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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Postura louca ou acertada, é a minha!

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Uma das formas de promover uma boa relação entre pais e filhos, sobretudo filhos adolescentes, é uma espécie de “metamorfose mútua”, em que os pais devem tentar colocar-se no lugar dos filhos, e tentar compreender o que está a acontecer com eles, da mesma forma que os filhos se devem tentar colocar no lugar dos pais, e compreender o que os leva a agir de uma determinada forma, os limites que muitas vezes colocam, e os receios que sentem.

 

Os filhos crescem, não serão para sempre aqueles meninos(as) pequeninos(as) de há uns anos atrás. De nada adiante querer tapar o sol com a peneira, esconder a cabeça na areia e fazer de conta que nada muda.

 

O que os filhos mais precisam, é que os pais estejam presentes e os apoiem, aconselhem, orientem. Se os filhos sentirem abertura e confiança nos pais, mais facilmente partilharão com estes os seus sentimentos e mudanças que estão a ocorrer na sua vida, em vez de esconder. Caso contrário, irão fechar-se, guardar para si ou procurar noutras pessoas, aquilo que deveriam ter e não têm naqueles que deveriam ser os primeiros a lá estar.

 

E com este apoio, abertura e confiança, não quero dizer permitir, fazer as vontades, e estar de acordo com tudo, só porque eles falaram connosco. Mas, se não devemos cair no facilitismo e total permissão, também não devemos pecar pela recusa ou rejeição imediata.

 

Já todos tivemos a idade dos nossos filhos, sabemos bem como éramos e o que fazíamos, ou queríamos fazer, e as consequências que, eventualmente, resultaram da proibição, falta de diálogo, desconhecimento ou alienação dos pais.

 

É certo que as coisas, hoje em dia, tendem a ocorrer em idades cada vez mais precoces, e cabe a nós, pais, adaptar-mo-nos a essa nova realidade, encarando cada situação com a seriedade e respeito que ela merece, mas com alguma leveza também, sem entrar em parafuso ou fazer um bicho de sete cabeças de cada uma delas.

 

Acima de tudo, é importante dialogar com os nossos filhos, tentar perceber o que sentem e se o que pretendem faz sentido ou não, expôr o nosso ponto de vista sobre as situações que nos apresentam.

 

E, se for o caso, com a permissão para alguns direitos que os filhos pretendam ter, incluir também alguns deveres, que deverão cumprir, para que tudo resulte nos dois sentidos, sem prejuízo para o seu futuro. 

 

Afinal, é disso que se trata, do seu futuro e da sua vida, do seu sucesso a todos os níveis - escolar, pessoal, familiar e emocional - através da interacção com todos aqueles que os rodeiam.

Eliza Graves: A Experiência

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Todos temos um pouco de loucos dentro de nós. Alguns, têm mais do que seria de esperar.

Existem pessoas, aparentemente lúcidas, que são completamente loucos. E loucos que ainda conservam a sua lucidez, muitas vezes maior que os supostas pessoas lúcidas. 

Nem tudo é o que parece neste filme, e esse é o grande trunfo - o factor surpresa.

 

Sobre o tema em si, já não me era estranho, por conta de alguns livros que já li, que retratavam a vida nos manicómios, no passado, e a forma como os supostos loucos, ali internados, eram tratados. 

Naquela época, qualquer pessoa que fosse um pouco diferente, ou que tivesse determinadas atitudes mais condenáveis aos olhos da sociedade, era considerada louca, e enviada para hospícios.

Hoje em dia, nunca ali estariam. Naquele tempo, juntavam-se pessoas realmente doentes e loucas, com outras cujo problema nada tinha a ver com loucura.

Alguns médicos até poderiam fazê-lo por mera crença de que aquele "tratamento", de facto, seria o mais adequado, mas também havia nesses manicómios muitos médicos abusadores e repulsivos, que retiravam prazer da tortura que inflingiam aos doentes, que se valiam da posição para agir a seu bel prazer, sem que ninguém ousasse denunciá-los, muitos profissionais que tratavam aquelas pessoas como coisas, que não mereciam nada mais que aquilo que lhes davam que, parece-me a mim, era mais o que tiravam: a dignidade.

Violações, privação de comida ou má qualidade da mesma, choques eléctricos, banhos de água gelada, brutalidade nas tarefas mais simples, o tratamento como animais ou mesmo monstros, muitas vezes acorrentados ou enfiados nas solitárias.

Como é óbvio, quanto mais os tratam assim, mais revoltados ficam, e têm tendência a se defender ou agredir quem lhes faz mal mostrando, a quem está de fora, que são, realmente, "animais perigosos" ou, pelo contrário, a resignar-se e permitir os abusos, dando a entender que os tratamentos resultam.

 

"Tratem-me como um monstro, e monstro serei. Tratem-me com humanidade, e verão o humano que vive dentro de mim."

 

Quando o filme começa, conhecemos Eliza Graves, uma paciente do manicómio Stonehearst, que se percebe que tem sido vítima de abusos mas, ainda assim, está longe de ser louca, pedindo ajuda a todos aqueles estudantes que um dia virão a ser psiquiatras, que a salvem. O psiquiatra, que está a dar a palestra e a exemplificar com base nestes doentes, faz o seu papel, e todos tomam notas, partindo do princípio que a mulher é louca, e os métodos são válidos e eficazes.

Entretanto, uns tempos mais tarde, o Dr. Edward Newgate, recém formado, chega ao Hospício Stonehearst para uma espécie de curso de especialização pós graduação, sendo recebido pelo superintendente Dr. Silas Lamb.

Edward fica um pouco estupefacto com a forma como o hospício é gerido, e os doentes tratados, incluídos nas tarefas diárias, nas refeições, juntamente com os médicos e funcionários, e tratados como humanos que são.

Até que se apercebe que quem está ao comando do hospício são os loucos, e que os verdadeiros profissionais estão aprisionados.

 

Edward tudo fará para reverter a situação, até perceber que não há motivos para ajudar quem nunca soube ajudar. No entanto, também não está disposto a colaborar e pactuar com as acções que vai vendo por parte de Lamb, cuja situação lhes está a fugir ao controlo.

 

Apaixonado por Eliza, que desde o início quer levar consigo dali para fora, vai acabar por ajudá-la, e a todos os que precisam, naquele hospício.

 

O final, esse terão mesmo que ver, para ficarem, ou não, tão surpreendidos como eu!

Até as pessoas mais sensatas...

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...podem ter os seus momentos de impulsividade!

 

Algumas pessoas, tipo eu, são as chamadas "sensatas" da família, que pensam e ponderam muito as decisões, que medem os prós e os contras, que só gastam o necessário, e por aí fora.

Mas também nós temos direito aos nossos momentos de loucura, de impulsividade! 

 

Nessas alturas, temos que inverter o jogo, e alguém tem que, por uma vez, fazer o nosso papel habitual e chamar-nos à Terra, trazendo-nos de volta à realidade!

Instinto Maternal

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Vimos uma vez o trailer, quando andávamos à procura de um filme para ver. 

Nessa altura, ainda só estava disponível para aluguer, no videoclube da Meo.

Entretanto, recentemente, vimos que ia passar na TV e gravámos. Vimo-lo na sexta-feira passada.

 

O filme começa com um primeiro contacto entre Scarlet e um estranho vizinho, Seth, de quem a filha de Norah não gostou muito, apesar de até estudarem na mesma escola.

Mas se, no início, essa antipatia é minorizada, o mesmo não acontece quando o irmão de Scarlet, Gus, que se encontrava a cargo da irmã enquanto os pais estavam fora, desaparece de casa. Isto depois de Norah tomar conhecimento de que esse mesmo Seth andou a fotografar a sua filha em roupa interior, e a anda a assediar, enviando-lhe as fotografias para o telemóvel.

 

Todas as pistas apontam para Seth, um jovem estranho, delinquente, com antecedentes criminais, e proveniente de uma família desestruturada, como grande responsável pelo rapto de Gus mas, sem provas, não o podem manter detido.

Por outro lado, ao longo do filme, ficamos com aquela sensação de que isso seria demasiado óbvio, e que, mesmo estando envolvido, deverá haver algo ou alguém por detrás desse acto. A minha suspeita começa a cair sobre o detective encarregado do caso que, a dado momento, até "planta" provas incriminatórias em casa de Seth, levando a mãe deste a ser levada pela polícia.

 

No entanto, Norah, uma mulher de fibra, garra, capaz de tudo para ter o seu filho de volta antes que seja tarde demais, está convicta de que Seth é o raptor e não hesita em fazer tudo o que pode, resolvendo, perante uma justiça lenta e pouco activa, as coisas à sua maneira.

Norah consegue levar Seth, depois de inanimado por lhe ter dado uma pancada na cabeça, para uma casa isolada que está a tentar vender, e colocá-lo dentro de uma jaula, sem roupa e amarrado, onde pretende torturá-lo ou, até, matá-lo, se ele não lhe revelar o paradeiro do seu filho.

 

Só que as coisas não correm como seria de esperar, e agora, não só Gus corre perigo, como também Scarlet. E o tempo está a fugir por entre os dedos...

Conseguirá Norah salvar ambos os filhos? E, afinal, quem é que está por detrás do desaparecimento dos dois? Estará o instinto de Norah certo desde o início, ou será apenas o desespero a falar mais alto?

 

 

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