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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Oh senhora, não tem que compreender, só aceitar!

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Acabaram de me ligar, a impingir um seguro de saúde.

Início de conversa da praxe, começa logo mal quando não me pergunta se é oportuno ou não falar no momento.

Nunca é! Mas pronto.

 

Informo a operadora de que estou no meu local de trabalho, e não tenho disponibilidade.

"Ah e tal, mas o que lhe ia dizer é rápido."

Assenti então.

 

Bla bla bla... seguro... bla bla bla... (confesso que não estava a prestar a mínima atenção à leitura do guião), e eis que o telefone toca.

Interrompo-a, dizendo que não tinha mesmo tempo, que tinha que desligar mas que, de qualquer forma, de momento, não estava interessada.

"Ah e tal, mas este é o momento! Tem que prevenir, em vez de remediar."

Novamente, explico que não tenho interesse.

"Ah e tal, mas não consigo compreender. Já tem algum seguro de saúde, é isso?"

Já a começar a ventilar, respondo-lhe: "Oiça, não tem que compreender. Só tem de aceitar. Se lhe estou a dizer que não estou interessada, não estou interessada. Não tenho que lhe dar justificações."

 

Escusado será dizer que a despedida, por parte da operadora, foi bem menos simpática do que a saudação!

Eu sei que estão a fazer o trabalho deles mas não há paciência para tamanha insistência e inconveniência.

 

O facto de se gostar de dramas faz de alguém uma pessoa dramática?

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Quem me conhece, sabe que, de uma forma geral, não gosto de filmes de comédia.

Que não acho piada à maior parte dos humoristas, e àquilo que debitam com intenção de nos fazer rir. Mais depressa o faço com o Mr. Bean, por exemplo, que nem precisa de abrir a boca.

E que, raramente, me rio dos vídeos de parvoíces que circulam por aí, pelo youtube ou facebook, que a maioria gosta, e lhes acha graça.

Não tenho um sentido de humor igual ao das outras pessoas, lamento. 

Mas isso não quer dizer que não me ria, que não ache graça a certas coisas, situações, cenas com as quais me vou deparando. 

 

Por outro lado, estou quase sempre pronta para um bom filme ou história dramática, e é-me muito mais fácil e, diria até, inspirador, escrever sobre drama, sobre tristeza.

As emoções chegam de forma mais natural, e a escrita flui muito melhor, do que se tiver que exprimir algo oposto.

 

Sou assim. Posso ser diferente da maioria, mas não estou cá para agradar os outros. Estou cá para ter a minha própria opinião.

No outro dia, dizia-me o meu marido que eu era uma pessoa dramática, que só gosto de coisas tristes, de lágrimas, de sofrer, e nunca acho piada a nada, como se não quisesse viver alegre ou animada.  

 

Então, o facto de se gostar mais de dramas faz de alguém uma pessoa dramática?

Eu até me considero uma pessoa bastante divertida e animada, quando assim se proporciona. Sou pessoa para me rir de muitas parvoíces, de cenas espontâneas que assisto, até de mim própria!

Não sou pessoa de andar por aí a lamentar-me, a chorar pelos cantos, a vitimizar-me pela vida que me calhou.

Pelo contrário, até sou um pouco "palhaça". E, não raras vezes, acabamos a noite, eu e a minha filha, a rirmo-nos à gargalhada, por alguma coisa que disse ou fiz. 

 

Mas, se há coisa que me irrita, é que me tentem impingir, à força, algo a que não acho graça. Pior, que queiram que eu seja da mesma opinião que essas pessoas que gostam muito e acham piada, e que fiquem aborrecidos por eu não pensar da mesma forma.