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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Três anos depois...

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... da chegada da Covid 19...

 

... das mil e uma exemplificações de como usar uma máscara,

de outras tantas de como não usar,

e de toda a informação sobre a protecção que as mesmas oferecem...

 

... num tempo em que ainda é obrigatório usá-las em locais específicos,

onde as pessoas estão mais vulneráveis,

e susceptíveis de apanhar o vírus...

 

... aqueles que deveriam dar o exemplo, são os primeiros a não o fazer!

 

Já não é a primeira vez que, no hospital, enquanto esperamos ser chamados para a consulta, assistimos a auxiliares que têm a máscara só a enfeitar.

Da última vez, era uma auxiliar a organizar uma festa de aniversário por telemóvel e, de cada vez que fazia uma chamada, baixava a máscara para falar.

Ontem, uma tinha-a no queixo. Levantava-a quando acabava de falar com a colega e ia a algum sítio. Quando eu a voltava a ver, já estava com ela baixada outra vez.

Uma outra, mantinha-a abaixo do nariz. Nem se dava ao trabalho de a subir.

 

Eu sei que não é fácil andar o tempo todo com ela posta mas, já que nós, utentes, temos que as usar e aguentar, ao menos tentem mantê-las enquanto estão a ser vistas.

 

 

 

Máscaras: obrigatoriedade e liberdade

Vetores de Emoji De Sorriso Usando Uma Máscara Cirúrgica Protetora Ícone  Para Surto De Coronavírus e mais imagens de Amarelo - iStock
"A liberdade consiste em fazer-se o que se deve e não o que se quer. Liberdade significa responsabilidade, é por isso que tanta gente tem medo dela."

Bernard Shaw

 

Quem me conhece, sabe que evitei ao máximo o uso da máscara.

Nunca usei quando era facultativo.

Comecei a usar nos espaços em que era obrigatório, continuando a evitar o seu uso onde ainda era permitido respirar ar puro.

 

E agora? 

Continuo a considerar que o uso da máscara não é a solução por si só, nem um factor determinante para o controlo da pandemia.

Continuo a pensar que pode trazer outros problemas associados ao uso contínuo.

Continuo a não me sentir bem com ela posta.

E é por isso que, sempre que não tenho pessoas perto de mim, na rua, continuo a não usá-la.

 

Mas, a minha liberdade termina onde começa a do outro. 

Por isso, sempre que estou a passar por locais onde estão outras pessoas, ainda que seja de passagem, por alguns segundos, coloco-a.

Porque eu posso não querer usá-la, mas não tenho o direito de prejudicar os outros. Mesmo que eu não acredite muito na sua eficácia, há quem acredite que a máscara protege, e a use para proteger os demais, para me proteger.

Por isso, é meu dever, retribuir esse cuidado.

 

Ainda hoje, li esta passagem d'"Os Maias", e faz tanto sentido no dias que correm:

"Aí está por que em Portugal nunca se faz nada em termos! É por que ninguém quer concorrer para que as coisas saiam bem... Assim não é possível! Eu cá entendo isto: que num país, cada pessoa deve contribuir, quanto possa, para a civilização."

 

Não só pelo uso das máscaras, mas por todos os comportamentos que o bom senso deveria ditar, mas que acabam por ficam perdidos nas intenções, ou regulados pelo egoísmo de cada um.

Balanço da primeira semana e meia de aulas

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A primeira conclusão a que cheguei é que terei que fazer uma reclamação por conta das máscaras oferecidas: provocam amnésia!

É que, quando pergunto à minha filha como correram as aulas, o que disseram os professores, ou o que estiveram a fazer, diz que já não se lembra.

Brincadeira à parte, até se adaptou bem a passar horas com máscara.

 

Ainda antes do início das aulas, dizia-se que as primeiras quatro semanas seriam para rever a matéria do último período do ano anterior.

Em algumas disciplinas, no entanto, já está a dar matéria do 11º ano. E noutras, os professores avisaram, nos primeiros dias, que na semana seguinte teriam que começar com matéria deste ano.

 

As aulas são quase todas na mesma sala, com lugar marcado. A diferença em relação ao ano passado é que as secretárias, individuais, em vez de estarem juntas, estão separadas.

O acesso à papelaria e ao bar está mais condicionado. Não podem andar pela escola à vontade, como antigamente.

Os intervalos são mais curtos, mas podem sair das salas. As idas à casa de banho são preferíveis durante a aula.

 

Têm aulas normais de educação física, com a diferença de que têm que andar com um saco com garrafa de água, máscara e gel desinfectante atrás.

E são divididos em grupos, sendo que o grupo com quem a minha filha está, nem sequer são os colegas que, nas salas, estão sentados mais proximamente.

Acabaram por tocar todos na mesma bola, quando jogaram basquetebol.

Não podem tomar banho na escola, e devem ir, de preferência, já equipados de casa.

 

E, para já, é isto.

 

 

Imagem: noticiasaominuto

 

 

 

 

O preço das máscaras está a voltar ao normal

Máscaras cirúrgicas 1 unidade

 

As primeiras máscaras cirúrgicas que comprei, em Maio, na farmácia, custaram-me € 1,70 cada uma, vendidas em avulso.

 

Em Julho, comprei uma embalagem de 15 máscaras, no Intermarché, por cerca de 8 euros (entretanto baixaram para 7), o que dava uma média de € 0,53 cada uma.

 

Há umas semanas, numa farmácia em Lisboa, conseguimos comprar uns packs de 5 máscaras, por € 1,55, o que dava uma média de € 0,31 cêntimos por máscara.

 

No passado fim de semana, conseguimos comprar, no Continente, uma caixa de 50 máscaras, por cerca de 6 euros, ou seja, o préço de cada máscara fica em € 0,12 cêntimos.

 

Não faço ideia quanto custaria uma máscara antes da pandemia, porque nunca tinha comprado, mas parece-me que está a voltar ao normal.

Mafra está a distribuir kits de máscaras por toda a população

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Aqui no concelho, o Presidente da Câmara distribuiu por toda a população, kits com 8 máscaras (1 kit por família/ casa).

Depois das imensas dúvidas, de como seria, caso o uso da máscara fosse obrigatória - se teríamos de comprar, se seriam distribuídas nos espaços públicos e transportes, ou como teríamos acesso a elas, sobretudo tendo em conta o preço, e a escassez das mesmas, eis que surge esta excelente iniciativa da Câmara Municipal de Mafra, que é de louvar.

Durante o dia de ontem, foram colocados os kits nas respectivas caixas de correio.

 

Dizem que estas máscaras, agora distribuídas, deverão ser suficientes para 2 meses.

Ora, na nossa casa, somos pelo menos dois a sair, pelo que, ainda que só se vá às compras uma vez por semana, há sempre outras situações em que poderemos ser obrigados a usá-la.

Assim, duvido que 8 máscaras sejam suficientes para os dois meses que seria suposto durarem.

Mas é uma grande ajuda e, agora, caberá a cada um, fazê-las render.