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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Isto não é sobre escrita...

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Pode parecer mais fácil pegar em algo que já está escrito, e fazer apenas ajustes, do que criar algo novo.

 

No entanto, o problema de querermos corrigir algo que já está escrito é que, de tanto escrevermos por cima, anotarmos, riscarmos, acrescentarmos ou mudarmos as palavras, frases ou excertos, chegamos a um ponto em que perdemos o fio à meada.

Em que olhamos para aquele emaranhado, e não percebemos nada do que está escrito.

Porque é demasiado confuso. Ou parece não fazer sentido nenhum.

 

Por outro lado, pegando numa folha em branco, para criar uma nova história, podemos escrever aquilo que queremos, do início ao fim, da forma como queremos.

Só que também, perante ela, muitas vezes, nos perdemos.

Porque não fazemos a mínima ideia do que escrever. De como começar. 

Que história contar.

Bloqueamos.

Limitamo-nos a olhar, e deixamo-la ali, sem saber o que fazer com ela. 

 

Morangos com Açúcar 2024 - quarta temporada

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Terminada esta quarta temporada da série, confesso que, relativamente às anteriores, existem algumas diferenças.

Umas, para melhor. Outras, nem tanto.

Os jovens actores, com uma ou outra excepção, parecem melhor preparados, e com mais talento e naturalidade para a representação, que os de 2023. Também quanto ao elenco sénior não tenho nada a apontar.

 

No entanto, a promessa de que esta nova temporada traria mais artes, a fazer lembrar os antigos Morangos com Açúcar, ficou-se por aí mesmo: muita parra, e pouca uva.

Existem projectos de dança, música, representação, mas ficou tudo por explorar, por pôr em prática.

Atrevo-me a dizer que foi mais abordado o "book club", do que tudo o resto.

 

Quanto à história em si, a da fornada de 2023 - o desaparecimento da Carol - foi mais cativante do que a que, agora, nos apresentaram.

Salva-se, por aquilo que nos é dado a descobrir no último episódio.

Ainda assim, aguardando as explicações das temporadas que se seguem, soa tudo um pouco exagerado e forçado.

 

Ema, uma nova aluna do colégio, é atacada após sair de uma festa, e acaba por ser salva pelos colegas que iam a passar, evitando o pior.

Mas ela recusa denunciar o agressor, apesar de saber quem é.

Todos acreditam que foi Ricardo que, entretanto, é atropelado e fica em coma.

E tudo aponta para que tenha sido Leo, que gosta de Ema e a quer proteger, a atropelá-lo.

 

Só mais para os episódios finais ficamos a saber o que aconteceu, e os aparentes motivos.

Ainda assim, Ema esconde para si a verdade sobre o ataque, levando os seus colegas a cometer uma injustiça contra quem acreditam que o fez, ainda que a pessoa o merecesse, por muitos outros motivos.

E, enquanto Ema se protege a si mesma, está a permitir que novas vítimas possam ocupar o lugar dela.

A próxima, já está escolhida...

 

Deste leque, a personagem que menos gosto é, sem dúvida, a Mónica que, para além de falar a berrar, deixa muito a desejar como colega e amiga.

Já a minha preferida, é o Sancho, que transitou das temporadas anteriores.

 

E por aí, quem já viu?

Qual a vossa opinião?

"A Jovem e o Mar", no Disney+

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Este filme aborda a história verídica de Trudy Ederle, a primeira mulher a atravessar, a nado, o Canal da Mancha, a 6 de Agosto de 1926, com apenas 20 anos.

 

Numa época em que apenas aos rapazes era permitido nadar e competir, e apesar do risco que corria de vir a ficar surda, em consequência do sarampo, ao qual sobreviveu quando era criança, Trudy logrou, com muita persistência, resiliência, perseverança, teimosia e coragem, levar a sua ideia avante.

 

Contra a mentalidade machista da época, contra as expectativas e, literalmente, contra todos os obstáculos e adversidades da travessia, Trudy conseguiu aquilo que nenhum outro nadador tinha alcançado até àquela data, num total de 14 horas e 31 minutos, e teve o maior desfile em homenagem a um atleta, na história de Nova Iorque.

 

A criança que queria nadar, porque a irmã Meg também nadava, mas que toda a gente desvalorizava, porque não tinha jeito, teve a sorte de encontrar uma treinadora que, apesar de relutante, decidiu dar-lhe uma oportunidade e treiná-la, ficando surpreendida com a forma como, em pouco tempo, ela superou quase todas as suas outras alunas.

 

A mulher que se recusou a não ter uma palavra a dizer sobre o seu destino, que lutou contra a sociedade que dificultava as competições, deliberadamente, às mulheres, como se as quisessem reduzir à sua insignificância, através do boicote, foi aquela que, um dia, pôs todos a gritar o seu nome, deixou todos orgulhosos e estupefactos, e que mudou a história do desporto no feminino.

 

Destaque ainda, neste filme, para a força das mulheres, nomeadamente, a mãe de Trudy, que sempre fez tudo para que a filha concretizasse o seu sonho, apesar do receio constante de a perder, e da sua treinadora Charlotte, que sempre acreditou em Trudy, e depositou nela toda a sua fé - duas mulheres que fizeram a diferença, perante a mentalidade retrógada da época.

 

Em "A Jovem e o Mar" percebemos como é importante o apoio da família, como tudo se torna mais fácil quando sentimos que ela está lá para nós, que não estamos sós e abandonados à nossa sorte. Que, apesar do receio, e ainda que não consigamos alcançar aquilo a que nos propusemos, ela torce por nós.

 

Um filme do género de Nyad, mas numa outra época, com muito menos conhecimentos e tecnologias de suporte a feitos como estes, que vale a pena ver.

 

 

 

 

Imagem: disneyplus

 

"Faz-me Acreditar", na Netflix

(filmes que nos fazem viajar)

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Desta vez, até Assos, uma antiga cidade, hoje conhecida como Behramkale, localizada na província de Çanakkale, na Turquia.

O filme é um romance, mas o que marca são as magníficas paisagens que nos vai mostrando ao longo da história, e que nos levam numa viagem turística e histórica.

 

 

 

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As filmagens decorreram em vários pontos, como a aldeia de Adatepe köyü Yolu, que remonta ao período otomano.

Aí, no sopé das Montanhas Kaz, podemos encontrar casas de pedra e ruas sombreadas.

 

 

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É, também na aldeia, que se encontra o Altar de Zeus, nas Montanhas Kaz, com vista para a Baía de Edremit, o Mar de Assos e as ilhas Ayvalık e Lesbos.

Segundo a mitologia, Zeus assistiu à Guerra de Tróia desta colina. 

 

 

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O porto de Assos é, igualmente, palco de várias cenas, e proporciona imagens como estas.

 

 

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Athena Tapinaği - as ruínas do templo de Atena

 

 

Então, e sobre o que é mesmo o filme?

Uma jornalista e um fotógrafo são levados, pelas respectivas avós, a passar um fim de semana em Assos, pensando que aquelas se estariam a sentir mal.

Na verdade, tudo não passava de uma armação para ver se o casalinho se juntava de uma vez.

Só que eles não se podem ver nem pintados, por conta de um passado mal resolvido.

 

Agora, Sahra é "obrigada" a dar-se bem com Deniz, para conseguir a entrevista que ele negou a todos os outros, e que lhe valerá a tão almejada promoção. Caso contrário, terá que se demitir, e admitir a derrota perante o seu rival.

O que ela não contava, era que os seus sentimentos, outrora enterrados, viessem à superfície. E ele não esperava que, pela segunda vez, ela brincasse com ele e o magoasse.

Entre comédia e romance, este é um filme leve, que vale a pena ver!

 

 

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