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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Bloqueada...

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O frio bloqueia-me!

Literalmente.

E quando estou minimamente confortável, basta mexer-me um bocadinho, para voltar a sentir frio novamente.

Por isso, é como se o frio me "prendesse" e obrigasse a permanecer o mais quieta possível. 

Evito levantar-me o mais possível. E, muitas vezes, isso é mau para mim e para a minha saúde.

 

Mas não é só o frio.

Por vezes, sei o que tenho a fazer. Sei o que quero escrever. Sei por onde devo começar.

Mas se, por um lado, o pensamento quer começar, o corpo e um outro lado da mente continuam ali, parados, à espera de um empurrão.

Como se se recusassem a fazer o que deveriam. Como um protesto. Ou simples preguiça e falta de vontade.

 

No entanto, porque a melhor forma de combater o frio é manter-me em acção, em movimento, em actividade, sempre que não preciso de estar sentada, faço por tornar o tempo útil.

E porque há coisas que não podem mesmo ser adiadas, seja porque há prazos, seja porque depois se desvanecem as ideias, lá acabo por fazer e escrever o que há para ser feito, e escrito.

Até ao próximo bloqueio temporário! 

Já posso arrumar definitivamente a roupa de verão?!

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Aqui na minha zona, o tempo muda a cada dia: ora está calor, ora arrefece, ora volta a subir a temperatura, para logo em seguida descer outra vez.

Sábado estava calor. Ontem, ao sol, ainda se andava bem de manga curta. 

Mas, na sexta, por exemplo, já vesti umas camisolas mais quentes, de lã.

Ainda durante a semana andei de sandálias nuns dias, e de botas, noutros.

E hoje?

Bem... Hoje vesti novamente uma camisola de lã, e trouxe um casaco de outono/ inverno, porque estava cheia de frio!

Será que já posso arrumar, definitivamente, a roupa de verão?!

 

 

Ainda não consegui mudar o "chip"

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Eu queria.

A sério que queria, mas ainda não consegui mudar o "chip", do inverno para o verão.

A sério que gostava de já andar por aí com roupas mais frescas.

De pôr as botas de parte e dar uso às sandálias.

Como tanta gente que vejo por aí.

Mas não consigo!

 

A sério que comprei uma garrafa de limonada, para beber nos dias de mais calor, com uns cubinhos de gelo. Mas, até agora, o que mais me tem apetecido é chá quente.

A sério que ainda ontem me atrevi a vestir algumas peças mais leves mas, tirando os escassos minutos em que estive num local abrigado e com o sol a aquecer, passei o tempo todo arrepiada.

 

Queria muito poder mudar o "chip".

Deixar de querer sentir-me aconchegada e quentinha, e a aproveitar qualquer raio de sol, ou manta, para aquecer, para sentir algum calor, e pedir sombra para refrescar.

Queria ter vontade de dar uns mergulhos na água fria do mar, mas só me sabe bem a água quente do duche.

Queria ter vontade de ligar uma ventoinha no frio, mas por aqui ainda se liga para aquecer a casa.

 

A sério que queria ter dias bons, de sol, de calor, apenas com uma suave brisa a correr, a fazer lembrar o verão que chega daqui a dias.

Mas o que há por aqui, são dias ventosos, ou encobertos, e cheios de nevoeiro, a fazer lembrar o inverno, que já há muito se despediu de nós, mas continua a marcar presença.

Frieiras: uma novidade lá por casa

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Nunca, em toda a minha vida, tive frieiras.

Conheço pessoas que sofrem com elas, mas lá por casa, apesar de sofrer imenso com o frio, de precisar de imensas camadas de roupa, de ter sempre os pés e mãos gelados (por conta da má circulação também), nunca as tive.

 

Este ano, já não me recordo bem quando, a minha filha apareceu com uma coisa estranha no dedo, que atribuímos a uma picada. Andou uns tempos assim, pôs gel para picadas. Coincidência ou não, acabou por passar e mais ninguém se lembrou disso.

Em Dezembro, voltou a aparecer. Mas, agora, a apanhar o dedo todo.

Inchado, vermelho, com alguma dor.

Uma colega dela disse-lhe que aquilo eram frieiras.

 

Solução caseira do meu pai: urinar em cima das frieiras - foi imediatamente recusada!

Solução farmacêutica, quando fui comprar uma pomada para o efeito: Systral - até agora não produziu grandes efeitos, e já começa a alastrar para outros dedos

Recomendação de um grupo do facebook: Akilhiver pomada para frieiras - comprei esta semana, vamos ver se resulta

Recomendação de uma conhecida: "Pó de Maio", que é como quem diz, esperar pelas temperaturas mais amenas, para passar, porque nada mais resulta!

Sinto-me como a Fiona e o Shrek quando se vestiram de reis!

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Uma das melhores formas de combater o frio é vestir várias camadas de roupa.

E eu levo essa medida muito a sério!

Assim, nos últimos dias, tenho-me equipado com 3 camisolas, e 3 casacos, para sair à rua e ir trabalhar. 

E foi o que fiz hoje.

 

O problema, foi quando quis prender o cabelo, e os meus braços não conseguiam mexer-se o suficiente para conseguir agarrar o cabelo lá atrás!

Senti-me como a Fiona, naquele dia em que lhe vestiram tanta roupa, para parecer uma rainha, que parecia um espantalho, sem se conseguir mexer nem aproximar do Shrek.

Parecia que nem tinha força nos braços, enfiada num "colete de forças".

 

Depois, junta-se um cachecol bem quente, e volumoso, que às tantas me faz doer o pescoço.

E uma máscara que, ainda no outro dia, com todo este equipamento, estava tão perto dos olhos que fiquei na dúvida se o arame da máscara não seria, na verdade, a armação dos óculos, que não tinha na cara!

 

Frio, a quanto obrigas...