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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

"O Meu Ano em Oxford", na Netflix

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Vi este filme há dias com a minha filha.

Ela gostou. Eu, não desgostei.

Mas estava com uma grande expectativa em relação ao filme, talvez pelo trailer, e pela escolha da banda sonora do mesmo.

Olhando para trás, talvez nem fosse preciso ver o filme, vendo o trailer. 

Uma pessoa acaba por perceber que é tudo muito previsível. Damos por nós a antecipar o que vai acontecer. 

Para onde querem que nos viremos e como, certamente, é tudo menos isso.

Há quem compare este filme ao "Viver Depois de Ti", mas menos bom. Para mim, nem sei se devemos comparar.

O primeiro, transmitiu-me várias emoções. Este, nem por isso.

Ficou ali meio morno. Mais leve.

 

No fundo, só a mensagem é comum a ambos: viver o melhor que conseguirmos, no tempo que temos!

E isso inclui escolher a forma como lidamos com a doença, e com a morte.

Porque, por muito que todos à nossa volta, que nos amam, nos queiram vivos, isso nem sempre é possível.

Por mais que sofram, por mais frustrados que fiquem, estão a pensar nos seus próprios sentimentos e vontades, ignorando o sofrimento, os sentimentos e a vontade de quem vive a situação na própria pele.

 

Nem sempre há uma cura.

Nem todos os doentes querem passar os últimos dias da sua vida num hospital, ou submeter-se a tratamentos que os deixam ainda mais debilitados, sabendo que as hipóteses são mínimas, ou mesmo nulas.

E é difícil aos familiares aceitar a decisão que não é deles, e que vai contra aquilo que desejam.

 

 

Deixo aqui algumas das citações de que mais gostei no filme:

 

"Acho que a vida tem uma forma de fazer descarrilar até os melhores planos."

 

"Acho que nunca devemos arrepender-nos do que fazemos, só das coisas que não fazemos." - o que digo sempre em relação a mim

 

"Não vivemos mais tempo, só morremos mais devagar." - referindo-se ao tempo que se vai ganhando com tratamentos, mas que acaba por ser, maioritariamente, passado em hospitais.

 

"Só porque algo é fugaz não significa que não tem significado."

 

 

 

 

"Outro Pequeno Favor"

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Tinha lido, em 2017, o livro que inspirou o primeiro filme.

Depois, vi o filme "Um Pequeno Favor".

Este ano, surgiu a sequela "Outro Pequeno Favor". E também o vi, com a minha filha, no sábado.

 

Confesso que não me lembrava de quase nada da história anterior.

Ainda assim, acho que não foi preciso relembrar para perceber que este segundo filme não correspondeu, de todo, às expectativas.

Achei tudo muito forçado: enredo, algumas personagens, cenas desnecessárias.

Pareceu mais uma exibição de actores famosos, no meio de paisagens bonitas, com direito a um autêntico desfile de moda por parte da Emily.

 

Mas talvez seja, apenas, o meu gosto pessoal.

Gosto de um bom mistério, um bom thriller, de uma boa história.

Mas que não seja em jeito de satirização, exagero ou até comédia. Que é o que este filme parece.

 

 

 

"Má Influência", na Netflix

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Já me tinha deparado com este título há dias, quando entrei na Netflix, e no domingo decidi vê-lo.

Posso dizer que o melhor do filme é a música do final - Mala Influencia - cantada por Naiara Moreno! E ter recordado, a meio da história, uma das icónicas músicas dos Aqua.

Quanto ao filme, bem...

 

É mais um filme, com dois actores jovens, bonitos e de classes sociais distintas, que se apaixonam.

Reese é filha de um empresário, e anda a sofrer de bullying por parte de alguém misterioso, que a ataca em várias frentes, e lhe está a transformar a vida num inferno.

Eros é um jovem acabado de sair da prisão, que o pai de Reese contrata para guarda-costas da filha.

"Obrigados" a conviver um com o outro, acontece precisamente aquilo que o pai de Reese mais temia, e queria evitar.

No entanto, ele também não é a pessoa com mais moralidade para o que quer que seja.

 

 Nem a presença de Enrique Arce, o famoso Arturo de La casa de Papel, salva esta história.

Começando pelo perseguidor, e os seus motivos para atacar Reese, passando pelo romance da praxe, que nada traz de diferente, e terminando com a "grande" (e mal conseguida) revelação, todo o enredo é muito básico, muito pobre e sem grande sentido.

Entretém, está em primeiro lugar nos filmes mais vistos, mas não deve segurar o lugar por muito tempo.

 

 

"Um Ano Para Ser Feliz"

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Quase se pode dizer que este filme é um "três em um": tem romance, tem o luto pela morte de um ente querido e tem a típica lista de objectivos a cumprir!

Como "cereja no topo do bolo", ainda lhe acrescentaram os DVD's, gravados pela falecida mãe. Quando assistimos, parece apenas uma conversa normal entre mãe e filha, como se tivesse surgido, naturalmente, naquele instante, e não há muitos meses atrás.

 

Alex é a filha mais nova de Elisabeth.

A filha com quem ela tem uma relação especial que, por vezes, os irmãos não compreendem.

Nos últimos tempos, Alex andava um pouco à deriva na sua vida, e a mãe quis tentar resgatar, de alguma forma, a mulher que sabia que a filha poderia ser.

Os DVD's, entregues por etapas, após a morte da mãe, consoante Alex fosse cumprindo os itens da sua lista de objectivos, escrita na adolescência, mas totalmente actual, foi a forma que encontrou.

 

À medida que Alex vai visualizando os vídeos, e seguindo os conselhos da mãe, vai percebendo que, por vezes, é preciso olhar as coisas de uma outra perspectiva. Que todos cometem erros. Mas tudo (ou quase tudo) se pode resolver, melhorar, perdoar.

 

Houve apenas um objectivo, de todos os que tinha que cumprir até ao final do ano, que Alex acredita que falhou: encontrar o verdadeiro amor.

Mas será que falhou mesmo? Ou apenas não o consegue ver?

 

"Naquele Natal", na Netflix

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Não há nada mais banal ou tradicional, do que ver filmes de Natal, no Natal!

Incluindo, filmes de animação.

E se, de uma forma geral, todos parecem mais ou menos iguais, com a mesma temática, e mensagens semelhantes, a verdade é que vale mesmo a pena ver alguns deles.

 

"Naquele Natal", não sendo um daqueles filmes que possamos dizer que é muito bom, parece ser uma reprodução, no ecrã, daquilo que é a minha visão sobre o Natal, sobre o seu espírito, e sobre o que realmente importa.

E, depois, tem uma boa banda sonora: para além de me dar a conhecer uma música de Natal do Ed Sheeran, termina com a minha música de Natal preferida dos últimos anos: "Christmas Lights", dos Coldplay!

 

Quanto à história...

Temos um rapaz que vive com a mãe, enfermeira de profissão e que, naquele Natal, não só pelo seu trabalho, mas pela acção em si, terá que deixar o seu filho sozinho por algumas horas. No entanto, por muito duro que seja para ele, depois de o pai não o ter vindo visitar, não poder partilhar o almoço de Natal com a mãe, alguém lhe faz ver que, talvez, seja ainda mais duro para a própria mãe, ter que fazê-lo.

 

Depois, temos uma professora que parece muito rígida, trombuda e antipática, que todos temem, até os adultos mas que, no fundo, é só alguém solitário, que já sofreu, e perdeu o amor.

No entanto, graças a Danny, vemos um outro lado de Miss Trapper, que não deixa de ser comovente.

 

Temos ainda duas irmãs, gémeas. Sam e Charlie. Sam é a irmã boa. Charlie não se tem portado lá muito bem.

Mas isso não significa que seja má.

E vamos perceber isso quando o Pai Natal a puser à prova, sem que ela saiba. Porque, para mim, foi uma prova embora, inicialmente, pareça apenas um mero engano.

Há um motivo para cada uma daquelas acções de Charlie, e todos eles são bons motivos. Eram por boas causas.

 

Já no que toca a humor, temos vários casais que vão a um casamento e, no regresso a casa, na noite de Natal, ficam presos na neve, passando-a na carrinha, enquanto os respectivos filhos se divertem em casa, sozinhos, transformando o Natal tradicional, num Natal mais ao gosto deles, mais alternativo.

E tudo corre bem, até a pequena Eve desaparecer.

 

É aqui que, mais uma vez, o espírito natalício se evidencia, com toda a comunidade de Wellington on Sea a juntar-se para a busca, como uma grande família, que procura um membro perdido, no meio de um nevão que não facilita.

Eve só queria ir ver as cabanas na praia. 

Mas ninguém mais queria fazer a tradicional caminhada de Natal.

Então, ela viu a raposa. Viu os perus. E foi atrás deles.

Par a praia. Sozinha.

Conseguirão eles, unindo e empreendendo todos os esforços, encontrá-la?  

 

O final do filme, como não poderia deixar de ser, vem com mais uma tradição típica por aquelas bandas: o mergulho gelado.

E essa é uma daquelas que nunca cumprirei!

 

 

Deixo-vos esta citação, que me marcou:

"Acho sempre que o Natal é um pouco como uma lupa emocional.

Se te sentes amado e feliz, o Natal faz-te sentir ainda mais feliz e mais amado.

Mas, se te sentes sozinho e sem amor, a lupa começa a funcionar e torna as coisas más maiores e piores."