Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Palavras Mortais (Serialized)

Resultado de imagem para palavras mortais filme

 

Hannah é uma escritora bastante conhecida, vencedora de vários prémios ao longo dos últimos anos.

Mas, como qualquer escritor em algum momento da sua vida e carreira, está a sofrer de um bloqueio que a impede de entregar o novo livro dentro dos prazos, algo que, aliado ao facto de haver novos interesses por parte da sua editora e dos leitores, leva a que a editora a dispense, para dar lugar aos novos escritores.

 

Agora, Hannah, que já estava a ter dificuldades em superar o divórcio de um marido que a deixou para ficar com uma escritora em ascensão, da qual Hannah era a mentora, fica ainda com problemas financeiros, não conseguindo pagar a pensão de alimentos ao ex-marido, nem os tratamentos à sua mãe, que luta contra o cancro.

 

Numa noite, inspirada na sua própria história, Hannah cria a personagem "Mary", que mata com uma facada no coração o seu editor.

A sua amiga, a tentar vingar como editora, sugere a Hannah que publique a história que acabou de escrever, online.

No dia seguinte, o editor de Hannah aparece assassinado, dessa forma, o que a torna suspeita.

Ao mesmo tempo, a sua publicação recebe duras críticas, de um crítico que leu o primeiro capítulo, publicadas num jornal.

E, como se não bastasse, ainda fica a saber que a nova companheira do ex-marido, sua ex-amiga, está grávida.

Hannah volta a escrever, desta vez sobre a morte do tal crítico, que acaba por ser realmente assassinado.

Perante estas trágicas coincidências, Hannah decide parar, mas alguém publica o terceiro capítulo, colocando em perigo a vida de Lucy, companheira do ex-marido.

 

Estará alguém a tentar lucrar e publicitar a história de Hannah, através da imitação da ficção, com crimes verdadeiros? Quem teria mais a ganhar com isso? Ela própria? A sua amiga editora? O ex-marido, que só pensa em dinheiro? Ou alguém que a quer prejudicar?

 

Todos são suspeitos. Até mesmo o vizinho que parece obcecado por Hannah,ou aquele fã que a persegue, um dia, pela rua.

Mas, como seria de esperar, o perigo está naquela personagem que menos se espera.

E afinal, o que é que, no filme, era realidade ou ficção?

Onde é que as duas se cruzam, ou se separam, no fim, quando Hannah está, de novo, a apresentar a sua obra?

 

Sinopse:

Hannah acaba de ser dispensada pela sua editora. Estando um período difícil na vida, já que também se divorciou recentemente, e a mãe está a fazer tratamentos para o cancro, ela desconta as suas frustrações numa história de crime.

O mistério começa na sua vida, quando acontece um assassinato exatamente igual ao do seu livro.

Procuramos nos livros o que gostaríamos de viver no mundo real?

 

O que é que nos fascina nos livros?

O que nos leva a gostar tanto de ler? 

 

Será pelas histórias de amor que nelas encontramos, das quais nós próprios gostaríamos de ser protagonistas?

Será pelas viagens que gostaríamos de fazer, e não podemos, viajando e ficando, assim, a conhecer outros lugares através do que nos é relatado no livro?

Será pelos heróis que gostávamos de ter nas nossas vidas, e que não passam de personagens fictícias?

Será pela acção e aventura que podemos, de certa forma, experimentar, quando a nossa vida é tão monótona e precisamos de nos abstrair dela?

 

Será que procuramos nos livros, e nas histórias que eles nos contam, aquilo que gostaríamos de viver no nosso mundo real, e na nossa vida?

 

Talvez sim... talvez não... 

Há livros que nos dão lições de história, outros que nos fazem rir, outros que nos fazem chorar, outros que nos irritam, outros que não nos dizem nada. Haverá histórias que gostaríamos de viver, e outras que nem nos nossos melhores pesadelos gostaríamos de estar. 

 

E daí que algumas histórias nos façam sonhar?

 

 

Que nos façam, de certa forma, voltar atrás no tempo e recordar algumas fases da nossa vida que já não voltam? 

Que nos transportem para um futuro, que até não nos importavamos que fosse nosso?

 

Isso não significa que não estejamos bem com a vida que temos, e que queiramos à força sair dela, procurando nos livros aquilo que não temos e que não vivemos. Apenas significa que o livro e a sua história cumpriram a sua missão!

 

E o que seria de nós sem sonharmos, sem recordarmos as coisas boas do passado, sem desejarmos coisas boas para o futuro? O que seria de nós se apenas nos restringíssemos à nossa vida real, sem um pouco de fantasia e ficção pelo meio?

 

Realidades inspiradoras (que não deveriam inspirar)

 

Hoje em dia, a ficção começa a perder o seu papel motivador de muitas das atrocidades cometidas por quem, supostamente, a ela está exposto e por ela se deixa influenciar.

Afinal, porquê tentar imitar algo que se leu num livro, ou viu num filme, quando existem cada vez mais casos reais que se podem recriar?

Não foi, precisamente, esse o caso do jovem que, tentando imitar os massacres ocorridos nos Estados Unidos (Columbine e Sandy Hook), tinha por objectivo matar, pelo menos, 60 pessoas?

Tinha um plano descrito em pormenor, onde constavam os materiais a utilizar, a estratégia e os objectivos, plano esse que terminava com fuga e suicídio.

Claro que, mais uma vez e apesar de, segundo consta, o seu comportamento até então indicar que algo que não estava bem, e tal poder ser interpretado como sinal de alerta, o agressor era alguém de quem a maioria das pessoas que o conheciam nunca iria suspeitar.

Temo que, infelizmente, muitos mais casos destes venham a acontecer, transformando-se numa praga viral que vai contagiando cada vez mais pessoas. Pessoas às quais são atribuídas perturbações mentais, ou algo do género para, de certa forma, justificar os seus actos.

Mas, que sofrem de perturbações mentais, disso não restam dúvidas, porque só alguém perturbado seria capaz de cometer crimes, seja de que espécie forem.

Resta saber se será esse o nosso futuro? Um mundo de alucinados que se matam uns aos outros para bater "recordes", por brincadeira ou, pior, sem nem saberem bem porquê... 

Ficção e realidade

 

Será que a ficção nos desvia negativamente da realidade da nossa vida ou, pelo contrário, nos ajuda positivamente a enfrentá-la a cada dia?

 

Será que deixarmo-nos, por momentos, envolver numa qualquer história inventada, servirá apenas para criar falsas ilusões que nunca passarão disso mesmo?

Ou serão esses momentos de fantasia uma terapia fundamental para aceitarmos e vivermos a nossa vida tal como é?

Serão os protagonistas dessas histórias ou os heróis e heroínas, aqueles que nós próprios gostaríamos de ser?

Ou não "invejamos" as suas vidas nem um bocadinho?

Será verdade que nos apegamos à ficção, por nela existir aquilo que nos falta no mundo real?

Ou será essa uma teoria sem sentido?

Livro da Infância

 

O livro que fala sobre os mistérios da vila de Mafra!

Que aborda, sob uma outra perspectiva, o mito das ratazanas do Convento de Mafra.

Com suspense, num misto de ficção e realidade, personagens fictícias e outras que realmente existem ou existiram, foi sem dúvida um livro de banda desenhada que adorei, e que ainda guardo!  

  • Blogs Portugal

  • BP