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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Os livros são como as laranjas

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Depois de bem espremidos, nem sempre a quantidade e qualidade do sumo que deitam são as melhores.

Tal como as laranjas bonitas, grandes e gordas, muitas vezes, nem chegam para meio copo de sumo, também muitos livros, apesar de inicialmente apelativos, pouco conteúdo têm. 

Tal como as laranjas bem tratadas, com todos os cuidados e requisitos obrigatórios para garantir a qualidade, acabam por não ter qualquer sabor, também alguns livros não trazem nada que nos faça gostar e querer mais.

Da mesma forma, tal como as laranjas pequenas, que nascem naquelas árvores que nunca foram tratadas, mas que, afinal, são as verdadeiras laranjas, e cheias de sumo, também muitos livros, apesar de não se dar muito por eles, nos podem surpreender!  

 

Eliana - história de uma obsessão, de Élvio Carvalho

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A nossa mente tem uma forma muito peculiar de funcionar.

São tantos os mecanismos que ela utiliza, com as mais variadas intenções, que se torna difícil, a quem quer que seja, conseguir entrar nela e encontrar a chave certa para desbloqueá-la. Descobrir todos os seus segredos e mistérios, com alguma certeza de que não está apenas a enganar quem o faz, sem o perceber.

Se até mesmo a nós, a mente ludibria e manipula tão sabiamente, a ponto de não sabermos o que é real, ou apenas imaginado por ela.

 

Em “Eliana – história de uma obsessão”, cabe ao Dr. Albuquerque utilizar as ferramentas que tem ao dispor, para desbloquear a mente de Henrique, e perceber a verdadeira história por detrás do assassinato, do qual é o principal suspeito.

Se, para nós, leitores, faz todo o sentido a versão que ele conta, para a polícia, trata-se de uma história louca, de alguém que se quer passar por tal para se safar ou que, na verdade, não está mesmo no seu perfeito juízo, não distinguindo a realidade de pura invenção, obsessão ou desejo que tudo fosse diferente.

 

Para todos os que a conheceram, Eliana morreu num acidente de carro, há 5 anos. Nunca foi encontrado o corpo. Mas ninguém duvidou que estivesse morta.

O ex-namorado seguiu com a sua vida, e está agora numa relação com Maria, a irmã de Eliana, que espera um filho seu.

Tudo corria bem, até ao momento em que Henrique se torna suspeito de ter assassinado Paloma, uma estudante espanhola, com quem foi visto, no dia do crime, naquilo que parecia uma discussão entre ambos.

De onde conhecia, Henrique, Paloma? Teria sido uma situação ocasional? Ou algo mais?

 

Henrique acaba por contar a sua versão de tudo o que aconteceu nos últimos dias e quem é, na verdade, Paloma, explicando quem a poderá ter matado, e porquê.

Mas nada, nem nenhum dos testemunhos ou factos comprovados até ao momento, bate certo com esta história mirabolante.

Ainda assim, sem uma confissão, e sem provas concretas, a inspectora terá, mais cedo ou mais tarde, que libertar Henrique, que afirma não ter cometido o crime.

 

Em várias sessões, o Dr. Albuquerque acabará por conseguir que Henrique retome o controlo da sua mente, e perceba como as coisas realmente aconteceram, levando-o a, finalmente, confessar o crime, e a encerrar o caso.

Uma coisa é certa. Sabemos que Henrique não matou Paloma, e sabemos, por fim, quem o terá feito.

Só uma dúvida permanece: terá sido toda a história, realmente, uma invenção provocada pela obsessão de Henrique pela falecida ex-namorada, uma rasteira da mente para o enganar, ou teria, no fundo, contado a verdade, tal como nós mesmos a conhecemos, logo no início da história?

Seria aquela mulher, agora encontrada morta, Paloma, ou Eliana?

 

Gostei da forma como o autor dividiu a história em duas partes, e me fez voltar a reler tudo só para ver se, também eu, não estaria a ficar louca!

Se não teria lido mal, ou se me tinha escapado alguma coisa, deixando sempre aquele bichinho da dúvida.

É uma história que prende, que cativa, que nos entusiasma, porque também nós queremos saber a verdade.

Se há muita coisa que não bate certo na versão final de Henrique, o que nos leva a crer que ele sempre disse a verdade desde o início, e só depois alterou a sua versão, também há um ou dois factos que nos levam a pensar que, talvez, tudo tenha sido mesmo imaginação.

 

Sinopse

"Uma jovem de 22 anos é levada para Espanha por uma rede de tráfico de seres humanos e forçada a prostituir-se durante mais de três anos. O ex-namorado fica em apuros quando é encontrado um corpo, cuja descrição corresponde à dela."

 

 

Autor: Élvio Carvalho

Data de publicação: Novembro de 2019

Número de páginas: 392

ISBN: 978-989-52-7015-6

Colecção: Viagens na Ficção

Idioma: PT

 

 

A Fugitiva, de Jessica Barry

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E se, de repente, quando achávamos que a morte já era quase certa, percebêssemos que tínhamos sobrevivido?

Que havia uma hipótese, ainda que remota, de permanecer viva?

Mas que, para isso, teríamos que ser ágeis, apesar de feridos, manter a calma, apesar de estarmos completamente sós, num local que não conhecemos, e sem saber o que encontrar pela frente, rápidos, porque anda alguém atrás de nós, que não vai parar até nos ver mortos, e medir bem cada passo que dessemos, ainda que o cérebro estivesse, muitas vezes, prestes a ser traído?

Não arriscaríamos? Não lutaríamos? Não tentaríamos sobreviver?

 

 

Allison sabia que a morte era certa para si.

Mas existem muitas formas de morrer. E, tendo lutado para evitar a primeira, quase arriscou morrer daquela que não esperaria. Ainda assim, sobreviveu!

Agora, tem que sair dali o mais depressa possível, antes que a apanhem. Mas ferida, com poucos recursos e, a determinado momento, cheia de fome e sede, quase se rende ao inevitável.

Mas volta a ganhar forças para seguir, e fugir daqueles que a querem eliminar e que, naquele momento, já estão no seu encalço.

 

 

E se, de repente, quando achamos que já estamos a salvo, tivermos que enfrentar o assassino e caminhar em direcção à morte certa, para proteger a única pessoa que nos resta na vida?

 

Allison afastou-se da mãe após a morte o pai, culpabilizando-a por tal, e por não a terem incluído numa decisão e momento de despedida, do qual queria fazer parte.

Desde então, toda a sua vida mudou. Para pior.

E Allison também mudou, física e psicologicamente.

Mas algo dentro dela permaneceu intacto, e conseguiu vir ao de cima, levando-a a fazer aquilo que achava mais correcto.

Agora, e ao conhecer uma verdade que pode matar, ela terá que mudar o rumo do seu trajecto e, em vez de fugir, ela terá de ir ao encontro da pessoa que mais teme, para salvar a sua mãe.

Conseguirá ela chegar a tempo de evitar o pior?

Terá, alguma delas, ainda alguma hipótese de viver uma nova vida?

 

 

Maggie é a mãe, uma mulher que, naquele momento, apenas sabe que a sua filha teve um acidente de avião e que, provavelmente, está morta. Embora ela se recuse a acreditar, afinal, não foi encontrado o corpo.

Sobre a vida actual de Allison, nada sabe, e cada informação a faz sentir que não conhece, de todo, a pessoa em que a filha se transformou.

Mas há algo que ela sabe: não vai ficar parada, enquanto não perceber onde encaixam todas as peças do puzzle que lhe caiu nas mãos. 

Mesmo que todos pensem que ela está a enlouquecer, e a distorcer uma verdade que não quer aceitar, ela sabe que algo não bate certo, e que deve apenas seguir o seu instinto.

Mas é quando lhe são dadas as últimas peças, por alguém que ela nunca esperaria, que Maggie consegue perceber a dimensão do problema em que a filha se meteu (e em que ela acabou por se envolver) e que, provavelmente, também ela não sairá dele com vida.

 

 

 

SINOPSE

"Sobreviver a um acidente de avião é apenas o início para Allison. A vida que construiu para si - o noivo perfeito e o mundo luxuoso de ambos -desapareceu num ápice. Agora tem de correr, não só para fugir dos segredos sombrios do passado mas também para despistar o homem que a persegue a cada passo.No outro lado do país, a mãe de Allison desespera por notícias da filha, que se encontra desaparecida, dada como morta. Uma história de mistério, cativante e impossível de parar de ler."

Presente de Natal antecipado

Mesmo quando eu não quero, os livros parecem surgir à minha frente, como que a desafiar-me a comprá-los.

Já não bastava as newsletters da Wook e afins, até no facebook me deparo com as novidades literárias e, depois, fica difícil resistir à tentação.

Tenho uma lista de 48 livros a comprar. Há vários meses. 

 

De repente, vejo um anúncio a um livro novo, por mero acaso e percebo que é mesmo o meu estilo. E, por sorte, até descubro uma promoção que o coloca 4 euros mais barato. Junto-lhe outro que até está em conta mas, mesmo assim, ficava cerca de 1 euro mais barato, e pronto: está decidida a minha prenda de Natal antecipada, para mim própria!

 

O grande culpado foi este:

 

"Sobreviver a um acidente de avião é apenas o início para Allison. A vida que construiu para si - o noivo perfeito e o mundo luxuoso de ambos - desapareceu num ápice. Agora tem de correr, não só para fugir dos segredos sombrios do passado, mas também para despistar o homem que a persegue a cada passo. No outro lado do país, a mãe de Allison desespera por notícias da filha, que se encontra desaparecida, dada como morta.

Uma história de mistério, cativante e impossível de parar de ler."  

 

 

E este, veio por arrasto!

Bertrand.pt - Ganhei uma Vida Quando te Perdi

 

"Como é que se esquece alguém? Quando Alice decide esquecer Gustavo, depois de este a ter magoado, procura Artur, um homem sábio e misterioso que tem o dom de apagar, temporariamente, as memórias associadas a uma pessoa.
No entanto, Alice estava longe de imaginar as consequências que essa decisão iria trazer para a sua vida, principalmente depois de se apaixonar por Rodrigo.
Agora tinha mais uma difícil decisão em mãos: enfrentar o passado, ou viver este novo amor que, depois de ter apagado parte das suas memórias, poderia não passar de uma mera ilusão…"

 

 

A lista? Essa, continua com os mesmos 48 livros, porque retirei de lá um, mas acabei por acrescentar outro!

Nada a fazer!

O Farol Em Cada Um de Nós, de Gabriela Gonçalves Ferreira

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Por vezes, na vida, sentimos necessidade de nos aventurarmos, de sair da nossa zona de conforto, de ir em busca de coisas novas, de algo que sentimos falta e não encontramos na vida que levamos diariamente.

É aquela eterna insatisfação, aliada à vontade de querer sempre mais, de querer ir mais além, de querer saber o que há do outro lado, de rumar ao desconhecido, de nos desafiarmos.

 

 

Sejam elas acertadas ou não, são as escolhas que fazemos, o caminho que seguimos, as decisões que tomamos.

Nesses momentos, é importante saber que, independentemente de tudo, contamos com o apoio daqueles que amamos, da família, dos amigos.

Afinal, eles são o nosso farol, aquele que, mesmo à distância, nos guiará nessa aventura a que nos propusemos. Connosco, levamos tudo o que nos transmitiram, os valores, a educação, o carácter...

Sem esse apoio, iríamo-nos sentir perdidos, sem rumo, não só sem saber para onde ir mas, sobretudo, para onde voltar.

 

 

Sim porque, mais cedo ou mais tarde, vai chegar a hora em que iremos querer voltar às nossas raízes, ao nosso porto de abrigo, ao berço de onde partimos, no fundo, ao nosso lar.

E se, por vezes, a experiência não corre bem, outras há em que absorvemos, aprendemos, disfrutamos, usufruímos, assimilamos tudo aquilo que nos foi dado a conhecer.

Quando lá estamos, acabamos por deixar um pouco de nós e, quando voltamos, trazemos um pouco daquilo que experienciámos em cada parte do caminho e da aventura.

Voltamos mais ricos, não só pelas novas descobertas, mas porque passamos a ver com novos olhos aquilo que deixámos para trás, como se também aquele mundo, que sempre conhecemos fosse, agora, um novo mundo.

Então, percebemos que, por vezes, aquilo que procuramos está bem mais perto do que imaginamos. Por vezes, até mesmo dentro de nós. Mas, só nos afastando, conseguimos ver...

 

 

Adorei esta história da Gabriela, e penso mesmo que deveria ser uma história partilhada em sala de aula, com os alunos porque é uma história simples mas, ao mesmo tempo, com uma importante mensagem. E, de certa forma, fala de sonhos, de imaginação, de aventuras, algo que falta cada vez mais às crianças e jovens de hoje.

 

 

Sinopse

PT:

Um dia, alguém mostrou à menininha até onde viajar poderia levá-la.

Ela aprendeu o quão longe ela poderia chegar se ela simplesmente se deixasse ir.

 

EN:

One day someone showed to the little girl where travelling could take her. She learn ed how far she could go if she just went.

 

 

Autor: Gabriela Gonçalves Ferreira

Data de publicação: Abril de 2019

Número de páginas: 116

ISBN: 978-989-52-5311-1

Colecção: Palavras Soltas

Idioma: Pt/En