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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Fui à praia fotografar o pôr do sol

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Em fim de semana prolongado, sem grande coisa para fazer, e a tentar evitar ficar sentada no sofá, a ver televisão, durante horas, decidi-me pelos passeios.

No domingo, dia de sol mas ventoso, e frio, meti na cabeça ir até à Ericeira fotografar o pôr do sol na praia.

Nunca tinha ido sozinha, sem ser no verão. Mas estava farta de tirar fotografias aqui na zona.

 

Assim, apanhei o autocarro, chegando lá perto das 16 horas.

Estava um pouco menos ventoso, mas igualmente frio. Como o sol só se punha depois das 17 horas, aproveitei para caminhar de forma a manter o corpo quente, tirando algumas fotografias pelo caminho.

 

Estava, supostamente, maré vazia. No entanto, não se notava nada. E o mar estava agitado.

Fiquei triste por não se sentir qualquer cheiro a maresia, a iodo, a praia. Nada.

Estava convencida que, nesta altura no ano, se notaria mais.

 

 

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Passei pela Praia do Sul, fui até à Foz do Lizandro, e voltei para trás, a tempo de me dedicar à missão que me tinha levado até lá.

 

 

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Depois, foi caminhar até ao terminal, para apanhar o autocarro de regresso a casa.

 

Praia de São Sebastião e Foz do Lizandro

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Domingo, dia de sol, e temperatura amena, mesmo a convidar a um passeio!

A Ericeira estava cheia, já parecia verão.

As pessoas estão tão fartas de chuva e frio, que nestes dias aproveitam para sair e recarregar baterias.

Estava um mar típico de inverno, embora não completamente cheio.

As praias estão, se é que isso é possível, cada vez mais rochosas. Mas igualmente bonitas.

Esta é a de São Sebastião, que fica mais a norte.

 

 

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Já para os lados da Foz do Lizandro, havia quem já se aventurasse a molhar os pés no rio, e a atravessá-lo até ao outro lado.

Mas quem dominava a praia, para além das crianças e pais, eram os canídeos, que estavam todos contentes a correr, brincar, nadar.

Um deles até saltava para dentro da água, e de lá para fora, como um canguru. 

Uma cadelinha pequenina andava a correr que nem louca, com uma bola na boca.

Um outro, ia buscar o pau à água, e trazia-o de volta para a areia.

Aqui na Foz do Lizandro, o mar misturava-se com o rio, sem se perceber onde começava um, e acabava outro.

 

 

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Nunca é demais relembrar...

 

...que, no que respeita a crianças, todo o cuidado é pouco.

É claro que não os podemos ter agarrados a nós, mas a vigilãncia, ainda que à distância, é fundamental. E, por vezes, os descuidos ou distrações, ou o achar que não vai acontecer nada em 2 ou 3 minutos, pode correr mal.

Quando vou à praia com a minha filha, ela não vai ao banho se eu ou o meu marido não formos com ela, ou então vai, mas nós mantemo-nos de olho nela o tempo todo, e a postos para entrar em acção. Mas já me aconteceu desviar os olhos dela por uns momentos, até porque a praia não estava muito cheia, a maré estava vazia e não havia perigo. Mas, quando voltei a olhar para o sítio onde ela estava, não a vi. Olhei em volta, para todo o lado, e nada dela. Já estava a entrar em pânico, mas sem o mostrar, e a pensar que alguma coisa teria acontecido, quando volto a vê-la, no mesmo sítio onde estava antes. Foi um alívio, mas também um susto e um alerta.

Ontem, morreu uma criança de 6 anos, afogada, na praia da Foz do Lizandro, aqui na Ericeira. Os pais do menino dizem que perderam o contacto visual com o filho por alguns segundos, e já não voltaram a vê-lo.

O pai acabou por encontrar, mais tarde, o filho inanimado na água. Apesar de accionados todos os meios e das manobras de salvamento, o menino acabou por falecer. Esta família, de Alcanena, Santarém, estava cá a passar férias.

É por isso que, apesar de não sermos pais perfeitos e de nem sempre ser possível, é bom ter em mente que não podemos descuidar a vigilância e segurança dos nossos filhos, seja onde for. Mesmo que seja por breves instantes. Porque esses breves instantes podem trazer uma dor para toda a vida.