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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

"Antes de Desaparecer", de Reese Whiterspoon e Harlan Coben

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A ela, Reese Whiterspoon, conhecêmo-la, maioritariamente, como actriz.

A ele, Harlan Coben, como um dos autores com mais livros adaptados a séries, nas plataformas de streaming. 

Neste livro, juntaram-se os dois, numa parceria inesperada.

 

Confesso que a história começa bem, prende o leitor, e promete.

Mas, quando chegamos ao fim, a sensação que fica é a de que não resultou da melhor forma.

Parece haver cenas e informações aleatórias que, depois, de nada servem.

Parece haver personagens que não se percebe bem que papel tinham, ou porque o tinham, porque não acharam por bem aprofundá-las.

Parece ficar coisas por explicar.

E o final, depois de tudo, é este?

Habituada aos livros a solo de Harlan Coben, quase todos grandes thrillers, este, a duas mãos, deixou a desejar.

 

 

Sinopse:

"O talento narrativo de Reese Witherspoon, atriz e vencedora de um Óscar, encontra o génio do autor bestseller internacional Harlan Coben. Num thriller arrebatador, uma mulher vê-se presa numa conspiração mortal, em que cada revelação pode ser a última.

Maggie McCabe vive no fio da navalha. Reconhecida cirurgiã de combate do Exército, vê a sua vida desmoronar após uma sucessão devastadora de tragédias que lhe roubam a licença médica e o rumo.
Quando menos espera, mas sempre com a coragem intacta, Maggie recebe uma oportunidade inesperada: trabalhar para um dos homens mais enigmáticos do planeta, uma figura anónima e milionária que exige cuidados médicos de excelência… e total segredo.
No entanto, quando esse paciente desaparece subitamente, ela transforma-se na próxima peça de um jogo letal. Para sobreviver, terá de fugir, antes que seja a próxima a desaparecer."

Maratona de Freida McFadden

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A vantagem de gostar de um determinado autor, e dos seus livros, é estarmos sempre à espera do próximo.

A desvantagem é que, ao lançar livro atrás de livro, e ao lermos um após um outro, o autor corre o risco de desiludir, de já não surpreender os leitores.

 

Já tinha lido vários livros da Freida McFadden, mas intercalados com outros.

No entanto, há umas semanas, pensei em ler os que ainda me faltavam dela. Uma espécie de maratona.

Não aconselho.

 

Para além de, lá está, apesar de serem histórias diferentes, começarem a ser previsíveis, parecendo mais do mesmo, só mudando os locais e as personagens, corremos o risco de ganhar uma certa paranoia de que não podemos confiar em ninguém. De que todos os que nos rodeiam podem ser potenciais assassinos, ter segundas e más intenções, serem mentirosos compulsivos e psicopatas!

 

Decididamente, é melhor ler algo diferente pelo meio, que corte esse efeito. 

Que seja mais leve. Que nos traga pensamentos positivos. Esperança.

 

Depois, não posso deixar de mostrar a minha desilusão com esta autora, especificamente, com o livro "A Mulher no Andar de Cima", uma cópia barata do livro "Verity", da autora Colleen Hoover, com uns toques do seu próprio livro "A Criada".

Como se a Freida, naquele momento, estivesse sem inspiração para algo novo, e tivesse que optar por uma imitação.

Talvez, em vez de lançar tantos livros seguidos, a autora devesse fazer uma pausa, e reinventar-se.

 

 

"A Primeira Mentira Ganha", de Ashley Elston

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O problema, quando lemos muitos livros semelhantes, é que os seguintes podem perder o interesse pela previsibilidade da história, do enredo, das personagens e dos acontecimentos.

Não foi o caso deste, que me surpreendeu bastante, e conseguiu cativar do início ao fim, sem adivinhar nada do que ali estava a acontecer!

 

Evie foi contratada para fazer mais um serviço, e o seu alvo é Ryan.

Tal como nos serviços anteriores, ela vai recebendo instruções, em momentos diferentes. Por isso, apesar de já fazer parte da vida de Ryan, com quem namora, e de ter enviado algumas informações para o seu chefe, ela não sabe bem o que é suposto descobrir, e o que é suposto fazer.

No entanto, o seu chefe, que já não estava muito satisfeito devido ao fracasso do trabalho anterior, parece decidido a lixar a vida de Evie, mostrando que é ele que está no comando, e ela, nas suas mãos.

Mr. Smith acredita que Evie o enganou e traiu, e que tem na sua posse documentos e informações que o podem incriminar. 

Então, arranja forma de culpar Evie pelo assassinato de Amy, um dos anteriores alvos, entregando à polícia provas comprometedoras.  

Para se livrar da acusação, Evie deve entregar-lhe tudo o que guardou no cofre do banco.

Sem poder usar a sua verdadeira identidade e, aparentemente, encurralada, Evie tem pouco tempo para decidir o que fazer, e como sair ilesa de toda esta situação.

Ainda tem alguns contactos, pessoas que a podem ajudar, mas será suficiente?

 

O que posso dizer é que o jogo não começa ali, na corrida contra o tempo para se safar da prisão ou da morte certa.

O jogo, começou muito antes, e alguns jogadores nem faziam ideia disso!

Os dados, há muito, foram lançados. Resta esperar para ver quem chega à meta, e quem fica pelo caminho.

Vale a pena ler!

 

 

Sinopse:

"Evie Porter tem tudo aquilo com o que uma mulher sonha: o namorado perfeito, uma casa incrível e um grupo de amigos divertidos.
Só há um problema: Evie Porter não existe.
Até hoje, Evie não conhece Mr. Smith, o seu misterioso patrão, mas sabe que o novo trabalho não vai ser parecido com os anteriores. Sente-se próxima do seu alvo, Ryan, e começa a sonhar com uma vida diferente. Porém, Evie tem de se manter focada e não pode dar-se ao luxo de cometer nenhum erro - sobretudo depois do que se passou da última vez.
A única verdade que tem como certa, e nós também, é esta: Evie Porter não é Evie Porter. E só há uma coisa que sempre considerou sagrada: nunca revelar a sua identidade. Mas tudo pode mudar quando a verdade sobre si começa a vir ao de cima.
Naquela cidade, ao lado de Ryan, na casa perfeita, com os amigos ideais, Evie Porter vai ter de estar um passo à frente de quem a pode desmascarar e destruir a possibilidade de uma vida perfeita. Não há problema: Evie sempre gostou de desafios, e este vai ser o maior de sempre. Que comece o jogo."

"O Clube do Crime das Quintas-Feiras", na Netflix

O Clube do Crime das Quintas-Feiras | Trailer | Dublado (Brasil) [4K]

 

Vi-o por recomendação da minha filha.

Tem humor, tem mistério, tem drama.

E tem grandes actores, entre eles, Helen Mirren, Ben Kingsley, Pierce Brosnan e Celia Imrie.

 

O engraçado é que parecia que estava a ver um lar de actores reformados, que agora se dedicam a outras actividades, e não, propriamente, as personagens que estavam a interpretar.

Ou seja, pessoas reais.

O que, no fundo, poderia acontecer.

Num lar para idosos, podemos encontrar todo o tipo de pessoas, diferentes em muitos aspectos, com as mais variadas profissões. Até actores.

 

Coopers Chase não é um lar comum. É um conjunto de residências, cada uma atribuída a uma pessoa/ casal, onde podem ter uma vida relativamente normal e independente, com a possibilidade de optar por momentos de privacidade, ou de convívio, consoante lhes apetecer.

Em Coopers Chase, não estão apenas pessoas sozinhas, abandonadas pela família. Não estão apenas pessoas fisicamente limitadas ou acamadas.

Estão pessoas inteligentes, com os mais variados talentos, algumas ainda cheias de vida e com ocupações curiosas.

É o caso da misteriosa Elisabeth, uma espiã, do sindicalista Ron, da enfermeira Joyce e do psiquiatra Ibrahim que, agora, ocupam as quintas-feiras a tentar decifrar crimes ocorridos e a tentar solucioná-los, formando "O Clube do Crime das Quintas-Feiras".

 

Só que, a determinado momento, o grupo irá ter em mãos um crime real, presente, e que envolve o futuro de Coopers Chase, que corre o risco de ser demolido, e desalojar todos os residentes.

Com os seus conhecimentos, e a ajuda da agente Donna, também ela bastante eficiente, conseguirá o grupo resolver o mistério?

 

Destaco, neste filme, o marido da Elisabeth - um homem preso numa doença que lhe tolda a mente e a memória. No entanto, nos seus momentos "bons", conseguiu aquilo que, até àquele momento, nenhum dos quatro investigadores tinha sequer imaginado.

No entanto, lá está, a doença tem destas coisas: momentos bons, momentos maus, e algumas partidas.

Após ver confirmadas as suas suspeitas, e obter a confissão, a mente de Stephen esquece a conversa tida minutos antes.

Ainda assim, ele tem os seus truques na manga. 

 

Realço ainda a espécie de "lição" que nos é dada, quanto às novas tecnologias e métodos, por oposição aos conhecimentos mais antigos. Tal como a formação dada na actualidade, em oposição à de outros tempos. 

E existem pessoas que nem com conhecimento nem formação, conseguem desempenhar bem a sua função. É preciso perspicácia, talento, ter "olho" para a coisa, e outras competências, que não se aprendem numa escola.

 

O filme é inspirado no primeiro livro da colecção "O Clube do Crime das Quintas-Feiras", do autor Richard Osman.

 

 

 

 

 

"No Sítio Errado, À Hora Errada", de Gillian McAllister

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Uma excelente aposta da autora, que nos deixa à beira de um ataque de nervos, ou de loucura, e com uma enorme frustração, um pouco como a personagem Jen.

É que, apesar de querermos saber o que levou até àquele acontecimento específico, queremos saber o que acontece a partir dali.

Mas a autora decidiu que não. E vai pôr-nos, e à Jen, a andar para trás no tempo. 

Uma vez. E outra.

Semanas. Meses. Anos.

Uma espécie de viagem no tempo em que, a cada novo dia, Jen acorda num passado mais distante. 

No fundo, é uma "caça" às peças de um puzzle que ainda não foi feito, e que terá de ser ela a começar e a concluir.

Só que ela poderá, eventualmente, construir um puzzle diferente, com um resultado diferente, se usar outra das "faces" das peças.

Ou seja, talvez, ao voltar atrás no tempo, e sabendo o que sabe, ela possa mudar os acontecimentos do futuro.

Ou, então, talvez não possa mudar, mas tenha mais "armas" para os enfrentar. 

 

Confesso que é exasperante andar para trás. 

No dia zero, Todd, filho de Jen, um adolescente de 18 anos, esfaqueia um homem na rua, e é detido.

Ao recuar, Jen começa a perceber que o marido não é a pessoa que diz ser. Que lhe esconde coisas, e que pode estar envolvido, ou saber alguma coisa sobre o que aconteceu ali naquela rua.

E, quanto mais recua, mais pistas ela vai descobrindo, e mais segredos vai desvendando, levando-a a questionar toda a sua vida, o seu casamento, a sua relação com o filho.

O que poderá fazer Jen, sabendo o que sabe, para evitar o pior?

E se ela conseguir mudar, ou impedir, aquele acontecimento, quais as consequências que isso acarretará na vida de todos?

 

O final foi, também ele, diferente.

No entanto, gostava de ter sabido se tinha realmente sido Todd a esfaquear o homem (tudo indica que sim mas, por um momento, imaginei que Kelly teria chegado lá a tempo e, eventualmente, ter sido ele a fazê-lo, e não o filho). E qual o motivo?

Porque vamos vendo as teorias de Jen, mas não ficamos a saber com certeza.

De qualquer forma, dado o desfecho, será que isso, realmente, importa?!

 

 

Sinopse:

"E se conseguisse impedir um crime depois de ele já ter acontecido?

Outubro está a acabar. Já passa da meia-noite.

Jen espera que o filho de 18 anos chegue a casa. Da janela, vê-o aproximar-se e percebe que Todd não está sozinho: o jovem caminha na direção de um homem armado.

Jen duvida do que os seus olhos veem: o filho adolescente, um jovem equilibrado e feliz, acaba de assassinar um estranho, ali mesmo no meio da rua onde mora. Sem saber quem é a vítima nem a razão de tudo aquilo, a única certeza de Jen é que o filho de 18 anos foi levado pelas autoridades e está agora detido.

Jen nem quer acreditar no que está a acontecer.

O futuro de um jovem brilhante comprometido. Tudo parece um pesadelo.

Por fim, exausta, adormece.

E quando acorda… está no dia anterior.

Confusa, Jen só tem um pensamento: será que ainda pode evitar que o filho se torne um assassino?"