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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Morar com os senhorios por perto

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Seja por baixo, em cima ou ao lado, morar numa casa arrendada com os senhorios por perto nunca dá bom resultado!

Pelo menos quando eles querem implicar.

 

 

No outro dia estávamos a tentar consertar a porta da dispensa, que se estava a soltar toda, pregando a folha à madeira. Deu para desenrascar.

Já com a porta da entrada, não me atrevo a mexer. Várias vezes avisei o senhorio que a porta, e a própria fechadura, não estavam boas, e que era melhor chamar o carpinteiro.

O senhorio ia lá, dava uns retoques, um spray e ficava utilizável. Pediu-me para avisar se voltasse ao mesmo.

 

 

Agora está pior. Para a fechar é preciso bater com ela com força, e como os vidros perderam a massa, a qualquer momento podem saltar.

Falei com o senhorio novamente. Ficou então de ir lá ver e, se fosse o caso, chamar um carpinteiro.

Nisto, vem a mulher lá de dentro de casa, perguntar o que se passava. O marido explicou.

Ela ficou muito admirada, como se não fosse normal uma porta se estragar, danificar, ficar velha e precisar de arranjo. Talvez pense que as coisas duram para sempre, como novas!

Mas se o espanto dela me deixou boquiaberta, ainda mais estupefacta fiquei quando se sai com esta:

 

"Ah, então era por isso que estavam aí a martelar no outro dia?

Até estive para dizer ao meu marido para ir lá baixo ver o que é que estavam a fazer!"

 

Desculpe?!

Ao que parece, não se pode fazer nada na minha casa (enquanto pagar renda é minha) sem que ela queira meter o bedelho e aprovar ou reclamar daquilo que fazemos.

 

 

O marido é um homem impecável, apesar de não estar com muita vontade de gastar dinheiro, mas não se mete naquilo que fazemos. Já a mulher, cruzes, até para pôr um prego na parede tenho que pedir autorização daqui a pouco.

Deve pensar que tem ali uma grande casa!

Se se preocupasse menos com o que andamos a fazer, e se preocupasse mais com o poço de humidade que é a casa, com as rachas nas paredes onde se infiltra a água, com o salitre das paredes, que se desfazem ao mínimo toque, ganhávamos todos mais!

 

 

Como perder totalmente o interesse num programa

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Fui uma fiel seguidora, nos últimos anos, do programa The Voice Portugal.

Conseguiu manter-me ligada a ele a cada domingo à noite, mesmo quando no dia seguinte acordava cheia de sono para ir trabalhar.

Nenhum outro programa me tinha feito mudar de canal e trocar. Até este ano...

 

 

Sim, este ano, ainda comecei a vê-lo, apenas para constatar que o programa (tal como provavelmente a maioria deles) está viciado, esgotado, sem nada de novo: as mesmas injustiças, os mesmos discursos, as mesmas desculpas esfarradas, os mesmos interesses, e um objectivo que é tudo menos aquele que apregoa.

Aos poucos, comecei a optar por assistir ao Casados à Primeira Vista, e gravar o The Voice para ver mais tarde. Mas nem me dou a esse trabalho. O pouco que vou vendo e lendo, permite-se ficar por dentro do que se passa, e acentuar mais a pouca vontade em perder tempo a segui-lo.

 

 

Mudem os apresentadores, mudem os mentores, mudem a dinâmica, sejam genuínos e espontâneos, e talvez voltem a conquistar audiências.

Aliás, acho que qualquer programa do género (incluindo o Casados à Primeira Vista, que já soa mais a encenação) teriam a receita de sucesso na novidade, aliada à espontaneidade. Porque é isso que mais agrada ao público.

Até lá, será sempre a diminuir, até acabarem de vez com o programa. 

Sobre o fim da mudança da hora

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Muito se tem falado, nos últimos dias, sobre o fim da mudança da hora na União Europeia.

Pessoalmente, não me afecta em nada a mudança biananual, de que me lembro desde sempre.

É certo que, quando passamos para o horário de inverno, custa um pouco aquele anoitecer precoce. Mas no verão, sabe bem estar na praia até tarde, e ainda usufruir do final do dia. Sabe bem quando a hora muda e temos mais uma horinha para dormir. Para quem trabalha, é óptimo o turno acabar uma hora mais cedo naquela noite.

Mas isto é apenas uma opinião e gosto pessoal. Cada um tem a sua e, já sabemos, é impossível agradar a gregos e a troianos, como se costuma dizer.

 

 

Este ano, a Comissão Europeia lembrou-se, no meio dos seus tempos mortos, de que queria saber a opinião dos europeus acerca da sua concordância, ou não, com a existência de um horário de verão e um horário de inverno, e sobre uma possível alteração.

Depois de apuradas as respostas abrir-se-iam duas alternativas: ou se manteria o horário de verão, ou se daria aos países a hipótese de escolher o próprio horário.

 

Entre os argumentos analisados pela Comissão Europeia, para pôr um ponto final na mudança da hora, está o facto desta mudança ter efeitos negativos para a saúde. 

Pergunto eu: e não havendo mudança, não haverá também efeitos negativos na saúde? Fica a questão...

 

 

Voltando à consulta pública, poderia ser uma consulta séria, rigorosa e bem organizada, mas a Comissão Europeia decidiu brincar aos inquéritos, como fazem os estudantes nos seus tempos de escola, e pegar apenas numa pequena amostra de população europeia, com determinados requisitos obrigatórios, para efectuar o seu estudo, e que serviria para representar a opinião de todos os europeus.

 

 

Assim, foi feita uma consulta pública online, que esteve em aberto até 16 de agosto passado, e na qual participaram apenas 4,6 milhões de europeus.

 

Para quem não sabe, a União Europeia tem cerca de 508 milhões de habitantes, tendo a terceira maior população do mundo.

Destes 508 milhões, apenas 4,6 milhões responderam, sendo que cerca de 3 milhões de participantes eram alemães. E, dessas 4,6 milhões de respostas, apuraram que 84% delas concordavam com o fim da mudança da hora. 

 

No entanto, a Comissão Europeia fez, dessa maioria de respostas a favor do fim da mudança da hora, de uma minoria de europeus que se manifestaram, a maioria que conta como opinião da maioria dos 508 milhões de habitantes e, assim, decidiu avançar com a proposta para acabar de vez com esta mudança.

 

 

Na minha opinião, quem for analisar esta proposta deve ter em conta que este estudo/ inquérito não pode ser considerado válido, porque não representa, de todo, a opinião de todos os europeus. Antes, pelo contrário, apenas daqueles que tiveram conhecimento, vontade, tempo e meios para participar.

 

 

Em segundo lugar, embora todos os países estejam ligados pelo facto de pertencerem à União Europeia e, como tal, terem que seguir um conjunto de normas e directivas comuns, bem como haver necessidades, a nível económico e financeiro, que justifiquem a uniformização do horário, a minha opinião vai muito ao encontro das palavras de Manuel Carvalho da Silva, coordenador do Centro para os Estudos Sociais da Universidade de Coimbra "Do ponto de vista do interesse das pessoas, e para proteção da sua saúde e manutenção de hábitos e aspetos culturais, é muito mais lógico que cada país tenha uma hora mais próxima da realidade do fuso horário em que está inserido"

 

Os argumentos apresentados para apoio ao fim da mudança da hora são tão fracos que, tenho a certeza, são facilmente rebatidos com outros de sentido contrário, como a questão da saúde, da poupança da energia e por aí fora. São as chamadas "desculpas esfarrapadas" para justificar interesses que nada têm a ver com o bem estar dos europeus.

 

 

Mais uma vez, no meu caso concreto, estou tão habituada a esta mudança que a encaro com naturalidade e não me afecta por aí além. Não vejo qualquer vantagem no fim dessa mudança, pelo contrário.

Aliás, se a decisão de acabar com o fim da mudança da hora avançar, das duas, uma: ou vai ser ainda mais complicado para nós, habituar-mo-nos ao novo horário tendo em conta os nossos hábitos escolares, laborais e pessoais, com as óbvias consequências na nossa saúde, bem estar, e até produtividade (ninguém estará no seu máximo a trabalhar ou estudar boa parte do tempo ainda de noite), ou terão que ser implementados novos hábitos para os cidadãos, que se adaptem à nova realidade (começar as aulas ou o trabalho mais tarde, e sair mais tarde, sem poder aproveitar a luz solar para outras actividades, por exemplo), e que implicarão um longo processo de habituação, que nada de positivo trará a curto prazo.

 

Por isso, se, depois de consultada a opinião de todos (e por todos entende-se os 508 milhões de europeus), a maioria preferir o fim da mudança da hora é, em seguida, necessário, um estudo aprofundado e devidamente fundamentado, de todas as implicações positivas e negativas, e do real impacto que tal provocará em cada um dos países em particular.

 

Porque, se há países que preferem manter o horário de inverno, outros haverá que preferem ficar permanentemente com o horário de verão.

 

E porque o facto de pertencermos todos a um mesmo grupo, não significa que não possamos ter a nossa própria identidade e características próprias.

 

A Rapariga no Gelo, de Robert Bryndza

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Foi a minha última leitura de 2017, e conseguiu surpreender-me!

Quando li um excerto, oferecido pela Wook, há uns meses atrás, fiquei com a sensação que não iria gostar muito, por ser mais do mesmo. Ainda assim, mesmo sem o interesse inicial, deixei-o ficar na lista de livros a adquirir.

Lista essa que facultei ao meu marido, para o caso de ele me querer oferecer algum livro. Havia uns que eu preferia mais, mas ele acabou por comprar este. E acertou!

 

O que mais destaco neste livro, é a forma como ele retrata o poder dos mais ricos, das pessoas mais influentes, de um nome, do dinheiro. E como esse poder pode controlar tudo e todos à sua volta, de acordo com os seus interesses, pisando, destruindo e eliminando quem se colocar no seu caminho.

Por vezes, a fome de poder é tão grande, e o receio de um escândalo tão temido, que se cometem os actos mais impensáveis, considerando-os meros "danos colaterais".

 

Andrea é filha de um dos homens mais poderosos e respeitados na região, oriunda de uma família rica que lhe permite ter tudo o que quer. Um dia, Andrea aparece morta, num local que não seria de esperar que frequentasse, dando início a uma investigação para a qual foi chamada a liderar a inspectora Erika Foster.

Quem não fica satisfeito com essa escolha é Sparks, que fará de tudo para voltar ao comando, descredibilizando qualquer teoria ou linha de investigação que Erika apresente. Erika também não dificulta essa tarefa, agindo muitas vezes por impulso, colocando em risco a sua carreira, que já se encontrava por um fio.

Ainda assim, ela acredita que está no caminho certo, e terá o apoio de Moss, Peterson e Isaac, ainda que o seu superior, Marsh, a tenha suspendido e afastado do caso, e pareça temer represálias vindas do pai de Andrea.

De facto, até na polícia e na justiça o poder exerce a sua influência, levando muitas vezes a corrupção, a injustiças, ao encobrimento da verdade, por "uma boa causa", para ninguém sair prejudicado, e continuar na sua vidinha, sem se chatear.

 

Andrea estava noiva de Giles, e parecia a mulher perfeita, mas vamos percebendo que não era bem assim. E se David, o seu irmão, parece defendê-la das críticas, já Linda, a irmã, parece não querer poupar Andrea, pouco se importando se ela está morta e não se pode defender.

E, por aqui, percebemos que esta é uma família que vive de aparências, não se conhecendo minimamente uns aos outros, nem se preocupando verdadeiramente uns com os outros, mas apenas consigo mesmos.

É acusado um homem pelo seu assassinato, mas depressa se percebe que era apenas um bode expiatório que a polícia precisava, para mostrar serviço. Com essa teoria caída por terra, e com a possibilidade de outros casos antigos estarem interligados com a morte de Andrea, Erika vai em frente, e leva para a esquadra vários suspeitos para interrogatório, tentando a sua sorte.

Mas o verdadeiro assassino, que a tem seguido de perto, e até já a tentou matar na sua própria casa, está uns passos à sua frente e, quando ela percebe quem é, poderá ser tarde demais, e não conseguir escapar, também ela, com vida, desta vez, tornando-se mais uma das "Raparigas no Gelo".

 

A primeira etapa dos Tira Teimas

Foto de The Voice Portugal.

 

Serviu para tirar as teimas de que nem sempre passam os melhores, e que há muita coisa por detrás daquilo que querem passar cá para fora, incluindo interesses que vão além do propósito do programa, e outros que, satisfazendo as prioridades a nível de audiências, acabam por deixar para segundo plano o objectivo principal que devia ser tido em conta.

 

Equipa da Aurea

Foto de The Voice Portugal.

O Pedro provou que é no fado que se sente melhor e consegue dar o máximo. Seria o concorrente que eu escolheria, a par com a Ana Paula. Confesso que são dois estilos que não me agradam, sobretudo o lírico, tenho dificuldade em suportar. Mas foram os melhores concorrentes desta equipa neste Tira Teimas.

A Catalina cantou bem, mas posso ouvir outras concorrentes a cantar o mesmo, sem distinguir.

A Diana Lucas não esteve, de todo, no seu melhor. Mas já sabíamos que a Aurea não ia deixar a sua amiga para trás na competição. Má escolha da mentora.  

Ana Paula 

Diana Lucas 

 

 

Equipa do Mickael

Foto de The Voice Portugal.

O que é que se passou com estes rapazes?

O Simão que, claramente, eu não teria passado para esta fase, conseguiu ser o melhor dos 4! 

Já o Tiago e o Fábio, marcaram pela negativa. Ou a escolha não foi a mais acertada, ou não souberam dar tudo o que as músicas pediam.

A Jessica, que eu nunca teria trazido para os Tira Teimas, surpreendeu pela positiva e seria ela, a par com o Simão, que eu passaria para as galas.

Simão 

Fábio 

 

 

Equipa do Anselmo

Foto de The Voice Portugal.

O José era "o elo mais fraco", pelo que estava, à partida, condenado. A Vanessa é vista como uma diva, mas não me convence.

A Marta está a mostrar que deve apostar numa carreira a solo, e esquecer o trio, porque foi uma das melhores do grupo, a par com a Beatriz. Mais uma vez, fado não é um estilo que eu aprecie, e talvez ela não se adapte a outros estilos, mas se não é isso que se pede, tal como a Marisa referiu em relação a outro concorrente, então seria justo ela passar.

Marta 

Vanessa 

 

 

Equipa da Marisa

Foto de The Voice Portugal.

Nesta equipa, os dois concorrentes que eu escolheriam seriam a Inês e o Tomás. A Cristiana não me convenceu, Já o Tiago, parece estar a "ser levado ao colo". Parece haver uma "ordem" para mantê-lo no programa, pelo bem das audiências e dos corações apaixonados que se derretem a ouvi-lo cantar. O discurso da Marisa, seria esplêndido noutro contexto. Aqui, pareceu um pouco ridículo. E nem é por eu ter alguma coisa contra o Tiago. Achei a prova dele fantástica, e voltou a encantar neste Tira Teimas. Mas viu-se pelos ensaios que nem neste estilo, ele consegue sempre estar no ponto. Tanto que teve de mudar o tema.

Tomás 

Tiago 

 

Ou seja, de acordo com as minhas preferências apenas passou, de forma justa, um concorrente de cada equipa!

Esperemos pelo próximo Tira Teimas!

 

 

Imagens The Voice Portugal 

 

 

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