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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Qual o sentido da vida...

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... quando já nada se espera dela?

 

Quando nascemos, não nos explicam o que viemos fazer a este mundo. É uma descoberta que vamos fazendo, à medida que crescemos e nos tornamos adultos.

Há coisas às quais não podemos fugir, e outras, que são objectivos que nós próprios definimos, e que vivemos para tentar alcançar e aproveitar.

Sejam os estudos, o trabalho, a família, os filhos, há sempre algo que nos faz querer estar por cá e viver o tempo que nos é permitido.

 

 

Mas... E quando já não se espera nada da vida?

Quando as pessoas chegam a uma idade em que se vêem sozinhas?

Em que os seus filhos já estão criados e, muitos, nem querem saber deles, que apenas representam um "fardo" nas suas vidas?

Em que os netos já não precisam dos avós que, muitas vezes, só vêem esporadicamente?

Em que já não têm o companheiro(a) de uma vida com quem dividir as alegrias e tristezas?

Em que os amigos são poucos ou nenhuns?

 

 

Quando as pessoas deixam de se sentir úteis, e sentem que só cá estão à espera que chegue o momento de, também elas, partirem?

Quando percebem que já não existem quaisquer objectivos que queiram levar a cabo e concretizar?

Quando compreendem que, se partirem, ninguém vai sentir a sua falta?

Quando a tristeza se apodera delas de tal forma, que não conseguem ver para além dela?

 

 

A que (a quem) se agarram estas pessoas?

Onde vão buscar forças, coragem, determinação?

O que as faz continuar a caminhada?

Como se trata o problema da solidão?

 

 

É possível encontrar esperança?

Um motivo para viver?

Uma razão para ficar?

 

 

Reflexão inspirada em muitos casos reais com que me tenho deparado, e neste vídeo, com o qual foi impossível não me comover, pela mensagem que transmite, além de ser uma música linda:

 

 

Os grandes impulsionadores das mudanças

Imagem relacionada

 

Se repararmos bem, percebemos que as tragédias, as perdas, as dificuldades e os maus momentos, acabam por ser os maiores impulsionadores e responsáveis pelas grandes mudanças da nossa vida. 

Porque será que, nesses momentos, descobrimos forças que não sabíamos que tínhamos? Determinação que estava escondida? Vontade de agir, que permanecia inactiva até então? Coragem que nunca antes demos por ela?

Precisamos de "coisas menos boas" na nossa vida, que nos obriguem à acção e à mudança, porque de outra forma nunca o faríamos? Estas provações são uma espécie de "empurrão", que nos leva a tomar decisões que, de outra forma, nunca viriam?

O que é certo é que, muitas vezes, essas mudanças acabam por ser o que de melhor nos acontece na vida!

Serão essas situações, que nos obrigam a mudar, a chave que nos abre portas para novos caminhos que tínhamos que descobrir e que, de outra forma, nunca iríamos percorrer?

Precisamos da tristeza, para encontrar e valorizar a felicidade?

Fará tudo parte do equilíbrio da vida?

Quando a distância vence a proximidade

 

 

Imaginem que estas duas falésias, agora distantes, já outrora formaram uma só.

Que já houve um tempo em que a força da natureza não conseguia actuar neste rochedo. Mas, com o tempo, a fenda abriu e, aos poucos, foi penetrando cada vez mais fundo até o separar em dois.

Imaginem que, quando isso aconteceu, cada uma das partes tentou manter-se o mais próximo possível uma da outra.

No entanto, o mar colocou-se entre elas e não deu tréguas. Por cada pequena aproximação bem sucedida, uma onda revolta provocava um afastamento maior.

Imaginem que, com o tempo, as duas falésias já estão, de tal forma, habituadas à separação e à distância, que já nem a estranham, nem se incomodam. Nem tão pouco se esforçam por vencer a força da natureza e voltar a juntar-se, a unir-se como um só rochedo, que um dia foram.

Esse será o dia em que a distância vencerá a proximidade...

 

Coisas estranhas que me acontecem...

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 "Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay"

 

Em 2012, neste post http://marta-omeucanto.blogs.sapo.pt/64695.html falei sobre as sensações estranhas que, de vez em quando, tinha, de que está alguém mais no quarto, de que as coisas mexem sem eu lhes tocar, entre outras coisas.

Diz a cultura popular que os gatos afugentam os espíritos e a verdade é que, coincidência ou não, desde que levámos a Tica lá para casa (em setembro de 2012) nunca mais aconteceu nada - nem visões, nem sensações, nem presenças estranhas.

Mas de há uns tempos para cá, voltaram. Por duas vezes.

Ontem, por exemplo, estava deitada na cama e, de repente, vejo à minha frente uma figura com algo nas mãos (tipo um jarro ou parecido) a vir direito a mim como se fosse um espírito a querer entrar dentro do meu corpo. O meu pensamento foi "não vou deixar que isso aconteça, vou abrir os olhos e vais desaparecer". De facto, logo em seguida, dou por mim acordada, sem saber o que aconteceu, mas com o coração bem acelerado!

Há mais tempo, estava também na cama (penso eu que a dormir), agarrada ao meu marido, quando aconteceu também algo que já não me lembro bem, mas que me fez sentir energias negativas. Ao acordar, senti como se uma força maligna se tivesse apoderado do meu marido, e a minha primeira reacção foi deslargá-lo e virar-me para o outro lado, ainda com essa sensação.

A verdade é que todas estas coisas acontecem à noite, pelo que o mais certo, como já referi antes, é ser um reflexo do cansaço ou, meramente, um sonho.

Mas que é estranho, lá isso é... 

 

You gotta get up and try, try, try...

 

Ouvi, pela primeira vez, esta música da Pink, num dia em que a minha vida parecia querer virar do avesso.

Um dia em que eu pensei que tínhamos chegado ao temido fim da linha... E uma parte do refrão ficou marcada na minha memória "só porque queima, não significa que vais morrer, tens que te levantar e tentar, tentar, tentar".

A minha interpretação desta frase é dupla: o termos que reconstruir a nossa vida e seguir em frente, não ficando presos ao que não deu certo porque, apesar da decepção e frustração, não será isso que nos "matará"; e o termos que continuar a lutar pela relação e pelo amor que sentimos, contra tempestades, nuvens negras e temporais, porque nada disso nos derrubará.

E foi nesse sentido que, depois de algumas conversas, o sol voltou a brilhar e a esperança renasceu. Desapareceram automaticamente as minhas paranoias, os meus receios, as minhas previsões pessimistas, dando lugar à tranquilidade, paz e felicidade!

No entanto, parecendo imitar o tempo que insiste em nos dar um dia de sol, para logo em seguida nos voltar a dar chuva, também nós parecemos não sair deste ciclo vicioso de paz temporária e ameaças de tornados cada vez mais constantes.

Há quem diga que o amor verdadeiro não é feito de serenidade permanente, antes pelo contrário, dele fazem parte todos os altos e baixos que a relação sofre ao longo do tempo.

Mas chega um momento em que as nossas forças começam a faltar... Talvez seja melhor voltar a ouvir a Pink, e recuperá-las! 

 

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