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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Quando conversar se torna difícil, resta o silêncio

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Não que eu seja muito dada a conversas mas, quando é algo que me interessa, ou sobre o qual posso dar a minha visão, a minha opinião, ou questionar, gosto de conversar com os outros.

Mas gosto, quando é uma conversa saudável. Quando todos podemos ter opiniões ou visões diferentes. Quando cada um respeita o outro. Quando é possível trocar ideias e pensamentos de forma pacífica.

No entanto, cada vez mais noto que, com algumas pessoas isso, simplesmente, não é possível.

Porque não admitem outra linha de pensamento que não a exposta por elas. Porque ficam chateadas por estarmos a levantar questões que não têm de ser colocadas. Porque, para elas, não faz qualquer sentido estarmos a desviar da "linha recta" por elas traçada, e enveredar por outros caminhos, que não o único por elas sugerido.

Então, aquilo que poderia ser uma conversa normal, torna-se uma guerra inútil, uma discussão desnecessária.

E, sendo assim, quando conversar se torna difícil, cansativo, stressante e desgastante, resta o silêncio...

 

 

 

Frustração

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Ali estava...

À sua frente, uma tela em branco.

Uma página, pronta a receber as palavras que a iriam preencher.

As palavras que, alguém, algures, iria, mais tarde, ler.

 

Mas não lhe ocorria nada que pudesse escrever.

Pelo menos, nada digno de suscitar interesse a quem lesse.

Tinha uma ou outra ideia, mas não era sobre nada daquilo que queria falar.

Queria algo diferente. Algo que entusiasmasse. 

 

Já tinha experimentado sair à rua, para ver se lhe vinha a inspiração.

Mas esta nem deu sinal.

Nada do que via lhe parecia diferente do habitual. Nada digno de nota.

Deu uma vista de olhos pelas novidades do dia, mas continuou sem ideias.

Abriu o livro que andava a ler, numa página aleatória, na esperança que alguma palavra fizesse o clique, mas nada surgiu.

 

E como se irritava, quando isto acontecia.

Parecia que a mente lhe estava a pregar uma partida de mau gosto.

Não é que tivesse que cumprir uma obrigação, porque escrevia por gosto, sempre que lhe apetecia.

Quando lhe apetecia.

 

Mas não escrever porque, simplesmente, não tinha ideia sobre o que falar, era diferente.

E quando isso se prolongava por vários dias, ainda pior.

A tela, aborrecida, parecia questionar o que impedia as letras e palavras de a ocuparem.

E quem lhe dera saber responder. Ou satisfazer-lhe a vontade.

 

No entanto, naquele dia, teria de se resignar.

Nada seria escrito.

Quem sabe no dia seguinte.

E, conformando-se, encerrou o computador, e fechou o ecrã...

 

 

Uma semana de férias...

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Tenho uma semana de férias.

O marido regressou ao trabalho. Venho eu para casa.

É assim a vida.

A minha filha está indecisa entre passar algum tempo com a mãe, ou trocá-la pelas amigas.

 

E eu, assim de repente, imagino tantas coisas que queria ou poderia fazer mas, ao mesmo tempo, não me imagino a fazer nada mais do que ficar em casa, sem mexer uma palha!

Quero planear tantas coisas. Parece que o tempo é pouco.

Às tantas, deixo acontecer e, quem sabe, sobra tempo.

 

Uma semana de férias para descansar ainda que, em casa, haja sempre no que trabalhar, se assim o quiser.

E se sair, só para não ficar em casa, até posso passear, recuperar energias, espairecer. Mas, depois, parece-me que o preço é andar a correr.

 

Uma semana não dá para muito.

Não dá para fazer programas em família.

Não dá para ir muito longe.

 

Mas é uma semana.

E há que aproveitá-la.

O tempo, e a vida, são demasiado preciosos, para desperdiçá-los.

 

Venha de lá ela, então!

Há dias que nos inspiram!

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Há dias que nos inspiram.

Inspiram a mudar. 

A fazer.

A tomar a iniciativa.

A querer mais, e melhor.

Há dias em que nos sentimos cheios de energia, e vontade, e entusiasmo.

Há dias em que achamos que podemos tudo!

 

E, depois, há outros, que nos bloqueiam, deitando tudo isso pelo cano abaixo.

 

Há dias em que me decido a fazer uma limpeza geral à casa.

Em mudar as cortinas.

Em substituir o que está estragado.

Em tirar aquilo que não faz falta.

Em dar um destino a tanta roupa e brinquedos que lá tenho desde que a minha filha era pequena.

Em ver se dou um rumo ao meu futuro livro, encalhado há mais de 3 anos por falta de ideias (ou por ideias a mais que não sei bem como conjugar).

A fazer uma mudança.

Porque mudança gera mudança.

E, quem sabe, não leva a outras mudanças.

 

Depois, porque nada disto chegou a ser posto em prática no momento, vêm dias em que perco esse entusiasmo, trocando-o pelo comodismo, pela preguiça, pelo apego.

Olho para as coisas que ía despachar, e percebo que não as quero despachar, voltando a pô-las no mesmo sítio.

Olho para a despesa que vou ter, e penso que pode esperar, ficar para depois, quando der mais jeito financeiramente.

Começo a recear a mudança, e a acreditar que é melhor ficar tudo como está. Porque até não está mal.

Falta a paciência, e a imaginação.

Falta garra, e energia.

E, em vez de "pegar o touro pelos cornos" e pôr mãos à obra, acabo sentada num sofá, a fazer tudo menos aquilo que pretendia, adiando indefinidamente as acções.

Esperando por outros dias, que me voltem a inspirar, e me levem para lá dos pensamentos e ideias, que nunca se chegam a concretizar.

 

Inspiração ou imitação?

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Todos nós temos algo, ou alguém, em algum momento da nossa vida, que nos inspira.

A vida é feita de várias inspirações.

De exemplos, que tentamos aplicar na nossa vida.

De modelos, que tomamos como ponto de partida.

De ideias, que até podemos aproveitar.

E por aí fora.

Da mesma forma que, quem sabe, também nós inspiramos os outros.

 

Para mim, inspiração é pegar em algo, e transformá-lo, dando um toque pessoal. É já ter algo em mente, e usar essa inspiração para levar adiante o projecto.

É aquele "empurrão" na falta de coragem, na indecisão, na inércia.

É uma espécie de luz que guia.

Uma bússola que encontramos quando menos se espera, e que orienta.

É aquele "click" que há muito esperávamos, e não havia forma de chegar. Que estava encravado, e finalmente se soltou.

 

No entanto, o que se vê muito por aí, ao contrário de inspiração, é pura imitação.

É copiar o que os outros fazem, só porque essas pessoas fazem.

É fazer coisas nas quais nem sequer pensaram antes. Mas que, agora, parece que sempre tiveram essa ideia.

Porque, à falta de ideias próprias, se tem que ir buscar a quem as tem.

Só que, quem se dedica unicamente a imitar, nunca está a 100% nessa missão.

Então, o que sai, muitas vezes, são tentativas falhadas.

São interesses relâmpago que, à mesma velocidade a que chegam, também desaparecem.

Porque, ao contrário da inspiração, a pessoa que se limita a imitar continua sem saber o seu caminho, e andará sempre sem rumo, seguindo os passos e caminhos dos outros, sem nunca chegar a lado nenhum.