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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

"Deitar a toalha ao chão" é sinal de fraqueza?

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Não sou pessoa de me aventurar no desconhecido, de me atirar de cabeça, de me desafiar muito.

Mas, da mesma forma, não sou pessoa de desistir facilmente das coisas, à primeira dificuldade, ao primeiro problema, quando vejo ou acredito que tudo poderá melhorar e ser diferente. 

De uma forma geral, se vejo que a árvore ainda poderá dar bons frutos, vou continuando a cuidar dela, e a esperar. Somente quando percebo que a árvore, simplesmente, não dará qualquer outro fruto ou, a dar, farão mais mal, que bem, deixo de insistir, e me resigno às evidências.  

 

 

Claro que isto depende muito do quanto apostámos e nos dedicámos a essa árvore. Do quanto queremos mesmo que resulte, e até onde estamos dispostos a ir, para que assim seja.

Há quem desista se a semente não vingou. Há quem perca o interesse se a planta teve tão curta vida que nem deu tempo de se desenvolver. Há quem não tenha paciência para a ver crescer ao seu ritmo. Há quem prefira apostar noutra árvore, se aquela começou a dar frutos azedos, ou que não conseguem ou se recusam a amadurecer.

E há quem passe uma vida inteira à espera de algo que nunca irá acontecer, em permanente ilusão, esperança, cegueira. É quase como querer que nasça algo em solo infértil. Ou querer colher maçãs num limoeiro. Apesar da acidez comum, não é a mesma coisa.

 

 

Como eu dizia, não sou daquelas pessoas que desiste à primeira, nem à segunda nem, provavelmente, à terceira. Mas se vejo que a árvore não cresce mais, que não dá nada, não vale a pena insistir, e é melhor deixá-la ficar como está. Talvez alguém a aprecie e possa fazer uso, de outra forma que não aquela que eu quero.

 

 

Há quem chame a isto "Deitar a Toalha ao Chão", atribuindo à expressão uma certa conotação de fraqueza.

Eu não considero tal atitude uma fraqueza. Acho que é sensatez, sabedoria...

Se fracassámos na nossa missão, e não há volta a dar, para quê persistir? Para quê desperdiçar a nossa vida, e o nosso tempo, em algo que não nos faz bem, nem tão pouco felizes?

 

 

Vale a pena? Não!

É saudável? Não! Nem para nós, nem para a outra pessoa.

Por isso, o melhor a fazer, em algumas situações ou momentos da vida, é mesmo colocar um ponto final, e dar uma nova oportunidade a nós, e aos outros, de ainda encontrar por aí a felicidade.

 

 

Aí desse lado, qual é a vossa opinião?

Já alguma vez na vossa vida "deitaram a toalha ao chão", seja a nível pessoal, profissional ou amoroso?

Sentiram-se fracos por isso? 

 

Cansada?

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Hoje é um daqueles dias:

 

Em que mal consigo abrir os olhos

Em que estou cheia de sono, embora tenha dormido toda a noite

Em que as pernas, apesar de magras, parecem pesar uma tonelada cada uma

Em que me ando a arrastar até ao final do dia, para voltar para a cama

 

Estarei cansada?

É seguro levar crianças para grandes eventos?

 

Vem esta pergunta a propósito do incidente que ocorreu em Guimarães, com um menor a assistir à agressão ao seu pai, por parte de um agente da polícia do qual, felizmente, saiu ileso.

Quando a minha filha tinha 4 anos, e porque ela nessa altura era fã do Tony Carreira e tínhamos uma oportunidade única de assistir ao concerto gratuitamente, na Baía de Cascais, levámo-la. Mais tarde, percebi que corremos um grande risco, e que pus em causa a sua segurança, ao levá-la para um espectáculo desta dimensão.

É que, além do recinto estar a abarrotar, as pessoas empurravam-se umas às outras, e até os homens discutiam para conseguir o melhor lugar. Conseguimos ficar um pouco mais que a meio, e dali não saímos até terminar. Felizmente, não houve problemas para o nosso lado, mas aquilo podia ter corrido muito mal.

Este ano, por exemplo, levei-a ao concerto da Violetta, no Meo Arena. Mas estava tudo muito bem organizado, bastante segurança no local, e como tínhamos bilhetes para a plateia, nem sequer havia filas na nossa entrada.

Se há riscos? Há sempre. Mesmo aqueles que nem sequer imaginávamos. Se é seguro. Pode ser. Mas também pode não ser. 

Existem cada vez mais programas ao ar livre, como festivais, concertos, espectáculos e até idas ao estádio, dedicados a toda a família, mas será que dá para levar crianças a eventos como esses?

Talvez seja melhor pensar duas vezes antes de se aventurar, e sujeitar as crianças a perigos desnecessários. De qualquer forma, há que ter em conta, caso optem por arriscar, alguns cuidados fundamentais.

 

A nível geral:

- verificar se o local e o evento reunem condições para receber crianças com conforto e segurança;

- ter atenção à classificação etária do evento;

- certificar-se de que existem locais na zona onde possa comprar alimentação e água (para o caso da criança ficar com fraqueza ou desidratada);

- No fim do evento, aguardar a saída das pessoas, de forma a evitar acidentes no meio da multidão;

- Certificar-se de que a criança não sai do seu lado mas, ainda assim, identificá-la para a eventualidade de a mesma se perder, com o nome e contacto dos pais, por exemplo;

- Vestir uma roupa que chame a atenção e que, desse modo, a distinga das demais;

- Combinar um ponto de encontro, como polícia ou bombeiros que estejam no recinto, para o caso de se perderem;

 

No caso de estádios:

- evitar levar crianças menores de 3 anos a estádios de futebol;

- evitar levar crianças para jogos considerados de risco, já que há grandes hipóteses de discussões e violência;

- evitar ocupar lugares ao pé das claques, pelo mesmo motivo;

 

No caso dos concertos ou festivais:

- em concertos, evitar ficar próximo do palco, preferindo lugares onde haja mais espaço e o som seja menos intenso;

 

Convém não esquecer que nem sempre os programas, apropriados para os adultos, o são também para as crianças. É preciso pensar, acima de tudo, nelas. E ter em mente que, tudo o que possa vir a acontecer aos nossos filhos, é da nossa responsabilidade. Porque eles não foram para lá sozinhos, fomos nós que os levámos!

Mistérios do Sul

 

Onde é que estão os mistérios do sul, que deram o título a este livro? Não os descobri!

No início, não consegui passar da primeira página. Não me estava a entusiasmar nada.

Na semana passada, num acto de coragem e perseverança, continuei a lê-lo.

Felizmente, as coisas estavam-se a compôr.

Tínhamos um ex presidiário a fugir da polícia, a ser capturado e mantido na prisão por suspeita de violação e assassinato de 4 jovens. 

Tínhamos uma mãe, procuradora do Ministério Público e encarregada da acusação deste suspeito, a criar uma filha adolescente, com as mesmas características físicas das vítimas.

Tínhamos um pai ausente que, depois de ter sido abandonado pela primeira mulher e casado com Alexa, de quem teve esta filha Savannah, acaba por se divorciar da segunda mulher e voltar para a primeira.

Quando Savannah começa a receber umas cartas misteriosas que sugerem ameaça, Alexa vê-se obrigada a voltar a falar com o pai da sua filha, ao fim de 10 anos, para que ela possa ficar com ele até ao julgamento e condenação deste assassino.

E ele, vê-se obrigado a iniciar uma batalha contra a actual mulher, para que aceite a sua filha na sua casa e na sua vida.

Enquanto isso, Alexa tem um caso cada vez mais sólido, já que todas as provas conseguidas até ao momento apontam para Luke. E de quatro vítimas, passamos para um total de dezoito.

No entanto, a advogada de defesa acredita que as provas foram plantadas para incriminar o seu cliente.

Neste ponto da história pensamos: ela é capaz de ter razão! A autora não nos ia revelar assim, de caras, o verdadeiro assassino. Normalmente, quando tudo aponta para uma determinada pessoa, é sinal que não é ela. Assim sendo, talvez o verdadeiro criminoso ande à solta e a vida de Savannah esteja em perigo.

É mesmo o género de livro que eu gosto. E, de facto surpreendeu-me: mas pelo simples facto de não ter havido nenhum mistério nem nenhuma surpresa!

Destaco a forte relação entre mãe e filha de Alexa e Savannah, e o quanto foi difícil para elas a separação forçada. E a relação recuperada entre pai e filha, de Tom e Savannah, depois de 10 anos a excluía da sua vida.

Uma história de força e fraqueza, mesquinhez, falsidade, poder e arrependimento. Mas mistérios do sul, não me parece! 

 

 

 

Sinto-me...

... como uma flor a murchar!

 

 

Habituada a estar grande parte do tempo num belo jardim florido, apesar das intempéries a que estou sujeita, sentia-me bem e estava feliz.

Nem sempre posso ser regada como deveria, mas costumo aguentar-me durante esses períodos, até que a água me volte a devolver a vivacidade.

Por vezes, flores mais pequenas são arrancadas e levadas, mas dali a pouco, novas flores voltam para me alegrar e compor o jardim!

Mas, com o tempo, as coisas tornam-se mais difíceis… E começamos a perder a nossa força.

Depois de um momento complicado, quem cuida de uma parte de mim, ficou impedido de o fazer. E eu vejo-me impedida de lhe dar o que ele precisa para que tudo volte a ser como antes.

Depois de umas pisadelas, sem água e sem companhia, sinto-me a secar e a murchar, aqui “presa” neste jardim…  

Ele sabe, ou deveria saber, como estou. Também ele se sente preso numa teia que não criou, e que não o deixa vir até ao jardim. Também ele está triste por não poder cuidar da sua flor.

Ainda assim, e porque sei que nenhum de nós tem culpa pela situação em que nos encontramos, tento não deixar transparecer a tristeza que me invade, a fraqueza que de mim se apodera. Tento manter-me erguida, apesar da eternidade que me parece o retorno à normalidade.

Só que ele, não sei bem porquê, deu-me a entender que preferia ver-me murcha e triste por não estar com ele, do que me encontrar aparentemente bem na sua ausência…

E então, as poucas forças que me restavam desapareceram…  

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