Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Inspiração ou imitação?

mulher-personagem-de-desenho-animado-bonito-pergun

 

Todos nós temos algo, ou alguém, em algum momento da nossa vida, que nos inspira.

A vida é feita de várias inspirações.

De exemplos, que tentamos aplicar na nossa vida.

De modelos, que tomamos como ponto de partida.

De ideias, que até podemos aproveitar.

E por aí fora.

Da mesma forma que, quem sabe, também nós inspiramos os outros.

 

Para mim, inspiração é pegar em algo, e transformá-lo, dando um toque pessoal. É já ter algo em mente, e usar essa inspiração para levar adiante o projecto.

É aquele "empurrão" na falta de coragem, na indecisão, na inércia.

É uma espécie de luz que guia.

Uma bússola que encontramos quando menos se espera, e que orienta.

É aquele "click" que há muito esperávamos, e não havia forma de chegar. Que estava encravado, e finalmente se soltou.

 

No entanto, o que se vê muito por aí, ao contrário de inspiração, é pura imitação.

É copiar o que os outros fazem, só porque essas pessoas fazem.

É fazer coisas nas quais nem sequer pensaram antes. Mas que, agora, parece que sempre tiveram essa ideia.

Porque, à falta de ideias próprias, se tem que ir buscar a quem as tem.

Só que, quem se dedica unicamente a imitar, nunca está a 100% nessa missão.

Então, o que sai, muitas vezes, são tentativas falhadas.

São interesses relâmpago que, à mesma velocidade a que chegam, também desaparecem.

Porque, ao contrário da inspiração, a pessoa que se limita a imitar continua sem saber o seu caminho, e andará sempre sem rumo, seguindo os passos e caminhos dos outros, sem nunca chegar a lado nenhum.

 

Das ideias que nos surgem, e que...

5 maneiras criativas de descobrir se você teve uma boa ideia

... quando se começam a formar, e a ganhar vida, nos deixam entusiasmados

... quando estão prontas parecem geniais, e ficamos satisfeitos com o resultado

... passado um momento, olhamos para elas e parece que tudo aquilo que vimos há minutos, se esfumou, e pensamos que, afinal, é apenas algo banal

 

Porque é que a fé naquilo que fazemos dura tão pouco?

Desacreditamos assim tanto aquilo que somos capazes de criar?

Temos em tão baixa conta o nosso valor?

 

Há que ser confiante. Se as levámos a cabo, é porque acreditámos nelas.

Então, não as condenemos antes do tempo!

E, de repente, tornei-me "a louca"...

mulher-digita.gif

 

 

... a louca que corre para o telemóvel , ou pega no primeiro pedaço de papel que tem à mão, para escrever aquela ideia que acaba de surgir, nas horas mais impróprias, e nos sítios mais inusitados.

 

E não é porque são muitas!

É mesmo porque a memória está mais para formiga, do que para elefante e, se não o fizer na hora, minutos depois já não me lembro de nada.

 

E, sim, este post também foi objecto de apontamento, na parte de trás da lista de compras do marido!

Porque é que tenho mesmo um blog?

Imagem relacionada

 

Ah, pois, é isso: porque gosto de escrever!

Por vezes, é bom relembrar que o principal objectivo é o prazer, e não uma obrigação.

Na semana passada, as ideias andavam escassas, a imaginação não abundava e não fazia a mínima ideia sobre o que escrever no blog.

E então, lembrei-me do livro que o meu marido anda a ler "A Arte Subtil de Saber Dizer Que Se F" e esse pensamento serviu que nem uma luva: que se lixe!

 

Que se lixe se hoje não há post, que se lixe se não tenho nada para dizer, e não me apetece vir aqui escrever só por escrever.

Que se lixe se não estou com paciência para vir aqui dizer mal disto ou daquilo.

Que se lixe se ainda não posso falar sobre o livro que ando a ler, porque ainda não acabei de o ler.

Que se lixe se não posso falar de filmes ou séries porque, simplesmente, não tenho visto nada.

Que se lixe se a vida anda tão normal, que não há nada de interessante para contar.

 

Não é por o blog ficar sem posts durante uns dias, que vem mal ao mundo. Nem eu deixo de estar cá, nem os seguidores deixam de estar lá.

E por vezes, é bom fazer pausas. Não só nos blogs, mas nas redes sociais, em geral.

Sempre que estamos ligados, andamos sempre, por um lado, naquela ansiedade constante de "será que já me responderam?", "será que já veio o que estava à espera?" e, por outro, "tenho que responder", "tenho que fazer isto", "estão a contar com aquilo".

 

Um fim de semana sem estar preocupada com emails, facebook, blogs, é sempre uma boa terapia de relaxamento!

 

O momento de partir

Resultado de imagem para partir tumblr

 

Durante cerca de ano e meio ocupei um lugar que veio a ser meu, por mero acaso.

No início, nem sequer estava disponível. Depois, o meu nome foi sugerido e passei a ocupar um dos lugares que estavam livres.

Mês após mês, as ideias foram surgindo, a motivação era grande e adorei fazer parte daquele projecto que me proporcionava uma das coisas que mais gosto de fazer - escrever.

Ao longo desse tempo, houve problemas, dissabores, e colegas a sairem pouco a pouco, dando lugar a outros que foram chegando, cheios de entusiasmo.

Durante esse tempo, passámos da total bandalheira, para uma quase ditadura. Ninguém nega como foram importantes algumas das medidas e como foram necessárias algumas decisões, em prol de um bem maior.

Mas o que começou por ser um projecto conjunto, passou a ser um projecto de duas ou três pessoas, que passaram a mandar e desmandar e ter a única palavra possível, recusando qualquer sugestão, opinião ou ideia que fosse contra as suas próprias.

Deixámos de ser todos colegas, para quase termos que obedecer a um déspota que não sabe falar com os outros de outra forma que não seja arrogante, e sempre com uma critica pronta a atirar. 

Muitos se insurgiram contra isso, muitos abandonaram o barco, muitos desafiaram e foram corridos. Entre azedas trocas de palavras, expulsões, implicâncias e parvoíces, porque gostava do que fazia, fui ignorando no que a mim me tocava, e continuando o meu trabalho.

Mesmo quando a vontade já não era a mesma, continuei. E novas ideias foram surgindo. Mas, se umas, pouco a pouco, foram cortadas, outras nem sequer tiveram luz verde.

E foi assim que dei por mim a estar envolvida em algo que já não me motiva, que não me deixa ser criativa, que já não me inspira. Todos nós, ao longo da nossa vida, chegamos a um ponto em que percebemos que é preciso partir, e dar o nosso lugar a outros.

Agora, depois de ver várias colegas a fazê-lo, chegou a minha vez de saltar deste barco. Prefiro nadar sozinha para onde bem me apetecer, do que continuar num barco cujo rumo não quero seguir.

Chegou o meu momento de partir, com muita pena minha, porque esperava chegar tão longe quanto este projecto pudesse chegar, e estar lá para celebrar o seu sucesso.

Mas a vida é mesmo assim! Tudo tem um começo, e tudo tem um fim. E eu coloco aqui o meu ponto final...