Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Que demónio é este?...

png-transparent-hair-coloring-black-hair-hime-cut- 

 

Mas que demónio é este, que por aqui ciranda?

Seja ele qual for, que volte depressa para de onde veio.

É impossível andar na rua.

 

Mal uma pessoa sai, fica à mercê dele.

Revoltoso, gélido, sem dar um único segundo de tréguas.

Esbofeteia-nos de um lado. E do outro.

Empurra-nos, fazendo-nos acelerar mesmo sem querer. Outras vezes, trava-nos, como se nos tentasse impedir de seguir caminho.

Desorienta-nos.

 

Já não basta a chama intensa que nos fere os olhos, também ele quase nos cega.

Enquanto nos debatemos com ele, nem nos atrevemos a respirar. Sustemos a respiração, até estarmos em relativa segurança.

Que só chega quando entramos em casa.

Até então, percorremos o caminho o melhor que conseguimos, quase sem o ver, em modo automatico, porque perceber onde estamos e com o que estamos a lidar é doloroso e cansativo demais.

 

Na rua, o demónio anda à solta.

Chama-se vento.

Já deveríamos estar habituados.

Mas o vento nem sempre está assim.

Com esta fúria desmedida. Com esta raiva descontrolada.

A fustigar cada centímetro da nossa pele, e do nosso corpo.

 

Em casa, continuamos a ouvi-lo.

A sentir que ele tenta, de todas as formas, quebrar as barreiras. Chegar até nós.

Mas não consegue.

E nós podemos, então, tranquilamente, abrir os olhos, que demoram a habituar-se à calmaria.

Podemos respirar de alívio.

Podemos descontrair o corpo que, só então, percebemos como estava contraído, e relaxar.

 

Até à próxima luta, quando tivermos que voltar à rua, e enfrentá-lo novamente.

 

 

Nuvem iridescente?

20220511_191309cópia.jpg

 

Ontem, ao sair do trabalho, ao final da tarde, olhei para o céu e vi ali uma "mancha colorida" a fazer lembrar o arco-íris, mas sem a forma deste.

Na brincadeira, até pensei "o que terá acontecido ao resto do arco-íris"?

A dita "mancha" estava em linha com o sol, e destacava-se ali por entre algumas nuvens e o céu azul.

 

 

20220511_191315cópia.jpg

 

Curiosa, fui pesquisar o que poderia ser isto.

Será uma nuvem iridescente?

E o que é isso?

 

20220511_191318cópia.jpg

 

Ao que parece, é um fenómeno meteorológico que, por norma, ocorre pela manhã, ou ao final da tarde, quando o céu tem um determinado tipo de nebulosidade - as nuvens devem ser finas e com uma base horizontal.

Para que estas nuvens iridescentes se formem, é necessário haver sol, e nuvens com determinadas condições e características.

Enquanto o arco-íris depende da chuva, as nuvens iridescentes resultam da refração (dispersão) dos raios solares, em gotículas bem minúsculas de água ou de pequenos cristais de gelo, que se encontram nas nuvens, em suspensão, ou seja, é necessário a luz do sol, e pequenas gotículas de água e partículas de gelo, suspensas no ar. 

Outro factor importante é a posição do sol, que deve ser bem próxima da nuvem.

Se, no caso no arco-íris, o sol encontra-se atrás do observador, que vê o arco colorido à sua frente, na nuvem colorida, o sol e a nuvem em questão aparecem no mesmo campo de visão.

A nuvem iridescente é um fenómeno mais raro que o arco-íris.

 

E pronto, aqui fica o registo do fenómeno, apenas com o rasto deixado por um avião que, em má hora, decidiu passar por ali, a destoar!

Este frio...

Aviso amarelo por causa do frio

 

... este frio gelado,

que nos entorpece os pensamentos,

que nos empederna os movimentos,

que nos atrofia cada pedacinho do corpo,

que nos paralisa...

E, ainda assim, nos desperta à força, e nos faz acelerar, para lhe fugir...

 

...este frio gélido,

que nos torna tão pequeninos,

encolhidos num cantinho de onde não queremos sair,

mas sempre em alerta, sem poder baixar a guarda...

 

...este frio glacial,

que nos arrepia,

que nos suga o ar,

que nos bofeteia,

que nos contrai,

que nos congela por fora e por dentro...

 

...Um frio que pede calor.

Um calor que nos aconchegue,

que nos conforte.

 

Um calor que nos acolha nos seus braços,

que nos permita sair do casulo sem medo,

e voltar à forma original...

 

A Serra

 

Este ano, ao contrário do ano passado, encontrámos a Serra da Estrela coberta de branco!

De qualquer forma, continuo a dizer que, a mim, parece-me mais gelo que neve. É como se tivesse limpo o meu congelador, mas neste caso, uma arca congeladora gigante!

As crianças acharam, à sua maneira, divertido. Enquanto a minha filha fez "sku" mesmo sem querer, o irmão do meu marido tentava em vão escorregar na neve :)

E, embora já tenhamos chegado à Torre ao anoitecer, ainda conseguimos captar esta imagem espectacular das nuvens abaixo de nós, como que a chamar-nos para saltarmos para cima delas!