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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Partilhar o guarda roupa entre mãe e filha

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Se, há uns anos, a minha filha ainda usava botas, com o tempo, as mesmas foram sendo substituídas por ténis.

Enquanto eu usava e, dali a uns tempos, tinha que comprar novas, ela deixou de usar, e foram ficando esquecidas nas caixas debaixo da cama.

Hoje, está tempo de chuva. Tenho roupa clara vestida, mas as únicas botas que tenho são pretas (ainda não renovei o calçado de inverno).

 

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Lembrei-me que, em tempos, vi numa caixa, umas botas dela, castanhas. Ainda estão em condições de usar. Foi só limpá-las. Servem-me, e são confortáveis. Acho que vão ficar para mim.

Aliás, vinha pelo caminho a pensar que hoje estou totalmente reciclada, com coisas que eram da minha filha, que ela já não usa, e despachou para mim.

As calças, cinzentas, estão boas, nem largas, como algumas que tenho, que assim ficaram com o uso, nem demasiado apertadas, que me impeçam os movimentos.

 

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A camisola, que ela adorava na altura em que foi comprada, e com a qual chegou a fazer a sessão fotográfica para o book, há uns anos, é agora passado para ela, mas presente para mim.

E o casaco, que até faz conjunto com a camisola, também me deu, porque não tem intenção de usar mais.

O seu estilo agora é outro. E quem ganha sou eu que, assim, fico com roupa nova sem gastar dinheiro!

 

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Mas não sou só eu que uso as coisas dela.

No outro dia, quis usar um macacão preto que tinha comprado para as duas, mas não tinha sandálias a condizer. Como disse, ela é miúda de ténis. E nem quando a convidei para ir à sapataria comprar sandálias, quis ir.

Por isso, a solução foi usar as minhas, que comprei este verão.

No baile de finalistas do 9º ano, levou um vestido meu, dos meus 20 anos.

Por vezes, lá vai um casaco ou outro.

E, para dormir, já várias vezes me assaltou a gaveta das T-shirts e pijamas. Segundo ela, tenho umas T-shirts giras.

 

E assim, apesar de não sermos irmãs nem amigas, com a vantagem de termos um corpo muito parecido e calçar números próximos, vamos partilhando o guarda roupa entre nós.

 

O detergente da loiça, um desejo e um rebuçado!

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Ontem, quando fui lavar a loiça do almoço, estreei o detergente com aroma a laranja. 

E veio-me, imediatamente, à memória, aqueles rebuçados "diamante", com sabor a laranja, que sempre adorei, pelo sabor ácido que têm!

Comentei com a minha filha e o com meu marido, que logo se fez ao caminho para me ir comprar os ditos rebuçados.

 

Passados uns minutos, lá chegou ele com uma embalagem de diamantes. 

Um de laranja para mim, um de tangerina para a minha filha e um de limão para o meu marido.

Soube-me mesmo bem! Deu para matar as saudades e o desejo. E ainda me atrevi com um segundo, de tangerina, que também é bastante ácido, como eu gosto.

Foi a conta certa. Já mestava a sentir o efeito do ácido na língua.

 

Dizia a minha filha:

"Oh mãe, agora cada vez que lavares a loiça, chupas um rebuçado!"

 

Respondi-lhe: 

"É melhor não, senão quando acabar a embalagem de detergente, já eu estou com diabetes!"

 

O que vale é que a embalagem é pequena e, dividindo por todos, não corro esse risco.

Mas não esperava que o meu marido fosse mesmo comprar os rebuçados.

Quem tem um marido assim, tem tudo!

Aquele momento...

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... em que vamos na rua e, sem estar à espera, os colegas de turma dos nossos filhos metem conversa connosco!

 

Nada de anormal, não fosse o caso de esses ditos colegas pouco se darem com ela, e serem todos rapazes.

Cá para mim, mal viram que eu iria passar por eles, fizeram alguma aposta para ver se tinham lata para meter conversa comigo.

Suspeito que não foi por mera simpatia ou boa educação!

 

Mas pronto, também não os deixei ficar mal, apesar de ter trocado o nome de um, e achar que outro já nem era colega dela, confundindo com um outro que mudou de turma este ano.

E, provavelmente, dada a minha falta de jeito para fixar nomes e caras, se os vir outra vez nem vou saber quem são!

Parvoíces de uma segunda-feira à noite

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Mãe e filha na cozinha, a primeira a tentar despachar-se, e a segunda sem pressa nenhuma de o fazer!

Como a minha filha tinha ido no dia antes ao concerto do Anselmo Ralph e estávamos a cantar as músicas dele, deu-nos para inventar letras:

 

Para a música "Aplausos para Ti", e porque eu já tinha arrumado o sumo, a pensar que ela não iria beber mais, a minha filha inventou esta.

 

Aplausos para ti

Foste arrumar o Ice Tea

E agora, o que é que eu bebo?

(Agora) o que é que eu bebo?

 

Uns tempos depois, à espera que ela comesse a sopa para lavar o resto da loiça, foi a vez de eu me aventurar em "Promete".

 

Então promete

Que vais comer a sopa toda

Não posso mais esperar, não

Diz-me que não vais deixá-la arrecefer, não

 

E, pronto, foi isto!

Já lá vão 14 anos de maternidade!

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E posso dizer que as coisas não melhoram ou pioram, necessariamente, à medida que os anos vão passando.

São situações, peripécias, descobertas, mudanças, preocupações, alegrias e conquistas diferentes, pelas quais já passámos (ou não) enquanto filhos, e que agora vivemos no lugar de pais.

Faz parte da vida!

Parabéns, filhota! Que tenhas um dia muito feliz!