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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Para quem dizia mal de Toy...

Da Netta, que venceu a Eurovisão

 

 

Saibam que ainda pode existir bem pior!

 

 

Ouvi um bocadinho e bastou-me!

Digam-me, que eu não percebo nada destas coisas, que esta foi apenas uma música que ela decidiu fazer de apoio à selecção, mas nada de oficial, que a represente oficialmente, e acompanhe ao longo do campeonato.

 

Luciana, a selecção portuguesa "is not your toy"!

 

À Conversa com os Coral Tattoo

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João Pedreira, juntaram-se Sérgio Martins (dos Dona Elvira), Zé Vilão, Mário Peniche, Rodrigo Domingues e Lee An, formando os Coral Tattoo, uma nova banda portuguesa que acaba de lançar o seu primeiro single "Longe de Mim Parar".

 

E, certamente, os Coral Tattoo não vão querer parar!

Parar de trabalhar neste projeto, de vos mostrar a sua música, de vos ter presentes nos concertos, de ouvir as vossas opiniões e sugestões, de vos convidar a interagir e fazer parte da legião Coral Tattoo!  

 

Já eu, convido-vos a ler a entrevista aos Coral Tattoo, a quem agradeço desde já pela iniciativa e disponibilidade! 

 

 

 

Como é que nasceram o Coral Tattoo?

O João Pedreira e eu andávamos há uns tempos a trocar ideias sobre música e o mercado actual.

Fomos intensificando as conversas e, um dia, ao telefone, decidimos começar uma banda do zero. Em minutos, estabelecemos um plano e começámos a trabalhar.

Ligámos ao Mário Peniche para ser nosso produtor. Explicámos o que tínhamos em mente e aceitou com uma frase que nunca mais esqueceremos: “até que enfim um bom plano!” Já éramos três!

Encontrámo-nos com o Zé Vilão, que nem nos deu tempo para grandes explicações, aceitou com um sorriso enorme. Telefonámos ao Rodrigo e explicámos como queríamos organizar o projecto. Mais uma frase inesquecível: “opá, assim sim!. Bora lá!”.

Já só faltava um guitarrista. E aqui a história fica mais gira! Tínhamos uma data de nomes em mente, tudo guitarristas consagrados, mas o João e eu tínhamos idealizado algo especial, um pouco diferente, queríamos alguém que garantisse um som mesmo pesado, alguém que, tal como o Rodrigo, viesse do metal.

Nessa noite, só para relaxar um pouco, comecei a ver o Facebook e, do nada, aparece-me uma sugestão de amizade de uma rapariga que não conhecia mas que tinha uma pinta danada e a segurar uma guitarra em V, a Lee An.

Pesquisei e vi que tocava com uma banda de metal, comecei a ver vídeos dela a tocar e fiquei convencido. Toca imenso e tem mesmo aquele som que queríamos. Era ela! Abordei-a, expliquei tudo, e sem me conhecer de lado nenhum excepto das redes sociais, responde que sim.

Liguei ao João e disse-lhe que estávamos completos. Pensámos nós… Passado pouco tempo, já em fase de composição, o Mário achou que deveríamos incluir mais um guitarrista. E que deveria ser ele!

 

 

 

Sendo, cada um de vós, já conhecido no panorama musical português, de outros projetos, o que vos levou a querer juntar-se nesta nova formação?

Acreditas no destino, e em como tudo o que tem que acontecer, acaba mesmo por acontecer, Marta? É que parece mesmo isso. Nasceu uma vontade, umas quantas ideias, um plano de trabalho, uma organização de tarefas, e tudo começou a soar.

E, mesmo vindos de outras bandas e já com bastante experiência, quando nos juntamos, é uma festa. Há nos Coral Tattoo uma mística muito engraçada, tudo está no sítio certo. E, brevemente, vamos poder passar essa energia para o público.

 

 

 

 

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O que trazem de novo à música portuguesa os Coral Tattoo, e de que forma é que pretendem fazer a diferença? 

A banda é composta por músicos muito experientes, já com muita estrada feita. E apesar disso ninguém encara a banda como mais um projecto.

Estamos nos Coral Tattoo cheios de vontade, e parece-nos que isso está bem presente nos nossos temas. E tocamos Rock. Na verdade, achamos que Portugal quer mais Rock, e Rock é o que fazemos.

Com elementos de modernidade, alguns temas a puxar para o pesado, mas gostamos de distorção. Por experiência, sabemos que o público quer, está sedento de bom Rock.

Acreditamos que é isso mesmo que estamos a fazer, a dar aos Rockers portugueses Rock a sério. E é desta forma honesta que pretendemos fazer a diferença, manter a nossa linha e dos muitos que já nos seguem. Não vamos ao encontro “do que está a dar”, vamos ao encontro do que o nosso público quer e do que queremos tocar.

 

 

 

De que forma é que as vossas influências musicais pessoais se conjugam nesta formação?

Em tudo!

Cada detalhe das nossas músicas tem as nossas influências. Todos temos total liberdade de dar um cunho pessoal aos temas, sem limites ou barreiras que destruam o gosto pessoal de cada um.

E faço um convite: depois de ouvir mais um single, que lançaremos muito brevemente, entrem em contacto connosco e digam-nos se notam os estilos que definem cada membro dos Coral Tattoo.

Estamos muito abertos a este tipo de interacção com as pessoas nas redes sociais, procuramos este contacto directo com os nossos seguidores.

 

 

 

 

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Longe de Mim Parar” é o primeiro single apresentado pela banda, que já pode ser ouvido nas plataformas digitais. Que mensagem transmite esta música?

Que podemos cair muitas vezes, mas nunca podemos ficar no chão. Caímos, levantamo-nos, e continuamos até chegar onde queremos. Seja na música, seja no que for!

Quando temos um sonho não podemos desistir nunca, nem ficar com medo de o alcançar ou deixar que outros nos convençam a ficar num sítio calmo, quentinho e seguro. Não!

As derrotas acontecem, mas só somos verdadeiramente derrotados quando paramos de perseguir o que queremos.

 

 

 

Apesar de já terem o EP de estreia totalmente gravado, decidiram lançar um single de cada vez. O que vos levou a optar por esse caminho?

No mundo digital actual essa estratégia pareceu-nos a mais certa. Há outros caminhos que podem ser seguidos, mas apostámos neste e, até prova em contrário, por aqui continuaremos.

Mas estamos sempre abertos a experimentar e a testar novas oportunidades, não ficamos fechados num só caminho, nem pensar. Quanto a lançar um single de cada vez, estamos contentes com isso.

Queremos surpreender, e sabemos que conseguiremos um certo factor surpresa com cada tema. Agora já temos boa resposta ao LONGE DE MIM PARAR, e até já há quem tenha concluído que este é o tema que nos define.E é precisamente isso que vamos contrariar sistematicamente.

Coral Tattoo com toda a irreverência! Vai ser difícil alguém acertar no que aí vem a seguir. Mais uma vez, convite aos nossos seguidores - enviem opiniões pelas redes.

 

 

 

Como foi todo o processo de criação dos temas, e de gravação do EP?

Rápido, foi tudo muito rápido, surpreendentemente rápido. Os temas quase que saltaram cá para fora, os arranjos a mesma coisa!

Quando estamos a fazer o que queremos, o que gostamos, com pessoas que são como nós e querem o mesmo que nós, tudo parece que surge com naturalidade.

É, literalmente, estarmos a fazer qualquer coisa do dia-a-dia e surgir um riff ou uma letra. Começamos a achar que isto tem mesmo a ver com o alinhamento entre o desejo e a acção!

E a gravação também foi tipo trovão. Só que aí a história é outra. Quando cada um chegou ao estúdio para gravar tudo estava milimetricamente estudado, tudo aperfeiçoado. Aqui o mérito é mesmo de cada músico. Não houve um único minuto extra.

 

 

 

 

 

 

Trabalhar em conjunto proporciona momentos sérios e tensos, mas também alguns bastante divertidos. Há algum desses momentos, em especial, de que se lembrem, e que vos tenha marcado?

Muitos! No contacto inicial com cada membro dos Coral Tattoo ficámos a saber que o Zé e o Rodrigo eram amigos de escola. O reencontro foi um estoiro.

A forma como a Lee An integrou a banda também foi um momento marcante, sinais dos tempos modernos e como as pessoas cada vez mais se relacionam nas redes sociais e que estas não trazem só coisas más!

O Mário que entra como produtor e fica também a cargo da guitarra ritmo.

E o João, que insistiu em que eu fizesse segundas vozes, apesar de eu lhe dizer que isso não iria correr bem. Lá cedi mas notei, em silêncio e sem nunca mais tocar no assunto que, depois do primeiro ensaio, nunca mais voltei a ver o meu microfone. E nenhum membro da banda voltou a tocar nesse assunto. O micro, simplesmente, desapareceu.

 

 

 

Os Coral Tattoo sentem-se mais à vontade num estúdio de gravação ou num palco?

O estúdio é bom, sentimos um grande controle sobre tudo o que nos rodeia, temos pessoas que estão lá para nos apoiar, bons técnicos, boa gente.

Mas ao vivo é que é mesmo muito bom!

Nada está totalmente controlado, há imensas variáveis e todas comportam riscos consideráveis. Isso é bom, faz aumentar a adrenalina, a cumplicidade e a cooperação entre os músicos, e entre estes e as equipas técnicas. São momentos inesquecíveis.

Mas acima de tudo, o público faz toda a diferença. Saber que estamos a dar o nosso melhor e que o público reage é uma sensação quase indescritível.

 

 

 

Do que falam as vossas músicas?

Tanto pelas letras, como pela composição musical, as nossas músicas não pretendem ser neutras e bonitinhas, tudo muito perfeitinho, mas que dizem pouco ou que são lamechices poéticas.

Assumimos alguma queda para o choque frontal, para o despertar da consciência, dos valores humanos, por vezes com algum humor, outras com uma frontalidade total, crua.

Nessa perspectiva o single LONGE DE MIM PARAR abre o caminho para o que aí vem. É que tal como a letra do João diz, também nós, os Coral Tattoo, não desistimos de tentar fazer uma diferença e despertar a mente dos nossos seguidores para outras realidades, algumas que estão longe e mal sabemos o que se passa na realidade, outras tão perto de nós, mas que tantas vezes preferimos bloqueá-las da nossa mente.

As nossas músicas, sem serem agressivas ou insultuosas, procuram de facto despertar alguns temas mais incómodos. E sim, algumas terão que ter o aviso de letras explícitas e muitas são disruptivas. 

 

 

 

Quais são os objetivos da banda para 2018?

O primeiro objectivo está cumprido. Quisemos gravar o EP em Fevereiro e está gravado.

O segundo também. Quisemos lançar o primeiro single em Março e foi lançado.

Agora estamos a preparar os vídeos, e tudo indica que também vamos conseguir cumprir o objectivo. E, em paralelo, estamos a preparar o espectáculo ao vivo, e isto dá um grande gozo. Estamos a preparar um bom espectáculo, desculpa-nos a falta de humildade, mas está a ficar mesmo bom. E ainda para mais os gigs estão aí bem próximos, por isso queremos tudo a correr bem!

 

 

 

Onde poderá o público encontrar e ouvir os Coral Tattoo?

Para já podem-nos conhecer subscrevendo o nosso canal do Youtube, está lá mais do que música, mesmo pensado para as pessoas nos conhecerem.

Podem ouvir-nos em todas as plataformas digitais, iTunes, Spotify, Deezer, Google music, Amazon Music, Tidal, e tantas e tantas outras. E no dia 1 de Junho já nos poderão ver e ouvir ao vivo. Para já não vamos adiantar mais pormenores, mas vamos começar a tour de uma forma que ninguém está à espera!

E se me permites Marta, deixo aqui um apelo ao público que tanto serve aos Coral Tattoo como a qualquer pessoa que gosta da nossa música. Se nos querem ouvir e ver ao vivo, sejam activos! Os promotores só saberão que as pessoas nos querem ouvir e ver se as próprias pessoas telefonarem às suas rádios favoritas e pedirem para passarem os nossos temas, partilhem os nossos posts do Fb, subscrevam o nosso canal do Youtube, sigam-nos no Instagram.

Contactem os jornais da vossa região e digam que querem saber mais sobre os Coral Tattoo, falem com os vossos bloggers preferidos, proponham entrevistas nos sites que gostam. Falem com as organizações das festas locais e peçam para contratarem os Coral Tattoo. Só assim é que os promotores e agentes chegarão a nós. Fazemos tudo isto por vocês, juntos vamos criar uma legião! Façam isto e poderemos encontrar-nos por este país fora muitas mais vezes!

 

 

 

Muito obrigada! Foi um prazer!

Marta, nós é que te agradecemos! É sempre bom conversar contigo. Obrigado e… Rock On com os Coral Tattoo.

 

 

Página de facebook: https://www.facebook.com/CoralTattooRock/

 

À Conversa com João Luzio

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Esta semana, o convidado da rubrica "À Conversa com..." é João Luzio que nos fala um pouco mais sobre si o o seu percurso musical na entrevista que aqui vos deixo! 

 

 

 

 

Quem é o João Luzio?

João Luzio... Nasci em França, onde passei alguns anos antes de vir para Portugal, onde estive em Chaves e, agora, Oeiras.

Dou neste momento aulas na Academia de Guitarra em Algés e tenho tido o privilégio de poder desenvolver a minha própria Música de Guitarra Eléctrica e Guitarra Portuguesa. Conto neste momento com 5 discos, de música quase exclusivamente instrumental, gravados.

 

 

A música esteve muito presente na sua família. Foi ela que o levou a descobrir este mundo, e despertar em si a paixão pela música?

Penso que sim, mesmo que de uma forma subconsciente, pois parecia relativamente natural haver bastante música em casa, ouvir alguém a cantar algum refrão de uma música.

E as memórias que se criam quando somos mais novos afectam sem dúvida o nosso estilo de vida ao longo do tempo. É muito provavelmente também fruto do reflexo do valor da música que me foi transmitido no sentido da importância que ela carrega para o bem estar.

Ainda hoje dou por mim a ouvir música que me marcou muito nessa época: a minha irmã partilha música comigo, e os meus pais têm música a dar em casa deles, mesmo que já bem conhecida de todos, faz parte do ambiente. Não tem a ver com a parte que racionaliza a música e tenta entendê-la e estudá-la mais obejctivamente, mas sim a parte que faz sonhar e leva para aquele lugar em que a música simplesmente toca e nos faz viajar.

 

 

O João cresceu em Paris. Foi uma cidade que, de alguma forma, o influenciou a nível musical?

Sim, de forma indirecta. Não era propriamente exposto a música ao vivo, concertos ou apresentações de uma forma assumida, mas ouvi por consequência muita música em casa, ou através de televisão ou filmes.

Essa música sim, era o reflexo de uma parte da cultura que os meus pais absorviam em França, mas também parte da cultura Portuguesa. Igual com a minha irmã. Mas penso que teria acontecido noutro lugar, mesmo se noutro contexto.

Depois com a idade ganha-se uma vontade e consciência que nos leva a querer investigar e conhecer mais por nossa própria conta, e sem dúvida que a cultura associada às nossas raízes nos atrai. Na verdade, tudo o que está à nossa volta consegue gerar algum tipo de influência musical, e não só.

 

 

A guitarra foi um instrumento que sempre o fascinou, ou acabou por ser uma escolha aleatória, sem nenhuma razão em particular?

A guitarra era o instrumento mais óbvio, pois era o que estava em casa "à mão" e era o que auditivamente me era destacado em temas que ouvisse. O meu pai tocava umas melodias e isso gerou a vontade de entender o que ele estava a fazer e querer replicar. Divertíamo-nos com outros instrumentos mas a guitarra puxava sempre de volta.

Penso que se gerou uma ligação emocional pessoal com o instrumento guitarra que remete para experiências sensorias ligadas à audição, à sensação de tocar nas cordas ou até o cheiro das "velhas" cordas que estavam postas na guitarra.

Depois evoluiu naturalmente e proporcionalmente ao meu interesse pessoal.

 

 

O que o levou a seguir a área da engenharia civil, e em que momento percebeu que nunca se dedicaria à mesma?

Desde que tenho memória, tenho a noção de ser muito atraído por números e gostar de matemática. Acho fascinante como a matemática desafia a parte cognitiva e nos leva, através de um raciocínio concreto, a chegar a uma solução. Tem um aspecto disciplinar (do ponto de vista de visualização e entendimento) muito interessante. E isso não se reflecte apenas no entendimento de problemas ligados a numeros mas sim no entendimento de outros raciocínios.

Penso que de certa forma estive à procura de algo que me ligasse à matemática e, depois de alguma análise e aconselhamento, acabei por enveredar pela engenharia.

Com o passar do tempo, apercebi-me que havia conceitos que não me atraíam tanto nessa área mas o verdadeiro apelo aconteceu quando, numa entrevista de trabalho, percebi a fatia de tempo do meu dia que iria ser entregue à engenharia.

Achei que se realmente queria fazer algo ligado à música esse seria o momento de mudar de direcção.

Mas sou muito grato por isso pois tive a ajuda das pessoas à minha volta que me incentivaram sempre incondicionalmente a seguir o que me faria sentir bem.

 

 

Enquanto músico, o João destaca-se como compositor e como guitarrista, tanto em guitarra elétrica, como na guitarra portuguesa. Como é a sua relação com cada uma destas guitarras?

O elo comum é que os dois intrumentos servem para isso, são instrumentos. Servem para descobrir qual o meu lugar, o que tenho a dizer e de que forma vou fazê-lo usando as ferramentas disponíveis. Essa é de certa forma o meu grande relacionamento com estas guitarras.

Ter a destreza de ser consciente da música e músicos que admiro mas também conhecer qual o meu lugar. Todos nós temos histórias para contar e formas diferentes de as contar. A honestidade é um elementos que liga estes factores para encontrar o nosso lugar. Mas é um processo constante que sinto que está diariamente em andamento.

A guitarra eléctrica é o instrumento que aparece pela influência consequente da música que ouvi/ouço, dos amigos que tocavam e da envolvência musical. Faz sentir em casa. Ouvi muita música ligada a guitarristas que me incentivam ainda hoje a querer aprender mais. Aliás, a inspiração pode vir de qualquer lado ou pessoa à nossa volta. E no meio do processo, passei sem dúvida muitas horas a tocar e a absorver música.

A guitarra Portuguesa surge depois do meu primeiro disco e penso que por razões culturais e de raízes quis colocar música ligada a ela. É um instrumento que respeito muito e gostaria de desenvolver na sua técnica mais tradicional no futuro.

No meu caso fui adaptando o instrumento ao que me era mais natural (tecnicamente e musicalmente). É um processo que ainda está em desenvolvimento na minha cabeça, sem dúvida, e ainda vai levar o seu tempo.

 

 

Foram vários os álbuns que editou até ao momento, nomeadamente, “Moods & Colors” (2012), “Genuine & Odd Distractions” (2014), “Raízes & Instropecção” (2015), “Rêves d'un Duo Improbable” (2016) e “Quero Saber Mais de Ti” (2017). Quais são as principais diferenças entre cada um deles?

Objectivamente, cada um destes discos tem uma abordagem diferente, seja por influência da música e das alturas em que foram feitos, ou pelo desejo de experiênciação musical. Ou abordam mais o rock/fusão, ou a parte acústica, ou a fusão entre a guitarra eléctrica e Portuguesa.

Cada disco serviu um propósito musical no ponto de vista racional de composição e execução, mas também emocional no sentido que o que pretendia gravar representa alguma ideia ou experiência pela qual se passa.

Mas a verdade é que isto se torna secundário face ao resultado que deve ser servir a música.

Basicamente, a diferença é a mesma que olharmos para fotos nossas tiradas ao longo nos anos. Mudámos, mas éramos sempre a mesma pessoa. Seguimos um caminho, tentamos ser o mais fiéis possíveis e vamos atrás disso. Às vezes erramos, mas continuamos.

Vamos encontrar diferenças e, esperançosamente, evolução. E apesar de tudo, penso que se houver honestidade, poderá reconhecer-se a essência da pessoa ao longo do tempo e de forma transversal ao trabalho dela.

É algo que temos todos.

 

 

O João foi convidado para integrar as produções de Office Film Store, com o intuito de criar bandas sonoras de documentários. Foi mais um desafio a superar?

Na altura em que foi feito o convite e fui levado nessa produção com o Rafael Chiotti (pois foi um projecto em que me envolvi graças a ele e com ele).

A parte mais interessante nessa área é termos um contexto visual que nos é exterior, temos a visão de quem criou o documentário/vídeo e temos, de acordo com as ferramentas que conhecemos, de ir de encontro com o que nos é pedido, geralmente associado a um sentimento que quer ser transmitido. Acho isso muito interessante. Olhando para trás acho sempre que se teria feito algo diferente mas esse sentimento parece ser natural e transversal a muitas situações.

 

 

 

 

 

O seu percurso conta também com colaborações com outros músicos, como Yuri Daniel, John Fletcher, Yami Aloelela ou Vicky Marques. O que de melhor guarda desses momentos?

Provavelmente a ideia de pintar uma tela musical em conjunto. Desde que comecei a registar música em discos tem sido uma experiência de apredizagem constante com todos os envolvidos e tento guardar comigo os momentos que me levam a aprender.

E ao estar com pessoas como estas (e outras com quem já trabalhei) que servem a música, é muito interessante entender como cada pessoa desenvolve o seu processo criativo e encara a forma como vai ficar representada, neste caso, musicalmente. Consegue-se também conhecer mais as pessoas, que é algo que me fascina.

Pois servimos o mesmo propósito mas cada um com as suas próprias experiências e ferramentas, e isso é muito interessante.

 

 

Que objetivos gostaria de concretizar, a nível musical, em 2018

Tenho vários projectos em mente, confesso, mas existem elos comuns a eles. Escrever mais música e tocar estão na minha prioridade, sem dúvida, neste momento. Continuar a aprender, é algo em que invisto. Escrever a minha música e tentar tornar-me melhor no que faço.

Tenho estado envolvido na ideia de me encontrar e escrever música pontualmente com vários músicos de várias culturas/países e que toquem variados instrumentos (tal como surgiu o tema Kuwelela, que foi o primeiro tema neste conceito).

No fundo interessa-me muito entender como se pode juntar instrumentos que provenham de diversas culturas e resultem juntos. Ver de que forma a conversa pode funcionar. Há um pouco o sentimento de quebrar barreiras mas sem ter o sentimento de desrespeitar a Música em algum momento.

Tenho alguns trabalhos reservados concretos já em andamento para este ano nesses sentidos e irei dar o meu melhor para concretizá-los.

 

Muito obrigada!

Obrigado.

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também a imagem e o video.

Casa Comigo Marta

Resultado de imagem para casa comigo Marta, josé mário branco

 

O que uma Marta pode fazer na vida das pessoas!

Não, não fui pedida em casamento. Pelo menos, desta vez :)

Hoje saí em serviço e, ao ser atendida, diz-me a funcionária que, da última vez que me atendeu, disse o meu nome e um colega, que ouviu, começou a cantarolar esta canção, do José Mário Branco.

Não conhecia, mas é muito engraçada. E tem tudo a ver comigo!

 

 

Chamava-se ela Marta 
Ele Doutor Dom Gaspar 
Ela pobre e gaiata 
Ele rico e tutelar 
Gaspar tinha por Marta uma paixão sem par 
Mas Marta estava farta mais que farta de o aturar 
- Casa comigo Marta 
Que estou morto por casar 
- Casar contigo, não maganão 
Não te metas comigo, deixa-me da mão 

Casa comigo Marta 
Tenho roupa a passajar 
Tenho talheres de prata 
Que estão todos por lavar 
Tenho um faisão no forno e não sei cozinhar 
Camisas, camisolas, lenços, fatos por passar 
- Casa comigo Marta 
Tenho roupa a passajar 
- Casar contigo, não maganão 
Não te metas comigo deixa-me da mão 

Casa comigo Marta 
Tenho acções e rendimentos 
Tenho uma cama larga 
Num dos meus apartamentos 
Tenho ouro na Suíça e padrinhos aos centos 
Empresto e hipoteco e transacciono investimentos 
- Casa comigo Marta 
Tenho acções e rendimentos 
- Casar contigo, não maganão 
Não te metas comigo deixa-me da mão 

Casa comigo Marta 
Tenho rédeas p´ra mandar 
Tenho gente que trata 
De me fazer respeitar 
Tenho meios de sobra p´ra te nomear 
Rainha dos pacóvios de aquém e além mar 
- Casas comigo Marta 
Que eu obrigo-te a casar 
- Casar contigo, não maganão 
Só me levas contigo dentro de um caixão

 

 

A minha experiência com a Uber

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Não vou falar da facilidade com que se utiliza a aplicação, da rapidez com que os motoristas chegaram até nós, nem da condução segura e calma que fizeram nos respectivos trajectos.

Costumo andar de táxi, normalmente quando o meu marido está a trabalhar e preciso de levar as compras do mês para casa. Ou quando chove muito e a minha filha tem que ir para a escola. Tenho o contacto de uns taxistas - pai e filho - e quase sempre são eles que nos levam. Já nos conhecem. O caminho é curto, mas lá se enverada por conversas banais. Não tenho razão de queixa.

Esta sexta-feira, à noite, foi a primeira vez que andámos de Uber. O meu marido à frente, eu e a minha filha atrás. Em Lisboa. E soube tão bem!

O meu marido encarregou-se da conversa de ocasião. A minha filha ia entretida com o telemóvel.

E eu, aproveitei para apreciar a vista, em silêncio, que sabe tão bem, apenas com a música de fundo do rádio, bem escolhida por sinal, o que ainda contribuiu mais para aquele momento "zen"!

A música era realmente muito boa, calma, mas sem nos dar sono, apenas a transportar-nos para onde a mente se deixasse levar.

 

E há que realçar a simpatia e educação da motorista que nos levou de regresso - 5 estrelas! 

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