem aquelas alturas em que andamos com relógio no pulso e, quando vamos ver, tem os minutos adiantados, ou atrasados? E mesmo depois de acertarmos, volta a fazer o mesmo?

 

Pois...

 

Eu não uso relógio, utilizo sempre o telemóvel para ver as horas. E não é que o raio do telemóvel me anda a fazer o mesmo?!

Eu a achar que estava adiantada, e a guiar-me por esse suposto adiantamento para chegar a horas, e afinal já estava atrasada.

Só dei por isso hoje de manhã. Acertei as horas, colocando os tais minutos de adiantamento e, adivinhem...

Cheguei ao trabalho, e já tinha atrasado novamente!

 

Tantos telemóveis que já tive, e é o primeiro que me faz isto. Aliás, nunca eu imaginei que um telemóvel pudesse fazer tal coisa. Só a mim, mesmo...

 

Vamos ver quanto tempo dura agora, mais uma vez acertado.

Fenómenos difíceis de explicar!

 

 

Estava eu ontem preocupada com a chuvada que veio a seguir ao almoço e que, supostamente, me iria encharcar a roupa.

Da minha casa ao meu trabalho são cerca de 10 minutos, a pé, portanto, a distância é relativamente curta. Estava quase a chegar ao escritório quando começa a chover, ainda me molhei um bocadinho, mas safei-me da carga de água que caiu depois, durante 5 a 10 minutos sem parar, e com grande intensidade.

Dali a pouco, o sol voltou a aparecer e o céu limpou totalmente! Cheguei a casa, ao final da tarde e tinha a roupa bem sequinha.

 

Antes, passo pelos meus pais e pergunta o meu pai:

- então, lá em cima também choveu?

- choveu e bem, respondo.

Diz a minha mãe: mas choveu?

 

Ao que parece, choveu apensas em algumas zonas da vila, e noutras não, ou em menor quantidade!

Pela quantidade de água que caiu onde eu estava, e onde o meu pai estava, dava para encher vários baldes de água. A minha mãe diz que, se choveu, foi tão pouco que nem deu para formar pingas.

 

E já não é a primeira vez que isto acontece por aqui!

Uma vez, tinha deixado roupa estendida e ido às compras com o meu marido, também a curta distância (menos de 1 km), e começa a chover torrencialmente. Passada uma hora, chego a casa e tenho a roupa seca, e nem sombra de chuva. Se tivesse chovido não dava tempo de a roupa secar!

 

E com vocês, já alguma vez aconteceu algo parecido?

 

As "Violettas" deste mundo

 Y vuelvo a despertar En mi mundo Siendo lo que soy...

 

Gosto de ver a série, gosto da maior parte das músicas, e vibrei com o concerto no Meo Arena.

E tudo isto, graças à minha filha, que desde que a série começou, ficou fã, assim como milhares de crianças por esse mundo fora.

Sim, por vezes é necessário refrear um pouco a febre, pelo bem da minha carteira, da minha saude mental e do sucesso escolar dela! 

Mas é um facto que a Disney apostou forte, e transformou Violetta num verdadeiro caso de popularidade tal como o fez, outrora, com outros jovens, que se tornaram artistas de sucesso.

No entanto, na opinião da psicóloga Cristina Sá Carvalho, a influência destes fenómenos sobre as crianças não é muito saudável, dando como exemplo o fenómeno Hanna Montana que deu uma reviravolta na sua carreira e se transformou numa Miley Cyrus permanentemente envolvida em polémicas.

Defende Cristina Sá Carvalho que as crianças precisam de outro tipo de liderança, e de se identificarem com o pai e com a mãe, e não com as "Violettas" deste mundo, advertindo que “Um dia as Hannas Montanas transformam-se em Miley Cyrus”.

Eu não vejo as coisas por esse prisma.

Qual é o mal de as crianças se identificarem com os seus fãs, ainda que sejam imagens fabricadas, que podem não corresponder à realidade? 

Sempre assim foi! Só porque uma criança ou adolescente foi fã da Hanna Montana, não significa que agora vá andar por aí com a língua de fora e a mostrar o corpo. Só porque um rapaz é fã do Justin Bieber, não vai andar por aí a agir como ele. Não é por ter sido fã da Britney Spears vai cometer as mesmas loucuras que ela. 

Além disso, a influência pode ser positiva. E não tem necessariamente de interferir com o papel da família e dos progenitores. O facto de a minha filha gostar de cantar e dançar as músicas da Violetta, e entreter-se com isso, é benéfico. Faz uma coisa que gosta e ainda vai aprendendo espanhol! E na série também vai observando alguns princípios que já conhece e que aprendeu com os pais, mas que não lhe fazem mal nenhum ver, como o valor da amizade, a confiança, o quão errado é mentir ou esconder coisas dos pais e amigos, etc.

Por essa lógica, as crianças nunca deveriam acreditar no Pai Natal, porque um dia se transformará no nosso avô, nem na Fada dos Dentes, que um dia se transformará na nossa mãe, nem em nenhum outro artista ou personagem mundialmente famoso que, por um motivo ou outro, se transformou noutra pessoa!

E também é certo que, muitas vezes, é preferível identificarem-se mais com determinadas personagens, do que com certas mães e certos pais que conhecemos, e que nem assim merecem ser chamados. 

Goste-se ou não, estes fenómenos vão continuar a existir, e todos nós, crianças ou adultos, em algum momento da nossa vida, nos poderemos sentir identificados com as personagens que eles criam.

Por isso, que venham as "Violettas" deste mundo, porque chegará o dia em que as nossas crianças crescerão, e serão elas próprias, independentemente das modas que lhes impuserem! 

 

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