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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Varrer o "lixo" para debaixo do tapete

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Quantas vezes varremos o lixo para debaixo do tapete?

Ou porque não nos apetece, ou porque não conseguimos, deitá-lo fora naquele instante?

Quantas vezes varremos o lixo para debaixo do tapete, porque não queremos lidar com ele naquele momento? Porque queremos fingir que a casa está limpa?

Ou porque queremos acreditar que, se não o virmos, é porque ele não existe.

Mas não vale a pena fazê-lo.

Porque, mais cedo ou mais tarde, o tapete levanta, e o lixo volta a aparecer.

E a espalhar-se.

E a sujar tudo de novo.

Porque, no fundo, ele sempre esteve lá.

Só fazíamos de conta que não. 

 

O fenómeno de agigantamento dos contentores do lixo

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Qual bolo quando leva fermento a mais, ou balão que sobe pelos céus ao sabor do vento, deparei-me, esta semana, com o mais recente fenómeno, consequência das cheias com que fomos brindados: o agigantamento dos contentores do lixo!

Quando o vi pela primeira vez, com o dobro da altura, até pensei que fosse propositado, por receio que o nível da água subisse tanto, que entrasse água lá dentro.

Afinal, percebi que foi o facto de a água ter entrado no espaço onde fica o contentor, que o fez subir.

 

 

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E, a cada dia que passava, o dito subia mais.

Hoje de manhã, até estava inclinado para a frente, sujeito a cair, e rebolar em plena rua.

Já o lixo, esse foi mesmo colocado no chão porque era impossível, aos comuns mortais de estatura média, chegar à abertura do contentor.

 

 

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Entretanto, lá os senhores se encheram de coragem a colocar uns contentores à moda antiga, para nos desenrascarmos, e evitar acumulação de lixo no chão.

E, agora ao almoço, acabaram mesmo por recolher o gigante.

Vamos ver se, no lugar dele, não ficou agora um poço com água, sujeito a alguém cair lá dentro.

 

Aguardam-se as cenas dos próximos capítulos, num ecoponto perto de mim (e se calhar, de si)!

Porque parece que o fenómeno se manifestou por mais localidades.

Da falta de consideração por quem dorme e descansa

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O largo, onde moro, tem um pequeno parque de estacionamento.

Que não é suficiente.

Há cada vez mais pessoas a morar ali e, por cada família ou habitante, mais do que um carro.

Por isso, os carros ficam estacionados onde dá, onde cabem. 

Porque ninguém quer ir estacionar longe.

Como já aconteceu ao meu marido que, à falta de lugar perto de casa, teve que ir deixá-lo a umas centenas de metros.

 

No largo onde moro passam, como seria de esperar, os camiões do lixo, que fazem a recolha do lixo dos contentores, que ficam mais abaixo. 

E acredito que, com os carros todos ali (mal) estacionados, seja difícil conseguirem passar.

Os proprietários dos veículos nem sempre têm consideração pelos demais.

Mas não se pode combater uma falta de consideração, usando outra, contra quem não tem culpa nenhuma no sucedido.

 

Ao condutor do camião que hoje, às 6 horas, se lembrou de dar duas buzinadelas, alto e bom som, e acordar a vizinhança toda, porque não conseguia passar mas que, afinal, depois, com jeitinho, até passou, só lhe peço: para a próxima vez, chame a GNR.

 

É que buzinar àquela hora, em que há pessoas a dormir e a descansar, à espera que os donos dos carros se levantem, é uma tremenda falta de consideração e de respeito, e totalmente inútil.

Sai pior a emenda, que o soneto!

 

Com que frequência esvaziamos o "lixo" da nossa vida?

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No outro dia falei sobre a importância de filtrar cada dia da nossa vida, guardando aquilo que é realmente importante, e descartando o que não interessa.

Mas, tal como fazemos com os ficheiros num computador, o que acontece muitas vezes é que guardamos nas pastas principais o que nos interessa, e enviamos o que não queremos para a reciclagem.

 

Só que, às tantas, também a nossa pasta de reciclagem fica cheia com o lixo que para lá fomos enviando, dia após dia. E esse lixo acaba por ocupar espaço, desnecessariamente.

Está a mais. E vai acabar, se não o eliminarmos, por interferir com a gestão de tudo o resto, roubando espaço para o que queremos, verdadeiramente, guardar, ou tentando-nos, a restaurá-lo e voltar a incomodar.

 

Por isso, para além da importância de de filtrarmos cada dia da nossa vida, é igualmente importante não acumularmos o lixo, que não interessa e, com alguma frequência, esvaziarmos a nossa vida desse mesmo lixo.

E por aí, costumam esvaziar a "reciclagem" da vossa vida regularmente, nem chegam a guardar nada nessa pasta, ou deixam acumular até não haver mais espaço?

 

A importância de filtrar cada dia da nossa vida

Tempo de aprender para filtrar |

 

Cada dia da nossa vida é uma espécie de matéria em bruto, com diversos constituintes.

É a soma de tudo aquilo que foi acontecendo nesse dia, daquilo que ouvimos, experienciámos, dissemos, fizemos, de bom e de menos bom.

Parece muito, porque está tudo junto, e confuso, porque está misturado. Não é fácil, no momento, arrumar ou organizar os nossos pensamentos e sensações.

 

Por isso, é importante, no final de cada dia, colocar tudo numa espécie de peneira, filtrar a matéria em bruto, e perceber o que foi realmente importante, e devemos levar connosco, e o que não passa de lixo, de impurezas que não servem para nada, e mais vale deitar fora.

É importante absorver tudo aquilo que nos é benéfico, que nos faz sentir bem, o que nos ajuda a melhorar e crescer, aquilo que queremos guardar, o que de bom resultou desse dia. 

E descartar aquilo que não nos servirá para nada, e não valerá a pena estar a guardar e a ocupar espaço. Aquilo que apenas nos corrói, que é destrutivo e prejudicial, e nos ensombrará os dias seguintes, impedindo-nos de ver o sol.