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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

À Conversa com os FUGA

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Formada em 2019, em Lisboa, FUGA não é apenas mais uma banda de pop rock português.
É a banda que pretende revolucionar conceitos e estilos musicais conjugando combinações improváveis, através do contributo de cada um dos seus elementos, sem nunca abandonar um registo comercial que agrade a vários públicos.


E deixam um desafio: "Fuja connosco. O destino? Não sabemos, mas a música e a língua portuguesa farão parte no nosso caminho conjunto".

 

 

 

 

 

Quem são os FUGA?

Olá! Os Fuga são 4 seres, que convidam cada ouvinte a fazer parte das suas fugas musicais para que, em uníssono, usufruam dos prazeres que a música proporciona.

Assim, o Isaac na voz, eu (Prista) na guitarra, o Branco no baixo e o David na bateria.

 

 

O que vos levou a juntar-se como banda?

Episódio engraçado...

Eu e o David já tínhamos algumas “vontades musicais” passadas, mas a vida levou-nos a continuar os projetos presentes, na altura, e aguardar por uma oportunidade mais propícia.

Essa oportunidade chegou quando ouvimos a voz e percebemos a personalidade do Isaac que, por sua vez, nos apresentou o Miguel Branco.

Dois para dois, nascem os Fuga!

 

 

Porque escolheram este nome para o vosso projecto?

Numa altura em que grande parte das pessoas vive em grande tensão, e a indústria vive de materiais descartáveis e opiniões passageiras, o nome surge da vontade de parar e nos adequarmos, com qualidade, ao momento.

A primeira ideia passou pelo nome FUGA do que for preciso para ouvir a nossa música, do que for preciso para que se possam sentir bem, independentemente do que seja importante fazer (desde que não prejudique ninguém), como nós fugimos e abdicamos de tantas outras coisas, para estarmos os 4 juntos a criar.

Portanto FUGA de mim, FUGA de ti, FUGA do que for para que possamos respirar fundo e ser felizes. Muito cliché? 

 

 

O que diferencia, na vossa opinião, a vossa banda, das já existentes no panorama musical português?

Isso pergunto eu!!!

O que posso dizer é que, felizmente, este projeto musical tem personalidade interna, e a resposta a essa pergunta virá, também, com o tempo.

Respeitamo-nos, temos algumas divergências musicais saudáveis e, paralelamente, conhecimentos ao nível da produção, o que nos faz perceber bem o que queremos e por onde podemos ir.

O panorama musical português é diversificado e tem uma qualidade distinta, veremos se as nossas personalidades musicais conjuntas nos fazem fugir no sentido certo.

 

 

Pode-se dizer que os FUGA “fugiram” da sala de ensaios, e se refugiaram no estúdio para gravar os primeiros singles da banda?

Os FUGA adoram todos os passos musicais: ensaiar, tocar, gravar, compor, produzir...nós fugimos para onde a música nos levar e de boa vontade.

Neste momento temos muitas ideias, muitas vontades, muito na nossa cabeça. Vamos ver até onde nos deixam ir...

 

 

 

 

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“Nasce Assim” é o primeiro single a ser apresentado, hoje. Sobre o que nos fala este tema?

A “Nasce Assim” tem várias formas de ser vista.

Fala de amor. Daquele amor mais puro que nasce de ver, falar, sorrir, planear e crescer – como o crescimento musical no decorrer dos 3 minutos de música.

Depois é um amor que não tem apenas o significado mais direto como o de duas pessoas, mas sim de um amor entre um neto e um avô, ou uma pessoa e um cão, enfim... qualquer primeiro afeto no sentido crescente que nos traga bons sentimentos e vontade de estar.

Em última análise, é preciso nascer para começar, e nós... Nós esperamos crescer de forma saudável.

 

 

O single “Nós” tem a participação especial de Beatriz Nunes, a mais recente cantora dos Madredeus. Como surgiu essa colaboração?

A Beatriz é uma amiga de longa data e, num tema onde instrumentos de percussão ou mesmo um ukulele fazem parte do decorrer musical, sentimos que precisávamos de um sorriso feminino para liderar e contrapor a voz do nosso maravilhoso vocalista. Conhecendo a qualidade musical da Beatriz, e toda a alegria e profissionalismo a que nos habituou, achamos por bem fazer o convite.

Num país de tão bons músicos e tão boa música portuguesa, é nossa ambição ter alguns convidados. Alguns mais direcionados, outros mais improváveis, bons músicos e gente contagiante.

 

 

“Realidade Onírica” é outro dos singles gravados. É um estado/ forma de estar que vos caracteriza?

Claro que sim.

Música sem sentimento é música que não nos toca. Acho que conseguimos deduzir isso pela capa do “Nasce Assim”.

Mais sérios, mais reais, mais história, mais fantasia... de pés assentes na terra já basta a vida de adultos, vamos deixar que a música nos leve e nos faça fugir...

 

 

Para os FUGA, a música é uma forma de contribuir para essa realidade onírica?

Quando criamos algo que nos leva para uma profissão em que temos de lidar com público, não existe melhor no mundo que criar sensações boas.

Vamos escrever sobre tudo e tocar em qualquer assunto da forma que mais direcionada possível, cada um a sua maneira, de forma a que qualquer realidade (onírica ou não) possa fazer um paralelo sentimental com o publico que nos ouve e gosta de nós.

 

 

Com o germinar deste projecto, de que forma poderá o público acompanhar-vos e conhecer a vossa música?

O projeto musical é muito recente, estamos com muita coisa em andamento.

Temos previstos estes 3 singles, vídeos promocionais, videoclips e claro...as nossas redes sociais a “bombar” ainda de uma forma inicial.

Esperamos oportunidades de concertos, divulgação, oportunidades e claro...que nos apoiem da melhor forma possível para que nos possamos mostrar e dar a ouvir.

Aproveitando a tua pergunta Marta para agradecer desde já a oportunidade e a entrevista. São iniciativas e trabalho como o teu que ajudam a banda a existir, o publico a conhecer e acompanhar.

 

 

Que objectivos gostariam de concretizar, a nível musical, num futuro próximo?

Dar de fuga para uma sala de espetáculos cheia de gente a apoiar...a parte onírica já a temos, esperamos que a realidade desta mensagem apareça.

Temos de lançar música, sem ela não nos conhecem e não sabem se merecemos o tempo que tiramos ao nosso (presente e futuro) público.

Não estamos a trabalhar de mãos atadas, temos muita coisa planeada de forma a fugir da caixa (ou se saia, se preferirem), incorporando, nas novas criações, elementos de outros géneros musicais.

O caminho será sempre uma surpresa musical e visual, mas a língua de Camões será uma constante.

 

 

Muito obrigada!

 

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens e o vídeo.

 

 

 

 

O recibo electrónico para rendas

 

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Mais uma "brilhante" medida deste governo!

Nem sei que diga, tais são os disparates associados a esta nova medida!

Todos os senhorios "que recebam, no conjunto do ano, rendas superiores a 838,44 euros - o equivalente a perto de 70 euros por mês - terão de passar recibos eletrónicos mensais aos seus inquilinos, emitidos através do Portal das Finanças".

Qundo ouvi falar sobre isto a primeira vez, perguntei-me: então e aqueles senhorios que não têm acesso à internet? Mas será que o governo pensa que ter um computador em casa e, ainda mais, ligação à internet, é algo banal? 

Não! E por isso criaram esta "importantíssima" excepção: "os senhorios com 65 ou mais anos, que poderão não ter facilidade de acesso à internet, não são obrigados a passar recibos electrónicos, mas apenas umam declaração anual".

Que bom, isso quer dizer que consideram todos os outros senhorios, abaixo dessa idade, com boas condições de acesso à internet! Somos um país muito à frente!

Depois, temos este valor mínimo a partir do qual se torna obrigatório emitir recibo electrónico. Qual é a finalidade deste tecto?

E qual é, no fundo, a finalidade da medida? Se é evitar a fuga ao fisco, porque razão isentam uns, e obrigam outros?

Se é para que tudo seja feito legalmente, de forma mais prática, e com vantagens para inquilinos e senhorios, porque é que nuns casos continuam a ser admitidos os recibos em papel, e noutros já é necessário o recibo electrónico? Não deveria ser uma medida igual para todos? Ou então, não ser obrigatória?

Quem vai lucrar, e muito, com isto são esses senhores das agências de documentação, e empresas de contabilidade, a quem muitos irão recorrer para preencher estes novos recibos!

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