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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Os comentadores de filmes e séries

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Há os comentadores de futebol, que vão fazendo o relato do jogo enquanto o mesmo está a decorrer, para que, quem não está a ver o dito jogo, fique a par de tudo e consiga, através das palavras, de certa forma, visualizar o mesmo.

 

Depois, há os comentadores de filmes e séries, que fazem basicamente o mesmo, mas com o filme ou episódio da série que estão a ver.

E há quem o faça tão detalhadamente, que já nem precisamos de ver para saber!

A Desaparecida

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Um casal e a sua filha, de 10 anos, estão a caminho de um acampamento, onde irão passar uns dias, por altura do Dia de Acção de Graças.

Já no acampamento, instalados, e enquanto a mulher se dirige à loja, o marido depara-se com uma campista sensual com quem fica à conversa, enquanto se prepara para ir à pesca com a filha.

Só que a filha, que tinha ficado na caravana, desapareceu.

 

O xerife é chamado de imediato, e começam as buscas por Taylor.

Todos são suspeitos.

O rapaz deficiente que por ali anda.

O dono da loja, que parece ter algo a esconder.

O casal de campistas vizinhos.

E, para piorar, há um fugitivo à solta, que pode estar a dirigir-se para aqueles lados.

 

A mulher é mais perspicaz. Mais atenta. Não quer ficar parada e insiste em procurar a filha. 

Repara em pormenores a que o marido não presta atenção.

E mete-se em sarilhos.

 

A relação entre ambos estava com problemas, que eram minimizados pela existência da filha mas, agora que ela desapareceu, tudo começa a desmoronar.

A determinado momento, Wendy tenta o suicídio. E o marido, diz-lhe que está na altura de aceitarem que a filha não vai voltar.

 

A verdade é que, para além do desaparecimento de Taylor, outras pessoas estão a ser assassinadas.

Vem-se a descobrir que o dono da loja, e responsável pelo acampamento, era pedófilo, e poderia estar ligado a uma rede. 

E parece que Justin também tem algo a esconder.

 

Só quando estamos a chegar quase ao final do filme, e depois de termos suspeitado de muitas daquelas pessoas, é que o xerife descobre o que, realmente, aconteceu a Taylor.

E percebemos que fomos "enganados" ao longo de quase todo o filme!

47 Metros: Medo Profundo

Cineshow

 

Estar no fundo do mar já pode ser, por si só, claustrofóbico para algumas pessoas.

Estar no fundo do mar, e preso dentro de grutas subaquáticas, sem saber como sair, e com o oxigénio a esgotar-se, ainda mais.

Se, a este cenário, acrescentarmos a ameaça de um tubarão branco, disposto a não deixar ninguém sair vivo, é um verdadeiro pesadelo.

E é caso para se sentir um Medo Profundo, como o próprio nome do filme indica.

 

Vi o primeiro filme, um pouco diferente, em que duas irmãs se viam presas numa jaula, a 47 metros de profundidade, rodeadas de tubarões, a tentar chegar à superfície com vida.

Desta vez, a história centra-se num grupo de 4 adolescentes que, sem ninguém saber, decidem mergulhar numa zona onde se encontra uma cidade maia submersa pelo mar.

 

Tendo eles anunciado este segundo filme como uma sequela do primeiro, e com as mesmas premissas, foi fácil começar a imaginar todo o desenrolar do filme, baseando-me no que tinha acontecido antes.

No entanto, apesar de quase tudo bater certo com as minhas deduções, o final deste segundo filme foi diferente, o que lhe valeu mais uns pontos, por me ter trocado as voltas.

 

Ainda assim, na minha opinião, o primeiro filme "47 Metros de Profundidade", foi mais bem conseguido, e até mesmo o final foi algo que nunca imaginaríamos, pelo que este, que agora lhe sucedeu, ficou aquém das expectativas.

 

De qualquer forma, para quem goste do género, vale a pena ver. 

Escape Room x Saw

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Gostei dos filmes da saga Saw e, quando vi que o Escape Room ia dar na televisão, pus logo a gravar.

Vimo-lo no domingo.

A ideia era boa, mas à medida que vamos vendo o filme e, sobretudo, no final, perde qualquer credibilidade, arruinando-o.

 

 

Um grupo de pessoas é convidado, de uma forma curiosa e inédita, a participar no jogo, cujo prémio monetário acaba por ser um excelente incentivo.

Seja porque a sua vida é um falhanço total, por curiosidade, por paixão por este tipo de jogos, pelo dinheiro ou, simplesmente, porque alguém aconselhou a, por um dia, fazer algo arriscado, todos eles estão ali, sem saber ao certo o que os espera.

Percebemos, à partida, que algumas pessoas convidadas para o jogo têm uma inteligência acima da média. Outras, algumas fobias.

Todas estão ali para ganhar e, esperavam elas, para se divertir.

Mas, quando menos esperam, percebem que já estão a jogar e entram numa corrida contra o tempo, e contra todos os obstáculos e adversidades, para passar à fase seguinte.

 

 

E se, nas primeiras provas, os jogadores ainda acreditam que é tudo uma ilusão e que nada de mal lhes acontecerá, mais adiante, vão compreender que estão mesmo ali a lutar pela vida, e que aquele é um jogo macabro organizado por alguém que conhece tudo sobre eles e a sua vida, nomeadamente, o facto de todos eles serem sobreviventes únicos de diversos acidentes.

 

 

Cada prova, cada desafio, cada obstáculo, é um enigma para os fazer pensar e trabalhar em equipa, tal como nos filmes SAW.

Para além de, neste filme, os jogadores terem ido pelo seu próprio pé, de livre vontade, ao contrário do que acontecia em SAW, a pequena (grande) diferença, é que em SAW, pelo menos nos filmes iniciais, o objectivo era fazer com que aquelas pessoas tivessem noção dos erros que tinham cometido, e tivessem uma hipótese de se redimir sendo que, se tal se verificasse, poderiam sobreviver.

Em ESCAPE ROOM, pelo contrário, o jogo está feito para ninguém sobreviver, não havendo nenhum objectivo em concreto, a não ser o divertimento de quem a ele assiste.

 

 

Mas...

E se os jogadores se virarem contra o jogo, e contra as regras do mesmo, e fizerem as duas próprias regras?

Seria interessante, não seria? 

Só que, mais uma vez, conseguiram estragar esta nova premissa que prometia uma reviravolta, com um final que mais valia nunca ter acontecido.