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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Devemos proteger os jovens da realidade, ou deixá-los ver e lidar com ela?

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Dizia-me, no outro dia, alguém que, por vezes, quando as famílias iam visitar os idosos nos lares, ou instituições, acabavam por permitir que os mais novos (netos/ bisnetos) não entrassem, porque eram novos, e não tinham que ver "aquilo". 

Há também uma grande tendência, no que respeita ao falecimento de familiares, para deixar os jovens em casa, ou com alguém que possa ficar com eles algumas horas, enquanto decorre o velório e funeral, porque poderia ser demais para eles, e não estarão preparados para tal.

Outras vezes, fugimos de certos temas, e pintamos uma realidade alternativa, para mascarar aquela que existe, como a dos sem abrigo, da violência, das guerras, das fomes, da miséria.

São jovens. Têm mais em que pensar. Não precisam de lidar com a dura realidade. 

Pois...

 

Não digo que, de forma totalmente oposta, desatemos a esfregar-lhes na cara a realidade.

Que os obriguemos, de repente, a ir para as ruas, ou para onde se passam as diversas problemáticas sociais, ou cenários menos coloridos, para que saibam como a vida é.

Que os forcemos a algo para o qual não estão preparados. Por vezes, nem nós estamos preparados.

Mas também não nos caberá, somente a nós, decidir isso.

Seeia bom ouvir os jovens. Saber qual é a sua vontade. O seu desejo. Se se sentem confortáveis.

Ou não, mas ainda assim querem ver e lidar com a realidade.

 

Se calhar, mesmo sem querer, somos nós que, muitas vezes, temos mais dificuldades em encará-la, e projectamos as mesmas nos jovens.

No entanto, eles não têm que ser iguais a nós.

E, se é verdade que não há necessidade de expô-los a tudo, de um momento para o outro, também há limites para a excessiva protecção que lhes queremos dar, alienando-os da realidade que, mais cedo ou mais tarde, lhes surgirá à frente, de uma forma ou de outra.

 

 

 

 

Sabem aquelas pessoas...

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... que dizem que devemos manter a calma, quando elas próprias se mostram uma pilha de nervos?

... que dizem que parecemos estar aborrecidos ou chateados, quando basta olhar para a cara delas para ver que são elas que estão de "trombas", aborrecidas e chateadas?

... que querem à força descarregar o seu stress e não sabem como, e começam a moer quem têm ao lado, até a outra pessoa explodir, para depois dizerem que não havia necessidade?

... que arranjam forma de empurrar para nós, aquilo que elas próprias sentem e culpar-nos por aquilo a que deram origem?

... que resmungam baixinho mas, ainda assim, para nós ouvirmos mas, quando lhes perguntamos directamente o que querem dizer, se calam?

 

Pois...

Não é fácil lidar com pessoas assim.

Que vêm nos outros, o seu próprio reflexo, mas não o querem admitir.

 

É ter, muitas vezes, que ouvir e ignorar.

É ter, muitas vezes, que pensar duas vezes no que se vai dizer, ou se vale a pena falar.

É medir cada passo, cada gesto, cada palavra, para não pisar nenhuma mina que possa rebentar, sem querermos.

E esperar chegar ao outro lado do campo, sem activar nenhum explosivo!

 

Já alguma vez se depararam com pessoas assim na vossa vida?