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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

E, de repente, a minha filha tem 18 anos!

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Entre o aniversário da Amora e o da Becas, eis que temos o aniversário da minha filha.

E, de repente, a minha filha faz 18 anos!

Como assim, já 18 anos?!

 

Ah, pois.

Agora, acaba-se a companhia da mãe nas consultas médicas e afins. Já é crescidinha para ir sozinha.

Agora, acaba-se o ter que autorizá-la, em documentos oficiais, para o que quer que seja. Já pode decidir por si.

Agora, acabam-se muitas coisas.

Mas terão início outras tantas.

E, imaginem, no próximo dia 30, já poderá, pela primeira vez, exercer o seu direito de voto!

 

Este é o momento em que a lagarta se transforma em borboleta, pronta a abrir as asas, e voar.

No entanto, para nós, continua a ser a mesma menina-mulher de sempre. Para quem estaremos sempre cá.

 

Um Feliz Aniversário!

E bem vinda ao mundo louco dos adultos!

 

Quando não há nada a perder, nada há a temer

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Por vezes, é bom. Outras, nem tanto.

Por vezes, é coragem. Outras, loucura.

Por vezes, é luta. Outras, resignação.

Por vezes, é desafio. Outras, desespero.

Por vezes, é vitória. Outras, derrota.

Por vezes, é ilusão. Outras, a verdade nua e crua.

Por vezes, é o início. Outras, o fim da linha.

La Casa de Papel: o fim

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Estreou, este mês, a última parte de La Casa de Papel.

Confesso que as primeiras temporadas me agradaram.

Mas, depois, começou a parecer-me tudo muito forçado, tudo muito mais à base de violência, e menos de cérebro.

Um bando de ladrões, que não tinha nada a perder (ou será que tinham?), e que participou nestes assaltos ambiciosos, planeados até ao mais ínfimo pormenor, sabendo que poderia não correr tudo como previsto, mas com uma confiança e entrega nas mãos, e cabeça, do Professor, sem grandes dúvidas ou hesitações.

 

Na parte anterior, no entanto, as coisas ficaram um pouco (muito) descontroladas.

Duas das personagens mais fortes da série, e queridas do público, foram sacrificadas. A juntar aos outros que já tinham perdido a vida.

Portanto, ainda que tudo esteja bem, quando acaba bem, poder-se-á dizer que foi uma vitória?

E, caso tudo descambe de vez, e ninguém se salve, será uma derrota?

 

Há séries que, com o tempo, com o intervalo entre uma parte e outra, com o esforço para espremer ao máximo, e ver se ainda deita sumo, perdem o interesse.

E, confesso, 10 episódios pareceram-me muito.

Por isso, sem cerimónias, passei directamente para o último e, mal comecei a ver, pensei: ainda estão nisto?

Ou seja, posso ter perdido as explicações, as recordações do passado, o que eles sofreram até ali mas, verdade seja dita, o principal, ainda estava por acontecer: saber se se safavam, se iam presos, ou se morriam em combate!

 

Foi bonito, sim senhor.

Foi emotivo.

Foi um final.

Mas, lamento, não teve, em mim, aquele impacto que, provavelmente, esperavam do público.

Acho que, se pudesse, ter-me-ia ficado pelo final do primeiro assalto, e pela vida tranquila que tinham nessa altura, antes da Tóquio deitar tudo a perder.

 

Mais alguém por aí desiludido? Ou pelo contrário?

 

É o mundo que está perdido, ou nós que nos perdemos nele?

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O mundo está louco. Virado do avesso.

Ou, então, somos nós, que vamos enlouquecendo, com tudo aquilo com que nos deparamos à nossa volta.

O mundo está perdido. Sem rumo.

Ou, então, somos nós que estamos perdidos, nesse rumo para onde nos arrastam, sem que o tenhamos escolhido.

Muitas vezes, a vida atira-nos para o “olho do furacão”, para o meio da tempestade.

Prende-nos na “montanha-russa”, e faz-nos andar em velocidades e perigos vertiginosos, sem opção.

Ou, então, obriga-nos a assistir a um “filme de terror”, no qual não temos como intervir para salvar aquelas personagens que estão a vivê-lo.

Muitas vezes, só queremos que pare. Que acabe. Que chegue ao fim, e nos seja possível libertar, fugir para bem longe.

Só queremos que a maré nos arraste até à areia, onde não haverá mais perigo.

Refugiar no nosso porto de abrigo, onde nos sentimos seguros. Na nossa bolha protectora.

Onde o sol ainda brilha.

Onde a sanidade ainda prevalece.

Onde a paz ainda é a constante...