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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Da falta de consideração por quem dorme e descansa

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O largo, onde moro, tem um pequeno parque de estacionamento.

Que não é suficiente.

Há cada vez mais pessoas a morar ali e, por cada família ou habitante, mais do que um carro.

Por isso, os carros ficam estacionados onde dá, onde cabem. 

Porque ninguém quer ir estacionar longe.

Como já aconteceu ao meu marido que, à falta de lugar perto de casa, teve que ir deixá-lo a umas centenas de metros.

 

No largo onde moro passam, como seria de esperar, os camiões do lixo, que fazem a recolha do lixo dos contentores, que ficam mais abaixo. 

E acredito que, com os carros todos ali (mal) estacionados, seja difícil conseguirem passar.

Os proprietários dos veículos nem sempre têm consideração pelos demais.

Mas não se pode combater uma falta de consideração, usando outra, contra quem não tem culpa nenhuma no sucedido.

 

Ao condutor do camião que hoje, às 6 horas, se lembrou de dar duas buzinadelas, alto e bom som, e acordar a vizinhança toda, porque não conseguia passar mas que, afinal, depois, com jeitinho, até passou, só lhe peço: para a próxima vez, chame a GNR.

 

É que buzinar àquela hora, em que há pessoas a dormir e a descansar, à espera que os donos dos carros se levantem, é uma tremenda falta de consideração e de respeito, e totalmente inútil.

Sai pior a emenda, que o soneto!

 

Com que frequência esvaziamos o "lixo" da nossa vida?

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No outro dia falei sobre a importância de filtrar cada dia da nossa vida, guardando aquilo que é realmente importante, e descartando o que não interessa.

Mas, tal como fazemos com os ficheiros num computador, o que acontece muitas vezes é que guardamos nas pastas principais o que nos interessa, e enviamos o que não queremos para a reciclagem.

 

Só que, às tantas, também a nossa pasta de reciclagem fica cheia com o lixo que para lá fomos enviando, dia após dia. E esse lixo acaba por ocupar espaço, desnecessariamente.

Está a mais. E vai acabar, se não o eliminarmos, por interferir com a gestão de tudo o resto, roubando espaço para o que queremos, verdadeiramente, guardar, ou tentando-nos, a restaurá-lo e voltar a incomodar.

 

Por isso, para além da importância de de filtrarmos cada dia da nossa vida, é igualmente importante não acumularmos o lixo, que não interessa e, com alguma frequência, esvaziarmos a nossa vida desse mesmo lixo.

E por aí, costumam esvaziar a "reciclagem" da vossa vida regularmente, nem chegam a guardar nada nessa pasta, ou deixam acumular até não haver mais espaço?

 

A importância de filtrar cada dia da nossa vida

Tempo de aprender para filtrar |

 

Cada dia da nossa vida é uma espécie de matéria em bruto, com diversos constituintes.

É a soma de tudo aquilo que foi acontecendo nesse dia, daquilo que ouvimos, experienciámos, dissemos, fizemos, de bom e de menos bom.

Parece muito, porque está tudo junto, e confuso, porque está misturado. Não é fácil, no momento, arrumar ou organizar os nossos pensamentos e sensações.

 

Por isso, é importante, no final de cada dia, colocar tudo numa espécie de peneira, filtrar a matéria em bruto, e perceber o que foi realmente importante, e devemos levar connosco, e o que não passa de lixo, de impurezas que não servem para nada, e mais vale deitar fora.

É importante absorver tudo aquilo que nos é benéfico, que nos faz sentir bem, o que nos ajuda a melhorar e crescer, aquilo que queremos guardar, o que de bom resultou desse dia. 

E descartar aquilo que não nos servirá para nada, e não valerá a pena estar a guardar e a ocupar espaço. Aquilo que apenas nos corrói, que é destrutivo e prejudicial, e nos ensombrará os dias seguintes, impedindo-nos de ver o sol.

Surreal...ou talvez não!

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No outro dia, passei por uma barbearia onde tinha um cartaz a anunciar um Workshop de Barbas!

Barbudos de Portugal, isto deve ser para vós!

Será assim tão complicado tratar uma barba?

 

 

Estava ontem em casa quando um indivíduo me bate à porta, a dizer que me tinham batido no muro de casa!

Ah e tal, a minha mulher estava à janela a estender roupa, e viu o carro a bater no muro. Tirámos a matrícula, se quiser apresentar queixa.

Vou lá fora ver, e tive pena do condutor, porque o carro, tendo em conta a quantidade de plástico caído no chão aos bocados, deve ter ficado em pior estado que o muro!

Quem é que consegue a proeza de bater ali naquela parte do muro? Deve ser à moda de um que bateu no carro do meu marido para se desviar de um gato. Ou então, deve ter sido das imperiais que bebeu na festa!

Expliquei ao senhor que eu não era a dona da casa, que teria que falar com o meu senhorio. E ainda lhe fiz o favor de ir chamar o dito.

Tudo isto, de pantufas nos pés!

 

 

McDonald's em dias especiais, cá por Mafra, é para esquecer!

Ontem, então, quase nem se conseguia entrar para fazer o pedido, nem sair com os tabuleiros. Conseguimos, felizmente, uma mesa na esplanada. O problema é que tivemos que comer rapidamente, porque nos arriscávamos a que voasse tudo pelo chão fora, tal era o vento!

Os caixotes do lixo, ontem, passaram fome porque tudo o que era lixo, no caminho entre a mesa e o mesmo, voava pelo caminho! 

A teoria da obsolescência programada

 

De certeza já se aperceberam, tal como eu, que determinados produtos que compramos actualmente não têm nem metada da durabilidade dos mais antigos.

Muitas vezes comentei com familiares que, hoje em dia, se fabricam, propositamente, produtos para durarem pouco, para que as pessoas se vejam obrigadas a comprar novos produtos ao fim de algum tempo.

Salvo algumas excepções, claro, se repararem, os produtos tendem a durar o mesmo tempo que oferecem de garantia. Findo esse prazo, é normal começarem a surgir problemas que terão de ser resolvidos à nossa custa. Isto quando não vêm com aquela conversa de "ah e tal, isso não vale a pena mandar arranjar, é melhor comprar novo"!

Acredita-se que é uma estratégia das empresas de programarem os seus produtos – ou o seu tempo de vida – para durar menos do que a tecnologia actual permite, levando o consumidor a comprar novos modelos. Isto é mais visível nos automóveis, electrodomésticos e produtos electrónicos.

No entanto, este fenómeno a que chamam de obsolescência programada, não é recente. Parece que já data dos anos 50, quando a explosão do consumo em massa mudou a forma de trabalhar de algumas empresas.

Há várias formas de esta absolescência acontecer: 

- o próprio consumidor considera que o produto que tem em casa já é velho, tendo em conta novos modelos que foram lançados

- quando as empresas diminuem a durabilidade dos seus produtos, forçando os consumidores a comprar o dobro ou o triplo do que comprariam 

- quando o arranjo dos produtos sai mais caro que a compra de um novo produto 

 

Esta situação provoca o aumento da produção de lixo, gera mais gastos de energia e matérias-primas, e emissão de poluentes.

Mas há quem defende que nada disto é real, e que o único motivo para que os produtos tenham menos durabilidade é o avanço da tecnologia e o progresso.

O que é certo é que a maior parte dos electrodomésticos que aqui tenho em casa, já duram há mais de 10 anos. E tenho quase a certeza de que, se for agora comprar novos, nem uma terça parte desse tempo devem durar!

 

 

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