Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Quando um livro desvenda o mistério nas primeiras páginas

house-of-warfare-livro-de-couro-com-chave.jpg

 

 

Já aqui confessei que sou muito curiosa e batoteira e, muitas vezes, espreito o final dos livros para saber como acabam as histórias, sem que isso me faça pô-lo de parte e deixar de o ler, por já saber de antemão como vai terminar.

Pelo contrário, na maioria das vezes aguça-me o apetite para ler tudo e perceber como chegou àquele culminar. Até porque, já me aconteceu, ao não seguir a história, não perceber muito bem, ou interpretar de forma errada as últimas cenas, e só na leitura que faço em seguida, encontro o sentido.  

 

 

Mas, e quando um livro desvenda, ele próprio, o mistério nas primeiras páginas?

 

 

Será que nos leva a perder o interesse na história?

Aconteceu-me com a minha última leitura e, confesso, coloquei de parte o livro por alguns dias, porque já sabia o segredo, e já tinha percebido onde a história iria chegar.

Ainda assim, retomei a leitura uns dias depois, e terminei-a com nota positiva. Claro que o principal já se sabia e, logo aí, não houve grande volta a dar, nem grandes surpresas, mas não dei por desperdiçado o tempo que lhe dediquei, ou o dinheiro que gastei, como pensei logo no início.

 

 

E por aí, já vos aconteceu?

Quando assim é, continuam a ler,  ou colocam de parte e passam ao próximo?

Despedir de uma personagem

Imagem relacionada

 

Nem sempre é fácil para um ator, despedir-se de uma personagem que, num determinado momento da sua carreira, interpretou.

É preciso tempo para despir aquela pele, para desligar daquela personalidade, para enterrá-la e poder preparar-se para o próximo papel.

 

 

Mas, e para quem está do lado de cá?

Também nos é difícil dizer adeus a algumas personagens com as quais fomos "convivendo" diariamente, seja através de um livro, ou de uma série?

Já vos aconteceu não quererem despedir-se de alguma personagem, de tão habituados que estavam a ela?

Séries curtas vs. séries longas (paixão vs. amor)

Resultado de imagem para séries de tv

 

 

Uma das coisas que nos influencia, no momento de escolher uma série para acompanhar, para além do tema, da história, do idioma, e dos protagonistas, é a sua duração.

Eu sou, por norma, uma pessoa impaciente no que respeita a séries.

Quando selecciono uma série, e percebo que a mesma tem cerca de 50 a 100 episódios, é meio caminho andado para desistir, e escolher outra.

 

 

Uma série curta significa que se vê em pouco tempo.

É mais fácil de acompanhar e chegar ao fim, sem ficar pelo caminho.

Significa que, à partida, os episódios vão ser corridos e empolgantes, sem tempo para estar ali a preenche-los com “palha” que não interessa muito, nem serve para nada.

É quase como uma paixão forte que, assim como chega depressa e a vivemos intensamente, também se acaba num instante.

Como um vento que, mal nos atingiu, já passou e foi para outro lado.

Mas, apesar de tudo, não nos envolve.

 

 

As séries longas têm a desvantagem de, à partida, nos fazer torcer o nariz, quando olhamos para a quantidade de episódios que têm.

Nem sempre há essa disponibilidade. Nem sempre há paciência.

Muitas vezes, os episódios pouco adiantam. Quase como as novelas, até começam bem, perdem-se pelo meio, empatam e, quando chegam ao fim, é tudo a correr.

Mas, se realmente nos interessar a história, acabamos por entrar nela mais a fundo, embrenharmo-nos mais, conhecer melhor cada uma das personagens, rir e chorar com elas, torcer por elas, sofrer por e com elas, e ficar felizes com a sua felicidade.

E se, no início, queríamos muito chegar ao fim, quando este se começa a aproximar, não queremos que acabe já, porque já nos habituámos aquelas personagens, àquele ambiente, àquela vida que nos foi dada a conhecer durante tanto tempo.

É como um amor, que se foi construindo aos poucos, e custa quando chega ao fim, tornando mais difícil a despedida.

 

 

O que têm em comum os casamentos e os livros?

Resultado de imagem para casamento e livros

 

 

Casar à primeira vista é como começar a ler um livro sobre o qual não temos a mínima ideia do que fala. Podem acontecer várias situações:

 

- olhamos para a capa e para a sinopse, não nos diz nada e, na primeira oportunidade, oferecemos a alguém


- começamos a ler, não nos desperta interesse e pomos de lado, para nunca mais lhe tocarmos


- não parece muito entusiasmante no início, mas a determinada altura até engrenamos, e a leitura passa a ser fluída e interessante


- naquele momento não é bem o que nos apetecia, e fica em standby na prateleira, enquanto lemos outros

 

- ficamos logo presos, adoramos, e já não largamos mais

 

 

 

 

Já se casamos pelo método tradicional, é sinal de que, pelo menos a julgar por aquelas primeiras páginas que lemos, iremos gostar do que aí vem, mas pode ocorrer um destes cenários:

 

- pode-nos parecer uma coisa e, afinal, a história ser completamente diferente

 

- começa bem e parece ser o livro perfeito mas, a determinada altura, ficamos desapontados com o rumo da história

 

- até nos agradou bastante em determinada altura da nossa vida mas, entretanto, os nossos interesses mudaram, e já não nos diz nada

 

- como todas as grandes histórias, foi bom enquanto durou, mas chegou ao fim

 

- lemos uma, e outra, e outra vez, ao longo da nossa vida, nunca nos cansamos e temos sempre o mesmo sentimento de cada vez que o lemos

1ª Guerra Mundial, Feminismo e Loucos Anos 20

Resultado de imagem para loucos anos 20

 

Esta é uma parte da matéria que a minha filha tinha que estudar para o teste de História, e que eu achei mais interessante e fácil de apreender.

 

Desde o papel das mulheres na Primeira Grande Guerra, e que já tantas vezes li nos livros da Lesley Pearse, às mudanças na mentalidade e forma de viver, não só das mulheres, mas da sociedade em geral, do surgimento dos mass media e a importância da rádio, da televisão e do cinema, aos direitos reivindicados pelas mulheres, e liberdades e independência dos homens, que começaram a adquirir, desde as novas modas e modernices que que não estavam habituados, aos ataques para que as mulheres regressassem ao lar, sentido-se os homens ameaçados por uma eventual inversão dos papéis e masculização das mulheres, os anos 20 foram mesmo loucos!

 

Mas, como nem tudo são rosas, a outra parte da matéria era sobre a Rússia e as lutas do operariado.

À excepção do Domingo Sangrento, achei a matéria aborrecida e complicada de compreender.

Curiosamente, nos testes das Escola Virtual, foi onde a minha filha conseguiu safar-se melhor.

 

Por vezes, estou a olhar para a matéria que vem no manual, e sinto que falta, entre os vários temas, uma espécie de elo de ligação. É que parece que num momento estão a falar de uma coisa e, no segundo seguinte, passa-se para outra que nada tem a ver, sem haver uma conexão, um fio condutor.

 

 

 

  • Blogs Portugal

  • BP