Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

É possível gostar de determinados alimentos e passar anos sem os comer?

Magali, uma apaixonada por comida – Blog Ao Ponto

 

Sim!

 

Já várias vezes afirmei que sou gulosa!

No outro dia, dizia o meu marido "se és gulosa, porque é que nunca te vejo comer um bolo?".

Já várias vezes disse que não como as coisas por serem saudáveis ou por fazerem bem à saúde, mas porque gosto.

E ele contrapõe "mas a maioria das coisas que comes é saudável".

 

Não me perguntem como, mas talvez seja uma questão de habituação, de gosto, de me sentir bem.

Sim, é verdade que já fui viciada em bolachas, ao ponto de devorar um pacote de uma só vez. Daquelas com recheio de chocolate, ou outras do género. Hoje, sou fã de outro tipo de bolachas. E mais moderada.

 

Na minha adolescência, fartava-me de comer Ruffles de presunto, com bastante sal, até ficar a arder os lábios. Hoje, praticamente não toco nas batatas. Não deixei de gostar. se tiver que comer, como. Mas não sinto aquele desejo de comer.

 

Adoro bolos. Sou mais fã de bolos, que de gelados. No Natal, não me escapa o Bolo-Rei. Nos Santos, as broas. Nos aniversários, também provo uma ou duas fatias. Mas já fui mais de ir à pastelaria comprar bolos. Hoje em dia, passam-se meses, ou mesmo anos, sem comprar um que seja.

 

Nunca fui esquisita no que respeita a pão. Qualquer um marchava. Aliás, lembro-me de, quando pequena, a minha mãe ir comprar pão e, quando chegava a casa, uma parte dele era logo para mim, para o pequeno almoço!

Hoje, não deixei de apreciar o pão normal, mas passei a gostar de outros tipos de pão, e acabo por comer estes mais recentes.

 

Se como fruta ou sopa, é porque gosto.

Se como grelhados, ou legumes, é porque gosto.

Se pão de sementes, é porque gosto.

Se prefiro ir ao McDonalds e comer apenas um hamburguer, abdicando das batatas, é porque é mesmo do hemburguer que mais gosto.

Se prefiro acompanhar carne com salada, em vez de arroz ou batatas, é porque me sabe bem, e me sinto bem.

No entanto, podem-me colocar à frente os mais diversos tipos de alimentos que, se eu não gostar, por mais saudáveis que sejam, e por melhor que me façam à saúde, não lhes toco.

Da mesmo forma, se me apetecer muito comer algo que não seja tão saudável e que seria de evitar, como na mesma. Até porque isso, felizmente, só me acontece de longe em longe e, por isso, não há problema, são apenas aquelas excepções que nos são permitidas!

É possível desligar das redes sociais por uns dias

A importância das redes sociais no mundo empresarial

 

Quando se tem algo para fazer, que nos ocupe o tempo e seja mais útil ou prazeroso.

Em duas semanas de férias, raros foram os momentos em que peguei no telemóvel ou no computador, em que vi notícias ou o que quer que fosse na televisão.

No meio de tudo o que havia para fazer, a prioridade no tempo sobrante era dormir.

 

Mas se senti alguma falta daquela incursão pelas redes, o que mais se destacou foi a falta de escrever.

Não que tivesse muito para escrever.

Mas é um hábito que não se perde (nem quero) facilmente.

E, ao fim de alguns dias, a vontade surge.

Ainda que a falta de assunto continue a travar a escrita.

 

As férias estão a terminar.

Como referi no último post, estando a praia posta de lado, a escolha entre passar os dias sentada num sofá a não fazer nada, ou levar a cabo as pinturas que vinham há anos a ser adiadas, foi fácil.

Trabalho feito, senti que precisava de uns dias para descansar, e assim dei um presente a mim mesma de um dia a mais de férias.

Para pôr a leitura e a escrita em dia. E descansar o corpo.

 

Do que vou mesmo sentir mais falta, é de poder acordar sem despertadores. Naturalmente.

Reparei que acordar cedo e com hora marcada não me dá saúde, mas uma dor de cabeça no resto do dia.

Talvez seja até voltar a habituar-me à rotina.

Amanhã é o último dia em casa.

Setembro marca o regresso.

 

 

Sobre o fim da mudança da hora

Imagem relacionada

 

Muito se tem falado, nos últimos dias, sobre o fim da mudança da hora na União Europeia.

Pessoalmente, não me afecta em nada a mudança biananual, de que me lembro desde sempre.

É certo que, quando passamos para o horário de inverno, custa um pouco aquele anoitecer precoce. Mas no verão, sabe bem estar na praia até tarde, e ainda usufruir do final do dia. Sabe bem quando a hora muda e temos mais uma horinha para dormir. Para quem trabalha, é óptimo o turno acabar uma hora mais cedo naquela noite.

Mas isto é apenas uma opinião e gosto pessoal. Cada um tem a sua e, já sabemos, é impossível agradar a gregos e a troianos, como se costuma dizer.

 

 

Este ano, a Comissão Europeia lembrou-se, no meio dos seus tempos mortos, de que queria saber a opinião dos europeus acerca da sua concordância, ou não, com a existência de um horário de verão e um horário de inverno, e sobre uma possível alteração.

Depois de apuradas as respostas abrir-se-iam duas alternativas: ou se manteria o horário de verão, ou se daria aos países a hipótese de escolher o próprio horário.

 

Entre os argumentos analisados pela Comissão Europeia, para pôr um ponto final na mudança da hora, está o facto desta mudança ter efeitos negativos para a saúde. 

Pergunto eu: e não havendo mudança, não haverá também efeitos negativos na saúde? Fica a questão...

 

 

Voltando à consulta pública, poderia ser uma consulta séria, rigorosa e bem organizada, mas a Comissão Europeia decidiu brincar aos inquéritos, como fazem os estudantes nos seus tempos de escola, e pegar apenas numa pequena amostra de população europeia, com determinados requisitos obrigatórios, para efectuar o seu estudo, e que serviria para representar a opinião de todos os europeus.

 

 

Assim, foi feita uma consulta pública online, que esteve em aberto até 16 de agosto passado, e na qual participaram apenas 4,6 milhões de europeus.

 

Para quem não sabe, a União Europeia tem cerca de 508 milhões de habitantes, tendo a terceira maior população do mundo.

Destes 508 milhões, apenas 4,6 milhões responderam, sendo que cerca de 3 milhões de participantes eram alemães. E, dessas 4,6 milhões de respostas, apuraram que 84% delas concordavam com o fim da mudança da hora. 

 

No entanto, a Comissão Europeia fez, dessa maioria de respostas a favor do fim da mudança da hora, de uma minoria de europeus que se manifestaram, a maioria que conta como opinião da maioria dos 508 milhões de habitantes e, assim, decidiu avançar com a proposta para acabar de vez com esta mudança.

 

 

Na minha opinião, quem for analisar esta proposta deve ter em conta que este estudo/ inquérito não pode ser considerado válido, porque não representa, de todo, a opinião de todos os europeus. Antes, pelo contrário, apenas daqueles que tiveram conhecimento, vontade, tempo e meios para participar.

 

 

Em segundo lugar, embora todos os países estejam ligados pelo facto de pertencerem à União Europeia e, como tal, terem que seguir um conjunto de normas e directivas comuns, bem como haver necessidades, a nível económico e financeiro, que justifiquem a uniformização do horário, a minha opinião vai muito ao encontro das palavras de Manuel Carvalho da Silva, coordenador do Centro para os Estudos Sociais da Universidade de Coimbra "Do ponto de vista do interesse das pessoas, e para proteção da sua saúde e manutenção de hábitos e aspetos culturais, é muito mais lógico que cada país tenha uma hora mais próxima da realidade do fuso horário em que está inserido"

 

Os argumentos apresentados para apoio ao fim da mudança da hora são tão fracos que, tenho a certeza, são facilmente rebatidos com outros de sentido contrário, como a questão da saúde, da poupança da energia e por aí fora. São as chamadas "desculpas esfarrapadas" para justificar interesses que nada têm a ver com o bem estar dos europeus.

 

 

Mais uma vez, no meu caso concreto, estou tão habituada a esta mudança que a encaro com naturalidade e não me afecta por aí além. Não vejo qualquer vantagem no fim dessa mudança, pelo contrário.

Aliás, se a decisão de acabar com o fim da mudança da hora avançar, das duas, uma: ou vai ser ainda mais complicado para nós, habituar-mo-nos ao novo horário tendo em conta os nossos hábitos escolares, laborais e pessoais, com as óbvias consequências na nossa saúde, bem estar, e até produtividade (ninguém estará no seu máximo a trabalhar ou estudar boa parte do tempo ainda de noite), ou terão que ser implementados novos hábitos para os cidadãos, que se adaptem à nova realidade (começar as aulas ou o trabalho mais tarde, e sair mais tarde, sem poder aproveitar a luz solar para outras actividades, por exemplo), e que implicarão um longo processo de habituação, que nada de positivo trará a curto prazo.

 

Por isso, se, depois de consultada a opinião de todos (e por todos entende-se os 508 milhões de europeus), a maioria preferir o fim da mudança da hora é, em seguida, necessário, um estudo aprofundado e devidamente fundamentado, de todas as implicações positivas e negativas, e do real impacto que tal provocará em cada um dos países em particular.

 

Porque, se há países que preferem manter o horário de inverno, outros haverá que preferem ficar permanentemente com o horário de verão.

 

E porque o facto de pertencermos todos a um mesmo grupo, não significa que não possamos ter a nossa própria identidade e características próprias.

 

Quando estamos habituados às pessoas

Resultado de imagem para desenhos de médico veterinário

 

É tão bom quando precisamos de algum serviço, e somos bem atendidos;

Quando quem nos atende é atencioso, prestável, e nos explica tudo de forma a compreendermos bem as coisas;

Quando esses profissionais se mostram atentos e preocupados, mas também felizes quando tudo corre bem;

É tão bom ter um desses profissionais que conheça bem a história, e siga todo o percurso ao longo das várias etapas;

 

Quando assim é, ficamos habituados e não queremos outra coisa! Neste caso, e sempre que possível, era sempre para este veterinário - Dr. Daniel - que marcávamos as consultas das nossas meninas. A última vez que falámos com ele, foi para lhe dar a notícia de que a Amora tinha melhorado da incontinência.

 

Agora que tínhamos as vacinas para marcar, liguei para o hospital e, quando me perguntaram se tinha preferência por algum médico, pedi para marcarem para esse médico.

E foi com supresa que, do outro lado, me informam que este médico veterinário tirou uma licença sem vencimento e, como tal, sem previsão de quando, ou se, voltará a trabalhar no hospital.

Habituarmo-nos às pessoas tem destas coisas. Não é que não haja outros bons profissionais no hospital, que os há. Aliás, poucos foram os médicos que não trataram, em alguma ocasião, as nossas bichanas. Mas como toda a gente, também nós tínhamos uma preferência.

 

Assim, tivemos que marcar para outro médico, um novo que está a substituir o Dr. Daniel. E, apesar de tudo, tivemos sorte porque nos pareceu também um excelente médico, com uma forma de lidar com os animais e com os donos muito semelhante ao seu antecessor.

Sendo assim, embora espere não precisar tão cedo, a haver necessidade, está eleito o próximo "doutor" da Becas e da Amora!