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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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À Conversa com Sophia & Os Senhores Roubados

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Foi em 2017 que Sophia, Marco Cesário e José M. Afonso se juntaram, numa união entre a World Music e o Pop, que deu origem a uma sonoridade muito própria.

Assim nasceu Sophia & os Senhores Roubados e o álbum de título homónimo, que se estreiam agora, em 2019.

Fiquem a conhecê-los melhor na entrevista que se segue!

 

 

 

 

 

Quem são Sophia & Os Senhores Roubados?

Primeiro quero agradecer o interesse em conhecer e dar a conhecer o nosso trabalho.

Sophia & Os Senhores Roubados são Sophia Gaspar (eu) na voz, o José M. Afonso nas Guitarras, cavaquinhos, harmónica, kazoo, teclados e programações e Marco Cesário no Baixo, percussões, programações e guitarra acústica.

 

 

O que vos levou, aos três, a juntar-se neste projecto musical?

Nunca tínhamos tocado juntos mas, os 3, queríamos ter um projecto onde juntássemos o nosso gosto pela música, as nossas ideias e influências musicais e isso veio ao de cima logo na primeira vez que tocamos juntos. Todos sentimos que estávamos a construir algo especial.

 

 

Como surgiu este nome para a banda?

Foi intuitivo, o nosso local de ensaios e gravações é perto do Metro do Senhor Roubado e como vamos sempre buscar um dos elementos da banda ao metro, basicamente todos os dias falamos do Senhor Roubado. Portanto foi muito natural a escolha do nome Sophia & Os Senhores Roubados.

 

 

Quais são as vossas maiores influências, a nível musical?

Somos 3 músicos com estilos diferentes que se reencontram em alguns nomes de peso como os Beatles, Coldplay, U2, Florence and the Machine…

 

 

2019 é o ano de estreia de Sophia & Os Senhores Roubados, com um álbum homónimo. Como caracterizam o vosso estilo musical?

Eu venho do World Music e Os Senhores Roubados do POP, por isso mesmo o nosso estilo é a junção destes dois géneros musicais.

 

 

 

 

 

“Salvé Maravilha” foi o primeiro single a ser apresentado. Sobre o que fala esta música, em particular, e os vossos temas, em geral?

O “Salvé Maravilha”, assim como a maior parte dos nossos temas, fala de amor nas suas várias formas mas também temos algumas que falam simplesmente do dia-a-dia, de figuras que nos marcaram, da vida que passa a correr.

 

 

Se pudessem “roubar” um artista do panorama musical português para partilharem um tema, sobre quem recairia a vossa escolha?

O melhor escritor nacional de canções “out-of-the-Box”: Sérgio Godinho.

 

 

Que objectivos gostariam de ver concretizados ainda este ano?

Apenas queremos que a nossa música seja ouvida e apreciada.

 

 

De que forma é que o público vos pode acompanhar e seguir?

Podem seguir-nos através da nossa página do facebook:

https://www.facebook.com/sophiaeossenhoresroubados/

E do nosso Instagram:

https://www.instagram.com/sophiaeossenhoresroubados/

 

 

 

 

 

Muito obrigada!

Obrigada!

 

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também a imagem e os vídeos.

Músicas que mexem connosco sem explicação

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Há quem aprecie uma determinada música pela sua melodia. 

Há quem destaque a letra que contém.

E, quando se junta, a uma bela melodia, uma letra marcante e com significado, é quanto baste para se gostar desta ou daquela música.

Se não à primeira vez que se ouve, à segunda, ou à terceira.

 

 

Mas há uma diferença entre ouvir e gostar de uma música, ou ser atingido por ela, sem explicação aparente.

Há músicas que, mal ouvimos os primeiros acordes, ainda antes sequer de termos prestado atenção à letra, mexem connosco, e não sabemos bem porquê.

Como uma flecha, que nem nos apercebemos que vinha na nossa direcção e, quando vemos, já está espetada em nós. 

É o que me costuma acontecer,  com algumas das músicas que oiço pela primeira vez.

 

 

Numa das últimas entrevistas que fiz, dizia o Nicolau a propósito de uma das suas bandas favoritas "...não entendo nada das letras, mas inspiram-me e transmitem-me tanto que nem importa bem o que a letra diz. Eu tenho a minha própria interpretação e para mim o mais importante é o feeling que recebo da canção em si."

Subscrevo na íntegra.

Porque há músicas em que procuramos o sentido que o autor lhe quis dar, e outras em que somos levados a dar o nosso próprio sentido, em que interpretamos à nossa maneira, ou que nos fazem sentir algo que não era intenção da música fazer, mas foi assim que a recebemos.

Como aquelas sensações que temos, sem que nada aponte para elas. Uma espécie de "sexto sentido" sem qualquer base lógica mas que, ainda assim, não deixamos de ter ou sentir.

 

 

E por aí, já alguma vez vos aconteceu?

Costumam ser atingidos pelo cupido da música, ainda antes de perceberem sobre o que esta fala? Ou sentirem algo que nada tem a ver com o que a música quer transmitir?

 

Quando uma música actual nos faz ir ao "baú" e redescobrir uma banda esquecida

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Já por duas ou três vezes tinha ouvido esta música, e pensado “isto faz-me lembrar uma música antiga”.

Ontem, ao ouvir o Top da RFM, passou a música “Con Calma” de Daddy Yankee feat Snow, e até disse à minha filha “o refrão é uma imitação”, não é original.

Mas, como iria mostrar à minha filha o original?

Lembrava-me que a banda era dos anos 80, que era portuguesa (afinal descobri que é brasileira), e que um dos membros era o filho do Roberto Leal – Rodrigo Leal.

Foi por aí que pesquisámos. E surgiu a banda Hot Stuff!

“É esse o nome!” – digo. Se bem que, pelo que aparecia em pesquisa, era uma banda de hard rock. Nem era bem esse o estilo das músicas que me lembrava (ou pelo menos tendo em conta o hard rock actual) mas…

 

 

E descobrir a música?

Ora, o meu irmão ainda morava lá em casa, quando os entrevistou para a RCM, portanto, eu deveria ter menos de 14 anos. Ainda era do tempo das cassetes.

Fui ver os álbuns da banda. “Kind of Crime” era o primeiro.

Descobrimos um vídeo com todo o álbum - https://www.youtube.com/watch?v=a1ThTiCzg2c.

E lá estava ela - “Informer”!

 

 

Foi tão bom recordar estas músicas, de que quase já nem me lembrava, e que tantas vezes ouvi na minha adolescência.

Das que ouvi, continuo a gostar muito da “Informer”, “Kind of Crime”, "If I Cry" e “The Sun, Not The Rain”.

Entretanto, movida pela curiosidade, pesquisei pela banda no facebook - https://www.facebook.com/HotStuff.official/. Pelo menos até 2016, ainda existiam. Ou, parece, acabaram e voltaram a formar-se, com alguns membros novos.

 

Mais alguém por aí conhecia a banda?

 

 

A imagem pode conter: 5 pessoas, pessoas em pé, barba e interiores

À Conversa com Nicolau

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Não foi preciso “Pensar Demais” para Nicolau se aventurar num novo EP, composto por 5 temas, cantados em português.

“Alto e Pára o Baile”, que agora vão saborear o “Licor” de Nicolau.

E não pensem que “Tá Escasso” porque, para além de dar nome ao EP, “Licor” é também o single de apresentação do mesmo, que já roda nas rádios nacionais.

“ Venha Mais Desse Amor”, mais música, e a entrevista ao convidado de hoje: Nicolau!

 

 

 

 

Quem é o Nicolau?

Nicolau é um tipo que adora música dos mais variados estilos musicais, e que também adora compor.

É também alguém que procura criar algo diferente mas, ao mesmo tempo, igual e com o qual as pessoas se possam identificar.

Nicolau é o projecto a solo de Filipe Nicolau, cantor/compositor que pretende mostrar uma outra faceta com canções mais intimistas e em Português.

 

 

Como é que surgiu a tua paixão pela música?

Não sei precisar o momento, acho que foi acontecendo gradualmente.

Lembro-me, quando era muito novo, de ouvir cassetes e CD’s da minha irmã mais velha.

O álbum “Stomping Ground” dos Goldfinger e o “Californication” dos Red Hot foram, por exemplo, os primeiros álbuns que me lembro de ouvir e pensar “... isto é muito bom” .

Mas a paixão realmente surgiu para ficar quando comprei um baixo aos 16/17 anos, para tocar com uns amigos e, sinceramente, surge de novo quando descubro novos géneros musicais pelos quais me apaixono como, por exemplo, mais recentemente, o “Bluegrass” e o “Gypsy Jazz”.

 

 

Quais são as tuas principais referências a nível musical?

A minha banda preferida, de alguns anos já, chama-se “Annemaykantereit”. São alemães e eu não entendo nada das letras, mas inspiram-me e transmitem-me tanto que nem importa bem o que a letra diz. Eu tenho a minha própria interpretação e para mim o mais importante é o feeling que recebo da canção em si.

Recentemente comecei a ouvir mais música portuguesa, coisa que nunca me atraiu muito. Descobri que adoro Ana Moura e a minha maior influência em português é o Miguel Araújo. Como músico e compositor o Miguel é dos melhores que temos em Portugal a meu ver.

Também gosto bastante da Ana Bacalhau, a forma como ela sente a música e a interpreta é algo de fantástico.

 

 

Já participaste em outros projetos ligados à música, nomeadamente, a banda The Town Bar. O que te levou a apostar num trabalho a solo?

Eu ainda pertenço a “The Town Bar” e hei-de pertencer durante muitos anos. É o projecto da minha vida e o qual eu me dedico mais.

“The Town Bar” nasceu do meu projecto a solo “Fil, the Captain” da qual cresceu naturalmente para banda com um estilo um pouco diferente, daí ter outro nome.

Tendo o meu projecto a solo se transformado em banda, decidi começar de novo um projecto a solo onde fosse livre de criar novas músicas com feelings diferentes de maneira a mostrar outras facetas de compositor. Até porque também tenho como objectivo compor para outros artistas.

 

 

 

 

Que ingredientes compõem este “Licor”?

O EP “Licor” é composto por músicas simples, compostas no meu quarto, na tentativa de criar algo diferente, mas só quando entrei em estúdio e o Francisco Pereira gravou os pianos/teclados (coisa que não estava prevista) é que consegui perceber o rumo que estas estavam a tomar.

Umas mais Pop, outras mais Tradicionais, outras a roçar o Tango, é uma mistura de muitas coisas e eu nem gosto muito de rotular músicas mas por piada costumo dizer que toco um PseudoFado Tradicional.

 

 

Do que nos falam as tuas músicas?

As minhas músicas falam essencialmente sobre amor, ou a falta dele. Normalmente gosto de contar histórias e não costumo escrever sobre mim mas este EP por acaso abre com o tema “Pensar Demais” que fala um pouco sobre a minha maneira de ser.

 

 

“Licor”, o single de apresentação, foi lançado a 3 de maio, e já toca nas rádios nacionais. Que feedback tens recebido sobre este tema?

O feedback tem sido muito bom. Tenho recebido imensas mensagens de amigos e até de desconhecidos que me abordam e dizem que gostam bastante do tema “Licor”.

E fico contente quando me dizem que gostam de me ouvir cantar em português porque eu acho que ainda tenho muitos vícios de cantar em inglês e não tenho a melhor dicção, mas é algo que estou a tentar melhorar.

 

 

 

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O EP será editado a 14 de junho. De que forma irás promovê-lo? Já tens atuações agendadas?

Estou a pensar fazer um concerto de lançamento do EP físico em meados de Julho. Tenho algumas datas, mas não muitas, até porque o meu foco principal é “The Town Bar” na qual tenho vindo a tocar e, felizmente, temos tido imensos concertos.

Mas quero que o projecto a solo cresça aos poucos, de forma natural, e irei promover o EP pela internet de maneira a dar a conhecer as minhas músicas.

 

 

Que objetivos gostarias de concretizar, ainda este ano, a nível musical?

Tenho como objectivo encher o Centro Cultural do Cartaxo, cidade onde moro, mas confesso que acho difícil faze-lo ainda este ano. Tenho também como objectivo compor para outros artistas de renome nacional.

 

 

De que forma é que o público te poderá acompanhar?

Podem-me acompanhar pela página de facebook, instagram e site oficial.

Deixo aqui os links:

Facebook: https://www.facebook.com/nicolaufil

Instagram: https://www.instagram.com/nicolau_fil

Site:

https://www.difymusic.com/nicolau?fbclid=IwAR0YtQGkjatrduF9zXnWRFKQPywWJd8RtDCQLsh4ijoidy_F-M-53Js-ITA

 

 

Muito obrigada!

 

Um Muito Obrigado ao blog “O meu canto” pela entrevista e por me darem a oportunidade de falar e dar a conhecer o meu projecto a solo.

 

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens e o vídeo.

 

A primeira semifinal da Eurovisão e o curto reinado de Conan

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"Dare to Dream" é o lema desta 64ª edição do Festival Eurovisão da Canção, e penso que é o que todos os concorrentes que participam se atrevem a fazer: sonhar!

Sonhar em representar o seu país, sonhar em participar nesta gigantesca festa da música, sonhar em voar mais alto a nível musical, sonhar em cumprir sonhos antigos, sonhar em ser diferente, e aceite por essas mesmas diferenças...

Incluindo o nosso Conan Osíris que, ao contrário das primeiras previsões, acabou por ter um curto reinado na Eurovisão, tendo sido eliminado ontem. Ainda assim, ele atreveu-se a sonhar, e penso que terá sido um sonho cumprido, apesar do desfecho.

 

 

 

 

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Gostei da actuação do Conan, independentemente de não apreciar a música. E não seria de esperar que o feito conseguido por Salvador Sobral se repetisse. Aliás, creio que o único motivo pelo qual estivemos na final, o ano passado, foi por estarmos automaticamente apurados, graças a vitória no ano anterior. Senão, desconfio que ficaríamos pelo caminho, tal como este ano.

 

 

Mas isso não significa, propriamente, desmérito.

Tal como Portugal, houve muitas outras músicas a ficarem pelo caminho, que mereciam continuar, e outras a serem apuradas, nem se sabe bem como.

 

 

Nesta primeira semifinal, não consegui encontrar "aquela" música".

Começou com uma imitação fraquinha de "Fuego" e terminou com um sem fim de "Na na na" pobrezinho.

Pelo meio, as minhas favoritas eram Hungria, Grécia e Estónia.

Acrescentei, até perfazer as 10 - Montenegro, Finlandia, Eslovénia, Bielorrussia, Sérvia e Bélgica.

Passaram 5 das minhas escolhidas, embora apenas 2 das favoritas.

 

 

 

 

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A música da Polónia pareceu-me mais uma actuação chinesa ou japonesa. Só faltou às concorrentes os olhos em bico!

A canção da Eslovénia não é má. Até se entranha à segunda ou terceira vez. Mas pareceu-me um pouco monótona. Ainda pensei que o rapaz, a determinado momento, fosse fazer dueto com a companheira, mas não. Parecia estar ali só a enfeitar, a completar o quadro, enquanto ela cantava para ele.  

Já o representante da Bélgica, parecia ter sido atirado aos tubarões, ou enfiado num colete de forças - pouco se movimentava, e parecia não estar totalmente à vontade. Houve quem comparasse a canção a "City Lights". Prefiro a última.

Adorei a forma como as representantes da Austrália se apresentaram em palco, embora não tenha achado a música nada por aí além. Obviamente, como país convidado, parece haver um acordo implícito que obriga à escolha deste país para a final, seja qual for a música.

 

 

Aguarda-se a segunda semifinal, amanhã, para ver se surgem melhores músicas.

Entre as 3 canções dos "big five", que foram apresentadas ontem, confesso que as da Espanha e França parecem-me boas candidatas.

 

 

E por aí, viram a semifinal?

Quais eram as vossas preferências?

 

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