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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Ah e tal, esta é a idade para...

Postal A Tal Idade 20 

 

... para tudo! E para nada!

Tudo o que se quiser fazer. E nada que não tenhamos vontade de fazer.

 

Hoje fui a uma papelaria comprar um postal de aniversário para a minha filha, daqueles com as mensagens para cada idade.

Li a mensagem para os 20 anos e pensei "nada a ver com ela".

Não deixam de ser engraçadas, sobretudo à medida que vamos avançando os anos, mas levam-me a pensar que cada vez menos se deve generalizar, porque não é tanto uma questão de idade, mas antes de personalidade.

 

"Porque não festejar o teu 20º aniversário de uma forma muito especial:

- jantar fora
- passar a noite na melhor discoteca da cidade
- dançar pela noite dentro
- estar de pé até o sol nascer
- mas...

O QUE QUERES DIZER COM : NÃO É DIFERENTE DAS OUTRAS NOITES??

Diverte-te!!!" 

 

A idade traz limitações?

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É errado pensar que a idade traz limitações?

Ou, errado, é não reconhecer e aceitar essas limitações?

 

Não será regra.

Nem excepção.

Cada pessoa é diferente da outra, e o que acontece com uma, pode não acontecer com a outra.

Vemos por aí tanta gente nova, já com tantas limitações.

E tantos idosos que parecem ter mais vitalidade e juventude que os mais novos.

 

A idade é apenas um número?

Sim. E não.

Sim, porque não tem que nos definir, nem às nossas capacidades. Tão pouco tem que fazer-nos sentir de forma diferente, a cada número que é somado ao anterior.

Não, porque, queiramos ou não, o envelhecimento faz parte da vida, assim como tudo aquilo que ganhamos, ou perdemos, com ele.

Pode não se fazer sentir na mente, mas ser visível no corpo.

Mas, mesmo na mente, ela revela-se, muitas vezes, sob a forma de maturidade, e pela forma de encarar a vida.

 

A idade, por si só, não representa, automaticamente, limitação.

Ainda que saibamos que há limites naturais para determinadas acções, dependendo da idade de cada um, certo é que, muitas vezes, somos surpreendidos.

Há coisas que desafiam a lógica, o natural, e a idade.

E, por isso, não há qualquer problema em nos pôrmos à prova, em nos testarmos, em querer fazer isto ou aquilo, porque assim o desejamos, sem que a idade, por si, se interponha como obstáculo.

 

Mas quando a idade, realmente, acarreta limitações, devemos ignorá-las?

O avançar da idade, e aquilo que ele faz ao nosso corpo e à nossa mente, pode ser suficiente para nos brindar com limitações.

Nesse caso, é errado não reconhecer, aceitar e adaptar a essas limitações.

Podemos sempre tentar ignorar, ou contornar essas limitações.

Isso não significa que a mera força de vontade e determinação (que muitas vezes se transforma em teimosia e obsessão) consigam, de facto, levar a melhor.

 

 

 

A diferença de idade nas relações...

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... e mais uns quantos preconceitos que é preciso pôr de lado.

 

Eu sei que é difícil.

Que todos nós já temos ideias pré concebidas, e que é muito fácil fazer juízos de valor mas, seja pela idade, seja pela aparência, ou por outro motivo qualquer, a única forma que temos de saber como ela é, é conhecendo-a.

 

"Ah e tal, um homem mais velho tem mais experiência, é mais sabido, só quer sexo."

E os rapazes mais novos, não querem?

Será que um rapaz de 25 anos não pode ter mais experiência que um de 30, dependendo do estilo de vida de um e de outro?

Será que os rapazes mais novos são os que pensam em relações duradouras? Ou, pelo contrário, querem é divertir-se?

Mas, lá está, a idade é um número. Não define a personalidade nem as intenções da pessoa.

 

"Ah e tal, o que é que um homem mais velho quer com raparigas novas?"

Pois, não sei.

Mas da mesma forma, há tantas raparigas novas a quererem homens mais velhos.

E rapazes a querer mulheres mais maduras.

Mas, afinal, vamos andar a escolher as pessoas de quem gostamos, por quem nos apixonamos, ou que amamos, pela idade?

Podemos gostar de alguém mas, dependendo da idade, desistimos só por isso?

Não faz sentido!

 

"Ah e tal, um homem assim só quer usar, e depois elas saem magoadas."

Será que as raparigas hoje em dia são assim tão ingénuas?

Será que são só os homens que magoam? Que usam?

Não poderá acontecer o contrário?

Serem elas a usar, a brincar, a magoar?

 

"Ah e tal, usa brinquinho. Um homem a sério não usa brinco."

A sério?

Não poderá um homem que usa brincos ser mais homem que um que não usa?

Mais uma vez, é um brinco que define o carácter de alguém?

Se é boa ou má pessoa?

Se é bandido? Delinquente? Drogado?

 

Até se pode estar certo em tudo o que se pensa, mas a única forma de confirmar, é conhecer.

Ainda assim, só quem está nas situações é que sabe o que sente.

E se são elas as únicas visadas, são elas que têm que lidar com o que de uma relação entre elas venha a resultar.

Faz parte da vida.

 

 

 

 

 

 

Daquelas "limpezas" gerais que uma pessoa faz na vida

Desenho de Vassoura pintado e colorido por Usuário não registrado o dia 02  de Outobro do 2009

 

Olhei para a minha lista de livros a comprar.

Muitos deles, pareciam mais do mesmo.

Gosto de determinados estilos, mas cheguei a uma fase em que, só isso, não basta. 

Quero ler livros que tragam algo de novo. Que me surpreendam. E não que eu já saiba como começa e acaba, porque são todos assim.

Por isso, neste momento a minha lista está reduzida a 8 livros.

 

O mesmo aconteceu com filmes e séries que tinha na minha lista para ver.

Tanta coisa que por lá tinha, e já foi eliminada. 

Está cada vez mais difícil encontrar alguma coisa que me agrade porque, não é por gostar de determinado género, que tudo o que é daquele género é bom e me apetece ver.

 

E que dizer das amizades no facebook?

Amigos de amigos não são, necessariamente, meus amigos.

Pessoas meramente conhecidas, que vivem na mesma zona, idem.

Tal como aquelas que me pedem amizade com segundas intenções - fazer publicidade a bens ou serviços.

E outras que estão lá, que nunca interagem, nem se lhes vê sinal de vida, e só parecem acordar quando percebem que foram eliminadas!

 

Não sei se é esquisitice, falta de paciência ou efeitos da idade, mas é isto. 

Ando numa daquelas "limpezas gerais" que uma pessoa faz na vida!

 

A idade torna-nos mais exigentes ou mais benevolentes?

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Coloquei-me esta questão e como, muito bem, alguém mencionou, considero que é um pouco de ambas, já que não são, de todo, incompatíveis.

A verdade é que, à medida que os anos vão passando, noto que há coisas que já não tolero, ou para as quais tenho menos paciência e condescendência.

Há coisas que já não me fazem sentido. Que já não satisfazem. Que parecem pouco, para aquilo que esperávamos.

Enquanto que, se fosse há uns anos, adoraria e acharia imensa piada, ou deixar-me-iam satisfeita.

 

Por outro lado, existem coisas ou situações que, se ocorressem antigamente, me afectariam mais ou deixar-me-iam mais chateada ou aborrecida e que, hoje em dia, prefiro ignorar, dar um desconto, passar à frente.

Esqueço mais depressa. Relevo mais rapidamente.

Portanto, a idade e a maturidade, trouxeram-me um pouco de ambas - exigência em determinados aspectos/ situações, e benevolência em outros tantos.

 

E por aí, também estão equitativas, ou pendem mais para uma delas?