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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

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O Silêncio, de Fiona Barton

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Numa demolição em curso, de uma velha casa de classe média em Londres, um trabalhador descobre um esqueleto minúsculo, pertencente a um bebé, que parece estar enterrado há anos. 

Kate, a jornalista, parece achar que, por detrás desta descoberta, pode estar a história de que precisa para manter o seu trabalho, evitando ir parar à lista dos funcionários a despedir. E, por isso, começa a investigar, por sua conta, o que poderá ter acontecido, quem será o bebé sepultado, e a mãe dele.

Enquanto isso, Emma lê a notícia no jornal e fica perturbada, dando a entender que pode saber algo sobre o assunto, um segredo que há muito guarda, e que não quer ver desvendado.

Por outro lado, Angela também fica perturbada com a descoberta, e insiste que poderá ser o corpo da sua filha desaparecida. Após os procedimentos da praxe, os testes mostram uma correspondência de ADN, confirmando as suas suspeitas.

E Emma respira de alívio.

Só Jude, mãe de Emma, parece não se preocupar minimamente com o assunto, apesar de ter morado naquela mesma rua, na altura em que tudo terá acontecido. Será que ela não sabe mesmo de nada?

Mas, uma reviravolta na história, prova que o segredo é bem mais complexo do que poderíamos imaginar, que há duas pessoas com contas a ajustar com o passado, e outras duas que poderão ser mais próximas do que pensam.

E, quando o silêncio começa a destruir a pessoa, está na hora de expor a verdade, e desenterrar toda a história, custe o que custar, doa a quem doer.

Posso dizer que gostei muito mais deste livro que do anterior “A Viúva”, da mesma autora, e foi uma bela prenda de Natal que recebi!

A Viúva, de Fiona Barton

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Dawn é mãe solteira, vive com a sua filha Bella, de 2 anos, e surge aos olhos do leitor como uma mãe dedicada e protectora mas que, no fundo, acaba por neglicenciar a filha por conta da lida de casa, ou quaisquer outros motivos que esteja a esconder.

E, assim, num momento, Bella estava no jardim a brincar com o gato. No seguinte, tinha desaparecido, dando início a uma busca pela menina, e consequente investigação, que levará até Glen, o principal suspeito.

No entanto, apesar de tudo apontar para Glen, não existem provas para o acusar e, após o julgamento, em que é considerado inocente, sai em liberdade.

Ao longo de todo este tempo, Jean, a sua mulher, foi o seu grande apoio, nunca duvidando da sua inocência. Ou será que, afinal, não estava assim tão certa?

Bella nunca apareceu, e nunca se conseguiu descobrir o que tinha acontecido. Lutando contra os vizinhos, os jornalistas e até contra a polícia, Glen e Jean mantiveram-se unidos da defesa da sua inocência.

Até que, sem nada que o previsse, Glen morre atropelado por um autocarro. Logo no momento em que começavam a surgir novas pistas e desenvolvimentos, que ajudariam a incriminá-lo.

 

Conseguirá a polícia descobrir agora o paradeiro de Bella, quando a única pessoa que poderia explicar o que tinha feito, está morta?

Saberá Jean a verdade, e estará agora disposta a revelá-la? 

E a quem o fará - à polícia, ou à imprensa que nunca lhe largou a porta durante todo aquele tempo?

No final, qual será a verdade sobre o desaparecimento de Bella, e quem realmente esteve implicado?

 

Gostei da história, porque nos faz sempre vacilar entre acreditar no óbvio, ou suspeitar que pode haver algo mais que não estamos a ver. E no fim, há uma mistura de surpresa com constatação.

 

 

E deixo aqui uma dúvida que me surgiu ao longo da leitura:

Para um investigador, é mais frustrante descobrir o criminoso, quando esse não pode mais pagar pelos seus crimes, e perceber que nada mais pode fazer porque se confirma o pior cenário, ou permanecer na dúvida, sem nunca descobrir quem cometeu o crime, mantendo a esperança de que ainda haja algo a fazer para salvar uma vida?

 

 

"SINOPSE

A MULHER
A existência de Jean Taylor era de uma banalidade abençoada. Uma boa casa, um bom marido. Glen era tudo o que sempre desejara na vida: o seu Príncipe Encantado. Até que tudo mudou.

O MARIDO
Os jornais inventaram um novo nome para Glen: monstro, era o que gritavam e lhe chamavam. Jean estava casada com um homem acusado de algo impossível de imaginar. E à medida que os anos foram passando sem qualquer sinal da menina que alegadamente raptara, a vida de ambos foi sendo escrutinada nas primeiras páginas dos jornais.

A VIÚVA
Agora, Glen está morto e pela primeira vez Jean está só, livre para contar a sua versão da história.

Jean Taylor prepara-se para nos contar o que sabe."

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