Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Pessoas que gostam de ser o centro do universo

menos-egocentrismo-por-favorcópia.jpg

 

Gostam. E, parece-me, precisam.

São aquelas pessoas que, num primeiro momento, cativam todos à sua volta.

São simpáticas com todos. Prestáveis. Amigas.

Sim, são daquelas que dizem que são amigas de toda a gente.

E são! Desde que sejam elas o centro das atenções. Da bajulice. Da preocupação e dos cuidados.

Desde que sejam elas a estrela, e ninguém mais as ofusque.

 

Porque, quando isso acontece, a máscara cai.

E passamos a ver pessoas mesquinhas, invejosas, traiçoeiras.

Daquelas que até aceitam ver alguém bem, mas nunca melhor do que elas.

Pessoas que elevam a incoerência ao nível máximo.

Que se acham senhoras e donas da razão. 

Mesmo que não tenham nenhuma.

 

 

 

Os "lobos em pele de cordeiro" deste mundo

13 ideias de Lobo em pele de cordeiro para salvar hoje | ideias de  tatuagens, tatuagens retro, inspiração para tatuagem e muito mais

 

Eles andam por aí.

Disfarçam-se de bondade, de companheirismo, até de amizade.

Acolhem e protegem aqueles que acreditam que os seguirão fielmente, porque os veem como "líderes".

Ou aqueles que, a seu ver, são mais fracos, e nunca lhe farão frente, pelo que não constituem uma ameaça.

Mostram-se sensatos, amistosos, sábios.

E assim conquistam todos ao seu redor.

 

No entanto, basta que algo, ou alguém, se atreva a sair do trilho, para estes lobos começarem a deixar cair a sua máscara.

Para começarem a mostrar o que se esconde por debaixo do aparente cordeiro inofensivo.

Pessoas arrogantes, prepotentes, com a mania que são mais, e melhores, que os outros.

Pessoas que não sabem conviver e lidar, ou tentar compreender a diferença.

Que acham que, por falarem num tom de voz baixo e monocórdico, ou por terem o dom da oratória, não deixam transparecer o ataque, a agressividade, a ameaça velada que estão a transmitir aos outros.

 

E é desses que devemos manter a distância.

Porque uma pessoa até pode não estar correcta nas coisas que diz, na forma como o diz, no tempo em que o diz, mas não ter maldade ou más intenções.

Já aqueles que não se permitem perceber isso, compreender os outros, e agem com superioridade, com desprezo, com rancor, com uma raiva disfarçada sem qualquer motivo, acabam por ter pior carácter, do que aqueles que querem denegrir.

 

Uma pessoa que se impõe de forma autoritária, falando sem permitir que os outros também falem, atacando sem permitir que o outro se defenda, como se só ela fosse a dona da razão, e os outros tivessem que se vergar ou curvar perante si, é uma pessoa a manter bem longe. 

 

Distância de falinhas mansas, de discursos fingidos, de olhares raivosos, dos "lobos em pele de cordeiro" deste mundo.

Esplanadas, máscaras e vírus - expliquem-me como se eu fosse muito burra!

esplanada cpo gd.jpg

 

Não sendo uma grande frequentadora de cafés, restaurantes ou esplanadas, compreendo perfeitamente que, beber um café, comer qualquer coisa, ou ter 5 minutos de conversa, com os amigos, família ou colegas, se faz melhor quando sentadinhos a uma mesa.

E com o tempo bom a ajudar, ainda melhor. Quem é que não gosta de estar sentado numa esplanada a apanhar solinho? Ou à sombra do chapéu, nos dias de maior calor?

É perfeitamente normal. Ou seria. Em tempos normais.

O que não é o caso.

 

Desde segunda-feira que é permitido voltar a fazer uso das esplanadas e, como as coisas, depois de nos terem estado vetadas, nos sabem sempre melhor, para além do facto de o interior dos espaços ainda não poder ser ocupado, houve uma inevitável corrida às mesmas, por parte de muitos portugueses.

Nada contra mas...

 

Expliquem-me, como se eu fosse muito burra, com direito a desenho se for preciso, como funcionam as regras de segurança numa esplanada.

Não falo de pessoas que estão sozinhas porque, partindo do princípio que as mesas cumprem a devida distância de segurança, não haverá grande risco.

Não falo de membros do mesmo agregado familiar, que esses também estão juntos noutros espaços e, suponho, sem restrições.

 

Falo de amigos, conhecidos, colegas de trabalho ou familiares que não vivem juntos, mas que se juntam à mesa, numa qualquer esplanada.

Enquanto não são servidos, e correndo o risco de transmitir o vírus, os mesmos devem permanecer com a máscara posta.

A partir do momento em que são servidos, como é óbvio, não podem comer ou beber de máscara, por isso, estão autorizados a retirá-la.

Então, e nessa altura, em que estão a menos de um metro de distância, sem máscara, a comer e, com toda a certeza, a conversar, provavelmente até mais tempo, do que aquele que passaram à espera, já não há risco de transmitir o vírus?

Depois, quando acabam, voltam a ter que pôr máscara porque o vírus já gozou a sua pausa, e volta ao ataque. E as pessoas que, até aí, estavam imunes, voltam a correr risco de contágio. É isto?

 

Ou seja, o vírus deixa as pessoas comer em paz, mas pode atacar antes e depois das refeições?

Faz sentido?

A sério que não percebo...

 

Mais cedo ou mais tarde, o verdadeiro carácter de uma pessoa acaba por se revelar

67-675306_previous-mascara-v-de-vingana-desenho-cl

 

As pessoas são como são e, por mais que finjam ser outra coisa durante algum tempo, a máscara acaba por cair, e mostrar o que está por baixo.

Na vida, cada vez mais acredito que não temos que provar ou mostrar nada a ninguém. Nem para nos defendermos, nem para tentar fazer os outros perceberem quem tem razão, e quem esteve mal.

Quem quiser acreditar naquilo que somos, e naquilo que dizemos ou fazemos, acredita. Quem não quiser, está no seu direito. 

A vida acabará por dar a resposta e, mais cedo ou mais tarde, o verdadeiro carácter de uma pessoa acaba por vir ao de cima, e revelar-se.

 

 

Máscaras e chuva não combinam

quadro-decorativo-abstrato-mulher-guarda-chuva-umb

 

Nas férias, tive que ir dar umas voltas, precisamente num dia em que estava a chover.

Fui com a minha filha.

Chapéu de chuva aberto, máscara na mala. Com o vento que estava, se levasse a máscara posta, ficava logo molhada.

 

Assim, de cada vez que queria entrar em algum lugar, tinha que fazer ginástica a segurar o guarda-chuva, ao mesmo tempo que punha a máscara, fechava o guarda-chuva e entrava. Para depois tirar a máscara e guardá-la, para poder abrir o guarda-chuva.

Depois de repetir este processo várias vezes, chego a casa e verifico que, mesmo assim, a máscara ficou molhada, numa parte.

 

Hoje, a chuva voltou.

E, com ela, as manobras para colocação da máscara sem a molhar.

Com o regresso às aulas, já estou a imaginar os alunos a entrarem e saírem da escola, aos molhos, à chuva, com máscara. A maioria até anda quase sempre à chuva. Vão ter que ter um grande stock de máscaras para irem trocando.

E vai dar confusão certa!