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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

O Farol Em Cada Um de Nós, de Gabriela Gonçalves Ferreira

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Por vezes, na vida, sentimos necessidade de nos aventurarmos, de sair da nossa zona de conforto, de ir em busca de coisas novas, de algo que sentimos falta e não encontramos na vida que levamos diariamente.

É aquela eterna insatisfação, aliada à vontade de querer sempre mais, de querer ir mais além, de querer saber o que há do outro lado, de rumar ao desconhecido, de nos desafiarmos.

 

 

Sejam elas acertadas ou não, são as escolhas que fazemos, o caminho que seguimos, as decisões que tomamos.

Nesses momentos, é importante saber que, independentemente de tudo, contamos com o apoio daqueles que amamos, da família, dos amigos.

Afinal, eles são o nosso farol, aquele que, mesmo à distância, nos guiará nessa aventura a que nos propusemos. Connosco, levamos tudo o que nos transmitiram, os valores, a educação, o carácter...

Sem esse apoio, iríamo-nos sentir perdidos, sem rumo, não só sem saber para onde ir mas, sobretudo, para onde voltar.

 

 

Sim porque, mais cedo ou mais tarde, vai chegar a hora em que iremos querer voltar às nossas raízes, ao nosso porto de abrigo, ao berço de onde partimos, no fundo, ao nosso lar.

E se, por vezes, a experiência não corre bem, outras há em que absorvemos, aprendemos, disfrutamos, usufruímos, assimilamos tudo aquilo que nos foi dado a conhecer.

Quando lá estamos, acabamos por deixar um pouco de nós e, quando voltamos, trazemos um pouco daquilo que experienciámos em cada parte do caminho e da aventura.

Voltamos mais ricos, não só pelas novas descobertas, mas porque passamos a ver com novos olhos aquilo que deixámos para trás, como se também aquele mundo, que sempre conhecemos fosse, agora, um novo mundo.

Então, percebemos que, por vezes, aquilo que procuramos está bem mais perto do que imaginamos. Por vezes, até mesmo dentro de nós. Mas, só nos afastando, conseguimos ver...

 

 

Adorei esta história da Gabriela, e penso mesmo que deveria ser uma história partilhada em sala de aula, com os alunos porque é uma história simples mas, ao mesmo tempo, com uma importante mensagem. E, de certa forma, fala de sonhos, de imaginação, de aventuras, algo que falta cada vez mais às crianças e jovens de hoje.

 

 

Sinopse

PT:

Um dia, alguém mostrou à menininha até onde viajar poderia levá-la.

Ela aprendeu o quão longe ela poderia chegar se ela simplesmente se deixasse ir.

 

EN:

One day someone showed to the little girl where travelling could take her. She learn ed how far she could go if she just went.

 

 

Autor: Gabriela Gonçalves Ferreira

Data de publicação: Abril de 2019

Número de páginas: 116

ISBN: 978-989-52-5311-1

Colecção: Palavras Soltas

Idioma: Pt/En

 

 

Não Me Deixes, de Gilly MacMillan

Wook.pt - Não Me Deixes

 

 

Num domingo como outro qualquer, Rachel e o seu filho, Ben, passeiam pelo bosque com o cão de ambos.

Quase na hora de irem embora, Ben pede para ir ao baloiço de corda. A mãe acede. Ben propõe ir à frente com o cão, já que conhece bem o caminho. A mãe fica relutante mas, achando que não haverá problema, deixa-o ir.

Quando ela chega lá, Ben não está.

Desapareceu. E ninguém sabe dele.

É o início do pesadelo...

 

 

A polícia em geral, e os investigadores, em particular, estão ainda muito ligados a estereótipos, no que se refere ao perfil de um criminoso.

Isso, e o facto de o tempo estar a passar, e haver pressão para se encontrar um culpado o quanto antes, podem levar a que se cometam erros que só prejudicam e empatam ainda mais a investigação, podendo até descredibilizar as entidades envolvidas.

 

 

Foi o que aconteceu nesta investigação, quando Jim decidiu ir atrás de uma pessoa que encaixava no perfil, e que até teria motivos para o fazer, apostando tudo nessa teoria, quando o verdadeiro culpado andava por aí.

E, por incrível que pareça, teve que ser a mãe, a pessoa que mais foi afectada, e cujo discernimento e raciocínio poderiam estar toldados pelas emoções resultantes de todos os acontecimentos, e julgamento público, a fazer aquilo que mais ninguém teve competência para fazer!

 

 

Mas não são só as entidades policiais a guiar-se por esses estereótipos.

Também as pessoas têm muito essa tendência e, nos dias que correm, é muito fácil acusar os outros, ter certezas (mesmo que totalmente descabidas) e julgar os outros por algo que provavelmente nem fizeram, nem são responsáveis. 

Quando se trata de crianças, os culpados são sempre os pais!

Neste caso, a mãe. Aquela mulher irresponsável que deixou o filho caminhar sozinho à sua frente por escassos minutos, num local no qual o miúdo até já estava habituado a andar, mostrando alguma confiança e dando alguma liberdade ao filho.

Como se nós, mães, tivessemos a obrigação de estar cada segundo da nossa existência preocupadas com o que possa acontecer aos nossos filhos e, como tal, andar sempre em cima deles. Que até andamos a maior parte do tempo! Mas não é saudável nem para nós, nem para eles.

O que é certo é que, basta um deslize, e acontecer alguma coisa, para sermos julgadas em praça pública. Ou, pior, sermos mesmo acusadas de crimes.

E, quando são as pessoas a julgar, a acusar, a querer fazer justiça ou manifestar aquilo que pensam, não só através de palavras, mas também de acções, ainda que seja apenas baseado em opiniões, sem provas, boa coisa não se pode esperar.

No caso de Rachel, ela vai sentir a perseguição na pele, tal como o ex-marido, que acaba numa cama de hospital em estado grave.

 

 

E, por vezes, a verdade passa por nós, e nem a vemos! 

Está ali escarrapachada à nossa frente, e não a percebemos.

Porquê?

Porque são pessoas confiáveis. Porque são pessoas inofensivas. Porque são boas... E, mais uma vez, estereótipos que nos são incutidos, e que vamos absorvendo e tomando como certos.

Mas é verdade é que até as pessoas menos suspeitas podem cometer os maiores crimes.

 

 

SINOPSE

"Viras-te por um segundo…E o teu filho desapareceu.
Rachel Jenner distraiu-se por breves momentos. E agora Ben, o seu filho de oito anos, desapareceu.
Mas o que aconteceu realmente naquela fatídica tarde?
Dividida entre a sua tragédia pessoal e uma opinião pública que se virou contra ela, Rachel não sabe em quem confiar. Será que as outras pessoas, por seu turno, podem confiar nela?
O tempo urge para que Ben seja encontrado com vida.
E TU, DE QUE LADO ESTÁS?"

O que fazer com o reembolso do IRS? Comprar livros!

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Ao longo dos últimos dias, foram várias as publicações que vi, com sugestões para aplicar o valor recebido do reembolso do IRS.

Desde pagar dívidas, a guardar para as férias que se aproximam, de fazer uma poupança a longo prazo, a guardar para livros e material escolar, são várias as hipóteses.

Eu, optei por utilizar uma pequena parte do meu reembolso para uma das coisas que mais gosto: livros! 

Livros: aquele momento em que parece que nos saiu a lotaria!

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Sabem aquele momento em que achamos que já lemos os livros todos que temos em casa e, por mero acaso, descobrimos que, afinal, ainda existe por lá um livrinho pronto a ler, de que já nem nos lembrávamos?

É quase como descobrir que o nosso bilhete da lotaria tem prémio, ainda que pequeno!

 

Foi essa a sensação que tive quando, ao ler um post de uma blogger aqui no Sapo, me lembrei de que tinha comprado esse livro de que ela falava, que ainda estava dentro da caixa onde tinha vindo, e eu já nem me lembrava que o tinha. Para mim, já tinha lido todos os livros novos.

 

Agora, é arranjar um tempinho para usufruir deste inesperado "prémio"!

Culpa, de Jeff Abbott

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Não é à toa que sou fã de Jeff Abbott, e ele mostrou, mais uma vez, que é merecedor dessa lealdade e preferência.

E que é possível, haja talento e imaginação, inovar e escrever algo totalmente diferente daquilo a que me tem vindo a habituar, e continuar a manter a fasquia alta, superando as expectativas.

 

 

Jeff Abbot é, por norma, sinónimo de espiões, perseguições, adrenalina, acção, muito mistério.

Mesmo que mudem as personagens, e a história seja outra, estes ingredientes não faltam.

Mas, por vezes, presenteia os leitores com algo um pouco diferente, ainda que mantendo o estilo.

Aconteceu com Beijo Fatal, que li há precisamente um ano (ele há coincidências), e voltou a acontecer agora, com Culpa!

 

 

Viver com a culpa de algo que fizemos já é mau. Viver com a culpa de algo que sabemos que não fizemos, mas de que somos acusados, é péssimo. Mas, viver com a culpa de algo de que não sabemos se somos ou não culpados, embora todos nos apontem o dedo, porque, simplesmente, perdemos a memória e não njos lembramos de nada, deve ser terrível.

 

 

Como o autor faz ver, a determinado ponto do livro, quando uma pessoa sofre de amnésia e não se lembra de nada da sua vida, todos aqueles que lhe são próximos, e mesmo todos aqueles que nos querem mal, podem reescrever a nossa história à sua maneira, e como mais lhes convém, brincando com a nossa vida como se fossemos marionetas nas suas mãos. Contando mentiras, fingindo algo que não são, ocultando segredos...

 

 

Jane e David eram amigos, vizinhos e colegas de escola.

Um dia, tiveram um acidente de carro. Ele morre. Ela sobrevive. Mas acordou sem memória. Não se recorda dos últimos três anos da sua vida, nem do acidente.

No local onde tudo ocorreu, um bilhete de suicídio escrito por ela. E duas vidas destruídas. Uma pela morte. A outra pela rejeição, pela hostilidade e pela culpa de ter arrastado para a morte o seu amigo.

Todos lhe viram as costas, e quem está ao seu lado parece não o fazer pelos motivos certos.

 

No dia em que faz dois anos que tudo aconteceu, surge uma mensagem que se mostra fundamental, ainda que o objectivo não fosse esse, para a descoberta de toda a verdade.

Alguém parece saber o que, de facto, se passou naquela noite. Alguém que pode ilibar Jane e, ao mesmo tempo, apontar para outro culpado: "Todos vão pagá-las!".

As vítimas desta vingança sucedem-se, desde os paramédicos que auxiliaram Jane, aos amigos que viram os seus nomes presentes nos relatórios policiais.

Jane acha que pode ser Perri, mãe de David. E esta acha que só pode ser Jane, ou a sua mãe, a autora dos posts e mensagens, sob o nome de Liv Danger.

 

Os amigos de Jane parecem todos esconder algo dela.

A sua mãe parece querer interná-la à força.

 

Mas Jane não se irá deixar intimidar, e dará início à sua própria investigação, para chegar à dura verdade sobre o que verdadeiramente aconteceu, se o acidente foi mesmo uma tentativa sua de suicídio, ou se foi provocado por alguém que poderá estar mais próximo dela do que imagina.

 

E se a resposta a arrastar para a morte? À morte a que conseguiu escapar há dois anos atrás?

 

Depois da saga da personagem Sam Capra, tinha algum receio de não me entusiasmar por um novo livro diferente do autor, mas ele conseguiu calar-me, surpreender-me, e ficar ansiosa pelo próximo!

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