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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Quando duas peças parecem não encaixar

(A propósito do Dia Mundial do Puzzle)

Puzzle grande com fotografia

É fácil dizer "se tentarmos, se fizermos um esforço, se nos decidarmos a isso, se realmente for isso que queremos, conseguimos".

Não é bem assim.

Simplesmente, há peças que encaixam, e outras que não.

Tentar encaixar duas peças de um puzzle, que já percebemos que não podem ser encaixadas, é negar o evidente, e ignorar o óbvio.  

Claro que podemos insistir. Forçar. Mas de que adianta? Elas continuarão sem encaixar. Com sorte, ainda acabam por ficar danificadas.

Ou, então, podemos sempre tentar moldá-las para que se ajustem. Tirar um bocadinho daqui. Acrescentar um bocadinho dali.

Mas, para quê? Por pura teimosia?

As peças deixam de ser o que são, perdem uma parte de si, ganham outra que não faz parte de si, só para se encaixarem?

E, ainda que encaixando, será que farão sentido? 

Então, talvez se deva, em vez de insistir em encaixar duas peças que, simplesmente, por mais que se tente, não encaixam, procurar a peça certa.

Porque ela estará algures por aí. Pode é demorar mais tempo a encontrá-la.

 

Quando os nossos filhos começam a namorar

Como Fazer Um Homem Querer Namorar Com Você!

 

Quando os nossos filhos começam a revelar um interesse especial por alguém, a mostrar-se apaixonados, ou começam a namorar é normal que nós, pais (sobretudo, mães), fiquemos entusiasmados com a ideia, com essa nova fase da vida deles.

E, com o entusiasmo, vem a curiosidade. Afinal, é uma novidade.

De repente, queremos perguntar mil e uma coisas. Queremos ajudar no que pudermos. Dar sugestões. Opinar.

Só que, tudo o que é em exagero, é mais prejudicial do que benéfico.

Por isso, nestas situações, a palavra de ordem é controlar os nossos impulsos, as nossas palavras, e as nossas acções.

 

Não quero, com isto, dizer que nos devemos alienar, ignorar ou fazer de conta que não se passa nada. Nem tão pouco, mostrar-nos indiferentes. 

Temos é que moderar a forma como manifestamos o nosso interesse.

 

Dica (regra) número 1 - Não comparar

Já todos passámos pelo mesmo e a tendência é compararmos as relações e/ou sentimentos dos nossos filhos, ao que nós próprios experienciámos.

Estar apaixonado é estar apaixonado. É universal.

Mas essa paixão, atracção, ou amor podem ser sentidos, e demonstrados, de muitas formas diferentes, até porque cada pessoa é diferente da outra. E os tempos também são outros.

 

Dica (regra) número 2 - Interferir o menos possível

É muito fácil querermos fazer isto ou aquilo, dar um "empurrãozinho", tentar resolver algum arrufo, dar sugestões sobre o que devem fazer ou de que modo agir. Afinal, queremos o melhor para os nossos filhos, e queremos vê-los bem e felizes.

Mas...

É necessário controlar esse nosso instinto, e interferir o menos possível, a não ser que nos seja solicitado. Nunca por iniciativa própria.

Dar a nossa opinião uma vez, e chega. A não ser que nos seja pedida. E sem a impôr.

Ir acompanhando, mas mantendo um certo distanciamento.

Esta é a relação deles, o momento deles, os amores e paixões deles. E, com isso, vêm também as desilusões deles, os desgostos deles, os erros deles, e as aprendizagens deles.

 

Dica (regra) número 3 - Mostrar apoio

Se eles estão felizes, independentemente do rumo que as coisas vierem a tomar, é importante mostrar, enquanto pais, o nosso apoio.

Mostrarmo-nos disponíveis. Presentes.

Eles acabam por se sentir mais libertos, mais fortalecidos, mais seguros.

 

Dica (regra) número 4 - Conhecer e conviver, mas sem forçar

Há duas hipóteses numa situação destas:

- Ou os nossos filhos preferem manter as coisas entre eles, sem meter os pais ao barulho e, nesse caso, há que respeitar essa privacidade (muitos pais também podem não querer criar laços, não vá a relação ser algo passageiro).

- Ou fazem questão que os pais conheçam a pessoa em causa e, de certa forma, procuram uma espécie de aprovação.

Neste segundo caso, conhecendo já a pessoa, e entrando esta, de alguma forma, no seio familiar, é normal que queiramos começar a incluí-la nos mais diversos programas, em saídas ou eventos a quatro, ou com mais familiares.

No entanto, também aqui é preciso conter.

Afinal, estão a iniciar uma relação, a conhecer-se, e é mais que natural que queiram vivê-la a dois.

Claro que não tem mal nenhum em, uma vez ou outra, convidar. Mas sem forçar esse convívio.

É importante dar-lhes esse espaço. E respeitar se preferirem fazer coisas sozinhos.

 

Dica (regra) número 5 - Controlar a curiosidade

Eu sei que é difícil, mas devemos evitar aqueles interrogatórios cerrados que temos tendência a fazer após cada encontro, ou saída.

Mostrar interesse, sim. Perguntar uma coisa ou outra, mas sem saturá-los, ou deixá-los constrangidos.

E isto vale também para a outra pessoa. É mais que natural que queiramos saber tudo sobre ela, mas ninguém aguenta ser bombardeado com mil e uma perguntas.

 

Dica (regra) número 6 - Tentar ser imparcial, e livre de preconceitos

Esta é ainda mais difícil porque, afinal, tratam-se dos nossos filhos.

Há sempre receios.

Há sempre uma tendência para tomar o partido dos nossos.

Mas devemos ser imparciais.

E deixar os preconceitos de lado.

Quem tem que gostar, ou deixar de gostar, são os nossos filhos.

 

E, assim de repente, é o que me ocorre.

Alguém por aí tem mais alguma dica/ regra que considere útil para os pais que estão a lidar com as paixões dos filhos pela primeira vez, e que queira partilhar?

 

 

 

 

 

 

 

 

Sou uma eterna antissocial

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"100% Antissocial

Você é uma pessoa muito reservada, um pouco tímida e que prefere ficar só do que ter que interagir com pessoas que não são tão próximas."

 

Confirmo!

Sempre fui, e acho que não há nada a fazer.

Quando era pequena, a minha timidez fazia-me querer ficar em casa, sempre que os meus pais iam a casa de alguém.

Eu bem insistia para ficar em casa. Mas não tinha sorte. E lá ia eu para o "inferno".

Não me sentia bem. Não me enquadrava. Queria sempre ter a minha mãe por perto.

Na escola, evitava participar, dar nas vistas, trabalhos de grupo, apresentações orais.

 

Depois de adulta, não mudei muito.

Não sou muito de festas, de noitadas, de grandes convívios.

Não sou de gostar de socializar com toda a gente e mais alguma, só porque sim.

 

E, hoje em dia, evito tudo aquilo que me deixa desconfortável, porque não tenho paciência para fazer "fretes". 

Não tenho paciência para conversa de circustância. Para tentar perceber se há alguma coisa em comum.

Não tenho jeito para disfarçar ou fingir que estou bem e perfeitamente integrada, quando a minha vontade é sair dali para fora, para o meu canto.

Os amigos dos outros não têm que, obrigatoriamente, ser meus amigos, nem eu tenho que ser amiga deles, só porque quem me rodeia é.

Gosto que as coisas surjam naturalmente, sem serem forçadas.

Claro que não descarto que, ao longo da vida, não surjam novas amizades, se assim tiver de ser.

 

Claro que gosto de conviver, sair, divertir-me, estar com as pessoas com as quais tenho afinidades, interesses comuns, com quem é fácil e natural conversar.

Mas mais do que isso já é querer esticar uma corda, que eu nem sequer tenho vontade de agarrar. 

Lamento, mas sou uma eterna antissocial!

 

 

 

Não adianta forçar relações

As relações não surgem, apenas e só, porque é suposto.

Porque é isso que se espera.

Ou existe algo que faz nascer e desenvolver essa relação, ou não adianta.

É quase como aquela semente que colocamos na terra mas, sem as condições adequadas, acaba por morrer lá enterrada. Ou até brota, mas logo murcha e morre.

 

No novo programa da SIC, "Amigos Improváveis", juntaram idosos e jovens, naquilo a que consideram amizades improváveis que é suposto transformarem-se, quem sabe, em amizades para a vida.

 

Ora, logo à partida, sendo um programa de televisão, a naturalidade e espontaneidade não serão as mesmas.

É suposto estarem abertos à experiência, darem-se bem, colaborarem.

Ainda assim, ao ver as relações entre os vários concorrentes, é possível perceber o que está ali a ser relativamente natural, ou forçado. 

 

 

Ana e Fernanda

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Há uma total falta de noção, de parte a parte, para saber como levar cada uma, a entrar no mundo da outra, e ficar ali numa espécie de consenso que dê para ambas.

Uma parecia rígida demais. Ainda assim, tem vindo a surpreender. A outra, parecia ter energia e vontade de animar a vida de ambas, mas só a vimos triste, adoentada, a chorar, e sem vontade de fazer o quer quer que fosse, que não fosse do seu gosto ou agrado.

Para já, a Ana deixou a casa da sua sénior.

Não me parece que resulte dali grande amizade.

 

 

Diogo e Silvina

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No caso da Silvina e do Diogo, apesar de a primeira usar, muitas vezes, uma capa de durona e picuinhas, ao mesmo tempo que, já na experiência, se mostra muito (demasiado) extrovertida, por contraste com um Diogo, aparentemente, mais tranquilo e tímido, acredito que possa resultar dali uma amizade para a vida. Mais do que com a candidata que lhe suceder, penso eu.

Em termos de prestação e entrega à experiência, o Diogo é um dos meus preferidos, e que mais se está a entregar.

 

 

Ana Catarina e Maria Lina

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A Ana Catarina e a Maria Lina estão ali de corpo, alma e coração. 

Parecem dar-se lindamente, sem forçar, sem estar ali com muito teatro.

Parecem mesmo neta e avó.

Acredito, e espero, que essa amizade continue fora da experiência.

Elegeria a sua prestação como a relação mais genuína.

 

 

Elisabeth e Tatiana

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Esta é uma relação que não me inspira.

Acredito que, quando a experiência terminar, vá cada uma para seu lado, sem qualquer relação de amizade.

A Elisabeth parece, ou quer mostrar-se, uma mulher "prá frentex", mas mostra também um lado demasiadamente despreocupado e desinteressado, diria até, algo desajeitado, que acaba por se reflectir na sua relação com a Tatiana que, não precisando ainda de mais paninhos quentes, também não saberá lidar com a atitude e comportamento da sua sénior.

 

 

João/ Natália e Pedro

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Adoro este casal, sobretudo o Sr. João.

Quanto ao Pedro, é o concorrente que, na minha opinião, mais se tem entregado à experiência e vivido a mesma na sua totalidade.

No local totalmente diferente do que está habituado, a fazer actividades que nunca imaginou, ele tem mantido o espírito aberto.

Não sei o quanto disso é porque até fica com conteúdos para o seu canal ou porque, para além de ter sido bem recebido e acolhido, também ele gosta dos séniores que o escolheram, e poderá resultar dali uma amizade. Ainda que não como a que imagino para a Ana Catarina e Maria Lina.

Ainda assim, a mim, parece-me que se darão melhor com o Pedro, do que com a Bárbara, que irá a seguir.

 

De qualquer forma, seja em programas de televisão, ou na vida real, a regra é a mesma: não adianta juntar as pessoas e dizer - agora sejam amigas - porque não funciona assim.

A amizade, tal como qualquer outra relação entre as pessoas, tem que vir de dentro de cada um de nós, tem que ser sentida, tem que ser recíproca, tem que ser verdadeira e genuína, tem que crescer naturalmente.

Ou nunca terá pernas para andar.

Muito menos, forçada.

 

Imagens: sic