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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A todos os condutores que andam por aí...

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C1 - Sentido proibido

Indicação da proibição de transitar no sentido para o qual o sinal está orientado.

 

 

... e que já não se lembram do que significa este sinal, recomendo um refresh, para voltar à memória as regras de trânsito que aprenderam, e que tiveram que saber para poder andar por aí a conduzir.

Relembrem que este sinal indica "sentido proibido", e isso significa que não podem circular nesse sentido. Não é um convite a fazer precisamente o contrário!

 

Mas, se o problema é apenas falta de visão, as ópticas costumam ter uns descontos baratos em lentes e armação. Até ali nos hipermercados ou no chinês se arranjam uns óculos baratuchos para ajudar a ver melhor.

 

Eu sei que, por vezes, a vida não lhes é facilitada, e dá muito mais jeito quebrar as regras, do que dar cinquenta mil voltas por outros caminhos, quando têm aquele mesmo ali à mão. Sim, porque quem o faz conhece bem a zona. Não é alguém perdido que não sabe como sair dali. Mas quem paga são os peões, que vão na rua descansados porque não vem nenhum carro de frente, e depois surge-lhes um maluco por trás, a alta velocidade, a arriscar provocar um acidente desnecessário.

 

 

Porque raios será o proibido tão apetecido?

Já na praia, é a mesma coisa. Os veraneantes podem ver a bandeira vermelha, e saberem que não podem ir a banhos, mas é vê-los todos contentes a arriscar, e a mostrarem-se os maiores!

 

E zonas de acesso restrito ou proibido devido a perigo? É o mesmo que dizer: venham cá que não acontece nada, e o sinal está só aí a enfeitar, à falta de outro sítio onde o colocar.

 

Por isso, a todos os condutores e outros desvairados que andam por aí, se se querem matar, matem-se. Mas deixem os outros viver, que não têm que pagar pela vossa irresponsabilidade. 

 

Números preocupantes e assustadores

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68845 acidentes rodoviários

 

20447 feridos ligeiros

 

1212 feridos graves

 

277 mortos

 

Entre 1 de janeiro e 31 de julho.

 

Será mesmo seguro andar na estrada?

Será que, apesar de todas as campanhas, medidas e operações policiais, a irresponsabilidade prevalece sobre o bom senso?

Quando o entusiasmo inicial se transforma em dúvida

 

Sabem aquela sensação que muitas vezes experimentamos, depois do entusiasmo inicial, quando voltamos a pousar os pés na Terra? É assim que eu me sinto!

Mas, vamos lá começar do início, senão ainda começam a pensar, tal como o meu pai teve a gentileza de me perguntar, que eu não estou bem psicologicamente!

Tudo começou no dia da Corrida da Criança. Andávamos à procura da tenda das pinturas faciais e encontrámos, por mero acaso, uma tenda de uma agência de modelos. Pensei que a ideia era maquilhar as crianças ali mesmo e simular uma sessão fotográfica, só para se divertirem, mas não. Além de uma fotografia, o que faziam era ficar com os contactos de quem estivesse interessado, para depois chamarem para um casting na agência. 

Eu ainda disse "ah, não vale a pena", mas o meu marido incentivou e a minha filha também quis, por isso, vamos lá. Foi, então, chamada para o casting, em Lisboa.

A agência é a Space Milan Models. Não conhecia, nunca tinha ouvido falar, mas fui ver o site oficial e a página do facebook, e pareceu-me credível. Tanto pelos trabalhos que lá apresentam, como pelos agenciados e formadores conhecidos (Cláudio Ramos, Pedro Crispim, FF, Raquel Prates e muitos outros), e pelos parceiros que têm. 

Consegui combinar o casting para um dia em que o meu marido podia ir connosco e lá fomos. Para a Inês, seria uma experiência, e ficasse por ali, tudo bem. Não ia com expectativas, mas já tinha ouvido dizer que algumas pessoas foram chamadas para lhes apresentarem formações caríssimas.

O meu pai, logo aí, alertou-me para o facto de irmos expôr a Inês, de irmos dar os dados dela a pessoas que não conhecemos de lado nenhum, que podia ser tudo um esquema. Eu também tenho algum receio mas, como disse, não é assim uma empresa tão desconhecida e pareceu-me que é profissional.

No dia do casting, a directora de casting, Celina Machado, pareceu-me uma senhora excepcional, até mesmo na forma como conversou com a Inês e a pôs à vontade, à forma como nos explicou tudo, como lhe explicou como as coisas funcionavam. Como não ignorou os pontos mais fracos mas elogiou aquilo que ela tinha de melhor, e como se poderia contornar ou solucionar o restante. 

Ninguém fez promessas. A minha filha passou no casting e ficou agenciada. Mas isso acontece, provavelmente, a quase todas as crianças. E lá veio, então, a proposta de formação, pela quantia de 700 euros, que ficou imediatamente de parte.

A outra proposta era fazer um book, que consiste em duas sessões - uma teórica e a sessão fotográfica propriamente dita - por 200 euros, e que já é algo que se poderá mostrar a possíveis clientes, que poderão ser de várias áreas, desde catálogos de roupa, publicidade, televisão, teatro, etc.

Naquele momento, tendo em conta o feedback positivo em relação ao potencial da minha filha, achei que valia a pena o esforço, e paguei então o book.

No entanto, mal saí porta fora, fiquei com aquela sensação "já me enrolaram em grande estilo!". Sim, não houve promessas. Mas até que ponto, aquilo que foi dito à minha filha, não o é também às outras crianças e pais, só para que nos sintamos tentados a investir? 

Quantos daqueles pais que lá estavam naquele dia pagaram por alguma destas propostas? Tenho quase a certeza que, para muitos, tudo ficou por ali. Mas poderá ter havido quem, como eu, tenha investido na formação ou no book.

Mas, enfim, nem tudo é mau. Mesmo que o book não venha a servir para nada, vai ser uma recordação para a Inês, ter ali umas fotografias suas tiradas por profissionais. Isto, porque quero acreditar que, de facto, é uma agência séria e credível.

Acontece que, por azar, nos dois dias que temos que lá voltar, o meu marido está a trabalhar e não tem forma alguma de ir connosco, o que significa ter que ir eu com a minha filha sozinhas para Lisboa, e não me agrada nada.

E não ajuda o meu pai estar a converter-me numa mãe irresponsável que não se encontra no seu perfeito juízo, ao ponto de me perguntar se eu me sinto psicologicamente bem para concordar com esse absurdo! Ir com uma criança de 11 anos para Lisboa, para lhe tirarem fotografias, com tudo o que se houve sobre redes de pedofilia e tráfico de crianças.

Obrigadinha! Eu sei de tudo isso. Mas quero acreditar que não é esse o caso. E quem me dera que fosse tudo feito aqui em Mafra mas, infelizmente, estas agências estão todas nas cidades. E até queria que ele fosse acompanhar-nos, mas nem cheguei a pedir porque em conversa com a neta ele disse logo que não ia. 

Também sei que ela só tem 11 anos, mas vemos crianças ainda mais novas nas revistas e na televisão. E sei que ela tem que estudar, mas se (e isto é mesmo o se, porque ninguém disse que ia ser chamada para fazer alguma coisa) ela eventualmente for chamada para algum trabalho, sou eu que decido se ela fará ou não. E se ganhar algum dinheirito, pode juntar às poupanças dela, ou para alguma coisa que ela venha a precisar.

Por isso, estou aqui sem saber se devo dar ouvidos a quem me incentiva a ir, ou a quem considera tudo isto um risco desnecessário. Como se não bastassem já os meus receios e dúvidas.

Alguém por aí conhece a agência ou sabe minimamente como estas coisas funcionam, que me ajude a dissipar todas estas incertezas que pairam por aqui?

Ou deve ser urgentemente decretado o meu internamento compulsivo?

 

A total desorganização nas actividades escolares

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Fui avisada dois dias antes, pela minha filha, que o professor de educação física (não querendo obrigar ninguém, mas já obrigando) os tinha convidado a participar no Dia do Atletismo, com a realização de diversas provas no Parque Desportivo Municipal.

Ontem levou o papel de justificação de faltas às aulas devido à participação nas actividades desportivas, para eu assinar, onde apenas mencionava que todos os alunos deveriam estar junto ao ginásio às 08.30h (o que nos obrigou a levantar de madrugada), e que deveriam ir devidamente equipados e fornecidos de água, lanche da manhã e da tarde, já que algumas actividades seriam realizadas no período da manhã, e outras no período da tarde. E que seriam acompanhados pelos professores da disciplina. Mais nada.

Hoje, à hora da saída, o portão de acesso directo do Parque para a escola, estava encerrado, e não se encontrava nenhum funcionário para abrir. Só haviam três opções: ou aguardavam por tempo indefinido que alguém lhes abrisse o portão, ou saltavam a cerca, ou saíam pela entrada principal do Parque, o que implicava uma volta de quase vinte minutos a mais, em plena estrada principal.

Foi o que fez a minha filha. O professor ainda tinha ficado a coordenar actividades. Ninguém à saída do Parque lhe perguntou nada ou pôs qualquer objecção. Estava entregue a si mesma, se eu não a fosse buscar. Uma das colegas, que optou por saltar a cerca, acabou por magoar o joelho. Quem é que se responsabiliza?

Depois, ninguém sabia a que horas recomeçavam as actividades. Liguei para a escola, só me disseram que já estavam funcionários no portão e que podiam entrar pela escola para ir ao recinto. E a minha filha, inscrita nas actividades da tarde, não sabia se ia ou não para lá, porque uma das colegas não queria participar, e sem ela, as restantes não faziam a prova. 

Acabou por almoçar a correr, foi para o portão, esperou e nenhuma colega apareceu. Nem o professor. Acabou por saber que, como a outra colega se tinha magoado, não iriam fazer a prova. Como tal, teriam aulas normais.

Resultado: teve que voltar a casa para ir buscar a mochila e, mais uma vez, ir para a escola. Ora, isto conseguiu-se porque, felizmente, até moramos relativamente perto, os avós ajudaram, e teve um autocarro que, por acaso, passou à hora certa pela escola, e passa perto da nossa casa retornando, no seu trajecto, à escola.

Mas se assim não fosse, como é que ela fazia? É inadmissível esta total falta de organização deste tipo de actividades escolares. Custava muito estabelecer os horários, os locais de encontro na entrada e na saída, e definir quem ia ou não participar, sem estas constantes dúvidas? Sem que alunos, e pais, andassem por ali à toa?

Se não têm capacidades para organizar seja o que for, mais vale estarem quietos!

Sobre a irresponsabilidade...

 

Por vezes, apetecia-me ser irresponsável!

 

É tão fácil sermos irresponsáveis quando temos alguém sempre disponível para fazer as coisas bem por nós.

Quando temos alguém que nos passa sempre a mão na cabeça e desvaloriza os nossos erros desculpabilizando, perante todos, as nossas acções.

Quando temos sempre alguém disposto a nos tirar das alhadas e sarilhos em que nos metemos.

Quando temos alguém sempre pronto a, com muitos sacrifícios, remediar os nossos erros.

 

Por vezes, apetecia-me ser irresponsável! Nem que fosse por um dia, uma hora, um minuto...Mas não consigo.

Porque, por vezes, por esse momento de irresponsabilidade, poderemos vir a pagar caro o resto da nossa vida! 

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