"O Meu Ano em Oxford", na Netflix

Vi este filme há dias com a minha filha.
Ela gostou. Eu, não desgostei.
Mas estava com uma grande expectativa em relação ao filme, talvez pelo trailer, e pela escolha da banda sonora do mesmo.
Olhando para trás, talvez nem fosse preciso ver o filme, vendo o trailer.
Uma pessoa acaba por perceber que é tudo muito previsível. Damos por nós a antecipar o que vai acontecer.
Para onde querem que nos viremos e como, certamente, é tudo menos isso.
Há quem compare este filme ao "Viver Depois de Ti", mas menos bom. Para mim, nem sei se devemos comparar.
O primeiro, transmitiu-me várias emoções. Este, nem por isso.
Ficou ali meio morno. Mais leve.
No fundo, só a mensagem é comum a ambos: viver o melhor que conseguirmos, no tempo que temos!
E isso inclui escolher a forma como lidamos com a doença, e com a morte.
Porque, por muito que todos à nossa volta, que nos amam, nos queiram vivos, isso nem sempre é possível.
Por mais que sofram, por mais frustrados que fiquem, estão a pensar nos seus próprios sentimentos e vontades, ignorando o sofrimento, os sentimentos e a vontade de quem vive a situação na própria pele.
Nem sempre há uma cura.
Nem todos os doentes querem passar os últimos dias da sua vida num hospital, ou submeter-se a tratamentos que os deixam ainda mais debilitados, sabendo que as hipóteses são mínimas, ou mesmo nulas.
E é difícil aos familiares aceitar a decisão que não é deles, e que vai contra aquilo que desejam.
Deixo aqui algumas das citações de que mais gostei no filme:
"Acho que a vida tem uma forma de fazer descarrilar até os melhores planos."
"Acho que nunca devemos arrepender-nos do que fazemos, só das coisas que não fazemos." - o que digo sempre em relação a mim
"Não vivemos mais tempo, só morremos mais devagar." - referindo-se ao tempo que se vai ganhando com tratamentos, mas que acaba por ser, maioritariamente, passado em hospitais.
"Só porque algo é fugaz não significa que não tem significado."