Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Geração ON - uma forma diferente de ocupar as férias de verão

Resultado de imagem para geração on mafra 2019

 

Chegam as férias de verão, e os jovens querem é aproveitar as férias ao máximo, dormir, ver aqueles filmes e séries que estão em lista de espera, estar com os amigos, e por aí fora.

Há os que querem ir à praia com os amigos, ir até uma esplanada, mas também os que ficam em casa o dia todo.

Os que não têm com que se ocupar, que estão dependentes das férias dos pais para sair, os que passam os dias divididos entre o pc, o telemóvel e as consolas.

Isto até pode parecer divertido nos primeiros tempos após o final das aulas mas, depois, acaba por se tornar aborrecido. 

 

 

A Câmara Municipal de Mafra (ao que parece algumas câmaras têm projectos idênticos) propõe aos jovens do concelho uma experiência diferente, para ocupação do tempo livre nas férias de verão que proporciona, simultaneamente, um primeiro contacto com o contexto laboral e um rendimento extra que vem sempre a calhar.

 

 

Todos aqueles que tenham entre 16 e 25 anos, o 9.º ano de escolaridade (ou frequência do mesmo no ano letivo 2015/2016) e residência no concelho de Mafra, podem inscrever-se e fazer parte da Geração ON. 

O programa decorre entre 1 de julho e 15 de setembro, através da realização de diversas atividades e tarefas, nos serviços ou projetos municipais e outras entidades de acolhimento, desenvolvendo ou explorando as suas competências.

Existem vários turnos, delineados de acordo com as especificidades das entidades e serviços de acolhimento, sendo que alguns decorrem em simultâneo.

Por cada hora de trabalho, a Câmara Municipal de Mafra paga 2 euros.

 

 

Os serviços vão desde os mais simples para os mais jovens, a outros mais exigentes, para os mais velhos e aqueles que estão a tirar licenciaturas, contando, este ano, para além do habitual, com a Geração ON Eventos, e a Geração ON Natura (que incluem os Centros Azuis, em praias do concelho).

 

 

Este projecto não é novo.

No meu tempo, já existia, com a denominação de "Jovens em Acção".

Na altura, participei um mês na secção de Contencioso, outro na de Contabilidade, e um terceiro na de Recursos Humanos, da CMM. 

O trabalho consistia, basicamente, em arquivar documentos, tirar cópias, fazer recados, sendo que volta e meia lá explicavam um pouco do que se fazia em cada secção.

Depois, fiz dois turnos na Biblioteca de Mafra, onde gostei mais de estar: atendia os clientes que iam requisitar ou devolver livros, arrumava a secção de livros infantis, entre outras coisas.

E ia começar no Museu Municipal, quando fui chamada para o meu actual trabalho.

 

 

Trabalhava 3 horas (penso eu), de manhã, ainda ficava com as tardes livres, e recebia algum dinheiro ao final do mês.

Um tempo depois, enviaram-me o certificado de participação, que ainda hoje guardo.

É algo que recomendo e sobre o qual já falei com a minha filha, para ela, eventualmente, se inscrever no próximo ano, quando já tiver idade para o fazer.

 

 

 

Quantos mais jovens terão que morrer...

 

...para se pôr um ponto final nas praxes estúpidas e sem sentido que todos os anos se repetem?

Sim, todos os anos, por esta altura, se fala das praxes. E todos os anos, se ouvem vozes que defendem as praxes, vozes que defendem que certos comportamentos não podem ser considerados praxe, e vozes contra qualquer tipo de comportamento que provoque danos, sejam eles praxe ou não mas, curiosamente (coincidência ou não), sempre envolvendo caloiros e veteranos das universidades.

Ah e tal, são uma forma saudável de integrar os caloiros na vida universitária. Sim, algumas podem até ser. Todas aquelas que contribuam para a formação cívica dos caloiros, para a sua real integração no ambiente de uma universidade, para um espírito de equipa, entreajuda e solidariedade.

Mas não me parece que humilhar, subjugar, mandar, agredir, ameaçar ou maltratar, se enquadrem nessa categoria.

Não me parece que obrigar estudantes a enterrarem-se na areia e beber álcool sem parar, se enquadre num tipo de praxe útil para alguém, que não mentes perversas e sem qualquer carácter.

A tragédia do Meco resultou na morte de vários jovens, sem que se tenha apurado qualquer culpado. A culpa morreu, literalmente, na praia.

Melhor sorte teve a jovem de Faro, que foi levada para o hospital em coma alcoólico. Mas podia ter corrido muito mal.

E não me venham dizer que ninguém foi para lá obrigado, e que só participa quem quer. O problema não está em quem participa, de livre vontade ou não. O problema está em quem teve a ideia de praticar tais actos!

Até quando isto vai continuar a acontecer?

Até quando vão permitir que isto aconteça?

Quantos mais acidentes resultantes das praxes serão necessários?

Quantos mais jovens terão que morrer?

 

imagem www.dn.pt

 

 

Porque não existem famílias disponíveis para Acolhimento Familiar?

 

Se a ideia é boa ou não, não sei. Cada caso é um caso, e é muito difícil prever o futuro.

Por norma, uma criança estará sempre melhor se acolhida por uma família, que reproduzirá exactamente o ambiente familiar que era suposto ter, do que numa instituição, com outras crianças.

Mas nem sempre as famílias que acolhem as crianças são recomendáveis. Assim como existem instituições onde o risco é maior do que aquele que em que viviam até serem retiradas à família biológica.

Em Portugal, a nova lei prevê, até aos seis anos, o acolhimento familiar de crianças que tenham sido retiradas aos pais

O objectivo, ao querer integrá-las em famílias de acolhimento em vez de irem para instituições, é proporcionar-lhes um ambiente acolhedor, enquanto aguardam uma solução para o futuro, que pode passar pelo regresso a casa ou pela adopção.

No entanto, torna-se difícil concretizar esta medida, uma vez que não existem famílias disponíveis.

Em 2013, apenas 374 crianças estavam integradas em famílias de acolhimento, a maioria delas situada no norte do país. Em Lisboa, nem uma! Segundo a Segurança Social, 90% dos menores que em 2013 estavam à guarda do Estado, viviam em lares e centros de acolhimento, instituições com dezenas de menores e onde o acompanhamento é feito por técnicos.

Mas porque é assim tão difícil encontrar famílias disponíveis?

Em primeiro lugar, porque o acolhimento familiar exige um grande compromisso da parte dessa família de acolhimento para com a criança acolhida.

Depois, os casais temem afeiçoar-se à criança que mais tarde, vão ter de entregar e são pouco receptivos a uma das missões da família de acolhimento que é facilitar, e até mediar, a relação da criança com a família de origem. 

Outro dos factores é não saberem que criança virá, quando e por quanto tempo porque, apesar de a lei dizer que é uma medida transitória, na prática as crianças acabam por ficar mais tempo, na maioria das vezes mais de cinco anos. 

Também não ajuda o facto de, sendo família de acolhimento, não se poder candidatar à adopção.

Tudo isto leva a que as pessoas optem por outros caminhos, que não o do acolhimento familiar, afinal, é preciso ter uma grande preparação psicológica, uma grande entrega mas, ao mesmo tempo, um grande desprendimento ao relação à criança. Quem é que está na disposição de aceitar uma criança em sua casa por alguns anos, promover nesse tempo o contacto com a família de origem e saber que a qualquer momento ela pode ir embora?

 

 

  • Blogs Portugal

  • BP