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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

"Uma Combinação Perfeita", na Netflix

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Ontem vi este filme na Netflix.

Uma comédia romântica que tem, como pano de fundo, as paisagens australianas.

Decididamente, eu não seria a melhor pessoa para viver na Austrália, já que sou incompatível com toda aquela bicharada que eles lá têm e que, para quem lá vive, já é habitual, como tarântulas, cobras, e afins.

 

Por falar em cobras, há umas que são mesmo humanas e que, aqui, se disfarçam de chefe, e de amiga, que de amiga não tem muito, porque é a primeira a dar uma facada, quando ela própria está em apuros, para ficar bem vista.

Continuando numa de animais, também há os cães que ladram muito, mas não mordem, e são inofensivos.

É o caso de Hazel, com quem Lola vai tentar fazer uma parceria, apesar de parecer impossível. E das suas novas colegas de trabalho, que lhe dificultam a vida nos primeiros dias, mas até são boa gente, e acabam por aceitá-la e integrá-la.

 

Quem fica esponsável por lhe explicar o trabalho é Max que, no início, não se percebe bem que relação tem com Hazel, mas acaba por se apaixonar por Lola.

É caso para dizer que os opostos se atraem, já que Lola é uma mulher que arrisca tudo, sem medo, e Max é um homem que prefere jogar pelo seguro.

 

O que é que destaco deste filme? Os animais! Ora pois :)

Digam lá que não são tão fofos?!

 

 

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A ovelha Baaarbra, com quem Lola trava amizade, e que impede que a mesma se transforme no almoço de domingo, transformando-a na mascote da quinta e da companhia de vinhos.

 

 

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O cão Arlo, fiel companheiro de Max!

 

 

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E um simpático e fotogénico canguru, ou não se passasse a acção na terra dos cangurus!

 

"O Fim de Semana", na Netflix

(e como um filme pode gerar uma boa interação em família)

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Como já referi, ultimamente não tenho tido vontade de ver séries. E mesmo filmes, não tem aparecido nada que me cative.

No entanto, quando recebi a notificação de estreia de "O Fim de Semana", quis logo vê-lo. A minha filha também.

Assim, esperámos por um dia em que estivéssemos as duas livres, e fizemos a nossa sessão de cinema.

 

Curiosamente, mal começámos a ver, e sabendo sobre o que se tratava, demos início, as duas, à nossa lista de suspeitos - supeito n.º 1, suspeito n.º 2 - e por aí fora.

Fomos tecendo teorias. Formulando hipóteses. 

Fomos juntando suspeitos à lista. Eliminando outros.

Até equacionámos não ter acontecido nada.

 

Um filme, para me surpreender, tem que ir para além do óbvio.

Todos os suspeitos pareciam demasiado suspeitos para, de facto, o ser.

Da mesma forma, pessoas demasiado prestativas e simpáticas, levam-nos a desconfiar.

Posto isto, eu dei o meu palpite: uma pessoa que não tinha nada a ver, mas que seria, para mim, aquela "reviravolta" esperada.

A minha filha, por sua vez, apontou a mira para outra pessoa que, à partida, também não fazia qualquer sentido.

 

A verdade é que a disputa, no filme, e cá em casa, foi mesmo entre essas duas pessoas!

Ou eu estava certa. Ou era a minha filha que tinha razão.

E, no fundo, ambas estámos no caminho certo.

Apesar de apenas uma de nós "vencer o duelo", qualquer uma daquelas pessoas tinha cometido crimes e estava, directa ou indirectamente, ligada ao mistério.

 

Mais importante que isso, tivemos ali uma hora e meia divertida e expectante, armadas em detectives, e gerou-se uma boa interação.

E a minha filha acabou por mostrar-se mais crente na bondade e inocência das pessoas, que eu, defendendo até ao fim que acreditava na sinceridade de uma daquelas personagens.

 

Quanto ao filme, duas amigas vão passar um fim de semana à Crácia.

Uma delas, Kate, desaparece. A outra, Beth, é considerada suspeita.

Kate está a divorciar-se. Parece não estar feliz. E vinga-se como pode.

Beth, casada e recém -mamã, não está na melhor fase do seu casamento.

 

À medida que vamos vendo o filme, ficamos com a ideia de que Kate é uma "cabra" disposta a dar cabo da vida de Beth e não a melhor amiga, como se esperaria.

Mas, o que aconteceu, na verdade, a Kate?

O seu desaparecimento é involuntário? Ou propositado?

E se ela, realmente, morreu, quem a matou?

 

Com uma história simples e igual a tantas outras, este filme conseguiu cativar, e surpreender até aos últimos minutos!

 

 

 

Daquelas "limpezas" gerais que uma pessoa faz na vida

Desenho de Vassoura pintado e colorido por Usuário não registrado o dia 02  de Outobro do 2009

 

Olhei para a minha lista de livros a comprar.

Muitos deles, pareciam mais do mesmo.

Gosto de determinados estilos, mas cheguei a uma fase em que, só isso, não basta. 

Quero ler livros que tragam algo de novo. Que me surpreendam. E não que eu já saiba como começa e acaba, porque são todos assim.

Por isso, neste momento a minha lista está reduzida a 8 livros.

 

O mesmo aconteceu com filmes e séries que tinha na minha lista para ver.

Tanta coisa que por lá tinha, e já foi eliminada. 

Está cada vez mais difícil encontrar alguma coisa que me agrade porque, não é por gostar de determinado género, que tudo o que é daquele género é bom e me apetece ver.

 

E que dizer das amizades no facebook?

Amigos de amigos não são, necessariamente, meus amigos.

Pessoas meramente conhecidas, que vivem na mesma zona, idem.

Tal como aquelas que me pedem amizade com segundas intenções - fazer publicidade a bens ou serviços.

E outras que estão lá, que nunca interagem, nem se lhes vê sinal de vida, e só parecem acordar quando percebem que foram eliminadas!

 

Não sei se é esquisitice, falta de paciência ou efeitos da idade, mas é isto. 

Ando numa daquelas "limpezas gerais" que uma pessoa faz na vida!

 

"Não Olhem Para Cima", na Netflix

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Eu diria "não olhem para este filme"!

Desilusão total.

 

Éramos três aqui por casa, ansiosos para ver o filme.

O meu marido desistiu a meio, depois de quase adormecer.

Eu e a minha filha, mantivemo-nos até ao fim, passando algumas partes para a frente.

Depois de um "quase fim" a salvar a honra, percebemos que um filme, quase todo ele, mau, ainda conseguiria piorar mais.

 

Se, no início, pensei que seria um daqueles filmes dramáticos sobre catástrofes, do género que eu gosto, cedo percebi que não o seria. 

Como comédia, não lhe achei graça nenhuma.

E, até mesmo, enquanto sátira, aos media, aos interesses políticos e afins, ao negacionismo, à tecnologia, às alteações climáticas, e por aí fora, foi muito fraquinho.

 

Nunca um elenco com tantos grandes actores foi tão mal aproveitado.

Será que, a esta altura, não se terão arrependido já de ter participado no filme?!

 

Se, para algumas pessoas, este foi o melhor filme de 2021 (gostos não se discutem), para mim foi mesmo o pior do ano.

 

Into The Beat: Dança com o Coração, na Netflix

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Este fim de semana foi dedicado, entre as tarefas do costume, a ver filmes.

Um deles foi este "Into The Beat: Dança com o Coração".

Sim, é mais um filme de dança. Em que a protagonista se junta a um grupo de hip hop e descobre uma nova paixão.

Em que o protagonista desperta o lado mais emocional da dança na sua mais recente companheira.

Como já vimos em tantos outros filmes do género.

 

Mas, o que diferencia este, dos demais, é a pressão. O peso de um nome. Do legado familiar. O compromisso, a responsabilidade, o dever.

O continuar do que ficou por fazer, por conquistar.

A mãe de Katya era bailarina. Mas, a determinada altura, talvez devido a algum acidente, terá morrido.

O pai de Katya é um bailarino de topo, reconhecido e prestigiado, no auge da sua carreira. Mas sofre um acidente, e nunca mais poderá dançar.

Katya é bailarina desde que se lembra. É uma das melhores da turma. E gosta de dançar.

É a "sucessora". Aquela que vai dar continuidade ao nome e ao trabalho dos pais.

 

Só que, enquanto tenta conquistar o sonho, que talvez seja mais do pai do que dela própria, ela descobre o hip hop.

E percebe que, ao contrário do ballet, é o hip hop que a faz sentir aquilo que os pais sempre descreveram que sentiam quando dançavam.

No entanto, o pai não lhe permite abdicar de todo um trabalho de uma vida, por causa de uma "dança de rua".

Ela tem um dever a cumprir, e não se pode desviar do caminho. Tem um nome a defender, e não pode defraudá-lo, por conta do que julga ser um "capricho".

Até mesmo a própria professora de dança a tenta convencer de que são apenas dúvidas passageiras, e que Katya deverá ignorar, mantendo-se firme.

 

Mas, quanto mais pressão sente, mais Katya sofre, entre aquilo que ela quer realmente, e aquilo que esperam dela. Entre tentar não magoar uns e outros, acabando por se magoar a ela própria, sem que ninguém a compreenda ou ajude.

É um filme.

Mas, quantas vezes, não acontece isto na vida real? Pais que projectam os seus sonhos nos filhos? Pais que criam expectativas, que não querem ver defraudadas?

Pais que pressionam, que limitam, que não deixam os filhos voar por si próprios?

 

É um bom filme para reflectir sobre o que é realmente importante para os nossos filhos, e como devemos apoiá-los a conquistar os seus próprios sonhos.

Porque é isso que os fará felizes e, se os amamos, nos fará, enquanto pais, felizes também!