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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Ontem foi dia de consulta

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Porque os sintomas se mantêm, e já estava a ficar preocupada, resolvi marcar consulta com a minha médica.

Milagre! Há anos que não ia lá (quando vou é sempre em consulta de urgência).

 

Pedi para marcar em horário pós laboral. Só tinham vaga para finais de dezembro!

Noutro horário qualquer, consegui para ontem.

 

A médica avisou logo que eu tenho que lá ir de dois em dois anos, senão retiram-me do sistema. E para dar também o recado à minha mãe, que nunca comparece às consultas.

Aproveitou também a minha ida para marcar uma citologia. Disse à outra médica que eu ando sempre a fugir e que, então, era melhor aproveitar para marcar antes que eu demorasse mais alguns anos a aparecer!

 

Quanto aos meus sintomas, diz que pode ser um problema hormonal.

 

De qualquer forma, mandou-me fazer análise ao sangue para despiste de gravidez. Não me passou mais análises nenhumas, porque quer saber o resultado desta primeiro. Já me está a obrigar a uma nova ida ao centro de saúde.

 

Ainda lá, e porque parece que agora as infecções urinárias são o diagnóstico em voga, pediu a uma enfermeira para me fazer o teste Combur. Não acusou infecção, embora tenha indicado presença de sangue, que a médica desvalorizou.

 

O peso está nomal, o mesmo de sempre. A tensão arterial em 8/5. Os batimentos cardíacos não me disse.

 

A análise de gravidez, como já se esperava, deu negativa. Agora é esperar pelo resultado da ecografia que também me mandou fazer, e das análises que ainda irá passar.

 

 

Distribuição de preservativos nas escolas

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A pergunta de ontem do Sapo era:

"Concorda com a distribuição de preservativos grátis nas escolas?"

 

E eu, com toda a sinceridade, respondi "não sei". Porque, de facto, não sei se isto será boa ou má ideia.

Até porque a questão principal não passa por aí, mas sim muito antes disso.

 

Concordo que deveria haver uma disciplina de educação para a sexualidade nas escolas. Inventam tantas disciplinas para preencher horário, que não fazem qualquer sentido, nem têm qualquer utilidade. Esta seria, sem dúvida, muito mais importante.

A verdade é que os jovens têm curiosidade em saber mais, e em experimentar mais, cada vez mais cedo.

No tempo dos meus pais, sexo só depois do casamento, e já na idade adulta. 

No meu tempo, isso era coisa em que começávamos a pensar aos 16/ 17 anos. Uma ou outra, inclusive, ficava grávida.

Hoje, vemos adolescentes de 14/15 anos a namorar. Namorar é uma maneira de dizer - andam aos beijos com um, ficam interessadas e falam com outros. Outras há que avançam mais, seja por vontade própria, seja por estarem iludidas com falsos amores e promessas vãs, seja para ser aceite, ou por se ver forçada.

Pior, vemos crianças de 11/12 anos, a quererem fazer e experimentar, o que estes adolescentes de que falei antes, precocemente, fazem.

Vemos crianças/ adolescentes a engravidarem cada vez mais cedo, a abortarem cada vez mais, a utilizarem de forma errada os métodos de contracepção disponíveis (ou a não utilizarem sequer), e a utilizarem a pílula abortiva como método recorrente de contracepção.

E, claro, no meio de tudo isto, a falta de protecção e possível transmissão de doenças sexuais.

 

Por isso, se me perguntarem se é urgente uma disciplina que os elucide, que os informe, que lhes explique os prós e os contras, que os aconselhe, que os previna, e que funcione como acréscimo ao trabalho dos pais nesse sentido, concordo. 

Agora, até que ponto distribuir preservativos de forma gratuita pelos estudantes - e aqui penso que a ser cumprido, deveriam também distribuir a pílula - não será uma forma de incentivo, de mascarar o verdadeiro problema, não sei.

Mas, entre o não fazer nada, e algo de pior acontecer por falta de medidas destas, e o poder evitar males maiores com elas, ainda que sejam insuficientes, acho que é preferível a primeira opção.

 

Imagem www.sabado.pt

A associação Apoio à Vida

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Antigamente, ser mãe aos 15 ou 16 anos era algo que acontecia com regularidade. Hoje, a gravidez na adolescência nem sempre é bem aceite, tanto pelas futuras mães, como pelos próprios familiares, que pensam que as suas filhas ainda são crianças e não têm condições financeiras nem psicológicas para cuidar do bebé que vem a caminho. Por outro lado, consideram a gravidez como um acontecimento que irá prejudicar, de forma irremediável, o futuro dessas adolescentes.

 

Talvez por isso, e pela falta de apoio de quem as rodeia, muitas mães adolescentes tomem, frequentemente, a decisão de abortar. Com a legalização do aborto, essa opção passou a ser a melhor forma de se livrarem de um problema no qual, consciente ou inconscientemente, se colocaram, e que parece incomodar a todos à sua volta.

 

 

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No entanto, existem adolescentes que até querem levar adiante a sua gravidez, e viver a experiência da maternidade, apesar da sua tenra idade. E é, nestes casos, que o apoio dos companheiros, dos pais, da família em geral, e até da própria sociedade, se torna fundamental.

 

Também existem associações que ajudam e acolhem adolescentes e mulheres grávidas, cuja situação socioeconómica, familiar ou psicológica as impede de assegurarem, sozinhas, o nascimento e educação dos seus filhos.

 

 

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Uma dessas associações é a Apoio à Vida, cuja atividade foi iniciada em 1998, e que tenta mostrar que, por mais difícil que seja a situação em que essas adolescentes ou mulheres se encontram, ainda há quem as apoie para que possam tornar a vinda da nova criança desejada e possível.

 

Quem é que a Apoio à Vida ajuda?

* Adolescentes e mulheres grávidas, com dúvidas relativamente à sua gravidez, ou com falta de condições para preparar devidamente a chegada do seu bebé;

* Adolescentes e mulheres grávidas que colocam a hipótese de abortar por alguma pressão externa;

* Mães com bebés recém-nascidos;

* Familiares e amigos de grávidas, e das mães que apoiam, nomeadamente os pais dessas mães ajudadas.

 

 

De que forma é que a associação Apoio à Vida pode apoiar?

O principal objetivo é prestar apoio social e psicológico a todas as adolescentes e mulheres grávidas que a ela recorrem, através de um conjunto de técnicos especializados, como psicólogas, assistentes sociais, técnicas de inserção profissional, e de um importante núcleo de voluntários (médicos, enfermeiras, consultores jurídicos, e outros), que se encontram distribuídos por quatro grandes áreas de intervenção:

 

> Gabinete de Atendimento Externo

Acompanha e ajuda as mães a levar a sua gravidez até ao fim, promovendo e desenvolvendo as suas competências maternas, pessoais e sociais.

 

> Casa de Acolhimento Temporário

Na Casa de Santa Isabel, são acolhidas as mães grávidas em situação de maior dificuldade, que adquirem competências maternas e pessoais, recebem formação em diversas áreas, e são auxiliadas na construção de um projeto de vida que lhes permita conquistar a sua autonomia.

 

> Formação e Inserção Profissional

Através da Escola de Talentos, procuram dar resposta às necessidades de inserção profissional das mães, acompanhando-as na procura de trabalho.

 

> Acompanhamento Domiciliário

O Vida Nova tem por finalidade o acompanhamento das mães nos seus tempos iniciais de autonomização, através de voluntários que as vão apoiando, nomeadamente na organização da casa, na gestão do orçamento familiar, na limpeza e higiene pessoal, e nos cuidados com os filhos.

 

 

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Por isso, se alguma vez estiverem numa situação idêntica e não souberem o que fazer, se se sentirem assustadas, e precisarem de apoio ou, simplesmente, conhecerem alguém que se encontre nessa situação, a braços com uma gravidez inesperada e sem saber que decisão tomar, já sabem que podem contar com a associação Apoio à Vida!

 

Mais informações em www.apoioavida.pt

 

Este artigo foi elaborado para a revista Blogazine n.º 11

Duas vitórias alcançadas hoje

 

Ou talvez não...

 

Foram hoje aprovados dois diplomas que fazem história.

 

Um deles diz respeito à aprovação das barrigas de aluguer.

Logo no início da criação deste blog, escrevi sobre este tema neste post, nomeadamente, no que respeita à questão sentimental e psicológica.

 

A partir de hoje, todas as mulheres que não tenham útero, ou sofram de doenças que as impeçam de levar até ao fim uma gravidez com sucesso, vão poder recorrer a barrigas de aluguer, sempre de forma gratuita.

Se concordo com esta legalização? Sim, sem dúvida. 

Apesar de haver outras alternativas, é legítimo que uma mulher ou casal queiram um filho do seu sangue, e optem por recorrer a uma barriga de aluguer.

Outra questão diferente é se haverão por aí muitas mulheres dispostas a alugar a sua barriga como mero gesto de solidariedade, amizade ou amor, e de forma gratuita. Como é que funcionará a selecção dessas mulheres? Haverá um banco de barrigas de aluguer?

Na minha opinião, mesmo com a aprovação deste diploma, o negócio que gira em torno das barrigas de aluguer irá continuar a existir, até porque grande parte dos que recorrem a essa via não o fazem por impossibilidade da mulher em engravidar ou levar adiante a gravidez, mas por outros motivos mais fúteis e menos válidos, como não querer sofrer os sintomas e as alterações corporais próprias da gravidez, querer ser pai ou mãe solteiro, com um filho de pai ou mãe incógnitos, e outros.

E esse tipo de serviço, muitas mulheres só estarão dispostas a satisfazer mediante uma compensação. 

 

 

 

O outro diploma diz respeito às técnicas de Procriação Medicamente Assistida (PMA), nomeadamente bancos de óvulos e de esperma, que passam a estar acessíveis a todas as mulheres sem exceção (mesmo que sejam solteiras ou lésbicas) enquanto que, até agora, só era permitido o recurso às mesmas a casais ou uniões de facto heterossexuais.

 

Resta aguardar, e deixar que o tempo mostre se, de facto, estas duas vitórias o foram verdadeiramente.

Para muitas mulheres que vêem nestas medidas uma forma legal e única de concretizarem o sonho de ser mãe que, de outra forma, nunca conseguiriam, tenho a certeza que já o foi!

A que conclusão devo chegar?!

De há uns dias para cá, ando mais ou menos assim:

- Dores nas mamas, e tanto a minha filha como o meu marido dizem que cresceram (pode ser da lesão)

- Prisão de ventre (também não muito normal no meu caso)

- Tonturas, sensação de quebras de tensão

- Fadiga/ cansaço excessivos

- Muito sono

- Barriga inchada

- Não serão propriamente desejos alimentares mas, no outro dia, almocei e lanchei passado uns minutos porque ainda estava com fome

- Alterações no paladar

- Sensação de boca seca e sede

- Dores nas costas (pode ser da lesão)

- Variações de humor 

- Surgimento de algumas borbulhas na cara

 

Portanto, a que conclusão devo chegar?

 

Hipótese A - Estou a alucinar, e a ver e sentir coisas que não são reais!

 

Hipótese B - São, definitivamente, efeitos secundários dos comprimidos para a lesão muscular (estive a ver a bula e, de facto, muitos destes sintomas constam lá)!

 

Hipótese C - Estou em vias de fazer parte daquela percentagem de 0,00001 mulheres que, mesmo tomando a pílula, fica grávida!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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