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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Da liberdade que se deve dar aos filhos

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Todos sabemos que, antigamente, havia liberdade a menos e que, pelo contrário, hoje em dia e cada vez mais, há uma tendência a dar liberdade a mais. Sabemos que o ideal, seria o meio termo.

Mas, mais do que muita ou pouca liberdade, acho que devemos também pensar no tipo de liberdade estamos a dar aos nossos filhos, e na forma como a mesma é dada, à medida que eles crescem, e para que possam crescer.

 

Porque existe uma forma e tipo diferente para cada etapa, para cada idade, e que devemos saber gerir, para que os nossos filhos saibam para que serve essa liberdade, e até onde podem ir, sabendo que, se a ultrapassarem, haverão consequências mas também que, não a ultrapassando, têm uma larga margem para usufruir dela e tirar o máximo partido, sem estarem limitados.

 

Porque uma criança a quem só lhe é dada liberdade para estar em contacto com o preto e o branco, não tem oportunidade de descobrir que o mundo pode ser mais colorido. 

Se mantivermos os nossos filhos dentro de uma pequena bolha, eles nunca saberão o que há para além dela.

Os nossos filhos não precisam que lhes sejam vendados os olhos, para aquilo que não queremos que eles vejam porque, mais cedo ou mais tarde, eles irão mesmo ver.

Não precisam que lhes amparemos as quedas porque, um dia, não estaremos cá para isso e, quando caírem, irá doer ainda mais.

 

Por vezes, é preciso soltar a mão, deixá-los dar os seus passos, ainda que sejam atabalhoados, ainda que não consigam manter-se em equilíbrio. E deixá-los cair. Porque só assim aprenderão com os erros, com a tentativa. Só assim saberão o que devem ou não fazer.

 

Mais do que proteger, é preciso preparar. Dar as ferramentas, para que eles as possam conhecer, manusear, e aprender a utilizar, adaptando a cada uma das fases da sua vida. 

 

Ninguém nasce ensinado!

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Mas estamos sempre a tempo de aprender.

Se assim o desejarmos...

 

Há quem queira permanecer a vida toda com o pouco que sabe, que aprendeu, que lhe foi transmitido, e considere que isso é suficiente, não vendo necessidade de experimentar ou conhecer mais nada para além disso.

Mas há quem reconheça que, podendo e tendo essa oportunidade, é sempre bom saber mais, e acrescentar conhecimentos e aprendizagens, que poderão até vir a ser úteis ao longo da vida, afinal, como costumam dizer, o saber não ocupa lugar.

 

Da mesma forma, o conhecimento não foi feito para estar trancado a sete chaves, mas para ser partilhado, por aqueles que o possuem, com os restantes. 

Porque de nada serve o conhecimento, se este não puder ser colocado em prática, e se não poder chegar aos demais.

O conhecimento é universal, não é algo que pertence, exclusivamente, a cada um de nós. E, ao partilhá-lo estamos a tornar os outros mais ricos e, ao mesmo tempo, a enriquecermo-nos a nós próprios, porque nunca sabemos o que, do outro lado, também haverá para partilhar connosco. 

 

Se cada um de nós partilhar com os outros as ferramentas que possuímos, e vice-versa, e se aceitarmos com disponibilidade as ferramentas que nos querem entregar para a mão, todos nós conseguiremos, se assim o desejarmos e soubermos utilizá-las, cosntruir algo muito melhor e mais eficaz, do que aquilo que faríamos com o pouco que pudessemos ter.

 

Esta semana, o exercício proposto pela especialista do programa Casados à Primeira Vista, era fazer um buraco numa folha A4, onde pudesse caber o casal lá dentro.

A primeira coisa em que pensei, tal como os casais, foi fazer um pequeno buraco, onde o casal, simultaneamente, colocasse um dedo cada um, simbolizando a presença dos dois.

Mas não. A ideia era mesmo caberem os dois, fisicamente, de corpo inteiro, dentro do buraco.

Ora, nós olhamos para o tamanho de uma folha A4, para a tesoura que temos na mão e pensamos: é impossível!

Ou seja, tínhamos algumas ferramentas, mas pouco conhecimento sobre como utilizá-las de modo a chegar ao objectivo proposto.

Cabia a cada um daqueles casais estar disponível para aprender e perceber que, com a ajuda dos que os rodeiam que, por sua vez, também aprenderam com outros, tudo se torna mais fácil.

 

E sim, é possível fazer um buraco numa folha A4, onde caibam várias pessoas dentro!

Deixo aqui um vídeo onde se pode aprender a fazê-lo:

https://www.youtube.com/watch?v=GT0ywwvex_k

Como a falta de (in)formação se reflecte na inclusão

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A todos os níveis.

 

 

"Um dia, um professor de substituição foi dar uma aula de educação física. 

Na turma que lhe calhou, havia um aluno com necessidades educativas especiais. Sem formação específica e não sabendo bem como agir numa situação que nunca lhe tinha surgido, optou por não o incluir nas actividades que propôs aos restantes alunos, nem encontrar actividades alternativas para o aluno em questão."

 

 

Neste caso, como deveria ter agido?

Tratado o aluno de igual forma e colocá-lo a fazer o mesmo que os outros, encontrar exercícios específicos para a sua condição, ou adaptar as actividades, de forma a que todos, à sua maneira, conseguissem levá-las a cabo com relativo sucesso?

 

Na turma da minha filha existem alunos com necessidades educativas especiais, que apenas frequentam, em conjunto com os restantes alunos, duas ou três disciplinas. As restantes, são leccionadas em separado.

Será isto inclusão?

Igualar em algumas coisas, diferenciar noutras?

 

 

Estes são apenas exemplos de situações em escola, mas que podem facilmente saltar para a vida adulta, para um contexto laboral ou social.

 

 

Cada vez mais se pretende dar a todos as mesmas oportunidades, independentemente de quem está do outro lado e, por isso, a inclusão acaba por ser quase obrigatória, ainda que nem sempre se saiba como colocá-la, da melhor forma, em prática, perdendo a sua eficácia, com consequências negativas, que não estavam previstas, e que se poderiam evitar.

 

A verdade é que a verdadeira inclusão, em todos os seus sentidos e formas, ainda é uma utopia na maioria dos casos.

Aquilo a que assistimos, muitas vezes, é a uma mera tolerância.

Seja por falta de formação e informação, tanto de profissionais e alunos nas escolas, como enquanto seres humanos e cidadãos, no nosso dia a dia, e em diferentes contextos.

Por vezes, com algumas tonalidades de racismo, xenofobismo, discriminação, rejeição, repugnância, mascarados de cinismo, fingimento, aparências, e falsas boas acções e intenções.  

Outras vezes, as intenções até são, de facto, positivas, mas faltam ferramentas para as colocar em prática.

 

Penso que, acima de tudo, é preciso definir o verdadeiro significado de inclusão, e de que forma ele se reflecte sempre em igualdade, ou no respeito, aceitação e adaptação à diferença, de todos os envolvidos. 

 

 

Cada um tem que cometer os seus próprios erros...

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...pois só assim irá, também ele, aprender com os mesmos.

 

Muitas vezes damos por nós a aconselhar os outros, sobretudo aqueles que amamos, ou nos são próximos, a agir de determinada forma, ou a evitar certas coisas, comentários ou gestos, porque consideramos que serão um erro a evitar. Algumas vezes, dizemo-lo por intuição, por sexto sentido, ou sem qualquer motivo em concreto. Outras, porque nós mesmos o fizemos, e percebemos o erro que cometemos. Daí não querer que os outros caiam nesses mesmos erros. Daí querermos que eles ajam de forma diferente daquela que nós agimos como se, dessa forma, estivessemos a viver de novo a nossa vida, sem os erros que dela fazem parte, a corrigir os nosso próprios erros.

No entanto, por mais que queiramos proteger ou mudar o rumo daqueles que gostamos, não adianta tentar que eles não cometam erros. Porquê?

Porque nunca saberão que são erros, se não os fizerem. Para eles, vai ser sempre algo a experimentar, e algo de que estão certos ser o melhor, até que a vida lhes mostre o contrário. Por isso, só vão perceber que erraram, quando cometerem esses erros! Faz parte da vida.

 

A nós, resta-nos vê-los viver a vida, lutar da forma que acham melhor, mesmo que não seja a mais acertada, aconselhar mas sem impôr, estando presentes na hora em que tudo der certo mas, sobretudo, no momento em que eles perceberem que acabaram de cometer um erro.

 

Afinal, só não erra que não faz nada, e é com os erros que cometemos ao longo da vida que ganhamos ferramentas para enfrentar o futuro. 

E, muitas vezes, só descobrimos o melhor, depois de experimentar o pior.

Ferramentas da Vida

 

Viver é como escrever...uma história, um conto, uma aventura...

Nascemos, diante uma página em branco.

À medida que vamos crescendo, vamos deixando as primeiras marcas nessas folhas. São desenhos abstractos, coisas que nos apetece pôr no papel, gatafunhos próprios da infância, dos tempos em que ainda não assumimos a responsabilidade pelo nosso caminho e pela nossa vida.

A partir daí, tomamos consciência da nossa missão, e tornamo-nos mais cuidadosos e cautelosos...ou não!

É nessa altura que começamos a fazer uso das várias ferramentas que a vida nos coloca à disposição.

Por vezes, temos medo. Preferimos escrever a lápis. Se nos enganarmos, apagamos com a borracha e voltamos a escrever de novo, sem deixar qualquer marca. Mas, o que se escreve a lápis, não tem muita força. Corre o risco de ser apagado pelo tempo, ou por variadas circunstâncias.

Também as nossas acções, quando são feitas sem grande convicção, não convencem, e caem no esquecimento.

Outras vezes, enchemo-nos de coragem, e escrevemos a caneta. Estamos mais seguros para tal, mas não significa que não cometamos erros.

Erros que não podemos apagar com a borracha. Podemos utilizar um corrector mas, apesar de, aparentemente, não se notar o erro, ele está lá por baixo da tinta, para os olhares mais atentos.

Quando temos atitudes menos dignas, por mais que queiramos apagar isso do nosso pensamento, e da memória das outras pessoas, nem sempre conseguimos.

Ou podemos, simplesmente, riscar. Não fica bonito, mas assumimos o erro, e seguimos em frente.

Também a nossa vida não é um percurso imaculado desde o nascimento até à morte. Faz parte da vida aprender, errar, acertar, arriscar, ter medo, ter coragem...

E a tesoura, será que precisamos dela? Valerá a pena cortar um pedaço de folha que nos está a manchar o livro? É verdade que será uma maior garantia de que ninguém algum dia saberá o que lá estava. Mas é um buraco que fica e que não conseguiremos preencher. Se o remendarmos, perceber-se-á isso mesmo!

Depois, há quem apenas escreva, e há quem ilustre todas essas palavras e frases. Há quem o faça em tons de cinzento, preto ou branco. E quem utilize uma panóplia de cores!

O resultado final dir-nos-á muito sobre quem fomos e como aproveitámos a nossa curta estadia neste mundo. As ferramentas que utilizámos, mostrarão a forma como vivemos a nossa vida!

 

 

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