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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Reflexão do dia

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As críticas incomodam mais a pessoa a quem são dirigidas, quando têm um fundo de verdade?

 

Ninguém gosta de ser criticado, menos ainda se não há motivos para isso.

Mas, será que, se a crítica for infundada, é mais facilmente ignorada e esquecida, do que se, de facto, em nossa plena consciência, percebermos que até tem a sua razão?

Ou, independentemente de haver motivo para as críticas, elas são sempre mal recebidas?

 

Querem ver que sou eu que estou errada?!

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Por certo já ouviram aquela história do condutor que ia muito bem na autoestrada, quando ouviu na rádio a notícia de que ia um veículo em contramão e comentou "Um não, muitos!".

Para ele, apesar de ser o dito condutor que ia em contramão, os outros é que estavam a ir em sentido contrário.

 

Esta semana, já por 3 vezes estou na passadeira, para atravessar, e os condutores, simplesmente, ignoram-me, como se eu fosse invisível ou transparente.

Um deles, ontem à noite, até abrandou e eu, parva, antecipadamente, agradeci. E não é que o parvalhão continua a andar, faz-me parar a meio da passadeira para ele passar, e ainda olha para mim como se eu tivesse acabado de cometer uma loucura!

 

E já não é o primeiro que olha para mim, quando atravesso a passadeira, com uma expressão entre o incrédulo e o assustado. Outros, fingem que não vêem e viram a cara. Outros ainda, depois de terem passado, pedem mil desculpas por não me terem visto!

 

Se calhar, sou eu que estou errada e, afinal, as passadeiras não foram feitas para os peões, mas sim para os carros!

Falha minha! Peço, então, desculpa a todos os condutores pelo transtorno de fazer das passadeiras o meu meio mais adequado para atravessar uma estrada!

A arte de irritar alguém!

 

Há pessoas que são peritas nesta arte! 

E gostam tanto de o fazer.

 

Há as que percebem, e o fazem de propósito só para nos tirar do sério.

Há as que o fazem sem saber, mas têm o mesmo efeito.

Há as que nos irritam assim que soltam a primeira palavra, e as que nem precisam de abrir a boca!

 

Há as que gostam de ser do contra só porque sim!

Há as que se limitam a rebater as afirmações dos outros, porque não têm as suas próprias para proferir.

 

Há as que escolhem a vítima do momento, e as que disparam contra tudo e todos!

 

Se o mundo seria diferente sem estas pessoas? Ser até seria...

Mas depois como é que treinávamos a nossa paciência, a nossa calma, a nossa capacidade de ouvir e ignorar?

Não seria a mesma coisa, pois não?!

Não nos devemos esquecer quem somos

 

Como falei num anterior post, é fundamental termos sonhos e objectivos definidos para a nossa vida. São eles que nos fazem ir à luta, seguir em frente e querer atingir as metas a que nos propusemos.

Mas, atenção: nesse processo, não devemos deixar que os nossos desejos se tornem desmedidos, que passem por cima de tudo e todos, que nos façam esquecer quem somos, de onde viemos, os valores em que nos foram transmitidos. Ter ambição é bom, mas na medida certa. 

Não devemos ignorar as pessoas que sempre estiveram ao nosso lado, ou deixar de ter tempo para o que realmente importa e é mais valioso.

Não nos devemos esquecer que hoje podemos ter tudo mas, amanhã, podemos não ter nada! Na vida, tudo é efémero.

Sonhar, sim! Podemos até deixar que a nossa cabeça viaje pelo desconhecido, por tudo aquilo que gostaríamos que um dia acontecesse. Mas com os pés assentes na terra.

Ter ambição, sim. Mas acompanhada de humildade.

Evoluir e ser bem sucedida, sim. Mas não esquecer as nossas raizes! 

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