Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

O "momento certo" existe?

 

Imagem relacionada

 

Quantas vezes, na vida, esperamos pelo momento certo, pela altura ideal?

 

Para fazer algo... Ou para dizer algo...

Mas, será que "o momento certo" existe mesmo? Ou é apenas uma fantasia que inventámos, para adiar aquilo que não nos sentimos preoparados para fazer ou revelar? 

 

"Who are you?" - perguntou Andrea a Parvati. Ela não lhe respondeu. Não era "o momento certo". Acabaram por se separar, até que, pela mão de um criminoso, voltam a estar juntos, na tentativa de salvar a filha de Andrea - Isabella.

Andrea diz-lhe, então, que ela não sabe como ele se sente porque nunca foi mãe. E, mais uma vez, Parvati não achou que fosse "o momento certo" para lhe dizer que tinha estado grávida dele, e tinha perdido o filho, por isso, sim, sabia como isso era.

Depois, quando Andrea levou um tiro e estava a morrer, Parvati achou então que era "o momento certo" para revelar o seu verdadeiro nome, e aquilo em que trabalhava. Muito mais haveria a dizer, mas não houve tempo.

 

De que serviu, naquele momento, aquela revelação da verdade? Para que o outro não partisse deste mundo sem a resposta à pergunta que tinha feito antes? Para que a pessoa que abriu o jogo fique com a consciência mais tranquila, mesmo que de nada adiante no futuro?

 

Acredito que existam "momentos certos" para muitas coisas na vida mas, por vezes, eles não passam de uma ilusão, de uma desculpa. É o receio, a falta de coragem e a acomodação, disfarçadas.

E quando o percebemos, é tarde demais!

 

É bem antigo o ditado que diz que "não devemos deixar para amanhã o que podemos fazer hoje".

Talvez devamos levá-lo, mais vezes, a sério, e criarmos, nós próprios, esses "momentos certos", em vez de esperar que eles batam à nossa porta.

Existe idade certa para começar a namorar?

 

Imagem relacionada

 

A primeira paixão na primária, o primeiro amor no ciclo, e até o primeiro beijo, aos 10/11 anos, quem não conhece alguém que o teve/ fez?

São coisas perfeitamente normais, que começam a acontecer no final da infância e início da adolescência embora, há uns anos atrás, com uma certa “inocência” que hoje já quase não existe.

Actualmente, cada vez mais os jovens tendem a apressar todas as fases da sua vida.

Querem antecipar tudo, ser adultos mais cedo, começar a ter certos direitos mais cedo e, claro está, começar a namorar mais cedo.

 

Mas, afinal, existe uma idade certa para se começar a namorar?

 

Em que é que nós, adultos, nos baseamos para estipular uma idade concreta, em que permitiremos aos nossos filhos namorar?

 

Na idade com que nós próprios o pudemos fazer?

Aos 18 anos, porque é quando atingem a maioridade?

Quando terminarem os estudos, para não atrapalhar?

 

Ou outro qualquer critério, que nos pareça razoável?

 

Dizem os entendidos que namorar implica maturidade, e que deverá ser esta a chave para o início de um namoro.

 

Por norma, as meninas tendem a alcançá-la mais cedo que os rapazes. Mas, será que uma adolescente de 13/14 anos já tem maturidade suficiente para saber o que é namorar, e o que isso implica?

E os rapazes? Quando saber se eles estão preparados para esse passo?

 

O que se vê, cada vez mais, entre os jovens, é namoros que acontecem virtualmente e que, tão depressa como começam, acabam, porque entretanto se fartaram da conversa e descobriram alguém mais interessante nas redes sociais.

Depois, há aqueles “namoros” a que não se pode bem chamar disso, que começam a surgir no ciclo, e que envolvem uns encontros às escondidas na parte menos movimentada da escola, nos intervalos ou na hora de almoço.

Ou ainda aqueles que começam aos 9/10 anos, em que serem "namorados" ou "conhecidos" vai quase dar ao mesmo!

Há quem ainda não tenha maturidade para namorar, mas queira aventurar-se no desconhecido, e experimentar iniciar-se na actividade sexual, porque os(as) amigos(a)s o fazem, e não querem ficar para trás.

 

Enquanto acontece com os outros, nem nos preocupamos muito com isso. Mas, e se de repente, forem os nossos filhos nessa situação?

Como devem reagir os pais ao ver que a sua filha de 14 anos está apaixonada e quer namorar tão cedo?  

Como devem reagir os pais, quando um filho de 16/17 anos chega a casa com a namorada?

 

Será mesmo verdade que o amor não escolhe idades, e que não devemos proibir estes "namoros", porque essa proibição pode ter o efeito contrário?

Será que devemos permitir, dentro de certas limitações, esse namoro que surge, na nossa opinião, precocemente, ou nem por isso?

 

Imagem relacionada

Nem tudo o que parece, é...

Resultado de imagem para atrás do computador

 

E isto aplica-se também ao mundo dos blogs!

 

Se existem bloggers que são autênticos e transparentes, outros há que mostram a imagem que querem que os leitores/ seguidores tenham deles, ainda que a pessoa por detrás do blog não seja a mesma que dão a conhecer.

 

Mas, até mesmo na convivência presencial com as pessoas, até aquelas que julgávamos conhecer bem, e que consideramos amigas, pode haver uma máscara, pode haver uma transmissão controlada e premeditada de informação, por oposição a omissão daquela que não interessa, pode haver objetivos e planos que vão muito além de uma mera coincidência, afinidade e relação verdadeira.

 

O que leva a outra questão. Haverá alguém neste mundo em quem possamos confiar? Será saudável passar a vida a desconfiar de tudo e de todos?

 

Reflexão inspirada no livro "Um Pequeno Favor", de Darcey Bell.

Em breve, partilharei a minha opinião sobre o mesmo. Para já, deixo-vos com a sinopse.

 

 

Sinopse
 
Ela é a tua melhor amiga.
E conhece todos os teus segredos.
Por isso é tão perigosa.

A vida de uma mãe sozinha desmorona-se quando a sua melhor amiga desaparece, neste thriller arrepiante, na linha de Em Parte Incerta e A Rapariga no Comboio.

Tudo começa com um pequeno favor, um gesto que as mães de bom grado fazem umas pelas outras. Quando Emily pede à melhor amiga que lhe apanhe o filho nas escola, Stephanie nem hesita. Tal como elas, os seus filhos são melhores amigos.

Stephanie é viúva e trabalha a partir de casa, no seu blog. Vivia uma vida solitária até conhecer Emily, uma sofisticada executiva com um trabalho muito exigente em Manhattan.

Só que Emily não regressa. Não atende o telefone nem responde aos sms da amiga. Stephanie sabe que aconteceu algo de terrível e, alarmada, recorre aos leitores do seu blog para pedir ajuda. Contacta também o marido de Stephanie, o belo Sean, para lhe dar apoio emocional. É o mínimo que pode fazer.

Acabam por receber notícias terríveis.

Mas serão verdadeiras? Stephanie não tarda a dar-se conta de que nada é tão simples como parece, nem sequer um pequeno favor.

A Ilusão do Iceberg

 

Quem está de fora, nem sempre vê, ou quer ver, o que está na origem daquilo que é mostrado.

Quando o que está visível é apenas a superfície, poucos são os que pensam naquilo que poderá ter dado origem à mesma, nos alicerces, na base de tudo, nas raízes de onde se obteve alimento, no que está abaixo da superfície, no que está para além daquilo que conseguimos ver. 

E, se é verdade que, em muitos casos, muitas superfícies não passam mesmo de isso, sem nada por baixo, e podem desaparecer tão depressa como surgiram, também é verdade que, muitas das mais belas superfícies são apenas o resultado de algo muito maior, que dificilmente se verá, mas que está lá.

 

 

À Conversa com WAZE

 

O convidado de hoje da rubrica "À Conversa com..." é o WAZE, que lançou em novembro o seu primeiro EP "Ilusão". Deixo-vos aqui a entrevista:

 

 

 

 

 

Quem é o WAZE?

O WAZE antes de tudo é o Bernardo Magno Rodrigues, um jovem de 17 anos que tal como todos os outros teve até á data muitas desilusões e muitas felicidades que fazem dele a pessoa que é hoje, e a sua personalidade transparece nas suas músicas visto que estas não são mais que um reflexo da sua pessoa.

 

Como é que a música surgiu na tua vida?

A música surgiu na minha vida numa fase em que eu sentia que precisava de desabafar o que estava dentro de mim e o que sentia, fui-me refugiando na música ouvindo outros artistas até que chegou o momento que achei que estava na hora de eu passar a minha mensagem.

 

Quem são as tuas maiores inspirações a nível musical?

Neste momento a minha maior inspiração a nível musical são os artistas G-son e Zara-G membros pertencentes ao grupo WET BED GANG, visto que eles conseguem fazer com que eu sinta as músicas em vez de apenas ouvi-las, o que a meu ver é fundamental.

 

 

 

 

“Ilusão” é o teu primeiro EP, lançado a 18 de novembro. Que expectativas tens relativamente a este trabalho?

Sinceramente não gosto de depositar muitas expectativas nos meus projetos, prefiro ser surpreendido como tem vindo a acontecer até à data, mas estou bastante satisfeito com o resultado deste projeto até agora.

 

“Crazy”, o single de apresentação, e “Abstrato” são alguns dos novos temas que se juntam aos já conhecidos temas “Cuida de Mim”, “Ninguém como Tu” e “Primeiro Dia”, todos eles em português. Cantar em português foi sempre um dos teus objetivos?

Sim, porque eu acho que se não cantasse em Português nunca iria conseguir passar a minha mensagem da mesma forma, acho que no meu caso, a essência da minha música incide principalmente nas letras e na fácil compreensão das mesmas, por isso não acho que fizesse sentido cantar em outra língua que não a minha.

 

Os temas deste EP falam de amor e de relações. As letras são da tua autoria?

Sim. Todas as minhas letras são escritas por mim e todas elas relatam experiências que vivi, o que permite que as minhas músicas, como já referi, sejam um reflexo da minha pessoa.

 

Quais são aqueles que consideras os teus pontos mais fortes a nível musical?

Penso que os meus pontos mais fortes são a capacidade de escrever letras simples, em que os jovens se identificam, e também a capacidade de fundir o Rap com o RNB de uma forma bastante natural.

 

No tema “Primeiro Dia” tiveste a colaboração do Pedro Gonçalves. Como foi essa experiência?

Foi uma experiência incrível, porque eu sempre apreciei a carga emocional que ele transmitia ao cantar, e já o acompanhava desde o programa “The Voice”, portanto acho que ambos aprendemos muito um com o outro na realização deste tema.

 

O teu EP foi lançado há relativamente pouco tempo. Ainda assim, que feedback tens tido por parte do público?

O feedback tem sido incrível porque as pessoas têm-se identificado bastante com os temas, e encontram nas músicas um abrigo do resto dos problemas, um momento onde podem esquecer tudo e “viajar”. Provocar tais sensações sempre foi um dos meus objetivos enquanto artista.

 

A música a algo a que te pretendes dedicar a tempo inteiro?

Sim, tenho o objetivo de fazer da música a minha vida, e acho que com o tempo e muito trabalho, mais tarde ou mais cedo isso acabará por acontecer.

 

Que objetivos gostarias de ver concretizados num futuro próximo?

Gostaria de alcançar a marca dos 2 milhões de views totais nos vídeos do EP, visto que já estamos perto dessa marca e é uma das metas que pessoalmente me daria prazer alcançar.

 

Onde é que o público poderá ouvir-te nos próximos meses?

Neste momento estamos a tratar da promoção e divulgação deste EP, mas seguindo-me nas redes socias ficam a par de todas as minhas datas futuras.

 

Muito obrigada, Waze! Votos de muito sucesso!

 

 

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens.

  • Blogs Portugal

  • BP