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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Maratona de Freida McFadden

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A vantagem de gostar de um determinado autor, e dos seus livros, é estarmos sempre à espera do próximo.

A desvantagem é que, ao lançar livro atrás de livro, e ao lermos um após um outro, o autor corre o risco de desiludir, de já não surpreender os leitores.

 

Já tinha lido vários livros da Freida McFadden, mas intercalados com outros.

No entanto, há umas semanas, pensei em ler os que ainda me faltavam dela. Uma espécie de maratona.

Não aconselho.

 

Para além de, lá está, apesar de serem histórias diferentes, começarem a ser previsíveis, parecendo mais do mesmo, só mudando os locais e as personagens, corremos o risco de ganhar uma certa paranoia de que não podemos confiar em ninguém. De que todos os que nos rodeiam podem ser potenciais assassinos, ter segundas e más intenções, serem mentirosos compulsivos e psicopatas!

 

Decididamente, é melhor ler algo diferente pelo meio, que corte esse efeito. 

Que seja mais leve. Que nos traga pensamentos positivos. Esperança.

 

Depois, não posso deixar de mostrar a minha desilusão com esta autora, especificamente, com o livro "A Mulher no Andar de Cima", uma cópia barata do livro "Verity", da autora Colleen Hoover, com uns toques do seu próprio livro "A Criada".

Como se a Freida, naquele momento, estivesse sem inspiração para algo novo, e tivesse que optar por uma imitação.

Talvez, em vez de lançar tantos livros seguidos, a autora devesse fazer uma pausa, e reinventar-se.

 

 

Inspiração ou imitação?

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Todos nós temos algo, ou alguém, em algum momento da nossa vida, que nos inspira.

A vida é feita de várias inspirações.

De exemplos, que tentamos aplicar na nossa vida.

De modelos, que tomamos como ponto de partida.

De ideias, que até podemos aproveitar.

E por aí fora.

Da mesma forma que, quem sabe, também nós inspiramos os outros.

 

Para mim, inspiração é pegar em algo, e transformá-lo, dando um toque pessoal. É já ter algo em mente, e usar essa inspiração para levar adiante o projecto.

É aquele "empurrão" na falta de coragem, na indecisão, na inércia.

É uma espécie de luz que guia.

Uma bússola que encontramos quando menos se espera, e que orienta.

É aquele "click" que há muito esperávamos, e não havia forma de chegar. Que estava encravado, e finalmente se soltou.

 

No entanto, o que se vê muito por aí, ao contrário de inspiração, é pura imitação.

É copiar o que os outros fazem, só porque essas pessoas fazem.

É fazer coisas nas quais nem sequer pensaram antes. Mas que, agora, parece que sempre tiveram essa ideia.

Porque, à falta de ideias próprias, se tem que ir buscar a quem as tem.

Só que, quem se dedica unicamente a imitar, nunca está a 100% nessa missão.

Então, o que sai, muitas vezes, são tentativas falhadas.

São interesses relâmpago que, à mesma velocidade a que chegam, também desaparecem.

Porque, ao contrário da inspiração, a pessoa que se limita a imitar continua sem saber o seu caminho, e andará sempre sem rumo, seguindo os passos e caminhos dos outros, sem nunca chegar a lado nenhum.

 

Neste Dia Mundial da Arte, uma pergunta

Dia Mundial da Arte - Mensagem da Diretora-Geral da UNESCO

 

De quem aprecia, mas pouco percebe da mesma.

 

Para vocês, a arte é:

a) imitação ou representação da realidade, com alguma ilusão misturada (teoria da arte como imitação, defendida por Aristóteles)

b) expressão de sentimentos por parte do artista, que nos contagia através da observação da obra (teoria da arte como expressão, defendida por Tolstoi)

c) emoção estética, provocada pela combinação das diferentes partes da estrutura da obra, como cores, linhas, formas (teoria da arte como forma, defendida por Bell)

 

E é isto que se anda a estudar por aqui, em Filosofia: as teorias essencialistas da arte!