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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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"Amor com Data Marcada", na Netflix

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Quem disse que a vida de uma mulher solteira e sem namorado, é uma vida triste e amargurada?

Quem disse que estar só é sinónimo de vergonha? De exclusão?

Quem disse que a vida, para ser plenamente vivida, tem que ser a dois?

Quem disse que a felicidade de uma mulher depende, em grande parte, de uma relação amorosa?

 

Será mesmo assim, ou é uma ideia errada, formulada por aqueles para quem é inconcebível uma mulher estar bem e sentir-se bem consigo mesma e, logo, com todos à sua volta, sem precisar de um homem para o conseguir?

 

Uma coisa é certa:

A vida, os sentimentos, os momentos, tudo aquilo que experienciamos, ganham outra cor e outro sentido, quando partilhados.

Por isso, não raras vezes, as pessoas sozinhas não se sentem mesmo felizes. Não se sentem bem por não ter uma relação. Mas outras haverá a quem um parceiro não lhes faz falta, porque têm todo um outro tipo de suporte humano e familiar à sua volta.

No entanto, isso é algo difícil de compreender por quem não pensa da mesma forma.

 

E, embora, as mulheres sejam mais massacradas que os homens, também há muito boa gente a censurar um homem solteiro, sem qualquer intenção de manter relacionamentos sérios.

A pressão existe para ambos. Sobretudo da família, e dos amigos. Ainda que não seja exercida directamente.

A diferença, é que as mulheres são vistas como fracassadas, como as encalhadas, a vergonha da família, as “tias”.

Já os homens, podem ser eternos solteirões, mas não ganham uma conotação tão negativa.

 

Assim, para evitar essa pressão e sentimento de “não pertença” ao clube dos comprometidos, que incomodam os demais, que Sloane e Jackson fazem um pacto, de ser o par um do outro nos feriados e datas festivas que, habitualmente, “obrigam” à exibição de um parceiro do sexo oposto, calando assim as más línguas e acabando com o incómodo que a falta de um companheiro causava.

 

A ausência de compromisso, por comum acordo, gera uma cumplicidade e um à vontade muito maior, e eles acabam por se divertir e viver inúmeras peripécias juntos, de forma descontraída.

 

Até ao dia em que se dá o “click”.

O dia em que percebem que se estão a apaixonar um pelo outro, mas não querem admitir, dar o braço a torcer, e preferem fugir, daquilo que está a sentir, sobretudo Sloane, com receio de voltar a sofrer.

E, muitas vezes, o receio é nosso inimigo, fazendo-nos deitar tudo a perder, quando tínhamos tanto a ganhar.

Conseguirá Sloane perceber isso a tempo?

Do Big Brother e das "causas feministas"

O que as mulheres atualmente acham do feminismo?

 

A Ana Catarina é uma das concorrentes do Big Brother, que luta pela já aqui falada "sororidade".

Para ela, as mulheres devem apoiar-se umas às outras, estar do mesmo lado da trincheira, e não umas contra as outras, como se vê muito por este mundo fora.

Para ela, a final do reality show seria disputada só por mulheres. E, como tal, sempre evitou ao máximo nomear as suas colegas femininas, enquanto houvesse homens disponíveis para nomear e pôr a jeito para a expulsão.

 

Curiosamente, a determinada altura, começou a haver mais mulheres, que homens, na casa e, não sei se por isso mesmo, o Big Brother entendeu que, numa determinada semana, os concorrentes só poderiam nomear mulheres, o que implicava que, obrigatoriamente, na semana seguinte sairia uma mulher. Seria para haver equilíbrio no jogo?

A Ana Catarina recusou-se a nomear mulheres, e ficou ela, automaticamente, nomeada.

 

Seja como for, esta atitude da Ana Catarina, de nunca nomear mulheres, foi entendida por alguns homens, não como "women power", mas como um sentimento de inferioridade por parte delas, uma protecção que ainda acham que precisam porque, se assim não for, ninguém as manteria na casa.

Ou seja, deixando as coisas fluírem, normalmente e, indo as mulheres a nomeações com homens, seriam elas a ser expulsas. E, para evitar isso, é preciso as mulheres unirem esforços.

 

Vejamos agora, a situação por outro prisma.

Por que razão, estando os homens a ficar em minoria, lembrou-se o Big Brother de pôr a nomear só mulheres?

Não devem, os concorrentes, nomear quem querem, e não quem os outros querem?

Em pleno século XXI, ainda se colocam estas questões de "só homens" ou "só mulheres"?

 

Naquela situação específica, eu achei que a Ana Catarina esteve bem na sua decisão. Não sei se os seus motivos são os mesmos que me levam a concordar com ela, mas faria o mesmo. Porque eu iria querer estar numa casa com quem me sinto bem, independentemente de ser home ou mulher, e nomear aqueles com quem me daria menos. 

Como tal, não faz sentido estar a nomear só homens, ou só mulheres, dando vantagem a uns, ou a outros.

 

Agora, quanto à sororidade, já as coisas são um pouco diferentes. 

Acho que, mais uma vez, não tem a ver com o ser-se mulher ou homem. Tem a ver com respeito, com saber estar, com união, com competição saudável, com entreajuda, empatia.

E, que me desculpem algumas mulheres mas, se não gostasse delas, seria para elas o meu voto.

Nunca iria trocar um homem com quem tivesse uma óptima relação, por uma mulher que fosse víbora, só porque era mulher, e temos que estar lá umas para as outras.

Por isso, nesse aspecto, não me identifico, de todo, com a Ana Catarina.

Porque, por muito que não o queiramos admitir, ou que queiramos que as coisas sejam diferentes, por vezes, o maior inimigo, está entre aqueles que pertencem ao mesmo sexo. E, muitas vezes, o "prémio" vai mesmo para as mulheres!

Devem as mulheres dar valor aos maridos que as "ajudam" nas tarefas domésticas?

Tarefas domésticas - Inglês

 

Esta questão foi tema de debate há uns dias.

Logo para começar, a própria frase é discriminatória. 

Leva a crer que as tarefas domésticas são obrigação da mulher e que, qualquer uma que o homem faça, é uma ajuda que está a dar, um favor que faz à mulher que com ele vive.

Nunca, em todos estes anos, ouvi a frase ao contrário "devem os homens dar valor às mulheres que os ajudam...". E, ainda que ouvisse, continuaria a ser errada.

Há uns séculos atrás, faria sentido. Em pleno século XXI, não.

 

Ninguém ajuda ninguém nas lides domésticas.

Todos se servem, todos sujam, todos utilizam, logo, todos devem colaborar.

É um trabalho conjunto, para um fim comum.

Se o homem morasse sozinho, tinha que fazer as coisas. Porque é que, morando com uma mulher, já é considerado "ajuda"? E vice-versa?

Para mim não é ajuda, e não são acções que se devam valorizar, como se fossem uma atenção que se tem para com a outra pessoa.

Para mim são deveres de ambos.

São tarefas que devem ser feitas porque são necessárias, e não gestos que mereçam elogios, ou que se façam propositadamente, à espera de elogios e valorização.

Porque se ninguém as fizer, a casa tornar-se-á um sítio inabitável, onde ninguém se sentirá bem em morar.

 

Este texto é um bom exemplo da opinião que acabei de expressar aqui: 

como-um-homem-precisa-pensar-sobre-ajudar-a-mulher-em-casa/

 

E por aí, homens e mulheres, qual é a vossa opinião/ visão?

 

Os homens também podem ter cancro da mama?

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Soube esta semana que Marco Paulo estava novamente a lutar contra um novo cancro, mas fiquei-me por aí. Não é artista que siga ou pelo qual me interesse muito.

Ontem, estava a minha filha a ler a notícia de que Marco Paulo tinha cancro da mama e a minha pergunta foi a que, talvez, muitas pessoas e o próprio artista terá feito "Os homens também têm cancro da mama?".

 

A verdade é que, desde que me lembro de ouvir falar de cancro da mama, seja em notícias, iniciativas ou mesmo campanhas de consciencialização ou apoio, tudo me pareceu sempre direccionado para a mulher, como se fosse um problema exclusivo destas.

No entanto, se pensarmos bem, os homens também têm mamas, diferentes da mulheres, é certo, mas existem.

E, embora a percentagem de cancro da mama em homens seja inferior a 1%, Marco Paulo é a prova de que, ainda assim, há risco e é preciso estarem atentos aos mínimos sinais.

 

Seria bom, também começar a haver mais informação sobre o assunto, e sobre a real possibilidade de os homens também virem a sofrer de cancro da mama.

 

Os homens também trabalham nas limpezas?!

Imagem relacionada

 

Já tenho visto homens a limpar janelas de prédios ou montras de estabelecimentos, mas foi a primeira vez que vi um homem a fazer limpezas num serviço público onde, até então, sempre tinha visto mulheres.

E porque não?

É um trabalho digno, como qualquer outro, e os homens podem limpar tão bem ou mais que as mulheres, sem medo de deitar mãos a um balde, uma vassoura ou uma esfregona.

Fiquei positivamente surpreendida embora, a situação em si, talvez indique que, hoje em dia, quer sejam homens ou mulheres, as pessoas têm que se agarrar a qualquer trabalho que as faça ganhar dinheiro suficiente para sobreviverem, mesmo que sejam limpezas, algo do qual quase todas fogem.