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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Uma Mulher em Fuga, de Lesley Pearse

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Há algumas coisas que são comuns em quase todos os livros da Lesley Pearse:

 

- a personagem principal feminina é sempre uma mulher de garra, forte, que apesar de todas as provações pelas quais passa, consegue sempre seguir em frente

- a temática da guerra

- o tempo que passa entre o início da história, e o seu final, que nos leva a viver vários anos seguidos, em poucas horas

 

"Uma Mulher em Fuga" conta a história de Rosie, uma menina de 8 anos que vive com o pai e os irmãos mais velhos, totalmente negligenciada, tendo a seu cargo cuidar dos homens da casa, e da própria casa.

Quando o pai leva Heather para cuidar de Rosie e de May Cottage, tudo parece melhorar para todos, até ao dia em que Heather desaparece sem deixar rasto.

Todos pensam que ela fugiu de Cole e dos filhos, por não aguentar mais lidar com eles. Mas, o que a fez deixar o filho, Alan, para trás, nas mãos daqueles odiosos rapazes e de um homem violento?

 

Só quando Thomas, irmão de Heather, a vai procurar anos mais tarde, percebe que algo de estranho se passou, e que Rosie e Alan não estão seguros naquela casa, denunciando o pai deles por maus tratos.

Rosie ganha, então, coragem, e ajuda Alan, contando depois ao pai tudo o que viu e sabe, o que lhe vale uma valente tareia, que quase a leva à morte.

Com o pai e irmãos presos, sobretudo depois de se descobrir dois cadáveres no terreno da casa, Rosie é levada para uma família de acolhimento temporário, dando início a uma jornada que a levará a viver situações desconcertantes e esmagadoras, das quais só com muita força e determinação conseguirá sair.

 

E, mais uma vez, surge a questão: será que tudo na nossa vida acontece por uma razão, e temos que passar pelo pior, para depois podermos saborear o melhor?

Estaria o destino de Rosie já traçado, ou foi ela, com as suas decisões, que traçou o seu próprio destino?

Onde estará Rosie, 11 anos depois de a termos visto pela primeira vez?

 

Música no Coração no The Voice?!

 

Não foi, mas poderia ter sido!

Pelo menos foi o que acharam todos os que ontem assistiram ao programa, e se depararam com esta família a fazer lembrar os Von Trapp!

Uma mãe, um pai, e seis filhos, todos com música no coração, e na alma. Mesmo que a Filomena não chegue longe neste programa, ninguém lhe poderá tirar o gosto que sente ao cantar, juntamente com os irmãos.

 

 

O Daniel Galvão foi um dos concorrentes que mais gostei de ouvir nesta 2ª Prova Cega, e espero que continue a dar cartas ao longo das várias etapas, porque tem um enorme potencial e talento. 

 

 

A Andrea foi mais uma boa surpresa!

A miúda tem talento, tem garra, tem personalidade, e sabe o que quer. Como dizem, a fasquia está cada vez mais alta e há que escolher vozes que se destacam e diferenciam. A Andrea é uma delas!

 

 

A Diana é, talvez, a mulher mais multifacetada do The Voice! 

Confesso que gosto do poder vocal dela, da presença, e reconheço-lhe imenso talento, mas não gostei de a ouvir cantar aquela música. Ainda assim, é uma boa candidata.

 

 

O Bertílio foi uma surpresa, não só para os jurados, mas também para quem assistia em casa, uma vez que a cortina não deixava ver a quem pertencia aquela magnífica voz. Este ano a qualidade é maior, e prevê-se uma luta renhida!

 

 

Não percebi as escolhas da Vera Lima e do Marcos. Gostei mais de ouvir a Vera na edição passada, com Deolinda. Do Marcos, tendo estado já no Got Talent na Dinamarca (onde chegou às semifinais), esperava bem melhor. Pode ter ali qualquer coisa, mas não me convenceu nesta actuação.

 

Pontos negativos 

 

A incoerência dos jurados:

A Janiina foi a primeira a pisar o palco. E adorei ouvi-la!

Claro que gostos não se discutem, mas não percebi os comentários dos jurados. É que nem eles próprios são coerentes. Se uma concorrente vai para ali gritar, dizem que não era preciso mostrar tanto. Se a concorrente evita essas explosões desnecessárias, dizem que faltou alguma coisa. E depois há quem faça mil e um malabarismos com a voz e siga em frente, à semelhança de outros, que nem percebemos porque lhes foi dada uma hipótese.  

 

A incapacidade de ouvir uma crítica por parte dos concorrentes (com ou sem fundamento):

A Vera Moura foi um exemplo disso mesmo. Independentemente do passado que teve, do bullying que sofreu e da luta que travou para ultrapassar tudo isso na sua vida, aqui avalia-se a voz e presença em palco. Ela não convenceu com a sua prestação. Deveria saber ouvir as críticas, ainda que não concorde com elas, e não responder tão impulsivamente.

 

 

Ponto positivo:

A alegria e positivismo da Cristina

 

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Dos poucos concorrentes com histórias de vida menos felizes que lá foi, e que nunca perdeu aquela alegria e sorriso nos lábios, que não se fez de vítima nem foi para ali derramar lágrimas! E recordou-me um outro senhor que participou na edição passada - o Ricardo. E os seus companheiros caninos são lindos!

 

 

Imagens The Voice Portugal.

 

 

Uma vez vítima, para sempre vítima?

 

Vem isto a propósito da concorrente Maria Inês, do programa The Voice Portugal que, num determinado momento, se foi abaixo e ficou frustrada consigo própria por não ter sido capaz de dar aquilo que podia e sabia que conseguia dar.

E foi então que o Anselmo mencionou à Simone o facto de esta concorrente já ter sido vítima de bullying, e da própria concorrente o ter referido, devido ao facto de ter um peso acima do normal, uma estatura baixa e não ser detentora de uma grande beleza, segundo palavras suas.

O meu marido veio em defesa dela, dizendo que compreendia o que ela sentia. Já eu, tenho uma opinião um bocadinho diferente.

Ela até pode ter sofrido por ter sido vítima de bullying e de discriminação, e acredito que isso lhe tenha sido penoso, mas isso foi algo que aconteceu no passado. E se já é passado, é lá que deve ficar. Não deveria ser trazido para o presente, nem tão pouco condicionar o futuro.

E se, eventualmente, ainda é algo que se passa na actualidade, só seria mais uma razão ou motivo extra para que ela quisesse mostrar a todos o que vale, independentemente, do seu aspecto físico.

Vejamos, por exemplo, a Milene- outra concorrente desse mesmo programa que já pensou, inclusive, em suicidar-se. Por muito que ela já tenha tido, e ainda tenha, a autoestima em baixo e ache que não é suficientemente boa, ela chega ao palco e dá tudo o que tem, e com grande garra.

Mas este é só um de muitos casos. Há por aí muito boa gente que ainda vai buscar tudo o que de mau passaram na vida, há vários anos atrás, para justificar determinadas atitudes que agora têm (ou a falta delas). E que se fazem, muitas vezes, de coitadinhas para que os outros fiquem com pena, sejam mais condescendentes, e lhes passem a mão na cabecinha.

Só que, alguém que um dia já foi vítima, não precisa de o ser para sempre.

Se alguém já sofreu de violência doméstica, não quer dizer que toda a sua vida vá sofrer. Alguém que já foi vítima de bullying, não precisa de estar sempre a recordá-lo, nem deixar que isso o afecte no presente. Alguém que já passou pelas mais diversas dificuldades, deve utilizar isso como ensinamento e como força para lutar por uma vida melhor. Alguém que cometeu erros não precisa de ficar parado a lamentar os erros, mas sim a fazer com que, no futuro, não os volte a repetir.

Alguém que já teve más experiências, não deve usar isso como desculpa para não se aventurar em novas experiências, com o pressuposto de que, se correu mal uma vez, vai correr sempre. E, neste aspecto concreto, contra mim falo, porque também sou um pouco assim.

Mas a ideia que me dá é que muitas pessoas utilizam o passado como desculpa para os eventuais fracassos, que muitas vezes não passam de medos infundados que o cérebro constrói, e para justificar acções que em nada estão relacionadas com esses factos passados.

Por isso, e apesar de tudo o que já sofreram e passaram, e que, naturalmente, nunca esquecerão, vamos lá deixar o passado no lugar dele, viver o presente que é real, e tentar que o nosso futuro seja o mais brilhante e sorridente que conseguirmos!

 

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O Leão mostra a sua raça!

Imagem www.fpf.pt

 

Apesar de ser benfiquista, estava ontem a torcer pela vitória do Sporting. Quando ouvi na rádio que o Sporting já estava a perder, fiquei aborrecida, mas ainda faltava, achava eu, muito tempo para acabar o jogo, e o Sporting ainda podia dar a volta.

Depois, percebo que o Sporting estava a jogar com apenas 10 jogadores desde, praticamente, o início do jogo! E, naquele momento, já na segunda parte e a caminho do fim do jogo, a perder por 0-2. Oiço os comentadores dizerem que os adeptos já estavam a abandonar o estádio. E pensei: "assim é que não moralizam nada a equipa, se já estão a dar este resultado por garantido".

Mas os leões, contra todas as adversidades, e quando já tudo parecia perdido, mostraram a sua raça, marcaram 2 golos e empataram a partida, levando ao prolongamento, onde nada se resolveu, apesar do perigo que o Braga representou.

E seguiram, assim, para as grandes penalidades. Devo confessar que não gosto de jogos resolvidos desta forma. Acho sempre injusto. É uma grande responsabilidade para o guarda redes, e uma grande responsabilidade para os jogadores escolhidos para marcar.

Acaba por ser uma "lotaria da sorte", em que todo o esforço de 120 minutos de jogo pode, simplesmente, ir por água abaixo. Deve ter sido isso que a equipa do Braga sentiu.

Mas foi também essa a forma que deu a vitória merecida ao Sporting, que foi uma espécie de "bofetada de luva branca" a todos os que deixaram de acreditar que era possível dar a volta ao jogo!

Ambas as equipas mereciam a vitória, mas eu prefiro que o prémio fique aqui mesmo pelo centro, em vez de ir para o norte. E, pela forma como os jogadores do Sporting lutaram e acreditaram, só me resta reconhecer-lhes o mérito e dar-lhes os parabéns!

 

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