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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Ainda vale a pena ajudar alguém nos dias que correm?

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Apesar de continuar a fazê-lo sinto que é, cada vez mais, necessário ter cuidado com as pessoas a quem ajudamos, porque podem servir-se da nossa ajuda para seu próprio benefício.

Quem ajuda, fá-lo porque é a sua natureza, porque acha que é o correcto, aquilo que deve fazer, ou até aquilo que gostava que, algum dia, fizessem por si.

Mas, se há quem reconheça, quem agradeça, quem saiba guardar para si essa ajuda, sem qualquer outra intenção, também há quem se sirva de palavras de apoio, de compreensão, de gestos, para deturpar tudo da forma que lhe é mais conveniente, pensando apenas em si mesmo, utilizando essa ajuda como arma de luta contra outros, ou como forma de atingir terceiros.

E, quando damos por isso, estamos no meio de um fogo cruzado que nada tem a ver connosco directamente, mas em que acabámos envolvidos e do qual, com sorte, ainda saímos atingidos como dano colateral.

Ou tornamo-nos um meio para as pessoas atingirem os seus fins, atirando-nos depois aos "lobos", como alguém a quem damos a mão para depois no-la pisar, quando já não precisar, ou alguém a quem ajudamos a escalar para, depois, nos atirar lá para baixo.

Se ainda assim, vale a pena ajudar alguém nos dias que correm?

Penso que e algo tão natural e inato que, quem sempre o fez, continuará a fazer, mas talvez com mais precaução. Just in case...

 

Da abstenção nas eleições do passado domingo

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Eu diria que a abstenção se traduz numa única palavra: desesperança!

 

Muito se tem falado sobre a enorme taxa de abstenção que caracterizou as eleições do passado domingo.

Muitas têm sido as críticas a quem não foi às urnas, a quem não exerceu o seu direito de voto, a quem se esteve a marimbar para o que estava ali em causa, e preferiu ficar em casa, ou ir para qualquer outro lado passear.

 

 

Ah e tal "Abster-se de votar não é uma forma de protesto. Existem outras formas de mostrar descontentamento."

Ah e tal "Quem não vota não tem depois o direito de reclamar ou exigir nada, porque não fez nada para mudar o que considera que está mal."

Talvez.

 

 

Mas uma coisa é certa: 

Não chega apenas apelar ao voto.

Não chega a possibilidade de votar em branco.

Não chega ir lá e entregar um voto nulo.

 

 

 

Mais do que isso, é preciso que surja um candidato/ partido, que nos faça acreditar na causa que defende, que nos convença de tal forma, que nos leve a levantar o rabo do sofá para dar esse voto de cidadania (e de confiança) com vontade, e gosto por exercer o nosso direito. Com esperança numa mudança.

E não é o que acontece hoje em dia, à excepção, talvez, do PAN, que tem vindo a marcar pontos e a revolucionar aos poucos. O PAN é aquele que, à falta de outro melhor, acaba por se mostrar diferente, e mais convincente. Mas não ainda o suficiente.

 

 

Os portugueses vivem em desesperança pelas propostas que são apresentadas. São mais do mesmo. E do mesmo que ninguém quer.

Os portugueses acreditam que, qualquer um que seja escolhido, fará o mesmo que os outros, mesmo que tenha prometido o contrário.

 

 

Só no momento em que surgir alguém capaz de revolucionar o actual panorama político, capaz de nos fazer juntar à causa, e lutar por ela, como fazemos, hoje em dia, em tantas outras áreas, se poderá reverter este quadro de abstenção.

Isso, ou então acenar aos portugueses com uma "cenoura", a que terão direito se cumprirem a sua parte (votando). Por norma, costuma ser ainda mais eficaz!

Vale para a amizade...vale para o amor

Texto alt automático indisponível.

 

Quando é forte, resiste...
Quando é verdadeiro, é inabalável...
Quando é sincero, torna-se imune...
Quando é sentido, não desvanece...

Não importa o quê, ou quem, se atravesse no caminho para derrubar, quebrar ou enfraquecer, dificilmente conseguirá atingir o seu objectivo.
Nem o tempo, nem a distância, nem aqueles que estão contra nós, e não nos querem ver felizes.

Cada um tem que cometer os seus próprios erros...

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...pois só assim irá, também ele, aprender com os mesmos.

 

Muitas vezes damos por nós a aconselhar os outros, sobretudo aqueles que amamos, ou nos são próximos, a agir de determinada forma, ou a evitar certas coisas, comentários ou gestos, porque consideramos que serão um erro a evitar. Algumas vezes, dizemo-lo por intuição, por sexto sentido, ou sem qualquer motivo em concreto. Outras, porque nós mesmos o fizemos, e percebemos o erro que cometemos. Daí não querer que os outros caiam nesses mesmos erros. Daí querermos que eles ajam de forma diferente daquela que nós agimos como se, dessa forma, estivessemos a viver de novo a nossa vida, sem os erros que dela fazem parte, a corrigir os nosso próprios erros.

No entanto, por mais que queiramos proteger ou mudar o rumo daqueles que gostamos, não adianta tentar que eles não cometam erros. Porquê?

Porque nunca saberão que são erros, se não os fizerem. Para eles, vai ser sempre algo a experimentar, e algo de que estão certos ser o melhor, até que a vida lhes mostre o contrário. Por isso, só vão perceber que erraram, quando cometerem esses erros! Faz parte da vida.

 

A nós, resta-nos vê-los viver a vida, lutar da forma que acham melhor, mesmo que não seja a mais acertada, aconselhar mas sem impôr, estando presentes na hora em que tudo der certo mas, sobretudo, no momento em que eles perceberem que acabaram de cometer um erro.

 

Afinal, só não erra que não faz nada, e é com os erros que cometemos ao longo da vida que ganhamos ferramentas para enfrentar o futuro. 

E, muitas vezes, só descobrimos o melhor, depois de experimentar o pior.

A verdade compensa sempre?

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No outro dia estivemos a ver um filme "A Força da Verdade", em que um neuropatologista forense descobre o que está por detrás da morte dos jogadores de futebol americano - uma doença cerebral degenerativa provocada por constantes lesões na cabeça, em campo.

O problema é que essa é uma verdade que não convém a ninguém ser descoberta, e muito menos exposta, colocando em causa o desporto mais amado pelos americanos, e que move milhões.

Ainda assim, o Dr. Bennet Omalu está disposto a ir até ao fim, e às últimas consequências, para evitar que mais mortes venham a acontecer. Só que isso implica chocar de frente com os maiores interessados, e com gente poderosa capaz de tudo, para o silenciar.

Assim como este caso, existem muitas outras verdades que convém a determinados grupos, pessoas e entidades manter escondidas a todo o custo.

No caso do Dr. Bennet, ele perdeu o trabalho, perdeu o filho, e foi obrigado a mudar de cidade, sob pena de ser expatriado de novo para a Nigéria. Para outros, a verdade tem um preço mais elevado.

 

E foi aí que surgiu a minha questão: até que ponto vale a pena, até que ponto compensa trazer à luz a verdade? 

Até que ponto estamos dispostos a ir, em nome da verdade?

Até que ponto a verdade vale mais que a própria vida, ou a daqueles que nos são próximos?

Até que ponto conseguirão os mais fracos, ganhar uma batalha contra os poderosos?

 

Penso que, por vezes, é preferível ficar com a verdade só para nós. Por vezes, há batalhas nas quais não valerá a pena entrar. Que faremos nós com uma verdade que não interessa a mais ninguém, que dali a dois dias será esquecida, que nos tira tudo aquilo que temos?

O que faremos com essa verdade, quando não nos sobrar mais nada?  

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