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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Sinto a Tua Falta, de Kate Eberlen

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Se tivesse que escolher a palavra que melhor define esta história seria, talvez, "perdoar".

 

É possível perdoar um irmão que nos deitava abaixo e achava que era melhor que todos?

É possível perdoar um filho, que nada fez para impedir o irmão de caminhar para a morte, ainda que nada pudesse fazer?

É possível perdoar pais para quem um filho significa tudo o que há de bom no mundo, e o outro filho a culpa pela morte do primeiro?

É possível perdoar o homem com que se teve uma relação de seis anos, e abandona a companheira porque de um caso com outra mulher resultou uma gravidez?

É possível perdoar um homem que, mesmo estando ao nosso lado, nunca percebeu o que afinal nós precisávamos?

 

 

É possível perdoar a nossa melhor amiga por ter começado a namorar sem nos contar?

É possível perdoar a nossa melhor amiga por se estar a deixar deslumbrar pelo dinheiro e pela vida de rica que lhe está a ser dada, e ter atitudes que, antes, seriam impensáveis? 

É possível perdoar a nossa melhor amiga quando, mal viramos costas, ela nos rouba o namorado, embora sabendo que, de qualquer forma, nunca iríamos levar a relação avante?

 

 

É possível perdoar uma mãe que morre de cancro, deixando-nos perdidas e com o futuro destruído, apesar de nenhuma culpa ter por isso?

É possível perdoar um pai que não dá valor à filha, nem a tudo o que ela tem feito desde a morte da mãe?

É possível perdoar um irmão que também nos desvaloriza, e manteve a sua vida à distância, mesmo sabendo que as irmãs, sobretudo a mais nova, precisavam de si?

É possível perdoar a irmã de quem cuidámos desde a morte da nossa mãe, sacrificando os nossos sonhos, quando ela nos acusa de não a ter deixado viver?

 

 

É possível perdoar o destino, que nos coloca no caminho de tantas pessoas, e vice-versa, umas boas, outras nem tanto, enquanto mantém à distância aquela que seria a mais acertada?

 

 

E, afinal, o que há a perdoar?

É a vida...Tudo isto faz parte da vida, das nossas experiências. 

 

 

Tess e Doll são as melhores amigas, e estão de férias a fazer um interrail. Tess pressente que a sua vida irá, de certa forma, mudar. Tem uma estranha sensação, mas não sabe explicar. Entretanto, recebe o tão desejado resultado dos exames, que lhe garante a entrada para a universidade.  

Durante este interrail, Tess conhece Gus, embora não troquem grandes palavras.

Ao longo de mais de 10 anos, os seus caminhos irão cruzar-se sem, no entanto, se encontrarem, mesmo estando a escassos metros um do outro. É estranho imaginar como, por vezes, as pessoas estão tão perto e, ainda assim, tão inacessíveis...

 

Gus é o segundo filho de uma família que não o perdoa por ter virado costas ao irmão mais velho, quando ele inconsequentemente, decide deslizar na neve fora da pista, sofrendo um acidente que lhe ditou a morte. Gus foi para a universidade, formar-se em medicina. É lá que conhece Nash, que se tornará uma grande amiga, e que conseguiu aquele quarto à última hora, devido a uma desistência.

 

Tess descobre, quando regressa das férias, que a mãe tem um cancro em estado avançado, acabando por morrer, deixando a seu cargo Hope, a irmã mais nova, que sofre de síndroma de Asperger. Assim, ela passa a cuidar da irmã, desistindo da universidade.

 

Toda a história será alternada entre a vida de Tess e a de Gus, desde esse momento, até à actualidade, e tudo aquilo por que passaram: conquistas, derrotas, paixões, desamores, discussões, frustrações, desilusões, reviravoltas, desencontros, lutas.

 

Poderão Tess e Gus, ao fim de tantos anos, voltar a encontrar-se? Será que estão destinados a ficar juntos ou será, nesta altura, tarde demais para ambos?

Sair do trabalho e ver o mar!

 

Não é para todos!

Nem todos os dias.

E não, não estou a trabalhar ao pé da praia. Estou, na verdade, a cerca de 10 km da Ericeira.

Mas aqui, do centro de Mafra, em determinados dias, consegue-se avistar o mar lá ao fundo, no horizonte.

E ontem foi um desses dias em que saí, por volta das 19 horas, e consegui ver perfeitamente o mar, reluzente, com os raios de um sol escaldante já a baixar de encontro a ele! Realçava-o ainda mais o céu azul vivo.

Tive pena de não ter tirado uma foto. Mas, por outro lado, guardei a imagem só para mim :)

E que vontade que me deu de dar um mergulho naquele mar! 

Parecia estar ali mesmo à frente, lá ao fundo. Se pudesse saltar daqui para lá...

Mas não. Parece perto, mas está longe.

Ainda assim, consegui vislumbrá-lo até metade do caminho. Até eu acabar de descer a rua, e ele desaparecer da minha vista.

Hoje já não se vê.

Porque está meio nublado. Porque o céu já se confunde com ele, naquele azul desbotado que nem é azul, mas não chega a ser cinzento ou branco.

E porque uma vista tão bonita como aquela que pude apreciar, são raras, e assim devem permanecer, sob pena de perderem toda a beleza, tornando-se banais!

 

 

Imagem retirada da net (à falta da original)

Saudades

 

Na hora da despedida, é bom vermos também a parte boa! Para que uma lágrima se transforme em sorriso, e o aperto no coração dê lugar a pensamentos reconfortantes...Para que a tristeza e o desespero da partida temporária, possam ceder a passagem à força e à alegria do próximo reencontro!

É nestes momentos que confirmamos a importância que a pessoa amada tem para nós! Não porque não lhe damos o devido valor quando está por perto, mas porque a valorizamos ainda mais quando está longe! 

Porque...

...a parte boa de ires embora, é saber que voltas!

...a parte boa de estarmos alguns dias sem nos vermos, é ficarmos com saudades e podermos matá-las quando estamos juntos!

...a parte boa de estar sozinha é poder, nessa altura, parar, estar em sossego, e perceber como é bom ter-te na minha vida, como é bom estar contigo, e como te amo!

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