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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Festival Eurovisão da Canção 2024: 1ª semifinal

Festival da Canção 2024: a 1.ª semifinal, da primeira fila aos bastidores |  Antena 1 - RTP

 
Numa verdadeira "Casa Portuguesa" ninguém falta ao encontro marcado com o Festival da Canção.
Até posso dizer que não mas, chegado o momento, inevitavelmente, "Volto a Ti".
Para ouvir as novas músicas, sempre com algumas reticências, pontos de exclamação e "Pontos Finais", naquelas que menos gosto, e que mandaria para "Bem Longe Daqui".
E, claro, para poder depois vir aqui comentar em modo "Afia a Língua", com muitas "Teorias da Conspiração", sobre como júri e público vão escolher as finalistas.
O que dispenso é o exagerado saudosismo, que me deixa a rebentar "Pelas Costuras", com tanta "Memory".
Dá vontade de dar um "Grito", para que deixem o passado para trás, e voltem ao presente.
Porque é claro como "Água" que é para o futuro, que é como quem diz, para a nossa representação na Suécia, que têm que olhar!
 
Destas primeiras dez músicas, as que mais me ficaram no ouvido foram, curiosamente, as que não passaram: Mela, Left e Bispo.
Não significa que sejam as melhores. Mas a "Água", da Mela é poderosa. A "Casa Portuguesa", do Bispo, é uma grande verdade (e eu nem gosto de hip hop). Já a "Volto a Ti", do Left, é daquelas músicas que poderiam passar ao lado, letra fraquinha, actuação fraquinha, música banal mas... o que destaca uma música das demais, é a forma como ela nos toca. O que nos faz sentir. E esta teve esse efeito.
Era quase certo que a Nena e a Rita Rocha, tal como a Iolanda, iriam passar. Aliás, o "Grito" da Iolanda é uma das apontadas à vitória. A mim, sinceramente, não me dizem muito.
Já o Noble, é mais do mesmo, e passou à final por escolha exclusiva do público.
No próximo sábado há mais.
 
 
 

Festival Eurovisão da Canção 2023: 2ª semifinal

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Acho que depois desta segunda semifinal "The Wordl Needs Therapy" para superar o "Tormento" que foi ouvir este desfile de 10 canções.

Vá, sendo honesta, não foi, propriamente, "A Festa" que se queria, não vimos nenhum agitar de "Bandeiras", mas também não foi o "Fim do Mundo".

Houve uma ou duas músicas que salvaram a noite do total desastre e que, de certa forma, a tornaram uma "Goodnight".

Coube ao "Povo", a par com o júri, como uma verdadeira "Funâmbula", fazer "O Impossível", e escolher 6 canções, para estarem presentes na grande final.

Agora, é recuperar "Enquanto é Tempo", porque no próximo sábado é que vai ser a sério, e só uma vai ganhar.

Difícil, será escolhê-la...

 

Imagem: antena1.rtp.pt

 

 

 

 

Vitória para a Ucrânia, 9º lugar para Portugal

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Ontem teve lugar, em Turim, a final do Festival Eurovisão da Canção e, como já se previa, ganhou a favorita (e dada como vencedora nas casas de apostas) - a Ucrânia!

Não era uma das minhas preferidas mas, entre as que estavam a disputar o primeiro lugar, à excepção de Espanha, que também seria uma boa vencedora, era a que mais merecia. Aliás, não percebo o que levou as pessoas/ juris a colocar a Suécia, a Sérvia e sobretudo, o Reino Unido, no top 5.

 

Já li imensas críticas a esta vitória que, diz-se, foi uma vitória política, e não musical. Uma vitória assente na solidariedade. Que, independentemente da música, e de quem a cantasse, levaria o troféu.

Pessoalmente, não desgosto da música, e acho que foi uma boa vitória, dadas as opções.

 

A vitória, na votação do juri, dada ao Reino Unido, é que não consigo mesmo compreender. 

Uma música tem que me dizer alguma coisa, e "Space Man", de Sam Ryder, é daquelas que me passaria completamente ao lado, por ser igual a tantas outras.

No entanto, parece ter conquistado juri e público, acabando por ficar em 2º lugar.

 

 

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Já Portugal que, na votação do juri, tinha alcançado o 5º lugar, acabou por descer para o 9º lugar, na votação do público. Ainda assim, ficámos no top 10!

Um excelente resultado para uma música que recebeu tantas críticas dos portugueses, e que consideravam muito fraquinha.

Boa, Maro! Boa, Portugal!

 

Relativamente ao espectáculo em si, gostei da actuação da Laura Pausini, Mais do que, propriamente, a sua apresentação. E acho que não havia necessidade de mudar de roupa tantas vezes, até porque metade das vestimentas (e penteado), nem sequer a favorecia.

Os Måneskin apresentaram o novo tema, que não é grande coisa. E o que aconteceu ao Damiano, que estava coxo?!

De resto, mais do mesmo: recordações, actuações para "encher chouriços" enquanto decorria a votação.

E problemas técnicos que impediram alguns países de dar os seus votos em directo.

 

Quanto às minhas preferidas, para além de Portugal...

Sem dúvida, a Arménia, embora soubesse que nunca ganharia.

Logo a seguir, a Alemanha, que se ficou pelo último lugar da tabela.

A Espanha e os Países Baixos.

E a Itália e a Ucrânia.

 

Ganhou esta última e, ao que parece, o presidente ucraniano já veio dizer que sim, a próxima edição realizar-se-á na Ucrânia.

Vamos ver como estarão as coisas até lá.

Para já, é retirar do festival as músicas que mais gostamos, e celebrar o lugar alcançado por Portugal que, não sendo a tão almejada vitória, passou à frente de muitos.

 

E por aí, assistiram?

Quais eram as vossas favoritas?

 

 

 

Imagens: RTP - Festival da Canção

E Portugal está na final da Eurovisão!

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Decorreu ontem, em Turim, a primeira semifinal do Festival Eurovisão da Canção, e eu estava a torcer pelo apuramento da Maro, e da sua canção "saudade, saudade", para a final do próximo sábado.

Pelo caminho, aproveitei para conhecer as restantes canções.

 

Não achei grande piada às músicas da Albânia e Letónia.

A terceira, da Lituânia, fez-me lembrar um pouco a canção da Bélgica, do ano passado.

 

A da Suíça não era uma das minhas favoritas, mas calculei que passasse.

Eslovénia nem pensar. Música fraquinha.

Seguiu-se a Ucrânia, com uma música ao estilo do ano passado. Gostei.

A Bulgária foi para esquecer. Um rock sem graça.

 

Chegámos aos Países Baixos.

E, às tantas, estávamos (eu e a minha filha) a cantar o "ooooooo...", "ahhhhhh...". Fica no ouvido. Mais uma que acreditava que passaria.

A Moldávia tem vindo a habituar-nos a músicas divertidas, por isso, esta foi mais uma. Não achei nada de especial, mas apostei no seu apuramento.

 

A partir daqui, para mim as canções começaram a melhorar, com Portugal, Croácia, Dinamarca e Áustria entre as minhas favoritas.

A representante da Dinamarca fez-me lembrar, no início da actuação, a Adele.

 

Não dava nada pela música da Islância.

A da Grécia, melhorou.

E o que me fartei de rir com os lobos e as bananas da Noruega, e a sua coreografia! Era uma candidata a passar, embora só mesmo pela diversão.

 

Finalmente, e fechando com chave de ouro, aquela que, para mim, nesta semifinal, foi a minha preferida: a Arménia!

 

 

 

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Portanto, assim em jeito de juri, tinha escolhido para passar:

Portugal, Croácia, Dinamarca, Áustria e Arménia, como minhas preferidas

Suíça, Ucrânia, Países Baixos, Moldávia e Grécia, como escolhas possíveis

Acertei nas 5 últimas, mas só 2 das minhas favoritas passaram, onde se inclui a Maro.

 

E, assim, Portugal está na final da Eurovisão!

Agora é torcer para que sábado fique numa boa posição.

 

 

Imagens: RTP - Festival da Canção

E a Itália é a grande vencedora do Festival Eurovisão da Canção!

(Rock & roll never dies!)

Italy wins 2021 Eurovision Song Contest following tight race | Music | DW |  22.05.2021

 

Dois anos depois da vitória dos Países Baixos, com Duncan Laurence, foi ontem escolhido o seu sucessor - a Itália.

Foi uma votação curiosa, em que três dos Big Five - Reino Unido, Alemanha e Espanha - ocuparam os últimos lugares da tabela, enquanto que os outros dois - Itália e França - estavam a disputar a vitória.

O país anfitrião, ficou logo a seguir, também nas últimas posições.

Acho que se formos analisar bem, alguns destes Big Five, senão mesmo a maioria, só lá estão porque não têm que passar pelas semifinais. Se assim fosse, em muitos anos, deixariam de marcar presença.

Outro facto estranho foi a quantidade de "0 pontos" atribuídos pelo público. Acho que não me lembro de, em algum ano, haver um país que não tivesse um mínimo de votos, quanto mais 4!

Mas foi bonito de ver o fair play demonstrado pelos restantes, com aplausos para estas canções não votadas.

E a cara de alguns concorrentes que, com a sua relativa fama, achavam que o público lhes faria subir as pontuações e ficaram de "boca aberta" quando revelaram a pontuação atribuída.

Mas como as curiosidades não se ficam por aqui, de salientar, como foi referido pela representante da França que, no Top 3 estavam 3 canções que não eram cantadas em inglês.

Na votação do júri, com a Suiça em primeiro lugar, e a França em segundo, duas músicas cantadas em inglês.

Após a votação do público, a Itália acabou por passar as suas adversárias, num hard rock cantado em italiano.

Não era a minha preferida.

A França merecia a vitória. A Suiça, nem tanto.

Mas, se virmos bem, depois de uma música calminha, teria que vencer uma mais ritmada!

Tal como a Neta, depois do Salvador Sobral.

 

Duvido que a canção faça o sucesso de outras vencedoras.

Nem é uma música que fica no ouvido.

Que daqui a uns meses, ou até mesmo no próximo ano, nós estejamos a cantar, como se tivesse acabado de vencer.

Mas pronto, também tem direito.

Até porque que a Itália estava de jejum há 31 anos, e dizem que já estava a dar sinais de querer abandonar o barco e, como é um dos Big Five, não convém muito. 

 

Quanto à prestação de Portugal e dos The Black Mamba, grande pontuação e classificação obtida pelo jurí. Menos sorte teve com o público, o que contrasta com as notícias que tinham vindo a surgir sobre a nossa canção, e o sucesso, até mesmo em termos de vendas no itunes.

 

Uma das coisas que reparei foi que, apesar do adiamento, a grande maioria dos países voltou a convidar os artistas que tinham sido escolhidos em 2020, mudando apenas a música.

Portugal não o fez, e preferiu apostar em novos representantes. Talvez tenha sido a nossa sorte. Acredito que a Elisa não conseguiria uma pontuação tão boa.

 

Mas acho que, no fim de tudo, o que fica é um grande espectáculo de música e dança, de regresso ao trabalho, de regresso à relativa normalidade controlada.

Um momento de conquista, e vitória.

Um momento de esperança.