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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Ir, ou não ir, ao cemitério?

Coisas da Colônia - Alma do outro mundo - Fato Novo

 

Até há pouco tempo, o familiar mais directo que tinha, no cemitério, era a minha tia.

No entanto, nunca lá fui visitar a campa dela. Não senti essa necessidade.

Também não é, propriamente, um local onde se queira ir passear. Embora conheça algumas pessoas que adoram lá ir, como se fossem a uma festa.

Não aquelas que vão porque têm lá os seus entes queridos, e querem cuidar do que é seu, ou sentem necessidade de ir por se sentirem mais próximas. Essas, respeito.

 

Entretanto, morreu a minha mãe.

E, agora, sou presença assídua por lá.

Há pessoas a quem faz confusão ir ao cemitério. Outras, que se sentem mal.

Há as que ficam tristes.

As que querem manter as aparências. As que vão por obrigação.

E as que, talvez, queiram ir para ter o seu momento a sós com a pessoa falecida. Ainda que, por aqui, dada a proximidade das campas e a quantidade delas, seja quase impossível haver essa "privacidade".

 

Eu, confesso, costumo lá ir ao fim de semana.

Primeiro, porque fica relativamente perto de onde vivo (a escassos metros), e não me custa nada. Se fosse mais longe, não iria de propósito com tanta frequência.

Depois, porque até tem estado bom tempo, e faz-se bem o percurso.

E, por último, porque, querendo ou não, é a campa da minha mãe. 

É óbvio que ela não vê, nem sente nada, e para ela, estar uma campa arranjada e com flores, ou só terra e abandonada, é igual. Devemos cuidar das pessoas, enquanto estão vivas.

E cuidámos.

Agora, continuamos a marcar a nossa presença.

Dá-me prazer enfeitar a campa dela, com flores, da mesma forma que ela gostava de flores, em vida.

 

É uma viagem rápida.

Comprei umas plantas com flor, que se dão bem no exterior, e é só lá ir colocar água nos vasos. Assim, duram mais tempo, e não há necessidade de andar sempre a comprar. E depois, quando calha, levo umas flores para pôr na jarra.

Não é uma obrigação. É um gosto.

Vou quando posso. 

Há quem, para evitar tudo isso, tempo e gastos, opte por flores artificiais. Faz o mesmo efeito. Serve o propósito, mas... Considero isso um pouco impessoal. 

 

E é isto.

Não vou lá para "falar" com ela, que isso faço em qualquer lugar.

E não me sinto mal porque, por estranho que pareça, não me vem à mente a imagem dela, ali, debaixo da terra, enterrada.

Simplesmente vou, coloco água, ajeito as flores, e saio.

 

 

E por aí, têm o "hábito" de ir ao cemitério?

 

 

 

 

 

 

A primavera começa a dar sinais da sua chegada

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Andamos tão absortos nas nossas rotinas, que muitas vezes nem percebemos os sinais de mudança que a natureza vai dando.

Ontem, quando ia a caminho do trabalho, deparei-me com as ameixoeiras em flor. E pensei "quando é que as flores nasceram, que eu não dei por nada?!"

 

 

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Mais à frente, o mesmo cenário, só mudando a cor das flores que, nestas ameixoeiras, são em tons de vermelho e branco.

 

 

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E até a noite lhes realça a beleza!

É a Primavera a dizer que está a caminho.