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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Alguém sabia?

Estava eu no outro dia a conversar com o meu namorado sobre o novo acordo ortográfico, quando ele me falou no Esperanto! “Espe” quê? - perguntei eu!

Sim, porque em 32 anos nunca tinha ouvido pronunciar tal palavra. Mas essa é uma das coisas que eu aprecio na vida – estarmos sempre a aprender, a adquirir novos conhecimentos. Se podemos partilhar um pouco daquilo que sabemos com os outros, porque não fazê-lo?

Movida pela curiosidade, depois de ter ouvido a breve explicação dada, fui pesquisar em que consistia afinal o “Esperanto”.

Com grande admiração minha, descobri que obras clássicas importantes da humanidade, como os Lusíadas, estão traduzidas para Esperanto, bem como a Bíblia e textos litúrgicos, com a respectiva aprovação pela Santa Sé!

Agora imaginem que estão em casa, ou em mais uma daquelas viagens rotineiras de casa para o trabalho ou do trabalho para casa, e sintonizam na vossa estação de rádio preferida. De repente ouvem os locutores falarem numa linguagem estranha, que vos faz pensar que devem ter apanhado por engano a Rádio ET!

Mas a verdade é que diversas estações de rádio, inclusive a Rádio Vaticano, fazem emissões regulares em Esperanto!

E até existem dicionários de Português-Esperanto! Alguma vez eu imaginaria tal coisa?!

Em Portugal, o Esperanto tem vindo a ser divulgado e ensinado pela Associação Portuguesa de Esperanto.

Mas o que é afinal o Esperanto? Nada mais nada menos que uma língua artificial, criada em 1887, pelo filósofo médico polaco Lázaro Zamenhof.

O objectivo era criar uma língua universal, que pudesse ser falada por todos, simples, e tendo por base as principais raízes nas línguas europeias modernas, mas também no latim e no grego clássicos.  

Parece-me óbvio que, se houve um tempo em que se depositava grande esperança nesta língua e havia pessoas bastante interessadas em aprendê-la, depressa essa esperança se desvaneceu.

O que me admira, não é o facto de hoje em dia não se aprender o Esperanto nas escolas, mas sim o facto de nem sequer falarem sobre o tema.

Eu como já atrás referi, nunca tinha ouvido falar, e imagino que muitos portugueses também não.

É o vosso caso? Porque não experimentam perguntar, a quem vos está mais próximo!?    

Acordo ou (Des)acordo Ortográfico

Em tempo de regresso às aulas, e já com as escolas a adoptarem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa neste ano lectivo, penso várias vezes se não deverei eu também voltar a aprender a escrever!

Pelo menos se quiser acompanhar a minha filha nos estudos e ajudá-la nos trabalhos de casa! È que senão, corro o risco de estar a dar-lhe informações erradas e isso não convém mesmo nada!

Para quem não sabe, o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi assinado em Lisboa a 16/12/1990 por 8 países, incluindo Portugal – Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Brasil e Portugal.

A ideia era criar uma ortografia unificada de língua portuguesa, defendendo e ao mesmo tempo prestigiando a nossa língua. Pretendia-se, uma vez que até então a língua portuguesa tinha duas normas – a do Brasil e a dos restantes países de língua portuguesa, reduzir ao máximo as diferenças adoptando uma única norma.

O que eu me pergunto, e talvez grande parte das pessoas o façam também, é o porquê de se ter optado pela norma brasileira.

Sendo o português uma língua pertencente a Portugal, e que foi adoptada por outros países, não deveriam ser esses a adaptarem-se à nossa própria norma e não o contrário?

Ainda mais questionável se torna, na medida em que este novo Acordo Ortográfico apenas reduz, mas não resolve todas as divergências, uma vez que prevalecem ainda práticas ortográficas resultantes da tradição de cada país.

Mas enfim, como em Portugal é tudo cada vês menos português, lá nos teremos que aguentar!