Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

As mudanças que o coronavírus obrigou o mundo a implementar

20200221125835_1200_675_-_coronavirus_no_mundo.jpg

 

Ao longo da História, várias foram as situações pelas quais as pessoas desse tempo tiveram que passar, muitas delas catastróficas e mortíferas e que, hoje, todos nós estudamos na escola, ou ouvimos falar, noutros contextos.

Com esta pandemia do Coronavírus, quer queiramos, quer não, também nós vamos fazer parte da História que, um dia, os nossos descendentes irão estudar ou conhecer.

Acredito que, para a maioria de nós, isto é algo nunca antes vivido, e com um grande impacto não só em cada um de nós, como também na sociedade em que vivemos, e no mundo.

É algo que marca. Ainda que de forma negativa e assustadora, mas não deixa de ser um marco. 

 

Se este vírus "inteligente e agressivo", como diz Graça Freitas, foi criado por mão humana e o seu contágio foi intencional, ou se foi algo ocasional, ou a mãe Natureza a querer passar-nos alguma mensagem, não sabemos.

 

Mas cabe-nos a nós, humanos, tentar retirar de tudo isto, a nossa lição. 

Sobre aquilo que nunca pensámos fazer, de livre vontade, mas fazemos agora, obrigados.

Sobre aquilo que se poderia evitar, mas no qual nunca pensámos, e que agora temos que tentar combater ou resistir.

Sobre coisas que se poderiam há muito ter posto em prática, mas nunca houve vontade para isso e, agora, têm mesmo que ser.

Sobre novas formas de trabalhar, sobre novas formas de estudar.

Sobre facilitar o que pode ser facilitado, evitando burocracias desnecessárias. E sobre apertar aquilo em que havia demasiado facilitismo, quando deveria ser ao contrário.

Sobre apoiar mais, os que mais precisam, quando precisam (e que nem só agora precisam) porque, quando existe vontade, a ajuda consegue-se, e vem.

Sobre como temos tanto a ganhar, quando nos unimos, quando nos apoiamos uns aos outros. E não deveria acontecer apenas em situações de risco.

 

Infelizmente, quer queiramos, quer não, irá morrer muita gente por este mundo fora, por conta deste vírus.

Mas foi, também, assim, com outras maleitas, epidemias, pandemias, doenças, vírus e bactérias, que se foram descobrindo formas de as conter, curar, travar, evitar.

É assim que a ciência, apesar de estar, quase sempre, um passo ou mais atrás, vai evoluindo, não para os que já não podem dela usufruir, para para as gerações futuras.

 

Infelizmente, é assim que muitos de nós percebemos que a morte não escolhe raça, idade, estatuto social ou qualquer outra diferença. Aos olhos dela, somos todos iguais.

 

Infelizmente, foi preciso uma pandemia como esta, que está a matar seres humanos um pouco por todo o mundo, para que a natureza pudesse "respirar". 

 

Sim, apesar da situação dramática que vivemos, do perigo a que estamos sujeitos, e das consequências, a todos os níveis que iremos sofrer, acredito que, enquanto seres humanos, teríamos muito a aprender.

Mas também acredito que, quando tudo isto estiver mais contro lado, ou tiver passado, todos nós voltaremos a fazer o mesmo de sempre, como se nada tivesse acontecido porque, afinal, o que lá vai, lá vai.

A História só interessa a quem a estuda, e quem vive do passado, é museu. 

 

 

 

A Caminho de Casa (A Dog's Way Home)

1939787.jpg-c_215_290_x-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg

 

Quem gosta de animais sabe que se cria sempre, entre o animal e o dono, uma relação especial e, quase sempre, essa relação de amizade/ amor incondicional é explorada nos filmes sobre animais.

Em "A Caminho de Casa", essa fórmula também está presente mas, atrevo-me a dizer, a relação entre a cadela Bella e o seu dono, Lucas, foi pouco explorada, trabalhada ou aprofundada, tornando os animais presentes ao longo do filme: a mãe gata, a puma (gatona), e até alguns amigos caninos que ela vai fazendo na sua jornada, as verdadeiras estrelas do filme.

 

 

Imagem relacionada

 

"A Caminho de Casa", conhecido em inglês por "A Dog's Way Home", foi inspirado no livro do autor W. Bruce Cameron, que também escreveu "Juntos para Sempre", o que já prometia um filme cheio de emoções, e boas expectativas, tendo em conta o antecessor.

O trailer, bem como a sugestão da Anabela, ajudou à decisão de "próximo filme a ver sem falta"!

 

 

 

Imagem relacionada

 

Uma cadela vive com os seus filhotes, juntamente com uma gata e as suas crias, numa casa em ruínas, prestes a ser deitada abaixo e o terreno limpo.

Lucas é um estudante de medicina veterinária, que trabalha como voluntário num hospital local. É ele que leva comida para alimentar estes animais, que ele sabe que lá estão mas que, tanto o dono como o Controle de Animais, afirmam já não existir.

É lá que, após ver a sua mãe ser capturada, e ter sido protegida pela mãe gata, Bella arrisca a sua sorte e dá-se a conhecer a Lucas, sendo adoptada por ele.

E assim vive os dias mais felizes da sua vida, enquanto vai crescendo. 

Mas sabemos que os cães costumam ser mais dependentes dos donos e, quando eles não estão, torna-se mais difícil entreter-se sozinhos, acabando por fazer algumas asneiras que lhes podem sair caras.

É o que acontece, um dia, a Bella.

 

 

 

Imagem relacionada

 

Depois de alguns dias mais complicados, em que Bella se viu obrigada a estar separada de Lucas, sem perceber bem porquê, ela decide fugir e voltar para a casa do seu dono. Só que ela está muito longe, e muita coisa irá acontecer pelo caminho.

Uma delas é a relação que desenvolve com uma puma bebé, de quem ela se torna "mãe", após a mãe puma ser morta por caçadores. Uma bebé que vai crescendo e que, às tantas, fica maior que Bella!

Até ao dia em que se vêem obrigadas a separar-se...

 

 

Resultado de imagem para a dog's way home

 

Aliás, quase todo o percurso de Bela é feito de separações daqueles que lhe são mais queridos.

Primeiro da sua mãe, depois da mãe gata, Lucas, a puma, o seu amigo canino Dutch...

Se são de lágrima fácil, aconselho a munirem-se de pacotes de lenços porque o filme vai, quase do início ao fim, mexer com as emoções e puxar pelas lágrimas.

 

 

A Caminho de Casa mostra como, tão ou mais forte que a amizade e a relação entre animais e humanos, podem as mesmas ser entre animais de diferentes espécies.

Mostra também como podem os animais ser tão leais aos seus donos, ainda que estes apenas mostrem desprezo.

Para além disso, dá-nos a conhecer a forma como os animais podem ajudar as pessoas, nomeadamente, na depressão, ou em outras patologias.

 

 

Não gostei, no entanto, da forma como foi abordada a relação que um sem abrigo criou com Bella. É certo que muitos se aproveitam dos animais para chegarem ao coração e carteira das pessoas e obter maior solidariedade. Mas também é verdade que muitos tratam bem os animais de rua, abandonados, por vezes atér mesmo partilhando o pouco que têm com eles, e protegendo-os.

Foi assim que começou esta relação, mas depressa se percebeu que havia muito mais ali. Bella era a única companhia deste sem abrigo, mas também a sua forma de sustento. A obcessão por Bella, e por não morrer sozinho era tal que, mesmo à beira da morte, em vez de a soltar da corda que a prendia, a acorrentou a si próprio, privando-a de tudo e deixando-a, igualmente, entregue à morte...

 

 

Daqui até ao final, lamechas como sou, fui tudo visto por entre soluços, lágrimas e assoadelas, à espera que o filme chegasse logo ao fim!

Se valeu a pena? Totalmente!

Só tenho pena de ainda não estar à venda o livro em Portugal.

 

 

Aqui fica o trailer:

 

Quando sentimos que não encaixamos...

Resultado de imagem para acordar para quem você é requer desapego de quem você imagina ser

 

"Sometimes I feel that i don´t fit in anywhere, that I don´t belong anywhere...

But then, I realise I don´t have to fit in or be like everyone else.

I just need to be me..."

s vezes eu sinto que não me encaixo em nenhum lugar, que eu não pertenço a lugar nenhum... Mas então percebo que não preciso me encaixar ou ser como toda a gente. Eu só preciso ser eu...)

 

 

Quem nunca sentiu, a determinado momento que, por mais que tentasse encaixar num determinado grupo, local, círculo, não pertencia ali, parecendo um "peixe fora de água"?

Quem nunca se sentiu, por vezes, estranho, diferente, incompreendido, por vezes até mesmo sem uma personalidade ou estilo próprio, como se ainda andasse à procura do seu verdadeiro eu, no meio de todos os outros?

 

E, enquanto andamos nessa busca, pelo nosso eu, pelo sítio ou grupo onde encaixamos ou a que pertencemos, não conseguimos perceber que não temos que ser iguais a ninguém, nem encaixar neste ou naquele padrão, para nos sentirmos bem.

Basta que nos aceitemos quem somos, como somos, o que nos torna nós mesmos, e não outra pessoa qualquer.

Ainda não não vimos a este mundo, fruto de uma produção em massa, como meros produtos padronizados através de uma mesma linha de montagem.

Ainda somos humanos, com características que nos tornam únicos neste mundo.

 

 

Do outro lado do telefone...

Resultado de imagem para telefonar

 

(Para aquelas pessoas que ligam para os outros, e pensam que podem dizer tudo o que lhes apetece, sem pensar em quem está do outro lado)

 

...Antes de dizerem o que quer que seja, pensem nisto:

 

  • do outro lado do telefone está um ser humano, não uma máquina (por enquanto)
  • essa pessoa pode não estar a ter um bom dia, por isso, não liguem para, simplesmente, despejar o vosso mau humor em cima dela
  • a não ser que estejam a ligar para um profissional da área, lembrem-se de que, quem está do outro lado, não é psicólogo, para vos estar a ouvir falar da vossa vida
  • quem está do outro lado também terá os seus próprios problemas, não precisa de lidar também com os vossos problemas pessoais
  • se ligam em horário de expediente, devem saber que a pessoa não tem todo o tempo do mundo para estar ao telefone, pelo que devem limitar-se ao essencial, e não prolongar por tempo infinito a conversa
  • evitem a falta de educação e de respeito, a arrogância e a impertinência, com quem não vos faltou ao respeito
  • quem está do outro lado pode ser um mero intermediário, sem qualquer papel ou responsabilidade na resolução de eventuais problemas, pelo que não é justo que despejem o vosso rol de reclamações para, em seguida, pedir desculpa pelo desabafo
  • Há pessoas que ligam só para ocupar o seu tempo, e fintar a solidão, mas lembrem-se que, do outro lado, pode não haver vontade, ou sequer disponibilidade, para vos ajudar nesse sentido
  • se ninguém atendeu, foi porque não podia, e nesse caso, experimentem mais tarde, se virem que não foi retribuída a chamada, ou porque não quis - não vale a pena ligarem cinquenta mil vezes seguidas para a pessoa, não é por isso que ela irá atender
  • do outro lado pode estar uma pessoa cuja paciência, simpatia e amabilidade são características habituais, mas a quem talbém falta a paciência, atingidos so limites

 

Uma coisa é ajudar um familiar ou um amigo que precise, outra, é levar com um pouco de tudo isto, de pessoas que mal se conhece.

  • Blogs Portugal

  • BP