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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Algumas lojas/ sites online são impróprias para pessoas ansiosas

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Se, de uma forma geral, sou uma pessoa paciente (cada vez menos), no que respeita a compras online, a coisa muda de figura.

Sou daquelas que, quando faz uma encomenda, está sempre à espera que ela chegue o mais depressa possível.

Uma semana para entrega, para mim, já é um prazo mais que suficiente, para começar a ficar impaciente. Mas, por norma, as encomendas que tenho feito chegam antes, e evitam-me essa preocupação.

 

Quando a minha filha me disse que queria encomendar umas coisas de um loja, e percebi que o prazo de entrega era de 15 a 20 dias, fiquei logo de pé atrás. Tanto tempo?

Lá fiz uma compra, para experimentar.

No site, é possível ir consultando o percurso da encomenda só que, apesar dos vários passos que ela já avançou, e que dão a sensação de que já muito aconteceu, a verdade é que, bem vistas as coisas, a encomenda ainda não saiu de lá!

 

Cada dia que passa, sem qualquer evolução, ou com uma evolução que não é aquela que queríamos ver, é um dia de ansiedade.

Será que vem? Será que não vem? Será que fica pelo caminho?

Quanto tempo ainda demorará? Quando será que chega?

 

Pois...

É caso para dizr que algumas lojas/ sites online são impróprias e pouco recomendáveis para pessoas ansiosas!

Quando as pessoas não têm opinião própria

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Hoje em dia, quase toda a gente tem uma opinião a dar, qualquer que seja o assunto.

Umas mais informadas ou fundamentadas que outras, é certo. Mas as pessoas gostam de mostrar o seu ponto de vista e, se em muitos casos, nem sequer lhes é pedido, ou não serve para nada, noutros, as opiniões são bem vindas.

Não vem mal ao mundo em partilhar e trocar opiniões, e até pode ser enriquecedor, ou gerar boas conversas e debates.

Mas, para isso, é preciso que as pessoas apresentem aquela que é, de facto, a sua opinião.

 

E o que se vê, por vezes, é que as pessoas nem sempre têm opinião e, como tal, vão atrás das opiniões alheias, consoante a sua conveniência. Hoje, até são da mesma opinião que fulano x mas, amanhã, se for preciso, já são da opinião de fulano y que, por acaso, até é contrária à do x!

Ou, pior, mudam de opinião sem qualquer critério, só porque sim. Porque é melhor ir atrás da maioria. Ou porque é mais cool ser do contra.

 

São opiniões que, na prática, não valem nada porque, na verdade, as pessoas que as pronunciam não têm sequer uma opinião formada.

Já em relação àqueles que, realmente, mostram a sua opinião, esta acaba por gerar, muitas vezes, em vez de discussões saudáveis, verdadeiros pesadelos para quem as pronuncia.

Porque quem está do lado de lá, nem sempre está preparado para ouvir opiniões contrárias à sua. E, a única forma de evitar dissabores, é manter-se calado, ou concordar com os outros.

 

Por isso, para quem está no lugar do ouvinte diria que há que respeitar todas as opiniões, ainda que contrárias à sua. Se fosse para todos pensarmos da mesma forma, e termos o mesmo ponto de vista, tinham-nos feito robots, e programavam-nos para tal.

Para quem está no lugar de opinante, que dê a sua opinião, se de facto tiver alguma, ou mantenha-se calado, se não a tiver, em vez de estar a roubar as dos outros. 

 

 

Da aplicação StayAway Covid

e porque ainda não a instalei

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Quando foi disponiblizada a aplicação StayAway Covid, e o primeiro ministro afirmou que todos deveriam instalar, por uma questão de civismo, foram várias as pessoas que a instalaram de imediato, por si, e pelos outros.

 

A ideia em si, é boa. É mais uma forma de prevenção. De informação. De contenção.

Mas peca, por falta de informação e esclarecimentos, quanto à forma como deve ser utilizada, quais os procedimentos a tomar por quem a usa, e as implicações de não lhe dar o uso devido.

E se, por um lado, ainda existem resistentes que optam por não a instalar, por questões de privacidade ou segurança, parece-me que a preocupação deveria ser outra.

 


Se uma pessoa ficar infectada e inserir esses dados na aplicação, cumpriu o seu dever. Até aí, muito simples.
Mas, e se a pessoa estiver do outro lado? Se for a pessoa que recebe o alerta de que esteve próximo de alguém infectado? O que deve fazer? Quais são os seus deveres, e como ficam protegidos os seus direitos?
Se ignorar, e se vier a verificar que até está infectado e, entretanto, andou a infectar outros, o que lhe acontece? Afinal, ele foi avisado! Tem implicações legais? Pode ser alvo de processo disciplinar no trabalho? Ou de um processo em tribunal?


Se, por outro lado, decide ficar logo em isolamento, que justificação tem para faltar ao trabalho? Quem lhe fornece essa justificação?

Se decidir ir ao médico, para que lhe passe uma credencial para fazer o teste, o que faz nesse tempo entre o aviso recebido, e o resultado do teste?
E se, no espaço de uma semana, a pessoa receber dois ou três alertas? Tem que fazer o mesmo número de testes? Quem paga esses testes?

 


Acho que estas seriam as principais dúvidas a ser esclarecidas, antes de instalar a aplicação.

Porque, à falta destas informações, e sem saber muito bem o que fazer, é preferível não ter a aplicação instalada.

 

 

Imagem: decoproteste

 

Mudança TDT: se não sabem ajudar, dêem lugar a quem sabe

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Há já algum tempo que se ouve falar da mudança de frequências nos canais de TDT mas, até agora, ainda não tinha chegado a estes lados.

No sábado, o meu pai pediu-me ajuda para ver o que se passava porque a televisão não tinha imagem, e o som vinha intermitente.

Deduzi que fosse desta mudança, e que seria preciso sintonizar os canais novamente.

 

Fui até lá.

Ainda sou do tempo em que se usava a box para o TDT. Naquela televisão, o meu pai já não tem.

Foi difícil descortinar naquele comando onde estariam as funções.

Lá descobri o Menu, Instalação e Procura Automática, mas tinha que selecionar onde procurar, entre várias opções.

Eu, confessada leiga nestes assuntos, optei por analógico, nem sei bem porquê. Aquilo pesquisou, e não deu nada.

Estava também lá um vizinho do meu pai, mais novo que eu, que me facultou o número para onde deveria ligar, em caso de dúvidas.

 

Do outro lado, para além da péssima qualidade da chamada, atendeu-me um operador que mais valia estar quieto.

"Ah e tal, ainda não temos informação nenhuma de que o sinal tenha mudado nessa zona."

"Tem de ver para onde está virada a antena." Segundo sei, não precisamos sequer mexer na antena, não sei porque raios me falou nisso.

Lá viu através do código postal, e me informou, mas fiquei sem saber o que fazer com essa informação.

"Tem que sintonizar novamente os canais"- já tinha feito isso, mas não resultou.

"Ah e tal, se dá som é porque algum cabo deve estar a fazer mau contacto. Experimente desligar e voltar a ligar tudo." - o problema não era dos cabos.

"Se não conseguir, depois ligue novamente. O técnico fará o orçamento e depois enviamos alguém."

 

Ou seja, agradeci e desliguei porque já estava a ver que, através da linha de ajuda, só me tinham confundido ainda mais, e não resolveram o problema.

O vizinho também não sabia o que fazer, porque é do tempo das operadoras móveis.

Fomos embora.

Em casa, lembrei-me de um outro vizinho que, eventualmente, poderia verificar o problema do cabo.

Perguntei ao meu pai se queria chamá-lo. Assim fizemos.

Ele prontificou-se a ir lá. 

E resolveu o problema que, afinal, era tão simples: era para sintonizar, sim, mas numa outra opção que não aquela que eu estava a escolher.

 

Ou seja, se o operador que me atendeu, da linha de ajuda, fosse competente, ter-me-ia pedido para pegar no comando, e indicado passo a passo, as opções que deveria ir escolhendo e, quando chegada à parte em que tinha que seleccionar onde sintonizar, ter-me-ia dito que era em "antena digital".

E ficávamos todos satisfeitos.

Assim, como não faz a mínima ideia do que anda ali a fazer, tivemos que pedir ajuda a terceiros, que nada têm a ver com estas mudanças, mas que souberam logo o que era, e pagar pelo serviço. (o vizinho não queria nada, porque nem 5 minutos demorou, mas o meu pai insistiu, já que lhe tinha resolvido o problema)

 

Moral da história: se não sabem ajudar nem fazer bem o serviço, dêem o lugar a quem saiba, e que pode verdadeiramente ajudar, em vez de induzir em erro.

 

É urgente privilegiar a informação de qualidade e a sanidade mental

Nenhuma descrição de foto disponível.

 

Neste momento que estamos a viver, mais do que nunca, é urgente privilegiar a informação, e não a desinformação, e manter a sanidade mental.

Assim, deixo aqui alguns conselhos (que valem o que valem) para quem quiser levar e adotar:

  • não passem o dia inteiro a ver notícias sobre o mesmo - escolham um dos noticiários - tarde ou noite para ficar a par das actualizações
  • não passem o tempo todo a falar do mesmo, como se não houvesse outros assuntos para falar no dia a dia
  • não acreditem em todas as publicações, vídeos e audios que andam a circular nas redes sociais, e que só contribuem para mais alarmismo - pensem que, se nos quiserem mesmo esconder informação, ela nunca irá andar a passar de boca em boca
  • se virem/ lerem alguma publicação que considerem importante, e com informação relevante, partilhem
  • não alimentem/ gerem "guerras" nas redes sociais, ou outras, por causa do Covid, num momento em que temos que estar todos unidos, ainda que com opiniões diferentes
  • assistam às notícias com os vossos filhos, se acharem que têm idade para tal, e esclareçam dúvidas que eles tenham, dando-lhes a conhecer o momento que atravessamos, explicando o porquê das medidas, mas mostrando tranquilidade e positivismo - afinal, nós somos o seu exemplo
  • não se permitam ser contagiados pela paranóia que vos possa rodear, nem entrem em paranóia, só porque, por acaso, começaram a espirrar ou a tossir - lembrem-se que estamos numa época de constipações e gripes, e o tempo não está a ajudar
  • tentem, dentro dos limites, e do possível, tirar algo de positivo de toda esta situação, ou encará-la com humor, sem ferir susceptibilidades