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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Um sucessor à altura para José Castelo Branco?!

Imagem www.tvi.iol.pt

 

 

Juro-vos que, quando vi a fotografia pela primeira vez, pensei que fosse uma mulher!

Só depois, ao ler a legenda, percebi que era Carlos Costa, ex concorrente do Ídolos, e cantor. E a primeira coisa que me veio à cabeça quando o vi foi "temos outro Castelo Branco?".

Entrar para um programa destes de coroa na cabeça, com um traje que mais parece feito para um baile de gala?

Será que ele se auto proclamou "Rainha da Quinta", anda antes de entrar, e de ser escolhido o vencedor?!

Atrevo-me a dizer que este Carlos Costa, no que toca ao estilo, se está a mostrar um futuro sucessor à altura para José Castelo Branco! 

 

Carlos Santos, cantor. Evento: Gala 1 de A Quinta, reality show da TVI, Venda do Pinheiro, 3.10.2015

Imagem StarsOnline

 

Conchita Wurst e o Eurofestival da canção

 

 

Há pessoas que nascem mulheres e querem ser homens. Não tenho nada contra.

Também há quem nasça homem e queira ser mulher. Mais uma vez, não tenho nada a apontar.

Se a tecnologia o permite, as pessoas devem fazer aquilo com que se sentem bem.

E depois há estas personagens, como Thomas Neuwirth, actualmente Conchita Wurst, ou como José Castelo Branco, também conhecido nos seus tempos de drag queen como Tatiana Romanova, que não consigo entender a que espécie pertencem, ou em que sexo se pretendem enquadrar.Homem? Mulher? Um terceiro, talvez?! Não é que seja contra. Mas não compreendo.

É que se Thomas Neuwirth não se sente bem como homem, acho bem que se torne mulher. Mas em todos os sentidos. Assim está a meio caminho entre uma coisa e outra. Tal como José Castelo Branco. Uma mulher que se quer sentir verdadeiramente mulher, não deixa crescer a barba para se parecer com aquilo que nunca quis ser.

Mas é óbvio que a diferença, a extravagância e a irreverência geram polémica, e a polémica gera fama!

Nunca se falou tanto de Thomas como agora nestes últimos tempos, na pele de Conchita. E se me perguntarem se foi por isso que se sagrou vencedor(a) deste Eurofestival da Canção, atrevo-me a dizer que sim.

A música não é má, a voz também não. E tendo em conta as restantes canções adversárias, esta estava entre as minhas seis escolhidas. Mas, para mim, havia músicas mais bonitas! 

No entanto, todos sabemos que o festival da canção não avalia propriamente as músicas que se candidatam. Existem muitos outros factores e critérios que não vale a pena estar a nomear, que influenciam ou determinam a canção e o respectivo país vencedor.

Para aqueles que se candidatam, não existem receitas milagrosas. É mais um jogo de apostas. Há quem aposte em temas fortes como a paz, liberdade, planeta e outros, há quem aposte em ritmos alegres, há quem insista nas melodias calmas, há quem invista em coreografias e vestuário arrojados, e há quem invista na extravagância e irreverência.

Depois, é ver para que lado pendem os gostos naquele ano, e as respectivas votações.

Este ano, venceu a mulher barbuda mais famosa da Áustria! Para o ano, logo veremos...

Sobre José Castelo Branco...

...como a televisão insiste em alimentar as suas excentricidades...

...e como nós, portugueses, as consumimos!

 

 

O que têm, em comum, os concursos Quinta das Celebridades, Circo das Celebridades, Primeira Companhia, Perdidos na Tribo e Splash! Celebridades? José Castelo Branco participou em todos estes programas. E em todos eles foi, por certo, motivo suficiente para aumentar as audiências!

Afinal, os portugueses querem ver como ele se vai sair, que figura vai fazer, qual será a sua próxima excentricidade. Assim, que mais pode a televisão portuguesa fazer, a não ser dar aos seus espectadores aquilo que eles querem ver? Aquilo que os diverte? Aquilo que os faz rir? Ou mesmo aquilo que os faz criticar? Todas essas emoções são sinal de que, gostando ou não, todos vêem (ou quase todos), embora por diferentes motivos.

Eu própria vejo o Splash. Não necessariamente pelo José Castelo Branco. E é por ver o programa que me apercebo de como a SIC insiste em dar mais tempo de antena a esta "personagem". Apercebo-me que, se por um lado, o José Castelo Branco parece vibrar com o protagonismo que lhe é concedido, a SIC parece fazer dele o "bobo da corte" de serviço.

O papel dele deveria ser o de concorrente. Foi para isso que lá foi, tal como todos os outros. Entre esses outros temos, por exemplo, João Ricardo, que muito nos fez rir no Vale Tudo. Temos a Cristina Areia, que é actriz. Temos a Sónia Brazão que, além de actriz, também canta. Temos manequins, atletas, pugilistas, personal trainers, etc. Foi dado, a algum deles, um destaque especial? Não!

Mas José Castelo Branco é José Castelo Branco!

Não concordo, de todo, com o protagonismo e crédito que é dado a esta figura, seja em que programa for. Mas o que é certo é que ele está disponível, o povo português "consome" e a televisão retira os seus lucros. Será assim enquanto nós contribuirmos para tal. 

E quem melhor que ele para participar numa apresentação de natação sincronizada?! Quem melhor que ele para cantar os Óculos de Sol  d'As Doce?! Quem melhor que ele para fazer birra depois de ser eliminado, e voltar na semana seguinte, para desfilar de noiva?!

Quem melhor que ele para nos brindar, a cada momento, com os seus fatos de banho exclusivos, plumas e saltos altos?!

Quem melhor que ele para se superar, e nos surpreender com as suas performances, quando pensávamos que isso já não era possível?!

Só mesmo aquela "andorinha"!

Posto isto, pergunto:

Poderia o Splash ser o mesmo sem as excentricidades de José Castelo Branco?

Poder até podia... Mas não era a mesma coisa!

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