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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Agora que as legislativas já passaram

o que levou, realmente, os cidadãos às urnas?

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Um dia depois das eleições legislativas, e mais do que vencedores ou vencidos, venho apenas colocar algumas questões acerca das votações, e do quanto os cidadãos portugueses votam, ou não, de forma consciente e informada:

 

O que significa eleições legislativas?

Não querendo categorizar os portugueses de pessoas pouco cultas ou pouco instruídas, quantos cidadãos, daqueles que ontem foram votar, sabiam exactamente para o que estavam a votar?

O que farão os deputados agora eleitos, e o seu peso na Assembleia da República?

 

Os ideais e propostas de cada partido

Quantos cidadãos foram ontem votar, sabendo exactamente em que consistiam os ideais, propostas e promessas de cada um dos partidos?

 

O votar apenas pelo dever

Quantos cidadãos foram ontem votar, apenas pelo mero dever de votar, como quem vai à missa todos os domingos, porque é o hábito, por ser um direito que lhes assiste e, como tal, fazem questão de o exercer?

 

O voto por simpatia

Quantos cidadãos foram ontem votar neste ou naquele partido, apenas porque simpatizam com a pessoa que o representa, sem ligar minimamente à sua política ou ideologia?

 

O voto do costume

Quantos cidadãos, apesar da cada vez maior diversidade de partidos, votaram ontem nos mesmos partidos de sempre, naqueles que passam a vida a criticar mas que, no fim, acabam sempre por ser os grandes votados?

 

O voto do contra

Quantos cidadãos foram ontem votar num determinado partido, só porque já estão fartos das promessas dos mesmos de sempre e, assim, escolhem um dos novos, à sorte, só para contrariar?

 

O voto descrente

Quantos cidadãos votaram ontem, em branco, ou num qualquer partido sabendo que, qualquer que seja o resultado, na prática, nada de novo e melhor virá?

 

O voto confiante

Quantos cidadãos votaram num determinado partido, porque realmente acreditam naquilo que este prometeu, e que o mesmo pode fazer a diferença?

 

 

 

Ontem, fomos até ao local de voto, já ao final do dia.

Ao contrário do que imaginei, ainda havia muita gente a votar àquela hora.

Na porta de cada sala de voto, estava a lista dos partidos. Não fazia ideia de que eram tantos. E, confesso, muitos nem sequer conhecia, como o R.I.R., o CHEGA, o Nós, Cidadãos, o Livre, o Partido da Terra e outros. Aliás, acho que, em termos de ideologias, o partido do qual sei mais algumas coisas é o PAN.

Algumas pessoas, foram lá mesmo pelo voto. Outras, vestiram os seus melhores fatos domingueiros, como quem vai para uma festa, e lá compareceram, porque assim manda a tradição.

Pelo caminho, ou no átrio da escola, foram encontrando amigos, família, conhecidos, e lá ficaram, a pôr a conversa em dia.

Depois, vai cada um à sua vida.

À noite, o encontro seria na festa da vila, para beber umas cervejitas, comer umas bifanas e dar ao pé. Lá se comentaria o galo da Cristas, a vitória do PS, a conquista do PAN e a abstenção de quase 50%.

Hoje, será mais um dia igual a todos os outros, de trabalho, de estudos, de neura típica de 2ª, de regresso à rotina.

Amanhã, provavelmente, já ninguém se lembrará das legislativas.

 

 

Imagem: http://www.rtp.pt/noticias/eleicoes/legislativas/2019/

Dicas para a realização de trabalhos escolares

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Cada vez mais, os professores pedem aos alunos que realizem diversos trabalhos, de grupo ou individuais para, posteriormente, apresentar na aula.

Com o tema na mão, o difícil mesmo é começar. 

Mas, para alguns estudantes, as dificuldades permanecem ao longo de todo o processo, e acabam, muitas vezes, a perder tempo, sem conseguir um bom trabalho.

 

Em seguida, deixo algumas dicas que poderão vir a ser úteis, baseadas na minha experiência, e que costumo dar à minha filha, para os trabalhos dela.

 

 

Pesquisa

Não há trabalho sem informação e, como tal, a pesquisa é fundamental.

É por aí que se deve começar, tanto na internet, como em livros, ou outras fontes de onde consigam retirar a informação.

 

 

Recolha

Depois de pesquisado o tema, e já na posse de informação diversa, nada como guardá-la, antes que se perca.

Por norma, costumo colocar no ficheiro as informações em bruto, sem qualquer ordem específica, bem como links de sites que não possa ver na hora. 

No que se refere a imagens, guardo-as numa pasta, junto com o ficheiro em Word.

 

 

Selecção

Recolhida, então, toda a informação e imagens, é o momento de seleccionar aquela que interessa, de verificar a que já temos e a que está repetida, de escolher a que não faz falta e pode ser eliminada. De escolher as imagens que preferem, e apagar as que descartaram.

 

 

Organização

O passo seguinte, agora que já temos a informação seleccionada, é organizá-la de acordo com o que nos foi pedido, ou pelo guião dado pelo professor.

 

 

Transformação

A informação recolhida ainda está, nesta altura, exactamente como foi copiada. Por isso, é importante relê-la, apreendê-la, e tranformá-la em palavras dos alunos. Os professores não pretendem um trabalho que seja apenas "copy/ paste".

 

Nota: Todas esta etapas devem ser feitas num ficheiro em Word, mesmo que, depois, o trabalho final tenha que ser apresentado noutro formato. E esse ficheiro deve ser mantido até ao final.

Já aconteceu à minha filha começar a fazer um trabalho directamente no Powerpoint e, às tantas, houve um problema qualquer com o computador, e não conseguiu recuperar o que tinha feito, voltando à estaca zero, e sem a informação, porque tinha copiado logo para ali.

 

 

 

Composição

Com o trabalho organizado, modificado e aparentemente, pronto, chega então a hora de passá-lo, se for o caso, para o formato em que será apresentado, ou compô-lo no formato inicial, se não houver necessidade de mais.

É nesta fase que conjugam textos e imagens, espaços, tamanhos de letras, legendas, títulos e subtítulos, bibliografia, autoria e afins.

 

 

 

Finalização

Caso tenham que fazer apresentação em Powerpoint deve-se, por último, aplicar transições e efeitos, e converter o ficheiro para modo apresentação.

Eu aconselho a manterem um ficheiro original, e uma cópia onde podem ir fazendo os testes e experiências. Assim, se algo correr mal, têm sempre o trabalho intacto para poderem reiniciar. Se correr bem, ficam com esse.

De qualquer forma, não vá o diabo tecê-las, continuem a manter o primeiro esboço, em Word, e a versão noutro formato, sem efeitos. Nunca se sabe se, na hora H, não poderão vir a ser necessários.

Como a falta de (in)formação se reflecte na inclusão

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A todos os níveis.

 

 

"Um dia, um professor de substituição foi dar uma aula de educação física. 

Na turma que lhe calhou, havia um aluno com necessidades educativas especiais. Sem formação específica e não sabendo bem como agir numa situação que nunca lhe tinha surgido, optou por não o incluir nas actividades que propôs aos restantes alunos, nem encontrar actividades alternativas para o aluno em questão."

 

 

Neste caso, como deveria ter agido?

Tratado o aluno de igual forma e colocá-lo a fazer o mesmo que os outros, encontrar exercícios específicos para a sua condição, ou adaptar as actividades, de forma a que todos, à sua maneira, conseguissem levá-las a cabo com relativo sucesso?

 

Na turma da minha filha existem alunos com necessidades educativas especiais, que apenas frequentam, em conjunto com os restantes alunos, duas ou três disciplinas. As restantes, são leccionadas em separado.

Será isto inclusão?

Igualar em algumas coisas, diferenciar noutras?

 

 

Estes são apenas exemplos de situações em escola, mas que podem facilmente saltar para a vida adulta, para um contexto laboral ou social.

 

 

Cada vez mais se pretende dar a todos as mesmas oportunidades, independentemente de quem está do outro lado e, por isso, a inclusão acaba por ser quase obrigatória, ainda que nem sempre se saiba como colocá-la, da melhor forma, em prática, perdendo a sua eficácia, com consequências negativas, que não estavam previstas, e que se poderiam evitar.

 

A verdade é que a verdadeira inclusão, em todos os seus sentidos e formas, ainda é uma utopia na maioria dos casos.

Aquilo a que assistimos, muitas vezes, é a uma mera tolerância.

Seja por falta de formação e informação, tanto de profissionais e alunos nas escolas, como enquanto seres humanos e cidadãos, no nosso dia a dia, e em diferentes contextos.

Por vezes, com algumas tonalidades de racismo, xenofobismo, discriminação, rejeição, repugnância, mascarados de cinismo, fingimento, aparências, e falsas boas acções e intenções.  

Outras vezes, as intenções até são, de facto, positivas, mas faltam ferramentas para as colocar em prática.

 

Penso que, acima de tudo, é preciso definir o verdadeiro significado de inclusão, e de que forma ele se reflecte sempre em igualdade, ou no respeito, aceitação e adaptação à diferença, de todos os envolvidos. 

 

 

A confusão que uma informação mal dada pode gerar

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O meu senhorio andou em obras, para arrendar uma divisão desocupada que tinha a um novo inquilino.

Na altura dos trabalhos, falou-me que tinham que cortar uma parte do muro para colocar os contadores da luz na rua.

Noutro momento, disse-me que estava demorado porque teve que dividir o prédio nas finanças, e que entretanto a morada ia mudar porque, no sítio onde os contadores iam ficar, já era outro arruamento.

Isto, dito assim por alto, sem nada em concreto.

 

 

Passaram-se vários meses.

Um dia, foi lá a casa, avisar que tínhamos que ser nós, como inquilinos, a pedir a alteração do contador do interior para o exterior, e que agora iam ser uns contadores novos, inteligentes, que enviavam a contagem automaticamente. Informou que tínhamos que ir à loja EDP que cá há. Que a EDP poderia achar que estávamos a "roubar" electricidade.

Fiquei renitente, porque não tinha mais informação nenhuma, e não sabia se era só lá chegar e dizer isso. 

Como não tenho tempo para andar em lojas, liguei para a EDP distribuição, e fiz o pedido de alteração de contador do interior para o exterior, como o senhorio tinha falado. Decansaram-me relativamente a multas, que não se colocavam nestes casos.

Entretanto, quando ele me perguntou se já tinha pedido a alteração, disse que sim, mas por telefone. Ficou danado, e a reclamar, que por telefone nunca mais faziam nada, e que devia ter ido à loja, porque na loja era de um dia para o outro, como aconteceu com ele e o novo inquilino.

 

 

Uns dias depois, veio fazer um "ultimato" - tinha que ir na segunda-feira seguinte, sem falta, à loja, porque senão, se fosse lá uma fiscalização, pagava ele uma multa, o electricista também, e eu como inquilina.

Nesse mesmo dia, depois de lhe ter dito que o pedido estava feito, e que teria que aguardar o prazo que me tinham dado, quando cheguei das compras, tinha o electricista à porta. 

Também ele a bater na tecla que tinha que arranjar forma de ir à loja, que me desenrascasse, que perdesse 5 minutos de que maneira fosse, para não haver problemas e pagar multas. E que por telefone não fazem nada. Pedi-lhe para me explicar exactamente o que queria. Primeiro era alteração, depois falava em substituição, não nos estávamos a entender. E o tom de ameaça, a querer mandar na minha vida, só para fazer o que queria, deixou-me com a pulga atrás da orelha, de que talvez tivesse feito alguma coisa que não devia, e agora estava com medo.

 

 

Para não ter mais problemas, e não fazerem dessa mudança, ou seja lá o que raio for, uma perseguição diária, fui à loja. Como eu esperava, com as poucas informações que tinha, não podiam ajudar. Para determinado tipo de situação, tinha que ser o senhorio ou o próprio electricista. Para outras, podia ser eu, mas não era assim tão rápido. Às tantas, liguei para o electricista, e passei o telemóvel à funcionária, para ele explicar o que pretendia.

A funcionária, depois de desligar, esteve a pesquisar. Ele dizia que havia uma ordem de serviço. Ela dizia que não havia nenhuma. Acabou por me dizer para esperar que a EDP me contactasse, e não ligasse ao que os outros diziam.

Mais tarde, aqui perto do meu trabalho, lá veio o electricista ter comigo novamente, para saber se já tinha novidades. Disse-lhe que tinha que esperar, que foi o que disseram na loja.

 

 

Esta semana voltei à loja. Não se lembravam já do assunto, e voltaram a não saber responder, e que se o electricista ou o senhorio tivessem dúvidas, para irem lá eles.

Voltei a ligar para a EDP Distribuição. O meu pedido telefónico estava na mesma, mas iam colocar uma nota, porque já tinha passado muito tempo.

E explicou-me então que, o que eu pedi, é apenas para tirar o contador que está em casa, e colocá-lo na rua. Nada mais.

Para ter um contador novo, só esperando por uma carta da EDP, a avisar que a própria vai fazer a substituição (e naquele local não é o caso ainda), ou posso pedir à EDP comercial um contador novo, e depois alguém irá entrar em contacto, se der para fazê-lo.

De qualquer forma, como já tenho um pedido feito, pode ser que, quando lá forem, entendam colocar o novo, e para aguardar.

Os casos do meu senhorio e do inquilino foram mais rápidos, mas por outras situações que naa têm a ver com o meu caso.

Quanto às multas, só se o selo do contador foi quebrado sem autorização, já que é algo que só a EDP pode fazer ou, fazendo-o o electricista, ele tem que emitir uma declaração, para eu apresentar. Pediu-me para ver o contador e, se achar que algo não está bem, ligar para lá e enviam um técnico.

 

 

Já podem perceber a confusão, stress e perda de tempo que esta informação mal dada gerou. Não teria sido mais simples se tivesse explicado ao certo o que era para pedir? 

 

 

E a história da alteração da morada é outra que ainda vai gerar confusão. Um dia, cheguei a casa e deparei-me com um número de polícia no muro. Ninguém me avisou nem disse nada sobre o assunto. Deduzo que, daqui em diante, terei que alterar a morada, para aquela que suponho ser a nova. 

Mas, como ninguém ainda me disse nada, até estou com receio de o fazer, e não receber a correspondência. 

 

 

Parece que, por vezes, as pessoas falam demais sobre aquilo que não interessa, e têm medo de explicar o que realmente é importante, economizando nas palavras, e gerando dúvidas que não ajudam ninguém.

 

Quando as obras provocam o caos até para quem anda a pé

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Aqui na zona onde moro estão a construir um novo hospital.

Essa construção fica ao lado da estrada que dá acesso a todas as escolas. 

Nos últimos tempos, por conta das obras, destruíram um dos passeios dessa estrada. No outro, mesmo encostado ao local da obra, andam escavadoras, e parte do passeio também destruído, o que nos obriga a ir pela estrada.

Por outro lado, todas essas máquinas acabam por condicionar o trânsito que, numa situação normal, já não é fácil.

Todos os dias têm que passar ali vários estudantes, sem qualquer segurança ou condições, sujeitos a ser apanhados por algumas das escavadoras ou, fugindo delas, pelos veículos que por ali circulem.

 

 

Como se não bastasse, destruíram também o estacionamento, ao final da estrada, e estão a fazer escavações de um lado e outro, provocando constrangimentos.

Além dessa obra, estão também a fazer outra, numa outra rua.

 

 

Por conta de tudo isto, tinham primeiro cortado um acesso. Há dois dias, deparámo-nos com uma das ruas cortadas ao trânsito. 

Então, o que acontece é que na rua paralela, está o trânsito proibido para quem sobe, sendo que era por esse acesso, ou por essa rua, que circulavam. Como todos estão agora interditos, e não há qualquer informação sobre desvios ou alternativas, os condutores não fazem a mínima ideia do que fazer, ou por onde seguir.

Ontem, vi um a ir em sentido contrário, sujeito a vir outro de frente. Hoje, deparei-me com um congestionamento de veículos num espaço de 50 metros, que não resultaram em choque por mero acaso.

 

 

A continuar assim, boa coisa não irá resultar. Só espero que, no meio de toda esta confusão, ninguém saia ferido, nem prejudicado, por culpa de quem não pensa, e não tem o mínino de bom senso para levar a cabo este tipo de trabalhos ao acaso.

 

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