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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Fui à praia fotografar o pôr do sol

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Em fim de semana prolongado, sem grande coisa para fazer, e a tentar evitar ficar sentada no sofá, a ver televisão, durante horas, decidi-me pelos passeios.

No domingo, dia de sol mas ventoso, e frio, meti na cabeça ir até à Ericeira fotografar o pôr do sol na praia.

Nunca tinha ido sozinha, sem ser no verão. Mas estava farta de tirar fotografias aqui na zona.

 

Assim, apanhei o autocarro, chegando lá perto das 16 horas.

Estava um pouco menos ventoso, mas igualmente frio. Como o sol só se punha depois das 17 horas, aproveitei para caminhar de forma a manter o corpo quente, tirando algumas fotografias pelo caminho.

 

Estava, supostamente, maré vazia. No entanto, não se notava nada. E o mar estava agitado.

Fiquei triste por não se sentir qualquer cheiro a maresia, a iodo, a praia. Nada.

Estava convencida que, nesta altura no ano, se notaria mais.

 

 

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Passei pela Praia do Sul, fui até à Foz do Lizandro, e voltei para trás, a tempo de me dedicar à missão que me tinha levado até lá.

 

 

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Depois, foi caminhar até ao terminal, para apanhar o autocarro de regresso a casa.

 

Outono antecipado

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É Verão, mas parece que estamos numa espécie de Outono antecipado.

As árvores já estão a mudar de cor.

As folhas, ajudadas pelo vento, já começam a cair.

O chão, está totalmente coberto, em tons de amarelo e castanho.

 

As temperaturas estão bem mais frescas.

Os dias, parecem mais pequenos.

À noite, em casa, em vez da habitual bebida fresca, já apetece o chá quentinho.

Já sabe bem a manta, enquanto vemos televisão.

 

Acredito que ainda virão dias quentes, a relembrar que o Verão só se despede em Setembro.

Quem sabe, até, venham na próxima estação, só para contrariar.

Até porque, cada vez mais, as estações são mais um nome, que uma realidade.

A verdade é que neste momento, a aproveitar as férias de Verão, sinto-me em pleno Outono!

 

1 Foto, 1 Texto #37

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Por vezes...

naqueles momentos mais delicados,

mais difíceis,

mais tristes,

mais desesperados,

não são precisas palavras...

 

Basta, muitas vezes, a simples presença!

 

Sentir que não estamos sozinhos.

Sentir que alguém está disposto a compartilhar connosco esses momentos.

Sentir o apoio, em forma de gestos.

 

 

Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto 

 

(Nota: fotos tiradas num dia de muito frio em que, de certa forma, apesar de serem gatos de rua, partilhando o mesmo destino e vida, tentaram confortar-se e aquecer-se um ao outro)

Enquanto espero...

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... aproveito uma aberta, e procuro um banco de jardim, onde me possa sentar, e aquecer ao sol, num dia tão frio.

Por incrível que pareça, tempo não me falta.

Pelo contrário, parece ser tempo a mais, ainda que nunca o seja.

É irónico que esteja sempre a queixar-me de que me falta tempo e, quando o tenho, não o possa aproveitar como gostaria, e só queira vê-lo passar depressa.

 

Por mim, passam pessoas. 

Estudantes, num qualquer intervalo entre aulas, ou já com o dia terminado.

Acompanhantes que, tal como eu, tentam ocupar o tempo.

Funcionários, que aproveitam a pausa para petiscar, ou fumar um cigarrinho.

Pacientes, que vão, ou vêm, de alguma consulta.

Familiares que chegam para visitas.

 

Poucos se atrevem a sentar.

Afinal, os bancos estão molhados da chuva que, pouco tempo antes, tinha caído.

O vento também não convida a ficar parado muito tempo.

Mas eu, deixo-me estar.

Ali, posso respirar. Aliviar a dor de cabeça. Abstrair.

 

Olho para o céu.

Nuvens brancas percorrem-no, em passo apressado.

Também não querem ficar ali muito tempo.

E quem quer?

 

O sol vai aproveitando os seus últimos minutos de esplendor.

A caminho, vêm as nuvens negras que, depressa, o esconderão.

Tiro, para memória futura, uma fotografia daquele pedacinho de paz, no meio da incerteza que me aguarda.

Levanto-me, e dirijo-me de volta ao caos, para me proteger da chuva que não há-de tardar a cair.

 

E espero...

Abrigada de uma intempérie. Desabrigada de outra.

Eu, e tantas outras pessoas.