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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Do reconhecimento daquilo que fazemos...

Imagem relacionada

 

Por vezes, damos o nosso melhor, esforçamo-nos, mostramos aquilo que sabemos fazer mas, do outro lado, não chega qualquer reconhecimento. Como se aquilo fosse o mínimo, o obrigatório, o habitual, o que qualquer um pode fazer.

 

E, depois, tem dias em que até não fazemos grande coisa, e o reconhecimento surge sem que percebamos bem o que fizemos para o merecer dessa vez.

 

Não é que não seja bem vindo. Simplesmente não tem o mesmo sabor... 

 

Mas, como diz Chico Xavier, o melhor reconhecimento é o nosso próprio "Todo o aplauso externo é ilusório".

The Voice Portugal - 2ª Prova Cega

Foto de The Voice Portugal.

 

Num programa como este, embora cada concorrente encare a prova e lide com os nervos e a pressão de forma diferente, é cada vez menos aceitável a "desculpa" dos nervos, para justificar o facto de a prova não ter corrido tão bem, e alguns erros e desafinações.

Sim, acontece isso, mas acontece a todos. E aqui, safa-se quem conseguir disfarçar melhor, e ter melhor prestação. 

 

Também o factor cantar bem começa a ser, por si só, insuficiente para fazer virar cadeiras. O que sobressai são os timbres diferentes, uma forma muito própria de interpretar as músicas, a naturalidade, a diferença...São outras características que se aliam ao cantar bem, e que complementam.

Porque se apareceram 3 ou 4 concorrentes que apenas cantem bem, mas que soem iguais a tantos outros, sem nada que os diferencie, acabam por ficar pelo caminho.

 

Assim, para mim, nesta prova cega, o mérito vai para:

 

Foto de The Voice Portugal.

A Inês que, embora seja novinha, parece uma mulher já com os seus 30/ 40 anos a cantar (no bom sentido, claro)! Adoro a voz dela, e a prova foi uma das melhores da noite.

 

Foto de The Voice Portugal.

O Salvador: bela voz, à vontade em palco, a tocar e cantar.

 

 

Exagerado:

 

Foto de The Voice Portugal.

A Filipa entrou cheia de garra, e foi garra que mostrou do início ao fim. No entanto, pareceu-me exagerada em tudo: na expressão corporal, na gritaria e, sobretudo, na atitude de "pita" apaixonada pelo Mickael!

Espero que, nas próximas fases, se acalme e controle mais.

 

 

Negativo:

 

Foto de The Voice Portugal.

Não é que o Luís tenha cantado mal, mas foi o que ele disse no vídeo antes da actuação que achei desnecessário. Parecia quase que estava a tentar o "factor cunha", ao afirmar que o seu melhor amigo era o Miguel Cristovinho, dos D.A.M.A. Não lhe serviu de muito, porque ninguém virou a cadeira, embora se note a influência dessa banda, porque estava a ouvi-lo, e parecia estar a ouvir os D.A.M.A. Qualquer coisa, e ele pode substituir o amigo nos concertos! 

 

 

O momento por que todos esperavam, e que me fez sentir extraterrestre:

 

Foto de The Voice Portugal.

 

Ao longo de toda a semana fui lendo comentários sobre uma das concorrentes do The Voice Portugal, que já teve carreira na música, e que era uma grande voz, apontada até como possível vencedora desta edição - a Diana Lucas.

Ao que parece, a Diana já lançou 3 álbuns, já participou em musicais, e teve várias músicas suas em novelas, e na série Morangos com Açúcar. Antes disso, já tinha participado em programas musicais, ganhando alguns prémios.

Mas eu confesso que, para mim, a Diana continua a ser uma ilustre desconhecida!

E sim, cantou bem, em português e com sentimento, mas não me arrebatou, nem me fez considerá-la já uma possível vencedora (acho que isso só me aconteceu com a Deolinda).

Serei a única a ter-me sentido extraterrestre, e a contrariar a maioria das opiniões sobre esta concorrente?

 

Imagens The Voice Portugal

 

 

A produção nacional está de parabéns!

 

Desde que me lembro, sempre ouvi dizer que os portugueses, por mais que tentassem, nunca iriam conseguir fazer telenovelas ao nível das telenovelas brasileiras.

Desde que me lembro de ver telenovelas, a verdade é que a minha preferência ia no sentido da opinião geral.

De há uns anos para cá, a produção nacional tem investido em novos talentos, aproveitado o valor dos actores experientes, tem apostado na mudança, na inovação, na diferença, e o resultado foi notório.

Hoje, as telenovelas portuguesas são vistas e apreciadas por um público muito mais vasto, e aproximam-se cada vez mais da qualidade das brasileiras (por vezes, até, melhor que estas).

Em 2011, "Laços de Sangue" venceu o Emmy Internacional de melhor telenovela, atribuído pela Academia Nacional de Artes e Ciências Televisivas, que premeia produções feitas fora dos Estados Unidos. 

Este ano, e pela primeira vez, duas telenovelas produzidas em Portugal foram finalistas na gala do New York Festival's World’s Best TV & Films, que decorreu em Las Vegas, e que contou com produções de cerca de 50 países. 

"Coração d'Ouro" e "Mar Salgado" foram as candidatas escolhidas, e responsáveis por este enorme passo na história das telenovelas portuguesas embora, na minha opinião, tenha havido outras que merecessem tanto, ou ainda mais, essa distinção e oportunidade, nos últimos tempos.

Dedicado a ambas as indústrias de televisão e cinema, os prémios New York Festival's World’s Best TV & Films premiaram os melhores projetos internacionais encontrando-se, entre os nomeados, candidatos de todo o mundo.

Na categoria Telenovela, a medalha de ouro foi atribuída à novela "Coração D’ Ouro", enquanto que "Mar Salgado" ficou-se pelo bronze. Os EUA foram o país responsável pela conquista da medalha de prata, concedida à telenovela "Bajo El Mismo Cielo", exibida pelo canal Telemundo.

A SIC e a SP Televisão estão, assim, de parabéns pela conquista destes dois prémios! 

 
 
 
Imagem espalhafactos.com

 

 

O Ídolo de Portugal 2015

 

Foi o João o mais votado da noite, e eleito Ídolo de Portugal 2015.

Se foi um justo vencedor? Tendo em conta todo o trabalho desde o início do programa, sim.

Se foi o que mais brilhou nesta gala final? Nem por isso. A Sara foi a que mais sobressaiu, a que mais se destacou e, se fosse só por esta gala, deveria ter sido ela a vencedora.

O que eu noto é que o João é pouco versátil - cantou praticamente todas as músicas parado, agarrado à sua guitarra. Já a Sara, cantou, dançou, lutou pela vitória.

Por outro lado, a mim parece-me que, se ouvir a voz do João a cantar algo, sem saber quem está a cantar, não o reconhecerei. Já a voz da Sara, é mais marcante, e mais fácil de distinguir entre várias.

Uma coisa que me fez alguma confusão foi já terem uma música preparada para o vencedor. Será que, a ser a Sara ou o Paulo o vencedor, a dita música seria para um deles? Ou teriam outra música qualquer preparada para cada um deles? Também não gostei muito de ser uma música do Diogo Piçarra. Deveria ser algo do João, com a identidade dele.

Por último, destaque para a Conchita Wurst. Independentemente do que aquela figura seja, a música que cantou é espectacular! 

 

PS.: Já agora, da próxima vez que convidarem alguém que não fala português e conversarem com essa pessoa, traduzam o que foi dito, ou então ponham legendas. Achei muito mal o João Manzarra a falar com a Conchita em inglês, e nem uma palavra para o público. Quem percebeu, percebeu. Quem não percebeu, azar. 

 

O Leão mostra a sua raça!

Imagem www.fpf.pt

 

Apesar de ser benfiquista, estava ontem a torcer pela vitória do Sporting. Quando ouvi na rádio que o Sporting já estava a perder, fiquei aborrecida, mas ainda faltava, achava eu, muito tempo para acabar o jogo, e o Sporting ainda podia dar a volta.

Depois, percebo que o Sporting estava a jogar com apenas 10 jogadores desde, praticamente, o início do jogo! E, naquele momento, já na segunda parte e a caminho do fim do jogo, a perder por 0-2. Oiço os comentadores dizerem que os adeptos já estavam a abandonar o estádio. E pensei: "assim é que não moralizam nada a equipa, se já estão a dar este resultado por garantido".

Mas os leões, contra todas as adversidades, e quando já tudo parecia perdido, mostraram a sua raça, marcaram 2 golos e empataram a partida, levando ao prolongamento, onde nada se resolveu, apesar do perigo que o Braga representou.

E seguiram, assim, para as grandes penalidades. Devo confessar que não gosto de jogos resolvidos desta forma. Acho sempre injusto. É uma grande responsabilidade para o guarda redes, e uma grande responsabilidade para os jogadores escolhidos para marcar.

Acaba por ser uma "lotaria da sorte", em que todo o esforço de 120 minutos de jogo pode, simplesmente, ir por água abaixo. Deve ter sido isso que a equipa do Braga sentiu.

Mas foi também essa a forma que deu a vitória merecida ao Sporting, que foi uma espécie de "bofetada de luva branca" a todos os que deixaram de acreditar que era possível dar a volta ao jogo!

Ambas as equipas mereciam a vitória, mas eu prefiro que o prémio fique aqui mesmo pelo centro, em vez de ir para o norte. E, pela forma como os jogadores do Sporting lutaram e acreditaram, só me resta reconhecer-lhes o mérito e dar-lhes os parabéns!

 

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