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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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The Good Doctor: chegou ao fim a quarta temporada

The Good Doctor 4x20 FINAL: una inesperada despedida, una reconciliación y  una propuesta de matrimonio | El buen doctor Temporada 4 Capítulo 20 | FAMA  | MAG.

 

Foi em Outubro de 2017 que estreou a série, e já lá vão quatro temporadas.

Quando vi anunciar, cativou-me.

No entanto, a primeira temporada não me entusiasmou muito.

A segunda temporada melhorou.

Já a terceira foi, até então, a mais emocionante, a mais diversificada, a que mais nos fez reflectir e emocionar, com os temas abordados em cada episódio.

 

Então, chegou a quarta temporada!

E não poderia ter começado da melhor forma, com os dois primeiros episódios a abordar a pandemia que vivemos na vida real - a Covid-19.

Mas é muito mais do que isso.

Novas personagens, novas decisões, novas relações, novos dilemas, novos desafios.

 

Essencialmente, a quarta temporada foi assente na relação entre Shaun e Lea, na forma como os dois, juntos, vão interagindo enquanto casal, ao mesmo tempo que terão que superar diversas dificuldades pelo caminho, como a aceitação por parte dos pais dela, a gravidez, ou a posibilidade de perder o bebé.

 

Mas muitos outros temas são abordados:

 

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- o stress pós traumático de Lim

 

- a crise no casamento de Glassman e Debbie

 

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- o fim do casamento de Andrews

 

- o perdão e uma nova oportunidade entre Claire e o pai, que a abandonou

- o perceber se aquilo que fazemos é o que queremos, ou o que os outros esperam de nós

- a aceitação da morte, e dos desejos dos outros sobre ela, ainda que não compartilhemos desse ponto de vista

 

 

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- a dificuldade em assumir sentimentos, emoções e compromissos, pondo em risco o amor

 

Os dois últimos episódios, fecharam a temporada com chave de ouro, como a cereja no topo do bolo, com uma missão humanitária em Guatemala, onde mais emoções fortes os (e nos) esperam. Uma mudança de cenário positiva, e bem vinda, que fez com que a série ganhasse ainda mais.

 

 

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A vida de Claire irá sofrer uma reviravolta inesperada, nos minutos finais do último episódio. 

 

É incrível perceber como todos eles cresceram, mudaram, estão mais maduros, confiantes, independentes.

É incrível a evolução de Shaun, desde os primeiros episódios, até aqui. Nem parece o mesmo. 

Tal como na vida real, uns ficam, e outros partem.

Uns terminam felizes, e outros ainda terão que encontrar a felicidade.

Mas há algo que permanece: a esperança!

 

E eu, espero que venha uma quinta temporada brevemente!

E a Itália é a grande vencedora do Festival Eurovisão da Canção!

(Rock & roll never dies!)

Italy wins 2021 Eurovision Song Contest following tight race | Music | DW |  22.05.2021

 

Dois anos depois da vitória dos Países Baixos, com Duncan Laurence, foi ontem escolhido o seu sucessor - a Itália.

Foi uma votação curiosa, em que três dos Big Five - Reino Unido, Alemanha e Espanha - ocuparam os últimos lugares da tabela, enquanto que os outros dois - Itália e França - estavam a disputar a vitória.

O país anfitrião, ficou logo a seguir, também nas últimas posições.

Acho que se formos analisar bem, alguns destes Big Five, senão mesmo a maioria, só lá estão porque não têm que passar pelas semifinais. Se assim fosse, em muitos anos, deixariam de marcar presença.

Outro facto estranho foi a quantidade de "0 pontos" atribuídos pelo público. Acho que não me lembro de, em algum ano, haver um país que não tivesse um mínimo de votos, quanto mais 4!

Mas foi bonito de ver o fair play demonstrado pelos restantes, com aplausos para estas canções não votadas.

E a cara de alguns concorrentes que, com a sua relativa fama, achavam que o público lhes faria subir as pontuações e ficaram de "boca aberta" quando revelaram a pontuação atribuída.

Mas como as curiosidades não se ficam por aqui, de salientar, como foi referido pela representante da França que, no Top 3 estavam 3 canções que não eram cantadas em inglês.

Na votação do júri, com a Suiça em primeiro lugar, e a França em segundo, duas músicas cantadas em inglês.

Após a votação do público, a Itália acabou por passar as suas adversárias, num hard rock cantado em italiano.

Não era a minha preferida.

A França merecia a vitória. A Suiça, nem tanto.

Mas, se virmos bem, depois de uma música calminha, teria que vencer uma mais ritmada!

Tal como a Neta, depois do Salvador Sobral.

 

Duvido que a canção faça o sucesso de outras vencedoras.

Nem é uma música que fica no ouvido.

Que daqui a uns meses, ou até mesmo no próximo ano, nós estejamos a cantar, como se tivesse acabado de vencer.

Mas pronto, também tem direito.

Até porque que a Itália estava de jejum há 31 anos, e dizem que já estava a dar sinais de querer abandonar o barco e, como é um dos Big Five, não convém muito. 

 

Quanto à prestação de Portugal e dos The Black Mamba, grande pontuação e classificação obtida pelo jurí. Menos sorte teve com o público, o que contrasta com as notícias que tinham vindo a surgir sobre a nossa canção, e o sucesso, até mesmo em termos de vendas no itunes.

 

Uma das coisas que reparei foi que, apesar do adiamento, a grande maioria dos países voltou a convidar os artistas que tinham sido escolhidos em 2020, mudando apenas a música.

Portugal não o fez, e preferiu apostar em novos representantes. Talvez tenha sido a nossa sorte. Acredito que a Elisa não conseguiria uma pontuação tão boa.

 

Mas acho que, no fim de tudo, o que fica é um grande espectáculo de música e dança, de regresso ao trabalho, de regresso à relativa normalidade controlada.

Um momento de conquista, e vitória.

Um momento de esperança.

 

A final do The Voice Kids e a homenagem à Catarina Furtado

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No fim de semana decorreu, entre sábado e domingo, a grande final do The Voice Kids.

 

No sábado, foram escolhidos 5 finalistas, de entre os 8 em competição.

Uma escolha difícil, dado o talento de todos aqueles jovens.

Muitas vezes, no programa dos adultos, olhamos para os finalistas e pensamos: cantam bem, mas não está ali "a voz".

Neste, das crianças/ adolescentes, olhamos e pensamos: tanta "voz" que há por aqui. Tantos que podiam ser dignos vencedores.

E foi a meio desta gala, que aconteceu um dos momentos emocionantes da noite e que, por mais que queiramos, não conseguimos evitar deitar umas lágrimas que, do lado de lá, era necessário conter - a homenagem da Carolina e da Marisa à apresentadora Catarina Furtado!

 

 

 

O que dizer da Catarina?

Sim, ela tem momentos em que exagera na histeria.

Sim, ela está sempre a interromper quando os mentores falam.

Sim, ela tem algumas saídas um pouco infelizes de vez em quando.

Mas também é verdade que ela está ali de coração.

Que acompanha aqueles jovens desde o início, sofre com eles e por eles, alegra-se com eles e e por eles, incentiva-os, anima-os, valoriza-os.

Que há uma grande cumplicidade entre ela e os mentores.

Que é uma apresentadora que se coloca, de certa forma, ao nível dos concorrentes. 

Que é carinhosa, amiga, confidente.

E que, para lá dos programas de televisão, a Catarina é uma grande mulher.

Uma mulher de causas, sem que isso a faça andar a pavonear-se ou a mostrar-se mais do que o necessário, para ajudar quem realmente precisa.

Uma mulher consciente do seu valor, das suas missões. 

Uma filha. Uma mãe.

E, como o título da música diz, a Catarina é linda.

Foi uma homenagem merecida!

 

 

Quanto à final, propriamente dita, ganhou, como já se esperava, o Simão.

Curiosamente, nas duas últimas edições, venceram concorrentes que, na fase das batalhas, foram eliminados pelos mentores iniciais, e salvos por outros mentores que, assim, garantiram a vitória.

Tinha acontecido com o Luís Trigacheiro, inicialmente da equipa do Zambujo, e agora com o Simão, que era da equipa do Carlão.

 

Se era o meu preferido? 

No seu género, ele não deixa de ter um vozeirão, para os seus 13 anos.

A Rosa Antunes, por exemplo, que não chegou a domingo, tinha um timbre característico, e era uma possível vencedora.

A Rita também tem um enorme potencial, tal como a Maria Inês.

O Nuno Siqueira, não o tendo ouvido noutras fases, conquistou-me com a sua voz no tema do Lewis Capaldi.

Por isso, como disse a Carolina Deslandes, importa mais o que façam daqui para a frente, a ajuda que possam ter para lhes dar o impulso, e a sua vontade e garra para trabalhar, aproveitando as oportunidades que surgirem.

 

Parabéns a todos, por elevarem a fasquia dessa forma!

 

 

Imagem: The Voice Portugal

 

 

 

The Black Mamba vencem o Festival da Canção!

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"Love was on our side

Luck was on our side

Portugal was on our side

And we won the final tonight"

 

E pronto, está escolhida a música que nos irá representar no Festival da Canção, em Roterdão.

Não fiz uma grande festa, não vibrei com a vitória. Mas, ainda assim, penso que foi uma boa escolha.

Os The Black Mamba foram os vencedores da noite, depois de uma renhida disputa com a Carolina Deslandes.

 

Analisando de uma forma mais isenta cada uma das concorrentes, poder-se-ia dizer que Romeu Bairos era muito Conan, e por isso, não valia a pena.

A da Carolina era muito Salvador Sobral, e não valia a pena.

Neev, a minha preferida em termos de gosto pessoal, era muito Duncan, e não valeria a pena. Embora o imaginasse já na "Green Room" de Roterdão, porque ele tem aquele "ar" meio internacional.

A do Pedro Gonçalves fica no ouvido, é gira, mas mais comercial.

Não gostando da música da Valéria, a mesma valia pela voz, pela garra, pela mensagem.

Passei a gostar um pouco mais de Contramão, mas não o suficiente para considerá-la uma possível vencedora. Da música da Fábia, só consegui perceber um verso ou dois. Joana Alegre, timbre bonito, mas sem muita presença em palco. Eu.clides? Bem... sem comentários.

Posto isto, aliando a presença em palco, singularidade da banda, a boa música, e a voz peculiar do vocalista, foi uma justa vencedora.

 

 

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Não resisti a adaptar o refrão da música da Carolina Deslandes, cujo título caiu na perfeição ao 2º lugar, em que ficou:

"Foram tantas pontuações

para à vitória chegar

Que no final eu estava mesmo quase a acreditar
 
Queria tanto poder ganhar
e Portugal representar
Estive quase lá...
Foi por um triz"
 
 
E para o Neev, que ficou no terceiro lugar:
 
"Eu era um dos favoritos
E até diziam que eu ia ganhar
Mas o júri não foi 
Da mesma opinião
E apenas fiquei no terceiro lugar"
 
 
 
Por último, para o repetente Pedro Gonçalves:
 
"Assim que vi o anúncio
Decidi Participar
E entre mais de 700
Nem queria acreditar
Consegui ser apurado
E novamente eliminado
Sei
Não vale a pena
Eu não quero mais voltar"