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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Afterlife of The Party, na Netflix

About Netflix - Novidades na Netflix

 

Cassie é uma jovem popular que, num acidente doméstico, morre.

Precisamente na semana do seu aniversário.

Depois de uma discussão com a sua amiga de sempre, Lisa.

 

E agora?

Agora, Cassie encontra-se no plano intermédio onde a "anja" Val a recebe, e lhe explica como funcionam as coisas, depois da morte.

Cassie tem assuntos que ficaram pendentes, e é-lhe dada a oportunidade de voltar à Terra, resolver esses assuntos pendentes, remendar os erros cometidos e, quem sabe, depois dessa missão cumprida com sucesso, poderá subir para outro plano, onde coisas boas a aguardam.

 

A sua lista tem 3 nomes: a sua amiga Lisa, o seu pai Howie, e a sua mãe Sofia. E são-lhe dados 5 dias, para resolver tudo. Os nomes só desaparecerão da lista, quando ela atingir o objectivo.

Se falhar, espera-lhe a descida de plano. Se desistir, tudo o que fez até então é anulado, e ela desce.

Cassie não consegue ser vista por ninguém, a não ser pessoas com quem tenha uma relação forte e muito especial, e souber accionar a "chave" certa que permite essa visibilidade.

Enquanto isso, terá que encontrar coragem e motivação, e perceber, realmente, o que fez mal, para agir bem, recorrendo a outras formas de comunicação. 

 

Conseguirá ela fazer desaparecer os nomes da sua lista, dentro do tempo?

Será Cassie capaz de aprender, e mudar?

"A Banca dos Beijos 3", na Netflix

(O fim de uma era. O começo de uma nova vida)

A Banca dos Beijos | Site Oficial da Netflix

 

Assim de repente, vêm-me à mente estas três verdades presentes neste último filme:

 

"Nem sempre amar é suficiente..."

"Por vezes, as pessoas não precisam tanto de quem as proteja, mas mais de quem as ame..."

"Por vezes, tentamos tanto agradar a uns e a outros, e preocupamo-nos tanto em não magoar os outros, que acabamos por nos esquecer de nós mesmos, e magoarmo-nos."

 

Sim, é mais um filme para adolescentes.

Mas que mostra que, seja qual for a idade, devemos fazer aquilo que gostamos, e não aquilo que os outros gostam ou esperam de nós.

Que não podemos dividir-nos por todos, porque senão ficamos em cacos. Não podemos assumir tudo, nem estar em todo o lado, ao mesmo tempo.

Que, por vezes, temos que fazer escolhas, sem receios de magoar quem nos rodeia, e quem amamos, porque se assim é, irão entender e apoiar.

Que amizade e amor podem coexistir, sem que se anulem porque, se assim for, algo, ou alguém, não está bem.

Que não devemos apenas querer ser felizes, mas querer também que os outros sejam felizes.

Ninguém substitui ninguém, mas pode representar uma nova vida, um novo recomeço, uma novo oportunidade para viver e ser feliz.

 

"A Banca dos Beijos" é, sem dúvida, das melhores trilogias para adolescentes, que também os adultos podem e devem ver!

 

 

"Sweet Girl", na Netflix

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Um filme sobre perda, sobre desespero, sobre vingança.

No meio de negócios e interesses entre farmacêuticas, quem fica a perder são aqueles que dependem dos medicamentos que, ou são demasiado caros, ou são retirados do mercado, quando acessíveis, ou vêem o seu lançamento adiado. Para tarde demais...

Quando, quem deles precisava, já morreu por falta deles.

Mas, quem quer saber disso? São danos colaterais. Ninguém é culpado. Acontece.

 

No entanto, as famílias não pensam dessa maneira.

Existem culpados, e é preciso justiça para que sejam responsabilizados, e condenados.

E, se essa falha, há que fazê-la por conta própria, até ao limite.

 

Cooper e a filha vêem-se envolvidos num esquema em que há quem esteja disposto a matar, para que o mesmo não seja descoberto.

E eles são as próximas vítimas.

A única forma de não passar o resto da vida a fugir, e temer pela vida, é entrar na toca do lobo, e aniquilá-lo. Contra tudo, e contra todos. Nem que seja a última coisa que façam.

 

Só no fim se percebe que nada do que vimos até ali, é o que pensámos que estávamos a ver.

E, aí, torcemos ainda mais para que a família Cooper consiga, finalmente, justiça e paz.

Um filme a não perder!

 

 

 

 

 

A Última Carta de Amor, na Netflix

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Mal vi o anúncio deste filme, soube que queria vê-lo.

Ou não fosse ele inspirado no livro de Jojo Moyes.

Mas confesso que ficou aquém das minhas expectativas.

O filme, apesar do romance e da bonita e trágica história de amor, é um pouco entediante, monótono.

Dei por mim a torcer mais pelo romance entre a jornalista e o arquivista, do que pelas outras duas personagens principais.

 

Jennifer é uma mulher cheia de vida, independente, extrovertida, que teve a pouca sorte de casar com um homem que a limita em todos os sentidos, e que não lhe dá a mínima atenção, preocupando-se, exclusivamente, com os negócios, com as aparências, com o estatuto.

Talvez por isso não tenha resistido aos encantos de Anthony, o jornalista que iria entrevistar sobre o marido.

O seu amor foi pontuado por diversos encontros e desencontros, que resultaram numa separação de cerca de 40 anos.

 

Na actualidade, a jornalista Ellie encontra algumas das cartas enviadas por Anthony, a Jennifer, e vai tentar descobrir mais sobre esta história de amor e, quem sabe, voltar a juntar o casal.

Enquanto isso, ela própria lida com os seus medos, e foge de qualquer compromisso, mesmo quando percebe que Rory poderá ser a pessoa que a fará feliz.

 

A parte mais comovente do filme é, sem dúvida, o final, quando ficamos na expectativa se Jennifer, após todos aqueles anos e a sua recusa em falar do passado, comparecerá ao derradeiro encontro com o seu grande amor.

 

A título de curiosidade, o actor Harry Bernard "Ben" Cross, que deu vida a Anthony na actualidade, faleceu em Agosto de 2020.

 

 

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Milagre Azul, na Netflix

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Do bairro degradado de Istambul (do filme Vidas de Papel), para o Cabo San Lucas, no México, onde está situada a Casa Hogar, uma organização não governamental que acolhe crianças e jovens desprotegidos e vulneráveis, salvando-as das ruas, servindo também como lar para órfãos.

 

A Casa Hogar foi uma das atingidas, em 2014, pelo furacão Odile, pelo que necessitava, com urgência, de obras de reconstrução que lhe permitisse continuar a abrigar as suas crinaças e jovens. 

Mas não havia dinheiro.

Então, na sequência da isenção de taxa de inscrição num famoso concurso de pesca, por conta do furacão, a Casa Hogar acabou por participar no evento, e ganhar, quase como um milagre, o prémio que lhe permitiu salvar a instituição.

 

Esta é a história real!

A que inspirou o filme "Milagre Azul", que agora pode ser visto na Netflix.

 

No filme, Omar é o responsável pela instituição, junto com a mulher, e estão em risco de perder a propriedade, e deixar as crianças e jovens sem um tecto, tendo que voltar para as ruas, de onde as tiraram, se não conseguirem pagar as dívidas que têm, no prazo de um mês.

A determinado momento, e perante a iminência de perderem tudo o que construiram e conseguiram até ali, riem e fazem piadas, para não chorarem.

 

Até que o organizador do torneio de pesca Bisbee's Black & Blue tem a ideia de juntar um velho pescador, que não pode participar sozinho, à Casa Hogar, que pertence à localidade e, por isso, pode competir como equipa de pescadores locais.

Só que Wade é um velho rabugento e solitário que não lida bem com companhia, nem com crianças.

E Omar terá que moderar a convivência entre todos, gerir as expectativas de todos, e ainda tentar ajudar Moco, um jovem que está entregue a si próprio, mas que oferece uma certa resistência a fazer parte daquela "casa", preferindo ficar sozinho.

 

Os primeiros dois dias não deixaram margem para dúvidas de que seria quase impossível apanhar o maior espadim, e vencer o torneio, pelo que, no terceiro e último dia, só restam duas opções: fazer batota, ou rezar por um milagre.

Omar, também ele criado nas ruas, após a morte do pai, e envolvido em alguns esquemas, juntamente com os companheiros, para sobreviver, mudou de vida. E não tenciona voltar ao mundo do crime.

Wade oferece-lhe uma solução: comprar um espadim, e simular a sua pesca durante o torneio. É a única forma de salvar a Casa Hogar.

Mas Moco sabe do estratagema, e não parece satisfeito com Omar, por este aceitar a proposta.

O que deverá Omar fazer?

Fazer as coisas bem, e arriscar perder tudo? Fazer batota, salvar a Casa Hogar, mas perder o respeito e a credibilidade junto dos seus meninos?

 

O discurso de Omar é derrotista, e deixa os miúdos tristes e revoltados com ele, por não cumprir aquilo que lhes prometeu, e terem que voltar à insegurança das ruas, e à luta pela sobrevivência.

Viver nas ruas não é fácil mas, quando é a única realidade que se conhece, as pessoas, mesmo as crianças e jovens, acabam por se adaptar, por arranjar estratégias.

Mas, quando se retiram as mesmas desse mundo, e lhes dão abrigo, elas conhecem uma outra realidade, que lhes permite baixar a guarda, as defesas, que as leva a "desaprender" aquilo que é preciso quando se está lá fora.

E é por isso que, novamente devolvidas à rua, têm ainda mais dificuldades, e correm mais perigo.

 

No filme, tal como na realidade, o "Milagre Azul" acontece, e a Casa Hogar consegue pescar o maior e mais pesado espadim.

Mas nem sempre acontecem milagres.

Na maior parte das vezes, não acontecem mesmo porque, então, se se tornassem algo banal, deixaria de ser milagres.

A Casa Hogar teve sorte. 

Mas podia não ter tido.

Tal como muitas outras não têm, por esse mundo fora.

 

Infelizmente, aquelas crianças e jovens estavam dependentes de um espadim, para conseguir o dinheiro necessário para salvar o seu lar.

Mas isso não seria preciso, se houvesse mais apoio, mais ajudas, mais intervenção daqueles que deveriam ser os primeiros a defender e proteger essas crianças e jovens.

Não é impossível, mas é muito difícil levar um barco às costas, sozinho, e tentar mantê-lo à tona quando, volta e meia, disparam contra ele, e começa a dar sinais de se poder afundar.

 

Quanto a Wade, o que ele precisava mesmo, era de conviver com pessoas, com crianças, com jovens que, apesar da sua tenra idade, também podem ter uma palavra certa a dizer.

Esta experiência, esta socialização forçada, devolveu-lhe o sentido para a vida, mostrou-lhe aquilo que é o mais importante, e que nunca é tarde para tentar mudar.