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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Obrigada!

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Como já vínhamos a antecipar, os blogs parecem estar, oficialmente, em desuso.

Ainda que meia dúzia de anfíbios continuem por cá, os entraves e dificuldades que estavam a surgir fizeram muitos questionar-se sobre o futuro por aqui.

 

E hoje, 12 de Janeiro, de certa forma, alguém decidiu por nós.

Foi anunciada a descontinuação do Sapo Blogs. 

Para tristeza de muitos que viam, nesta plataforma, um lugar seguro. Uma verdadeira comunidade.

 

Resta, perante este anúncio, agradecer.

Ao Sapo Blogs, por ser casa ao longo de tantos anos, e a toda a equipa.

Em particular, ao Pedro, pela ajuda, pela disponibilidade, pelos conselhos.

Aos seguidores que por aqui passaram, que deixaram um pouco de si, que partilharam comigo esta experiência.

A todos aqueles que me propuseram os mais diferentes desafios, seja de escrita, seja de fotografias.

Às pessoas que tive o privilégio de conhecer, privar, travar amizade.

No fundo, o que levamos daqui, quando tudo for eliminado, são as pessoas, e o quanto ganhámos, em todos os sentidos, com elas.

 

Escrever num blog foi desafiante, divertido, enriquecedor, terapêutico.

Uma espécie de diário.

Um arquivo que consultávamos quando não nos lembrávamos de algo.

Um obrigada por todos os conselhos e opiniões.

Pelas mais diversas sugestões de leitura, de cinema, de televisão, de música, de locais a visitar, e tantas outras.

 

Um obrigada por estarem desse lado, e fazerem a diferença!

 

Ainda não sei se mudarei o blog para outra plataforma, ou se este capítulo se encerra definitivamente.

Enquanto isso, quem quiser, sabe onde me encontrar.

 

Facebook - https://www.facebook.com/martasegao

Email - no perfil

Instagram - @martasegao

Blogger (entretanto retomado provisoriamente) - https://marta-omeucanto.blogspot.com/

 

Aqui no Sapo, não creio que valha a pena continuar a publicar, já que daqui a uns meses tudo será eliminado.

Por isso, à partida, fico-me por este dia. 

Encontramo-nos por aí!

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Catorze anos (e nove meses) depois...

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... o fim.

Não foi a primeira vez que essa decisão foi tomada.

Mas será, certamente, a definitiva.

 

Foram muitas as tentativas, as oportunidades, a esperança, de as coisas ainda darem certo.

De tudo melhorar. 

Apenas para chegar à mesma conclusão de sempre: a de que a nossa, cada vez maior, incompatibilidade, em termos de feitios, personalidades, objectivos, forma de estar na vida e de encarar uma relação, impossibilita qualquer relação entre nós.

Não nos entendemos, e acabamos por entrar num estado de saturação, de acumulação de coisas que, de um momento para o outro, saem em catadupa, em tom, e de forma, nada simpáticos. 

A rotina levou-nos a melhor.

Éramos conhecidos a partilhar uma casa.

 

Depois de alguns desentendimentos camuflados tivemos, este domingo,  "a tal conversa". 

A constatação.

O pôr em palavras aquilo que ambos pensávamos.

O dizer em voz alta aquilo que andávamos a silenciar.

E, se é para terminar, que seja a bem.

 

Claro que, e quem já passou por isso pode confirmar, não é fácil.

É uma mistura de alívio, porque estava a ser desgastante para ambos, com frustração, por mais uma relação que não resultou.

É aquela sensação de paz e sossego, por estar sozinha, misturada com o receio de não gostar de, a longo prazo (e é o mais certo de acontecer), ficar sozinha.

É saber que não vale a pena estar juntos, se não somos felizes assim, e tristeza, por não termos conseguido dar a volta.

É o achar que, talvez, quem sabe, não morando juntos, as coisas venham a ser de outra forma e, logo a seguir, a certeza de que nunca será possível e que, enquanto relação amorosa, é o fim.

É o pensar que, apesar disso, ficamos amigos e, no instante seguinte, até isso parecer difícil. Até porque acredito que o afastamento vá sendo cada vez maior, até para não trazer lembranças, ou porque há que distanciar para seguir em frente.

É olhar lá para a frente, e pensar que aquele sonho de viver juntinho com alguém até ao fim dos dias, alguém com quem partilhar alegrias, tristezas, momentos, parvoices, pode não se vir a concretizar.

 

Ainda assim, é acreditar que o que tiver que ser, será. Que o que estiver guardado para mim, será meu.

Sem stress, sem pressas, sem sofrer por antecipação.

O que é difícil, porque não sou propriamente uma pessoa optimista.

 

Mas, agora, há que fazer o luto.

Há que pôr ordem estes sentimentos todos que por aqui andam, o nó na garganta, o estômago embrulhado, o adaptar-me à nova realidade.

E viver um dia de cada vez.

Porque, queiramos ou não, a vida segue...

 

 

The Good Doctor - o fim

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Soube a pouco.

E sinto que não fez jus ao que cada uma daquelas personagens mereciam.

 

Quando se vê uma série, com várias temporadas, de forma seguida, e a mesma chega ao fim, fica um vazio. Mas passa mais rapidamente.

Assim, é mais difícil porque, afinal, foram anos a acompanhar aquelas pessoas, as suas histórias, o seu crescimento, as suas mudanças.

Quase que, a cada ano, vinha uma nova temporada para nos fazer companhia e, agora, acabou de vez.

 

De todas as temporadas, esta foi a que menos me cativou.

Não sei se por ser a última, se por ser mais pequena, se por não haver muito mais o que abordar.

Depois, porque parece que, quanto mais temporadas vêm, mais algumas personagens sofrem, e se afastam daquilo que as faz felizes.

O que nos faz pensar que mais valia termos ficado pela temporada anterior.

Mas a vida é mesmo assim, segue, e nós seguimos a vida destas personagens, independentemente do desfecho.

 

Entre o início do último episódio, e as cenas finais, passam-se 10 anos!

Como podem ver pela imagem, Shaun Murphy e Lia Dilallo continuam juntos, e com dois filhos.

Mas duas personagens, uma, inesperadamente, e a outra, quase como que predestinada, morrem. Porque assim teve que ser...

Outras duas personagens, da primeira temporada, reencontram-se, e acreditam que o destino lhes está a dar uma nova oportunidade. Aquela que desperdiçaram antes. Talvez porque não era o momento. Talvez porque tinham que viver outras coisas antes. Mas essa oportunidade pode não chegar a acontecer, se uma delas não sobreviver.

 

Morgan e Alex, depois de tanto jogo do "gato e rato", sem grandes surpresas, ficam juntos e conseguem a adopção oficial de Eden.

 

Audrey Lim - esta é uma daquelas personagens a quem se pode aplicar, adaptado, o provérbio "sorte no trabalho, azar no amor".

Passou por tanto e, quando ela olha para si mesma, quase não se reconhece. Quase não reconhece a pessoa que um dia foi, e da qual gostava. Agora, vê-se, e sente-se uma estranha. Mas está sempre a tempo de mudar. De se reencontrar.

 

Não sei se todos conseguiram, no final, encontrar o seu equilíbrio, a sua felicidade, aquilo que pretendiam da vida. Ao vê-los, assim parece.

Mas talvez seja, apenas, porque não virá nenhuma outra temporada.

 

Alguém acompanha a série?

Já viram a temporada final?

O que acharam?

 

 

Acabou. Finalmente!

Ilustração de logotipo de máscara de cirurgia | Vetor Premium | Logo  illustration, Mask drawing, Gas mask art

É caso para dizer que já posso, literalmente, respirar de alívio!

Nunca escondi a minha aversão ao uso das máscaras, reduzindo-o ao obrigatório, e pelo menor tempo possível.

O que já era muito. 

 

Agora, é um voltar à liberdade.

Sabe bem não ter que andar sempre a pensar se tenho máscara, porque aqui ou ali ainda é preciso.

Sabe bem entrar numa clínica, ou num hospital, e não ter que a usar.

Ontem, na incerteza, ainda a levei posta mas, assim que vi que a médica não a tinha, tirei a minha.

E soube tão bem.

 

Foi oficialmente decretado o fim das máscaras!

E, de repente, a minha filha tem 18 anos!

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Entre o aniversário da Amora e o da Becas, eis que temos o aniversário da minha filha.

E, de repente, a minha filha faz 18 anos!

Como assim, já 18 anos?!

 

Ah, pois.

Agora, acaba-se a companhia da mãe nas consultas médicas e afins. Já é crescidinha para ir sozinha.

Agora, acaba-se o ter que autorizá-la, em documentos oficiais, para o que quer que seja. Já pode decidir por si.

Agora, acabam-se muitas coisas.

Mas terão início outras tantas.

E, imaginem, no próximo dia 30, já poderá, pela primeira vez, exercer o seu direito de voto!

 

Este é o momento em que a lagarta se transforma em borboleta, pronta a abrir as asas, e voar.

No entanto, para nós, continua a ser a mesma menina-mulher de sempre. Para quem estaremos sempre cá.

 

Um Feliz Aniversário!

E bem vinda ao mundo louco dos adultos!