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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A feira já não é o que era!

 

Longe vão os tempos em que, quem não tinha dinheiro para comprar roupa e calçado nas lojas, ia à feira tentar encontrar produtos mais baratos.

Hoje em dia, arriscamo-nos a ir à feira, e pagar o mesmo ou até mais que numa loja.

Por exemplo, na sexta-feira vi umas botas numa sapataria aqui da vila, que custavam 45 euros.

Ontem, estavam umas semelhantes (mas mais feias para o meu gosto) na feira, ao mesmo preço!

Comprei na sapataria umas botas a 20 euros, numa promoção de fim de colecção do ano passado. 

Na feira, as botas do género rondavam todas os 32/ 35 euros.

 

Penso que até as pantufas de pelo saíram-me mais baratas na Serra da Estrela, do que aqui.

Mas como não vou à Serra...

Chego à conclusão que, na maior parte das vezes, não compensa comprar na feira.

 

É quase como aquela ideia de que ir às lojas dos chineses sai mais barato. Nem sempre.

Uns collants de lycra no chinês, custam € 1,50. Numa loja aqui do centro, € 1,30.

 

Mas depois, temos aqueles achados que valem a pena!

Um conjunto de lençóis de flanela por 10 euros, quando noutra banca me tinham pedido quase 30. Se são de boa qualidade, não sei, mas entre as duas hipóteses, não variava muito.

 

E, depois, há a facilidade com que hoje se compra, até mesmo aquilo que não faz falta.

Quando eu era pequena, tinha que esperar que os meus pais recebessem o abono de família, trimestral ou quadrimestral, penso eu, para poder comprar alguma coisa para mim. E, como não era muito, tinha que escolher aquilo que precisava mesmo, e barato, para dar para mais alguma coisita.

Hoje, chegamos ali, vemos alguma coisa, gostamos, e acabamos por comprar. Mesmo sendo algo que dá jeito, mas que não era mesmo necessário. Há sempre dinheiro.

 

Antes, tínhamos que ir munidos com dinheiro para a feira. Hoje, já há muitas bancas que têm multibanco.

Antes, a feira era maioritariamente dos ciganos. Hoje, vemos proprietários de lojas que vendem nas feiras.

Antes, havia sempre GNR a controlar o que por lá se vendia, e ainda me lembro de alguns feirantes, a vender contrafação, andaram a arrumar tudo à pressa e a fugir. Hoje, nem sinal da polícia.

 

Antigamente, os feirantes não gostavam que andássemos por ali a mexer em tudo, e ficavam irritados se não levávamos nada. Hoje, dizem-nos para ver, experimentar e pegar à vontade!

 

Há uma banca em especial, em que acabamos por parar sempre, para azar da minha carteira. Já em várias ocasiões comprei lá casacos e camisolas para a minha filha. E ontem não foi excepção!

 

Depois do boom, a "queda" do ouro

 

Algum dia a galinha dos ovos de ouro teria que deixar de os pôr!

Há uns anos atrás, assistimos ao boom nos negócios de compra e venda de ouro. Para qualquer lado que nos virássemos, havia uma loja dessas!

Chegaram a coexistir, num espaço de poucos metros, duas ou três lojas diferentes com a mesma finalidade.

Estávamos em crise, as pessoas precisavam de dinheiro rápido e a melhor forma de o conseguir era vender o ouro que possuiam.

Agora, com a descida da cotação do ouro, vendido a maioria dele por quem o tinha e não havendo, por outro lado, interesse naqueles que têm dinheiro em adquiri-lo, os portugueses recorrem cada vez menos à venda de ouro nas lojas de rua.

Assistimos, então, ao encerramento em massa deste tipo de lojas, podendo o negócio ter os seus dias contados.

 

Carnaval de 2013

 

Este ano a escola decidiu escolher, como tema para o desfile de carnaval, trajes típicos de outros povos.

E sei que há países que têm trajes muito bonitos. Mas o dinheiro e o tempo são poucos e, por isso mesmo, resolvi ser prática e optar pelo mais fácil.

Ora, havendo lojas de moda chinesas em cada rua e em cada esquina desta vila, nada melhor do que comprar um traje típico da China!

O que me surpreendeu, negativamente, é que apesar de haver tantas lojas chinesas, são poucos os trajes que têm do seu próprio país e, os poucos que têm, são básicos.

E eu que estava deslumbrada com algumas vestimentas que vi na internet, fiquei desapontada com tão pouca variedade.

Ainda assim, lá lhe comprei um fato comprido (porque o curto ficava curto de mais e mal lhe servia), de manga curta (não havia nenhum com aquelas mangas compridas e largas), a sombrinha a condizer, e os pauzinhos e a rede para o cabelo (vamos lá ver se com aquele cabelo enorme o penteado não se desmancha).

Menos um assunto com que me preocupar!

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