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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Sobre o fim da mudança da hora

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Muito se tem falado, nos últimos dias, sobre o fim da mudança da hora na União Europeia.

Pessoalmente, não me afecta em nada a mudança biananual, de que me lembro desde sempre.

É certo que, quando passamos para o horário de inverno, custa um pouco aquele anoitecer precoce. Mas no verão, sabe bem estar na praia até tarde, e ainda usufruir do final do dia. Sabe bem quando a hora muda e temos mais uma horinha para dormir. Para quem trabalha, é óptimo o turno acabar uma hora mais cedo naquela noite.

Mas isto é apenas uma opinião e gosto pessoal. Cada um tem a sua e, já sabemos, é impossível agradar a gregos e a troianos, como se costuma dizer.

 

 

Este ano, a Comissão Europeia lembrou-se, no meio dos seus tempos mortos, de que queria saber a opinião dos europeus acerca da sua concordância, ou não, com a existência de um horário de verão e um horário de inverno, e sobre uma possível alteração.

Depois de apuradas as respostas abrir-se-iam duas alternativas: ou se manteria o horário de verão, ou se daria aos países a hipótese de escolher o próprio horário.

 

Entre os argumentos analisados pela Comissão Europeia, para pôr um ponto final na mudança da hora, está o facto desta mudança ter efeitos negativos para a saúde. 

Pergunto eu: e não havendo mudança, não haverá também efeitos negativos na saúde? Fica a questão...

 

 

Voltando à consulta pública, poderia ser uma consulta séria, rigorosa e bem organizada, mas a Comissão Europeia decidiu brincar aos inquéritos, como fazem os estudantes nos seus tempos de escola, e pegar apenas numa pequena amostra de população europeia, com determinados requisitos obrigatórios, para efectuar o seu estudo, e que serviria para representar a opinião de todos os europeus.

 

 

Assim, foi feita uma consulta pública online, que esteve em aberto até 16 de agosto passado, e na qual participaram apenas 4,6 milhões de europeus.

 

Para quem não sabe, a União Europeia tem cerca de 508 milhões de habitantes, tendo a terceira maior população do mundo.

Destes 508 milhões, apenas 4,6 milhões responderam, sendo que cerca de 3 milhões de participantes eram alemães. E, dessas 4,6 milhões de respostas, apuraram que 84% delas concordavam com o fim da mudança da hora. 

 

No entanto, a Comissão Europeia fez, dessa maioria de respostas a favor do fim da mudança da hora, de uma minoria de europeus que se manifestaram, a maioria que conta como opinião da maioria dos 508 milhões de habitantes e, assim, decidiu avançar com a proposta para acabar de vez com esta mudança.

 

 

Na minha opinião, quem for analisar esta proposta deve ter em conta que este estudo/ inquérito não pode ser considerado válido, porque não representa, de todo, a opinião de todos os europeus. Antes, pelo contrário, apenas daqueles que tiveram conhecimento, vontade, tempo e meios para participar.

 

 

Em segundo lugar, embora todos os países estejam ligados pelo facto de pertencerem à União Europeia e, como tal, terem que seguir um conjunto de normas e directivas comuns, bem como haver necessidades, a nível económico e financeiro, que justifiquem a uniformização do horário, a minha opinião vai muito ao encontro das palavras de Manuel Carvalho da Silva, coordenador do Centro para os Estudos Sociais da Universidade de Coimbra "Do ponto de vista do interesse das pessoas, e para proteção da sua saúde e manutenção de hábitos e aspetos culturais, é muito mais lógico que cada país tenha uma hora mais próxima da realidade do fuso horário em que está inserido"

 

Os argumentos apresentados para apoio ao fim da mudança da hora são tão fracos que, tenho a certeza, são facilmente rebatidos com outros de sentido contrário, como a questão da saúde, da poupança da energia e por aí fora. São as chamadas "desculpas esfarrapadas" para justificar interesses que nada têm a ver com o bem estar dos europeus.

 

 

Mais uma vez, no meu caso concreto, estou tão habituada a esta mudança que a encaro com naturalidade e não me afecta por aí além. Não vejo qualquer vantagem no fim dessa mudança, pelo contrário.

Aliás, se a decisão de acabar com o fim da mudança da hora avançar, das duas, uma: ou vai ser ainda mais complicado para nós, habituar-mo-nos ao novo horário tendo em conta os nossos hábitos escolares, laborais e pessoais, com as óbvias consequências na nossa saúde, bem estar, e até produtividade (ninguém estará no seu máximo a trabalhar ou estudar boa parte do tempo ainda de noite), ou terão que ser implementados novos hábitos para os cidadãos, que se adaptem à nova realidade (começar as aulas ou o trabalho mais tarde, e sair mais tarde, sem poder aproveitar a luz solar para outras actividades, por exemplo), e que implicarão um longo processo de habituação, que nada de positivo trará a curto prazo.

 

Por isso, se, depois de consultada a opinião de todos (e por todos entende-se os 508 milhões de europeus), a maioria preferir o fim da mudança da hora é, em seguida, necessário, um estudo aprofundado e devidamente fundamentado, de todas as implicações positivas e negativas, e do real impacto que tal provocará em cada um dos países em particular.

 

Porque, se há países que preferem manter o horário de inverno, outros haverá que preferem ficar permanentemente com o horário de verão.

 

E porque o facto de pertencermos todos a um mesmo grupo, não significa que não possamos ter a nossa própria identidade e características próprias.

 

Quando estamos habituados às pessoas

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É tão bom quando precisamos de algum serviço, e somos bem atendidos;

Quando quem nos atende é atencioso, prestável, e nos explica tudo de forma a compreendermos bem as coisas;

Quando esses profissionais se mostram atentos e preocupados, mas também felizes quando tudo corre bem;

É tão bom ter um desses profissionais que conheça bem a história, e siga todo o percurso ao longo das várias etapas;

 

Quando assim é, ficamos habituados e não queremos outra coisa! Neste caso, e sempre que possível, era sempre para este veterinário - Dr. Daniel - que marcávamos as consultas das nossas meninas. A última vez que falámos com ele, foi para lhe dar a notícia de que a Amora tinha melhorado da incontinência.

 

Agora que tínhamos as vacinas para marcar, liguei para o hospital e, quando me perguntaram se tinha preferência por algum médico, pedi para marcarem para esse médico.

E foi com supresa que, do outro lado, me informam que este médico veterinário tirou uma licença sem vencimento e, como tal, sem previsão de quando, ou se, voltará a trabalhar no hospital.

Habituarmo-nos às pessoas tem destas coisas. Não é que não haja outros bons profissionais no hospital, que os há. Aliás, poucos foram os médicos que não trataram, em alguma ocasião, as nossas bichanas. Mas como toda a gente, também nós tínhamos uma preferência.

 

Assim, tivemos que marcar para outro médico, um novo que está a substituir o Dr. Daniel. E, apesar de tudo, tivemos sorte porque nos pareceu também um excelente médico, com uma forma de lidar com os animais e com os donos muito semelhante ao seu antecessor.

Sendo assim, embora espere não precisar tão cedo, a haver necessidade, está eleito o próximo "doutor" da Becas e da Amora!

 

 

 

 

Mãe, a minha fruta?

 

Não é uma mudança radical, mas não deixa de ser um bom começo.

Desde há uns meses para cá que, todas as noites, dou uma peça de fruta à minha filha para ela comer depois do jantar. Já se tornou um hábito, a par com o sumo de fruta natural, ao qual ela ainda se tenta escapar por uma ou duas vezes.

Mas se, no início, era eu que lhe "impunha" a fruta, hoje em dia é ela que a pede!

Se eu não a levo logo com o jantar, ela acaba de comer e pergunta-me "Mãe, a minha fruta!"

Mudar as crianças de turma é ou não benéfico?

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No outro dia, na reunião escolar, o director de turma voltou a falar do mau comportamento geral da turma. E, a propósito, veio a lume a questão dos hábitos que eles traziam da escola primária, e do quão benéfico é para as crianças serem separadas dos colegas e integrarem em novas turmas, como forma de quebrar esses mesmos vicios.

Ah e tal, separam-se dos anteriores amigos, mas fazem novas amizades! É saudável!

Pode até ser, mas eu não concordo que seja uma medida imprescindível para pôr limites à conversa, ou assim tão benéfica para as crianças.

Uma criança que já era sossegada, irá continuar a sê-lo, ainda que tenha na turma os seus melhores amigos. Uma criança que já tinha por hábito conversar, continuará a fazê-lo, se não com os antigos amigos, com os novos que vier a fazer.

Cabe aos professores impôr ordem e estabelecer limites, repreender quando tiver que o fazer, chamar a atenção quando for necessário, aplicar um castigo apropriado quando se justificar. E os alunos têm que perceber que há horas para conversar, brincar e estar atentos às aulas. Têm que perceber que estão lá para aprender, e respeitar colegas e professor.

Uma professora que envia para casa um recado a informar os pais que não conseguiu dar a matéria numa das aulas, porque os alunos fizeram muito barulho, está à espera que os pais façam o quê? Se uma professora não se consegue impôr e fazer respeitar, está à espera que os pais, em casa, o façam por ela? São situações que têm que ser resolvidas na hora entre as pessoas envolvidas, não ao fim de umas horas, por quem não presenciou nem sabe ao certo o que aconteceu. E são situações que não se resolvem pelo simples facto de uma criança mudar de turma.  

Um dos encarregados de educação referiu que, em parte, algumas situções se devem ao facto de uma turma ser composta por 30 alunos, quando deveriam ser só 20.

O professor de história, que entretanto por lá apareceu, respondeu: "até podiam ser 50, desde que houvesse condições para isso", referindo-se ao pouco espaço de sala de aula em relação ao número de alunos. Mas também concordou que, numa das aulas de duas horas de quinta-feira à tarde, em que alguns alunos foram participar de uma actividade, a aula com os restantes correu muito melhor!

Se a mudança é benéfica para o seu desenvolvimento pessoal e social? Acredito que sim. Mas nem todas as crianças são iguais.

Há as que se adaptam bem a qualquer situação, as mais extrovertidas para quem é mais fácil estabalecer novas amizades, as que nunca se ligam muito a ninguém e, por isso mesmo, não lhes faz diferença mudar.

No entanto, existem algumas que estão, por vezes, muito unidas a dois ou três colegas há já vários anos, que criaram laços, e a quem é mais difícil aceitar a separação. 

Podem até ultrapassar, de forma bem sucedida, mas há ali um período em que se sentem um pouco deslocadas, perdidas, a tentar ser aceites pelos novos colegas, a tentar pertencer a algo.

E por mais que digam que as amizades ficam sempre, que não estão juntos na sala de aula mas encontram-se nos intervalos, ou que podem sempre combinar alguma forma de estarem juntos, sabemos que não é a mesma coisa!

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