Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

À Conversa com os SARJA

sarja_foto2.jpg

 

"O Tempo Aqueceu", e António Xavier, Sérgio Galante, Jorge Pires e Artur Ferreira decidiram apanhar o "Comboio" para uma nova aventura musical, trazendo na "Bagagem" uma frescura nova e uma paleta de sons única, só "Para Ti", resultante do encontro de gerações que caracteriza a sua formação.

Por entre "Névoa e Pó", e porque "A Ocasião" assim o pedia, surgiram os SARJA, cheios de "Vontades" de mostrar o seu jazz e melodias sólidas, influenciados por artistas como Tom Waits, Paulo de Carvalho, Jamie Cullum, Charles Aznavour, Sérgio Godinho ou Jorge Palma.

"À Tua Espera", mesmo que não sejas uma "Mulher Rica" está, desde 25 de outubro, o álbum de estreia deste quarteto.

CARRUAGENS é "O Retrato", ilustrado em 14 canções, de histórias de vida e estados de alma. "Sempre Andando", de música em música, assistimos ao desfile de encontros e desencontros, de amores sentidos, irrefletidos ou gastos.

Para já, "O Meu Povo" pode ficar com "O Prometido", o single de apresentação do álbum.

E porque, "Quando Estou Só", dá-me para isto, aqui fica a entrevista à banda!

 

 

 

k15771734.jpg

 

Para quem não vos conhece, quem são os SARJA?

Um pai, um filho e dois bons amigos que tanto partilham grandes afinidades em torno dos interesses musicais e literários, quanto um percurso atrevido de atenção a novas vivências musicais.

 

 

Quando e porque é que decidiram juntar-se neste projecto?

Quase sem querer…

António Xavier tem vindo a exibir oportunamente alguns dos seus temas e veio colecionando a boa recetividade junto dos que o vão ouvindo e que, em diversos contextos, chegam a partilhar da experiência de com ele tocar em conjunto.

Artur Ferreira, o filho, tem vivido, sob o mesmo teto, as aspirações de interpretação da conduta humana pelo autor e o questionamento da sua própria conduta. É um de três irmãos que, sensível, se muniu dos recursos da casa dum músico para se exprimir de uma forma inovadora sobre as ações musicais do pai, recriando-as na sua compreensão.

Jorge Pires, um músico com estrada, que se autodesafia em permanência, e que há muito desejava poder prestar-se a tocar temas a que se reporta como “Muito bons, pah!... Mas não são fáceis!...”.

Sérgio Galante, um guitarrista roqueiro na sua génese e muito melodioso que traz, assim como Artur e António, um percurso no jazz, o que atribui à banda um perfil parcialmente jazzístico no discurso harmónico e rítmico a fundar melodias simples. O Sérgio foi convidado a integrar a banda e tem vindo a imprimir muita força e atualidade ao projeto.

 

 

Como tem sido o vosso percurso, desde a formação, até ao momento da edição do primeiro álbum?

Um percurso essencialmente tranquilo. Depois da proposta de cada nova canção, vão nascendo arranjos coesos de forma comparticipada, sem imposições ou definições rigorosas. Digamos que as canções passam por um processo de seleção natural onde cada boa experiência se vai fixando na sua estrutura, acabando por consolidá-la e gerando uma identidade.

Fizemos alguns pequenos concertos e fomos testando a aceitação e a cumplicidade do público para com o nosso trabalho, ao mesmo tempo que entrávamos em estúdio com o intento de conceber uma obra que revestisse um desfile de canções.

 

 

 

 

 

A vossa formação é caracterizada por um encontro de diversas gerações. Em que sentido é que essa diversidade facilita ou dificulta o vosso trabalho em conjunto?

Os temas acontecem no prazer de cada um poder comunicá-los com o seu instrumento, a sua sabedoria e o seu universo de referências. Eles nascem precisamente da diversidade. E nunca estamos em desacordo…

 

 

“Carruagens” é o álbum de estreia. O que pode o público encontrar, ao entrar nesta “carruagem” dos SARJA?

Um desfile de catorze canções que abordam literariamente histórias de vida e jogos de personagens e lugares que preconizam a inquietude através de sentimentos tão delicados quanto profundos.

Muita energia, diversidade de estilos, mas apropriação, homogeneidade e coerência no discurso musical. Muito carinho e respeito pela obra. Muita comunicação. Uma enorme dedicação!

 

 

“O Prometido” é o single de apresentação. Existe algo que, enquanto banda, tenham prometido fazer, ou nunca fazer, a nível musical?

Nunca tocar sem prazer e honestidade…

 

 

Em alguns temas do álbum, contam com a participação de outros músicos. Como surgiram essas colaborações?

Fizemos convites a amigos (e dois familiares) que acompanharam com entusiasmo o nosso percurso… e de quem somos fãs.

 

 

Sobre o que nos falam, de uma forma geral, os temas que compõem este trabalho?

De amor. De amor profundo, sentido… terreno. Muitas vezes condoído.

De reflexão. De uma postura que atenta na conduta do ego e nas suas ações perante a rotina, o alheio ou o inesperado.

 

 

Se tivessem oportunidade de convidar uma das vossas referências musicais para partilhar o palco convosco, quem escolheriam?

Qualquer uma. Todas as mencionadas são, de alguma maneira, referência.

 

 

Após a edição do álbum, quais os próximos objectivos a concretizar, a nível musical?

Fazermo-nos ouvir.

Sermos generalizadamente apreciados e acarinhados.

Passarmos a nossa mensagem. Tocarmos muito para as pessoas…

Agradar e surpreender o nosso público.

 

 

De que forma é que o público vos pode seguir e acompanhar?

Nas publicações da Farol Música, Facebook, YouTube e Twitter... https://pt-pt.facebook.com/farolmusica/

Pelo nosso Facebook… https://www.facebook.com/SARJA-1606880739557164/?epa=SEARCH_BOX

Nas principais plataformas digitais.

Acima de tudo, sempre que puder, num palco que lhe seja acessível :)

 

 

Muito obrigada!

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens.

 

Rx - João Reis Pedreira

Foto Joao Reis Pedreira.jpg

 

"Eu Tenho um Segredo" para vos contar:

João Pedreira é um artista que leva a música "Ao Limite", e "Vive Sem Medo" de aceitar novos desafios.

Como este disco de originais que, para além de nos deixar com um "Sorriso Puro", nos leva numa viagem pelos seus gostos e influências musicais, desde o Pop ao Reggae, passando pelo Bossa Nova.

Com o pensamento "Sinto-me Livre" e a "Minha Corrente Vai Mudar", João criou um disco calmo, com ritmos e melodias que nos mostram o seu lado mais introspetivo, e que reflectem a sua maneira de estar.

Diz que "Céu Aberto É Incerto", mas o que é mesmo certo é que este trabalho de João Pedreira, intitulado “Segredos”, foi editado no passado dia 25 de Outubro.

Mas, afinal, que segredos esconde o álbum? Poderia afirmar que "Basta um Sorriso Teu" para desvendar o mistério mas, isso, só o João poderá dizer.

Por enquanto, "Ouve o Dia Nascer", seja no "Magoito" ou em qualquer outro local, por este mundo fora, ao som do single de apresentação "Eu Tenho Um Segredo".

E porque "Alguém Precisa de Nós" - entrevistadora e entrevistado - para ficar a conhecer melhor João Pedreira, aqui fica o RX ao artista!

 

 

 

 

21035662-rx-prescription-shape-using-medical-icons

 

João, de que forma te descreverias através das seguintes palavras:

Marta antes de mais quero agradecer as palavras e os trocadilhos que fizeste para esta entrevista, está espectacular.

 

Família - base

Infância - sonhos

Música - terapia

Guitarra - extensão

Público - energia

Desafios - ser pai

Viagens - interiores

Introspecção -Deus

Natureza - Mar

Momento - o nascimento da minha filha

 

 

Pegando em alguns dos temas que compõem o álbum "Segredos", de que forma completarias as seguintes expressões?

Sinto-me livre para...viver

Basta um sorriso teu para...começar bem o dia

Chegas ao limite quando...não durmo

Vive sem medo porque...o medo é uma ilusão

 

 

Que "segredos" podes contar ao público sobre o que encontrará neste álbum de originais?

Este disco tem refletido a minha forma de estar e as minhas influências musicais, quem ouvir o disco com atenção percebe que "eu vivo sem medo" de me entregar e procuro sempre dar e receber "sorrisos puros"... as coisas mais simples da vida.

 

 

Em que/ quem te inspiraste para compor estes 11 temas, e que influências estão presentes nos mesmos?

Quis gravar um disco que mostrasse a minha forma de sentir o mundo, por isso inspirei-me na própria vida, nas minhas aprendizagens e no meu pai que era e é uma das minhas maiores referências na vida e na música.

 

 

Após o lançamento do álbum nas plataformas digitais, quais serão os teus próximos passos, a nível musical?

Agora estou concentrado na promoção deste disco, mas depois deste espero que venham mais. Para já ainda não tenho espectáculos marcados, mas aproveito para informar que podem enviar mail para   vdiasagencimento@gmail.com

 

 

Muito obrigada, João, pela disponibilidade e palavras!

 

 

 

Nota: Este RX teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também a imagem.

 

 

 

RX - Dona Elvira

foto dona elvira.jpg

 

"Se Eu Disser" que os DONA ELVIRA estão de volta, acreditam?

Pois é verdade!

A banda de Sintra, formada por Paulo Lawson, Tiago Caldeira, Francisco Durão, Fané Elias e António Oliveira, "Quis Acreditar" que conseguiria criar novos horizontes musicais.

E, assim, assumiu o "Compromisso" com todos aqueles que sempre a apoiaram, do "Moleiro" à "Mondadeira" e, até mesmo, "Contigo", público, editando um álbum que pudesse levar ainda mais longe, e a mais pessoas, que o seu antecessor.

"Mais Uma Vez", como não poderia deixar de ser, os temas que compõem o novo trabalho são cantadas em português.

"Procurei" saber se era desta que haveria uma Dona Elvira a colaborar com a banda mas, em jeito de "Confissão", mulher, só mesmo a "Cindybella", que é o single de apresentação do álbum, e a Célia Lawson, que colabora num dos temas.

Para ficarem a saber mais sobre os Dona Elvira, e este novo trabalho, aqui fica o RX à banda, a quem desde já envio "Um Beijo" de agradecimento, pela participação!

 

 

 

 

21035662-rx-prescription-shape-using-medical-icons

 

De que forma se descreveriam através das seguintes palavras:

Em primeiro lugar, os Dona Elvira querem agradecer à Marta Segão, a oportunidade de estarmos aqui no Blogue O Meu Canto três anos depois do nosso primeiro trabalho discográfico “Histórias e Segredos”. Teremos sempre muito gosto em conversar com quem nos ajuda a divulgar os Dona Elvira e a sua música. Já agora, permitam-nos enaltecer a introdução que o Blogue “O Meu Canto” fez ao novo álbum: fabuloso e muito obrigado!

 

Rock – é o estilo musical que nos define e que, desde o princípio, nos propusemos a fazer.

Público foram os principais “culpados” da génese dos Dona Elvira. Foi igualmente o público que decidiu a continuidade do projeto.

Horizonte – queremos criar vários horizontes que nos deem a oportunidade de levar o nome dos Dona Elvira e a sua música, o mais longe possível.

Desafio – foi o que nos aliciou a formar os Dona Elvira. Compor e tocar as nossas próprias músicas, gravá-las em álbuns e tocá-las em concertos.

Dedicação – desde que assumimos que iriamos ser uma banda de originais, teve de haver uma mudança de atitude. Isso implicou mais tempo e dedicação ao projeto, passando a estarmos mais tempo juntos e isso obviamente reforçou os nossos laços de amizade.

Compromisso – em primeiro lugar, entre nós, como banda. O assumir ainda mais esta cumplicidade entre os elementos dos Dona Elvira. Em seguida, transmitir o respeito e o agradecimento a todos aqueles que desde sempre nos apoiaram, acreditaram e incentivaram a prosseguir com este sonho.

Acreditar – que ainda é possível concretizar o sonho de adolescentes em ter uma banda de originais e levar a nossa música o mais longe possível.

Palco – para nós é o local sagrado! É onde vemos materializado todo o esforço, a dedicação e a realização pessoal e coletiva pela causa que nos move. Acho que é um sentimento transversal a todos os artistas.

 

 

O segundo álbum da banda, "Compromisso", chega 3 anos depois do vosso disco de estreia "Histórias e Segredos". Por onde andaram os Dona Elvira nos últimos anos?

Os últimos três anos foram de reflexão, aprendizagem e composição. Achamos, sobretudo, que foi um amadurecer das nossas ideias e objetivos como banda.

Houve uma reestruturação com a entrada de um novo elemento e foi necessário também efetuar o acolhimento dentro do “espírito Dona Elvira”. A sua integração nos Dona Elvira foi fácil e trouxe um enorme valor acrescentado ao projeto.

Por outro lado, embora tivessem havido alguns concertos, a banda focou-se mais em compor os temas para um segundo trabalho discográfico e ao mesmo tempo ir testando a recetividade deles nos concertos. Acabaram por ser escolhidos os temas que tiveram melhor aceitação do público.

Basicamente, estes três anos serviram para refletir e tentar corrigir alguns erros, reestruturar a banda, compor os temas para o álbum “Compromisso” e testar a sua recetividade perante o público.

No entanto, há que realçar que para além de tudo isto, houve um amadurecimento das nossas ideias e, fortificamos ainda mais o espírito de união entre nós.

 

 

Existem semelhanças entre os dois álbuns, ou quiseram fazer algo diferente, em "Compromisso"?

Podemos dizer que sim. Existem algumas semelhanças entre os dois álbuns.

Houve temas que não foram integrados de forma propositada no álbum anterior, “Histórias e Segredos”. Sabíamos de antemão que alguns desses temas iriam ser integrados num outro trabalho. Poderia ser neste ou num outro à posteriori.

No entanto, um dos fatores determinante deste novo álbum foi fazer com que os temas e a sua temática estivessem devidamente enquadrados quer no espírito, quer na sonoridade, dos Dona Elvira.

Achamos que isso foi conseguido e a essência musical dos Dona Elvira manteve-se.

 

 

 

 

Capa-do-álbum.jpg

 

Em que consiste o "espírito Dona Elvira"?

O “espírito Dona Elvira” é algo que se sente de uma forma natural!

Ele traduz toda a energia positiva que a banda transmite a quem os ouve e a quem os vê.

Os Dona Elvira são uma espécie de montra de emoções e vivências que muitas pessoas já experienciaram e que se identificam.

Ao se deixarem envolver neste turbilhão de sentimentos que transmitimos através da nossa música, as pessoas acabam por se sentir cúmplices, sentindo-se de tal forma integradas como se já fossem parte da banda Dona Elvira.

E na verdade acabam por ser! É o nosso público que nos incentiva a cumprir este “compromisso” para com eles. A grande constatação sobre o “espírito Dona Elvira” por ser experienciada em cada concerto. Normalmente quem vê pela primeira vez, volta para o concerto seguinte.

Em jeito de brincadeira, costumamos dizer nos concertos: “Muito obrigado por terem vindo a esta enorme reunião de amigos!”. Isto é o “espírito Dona Elvira!”.

 

 

No dia 28 de setembro, deram a conhecer o vosso novo álbum, com um concerto de apresentação no Clube da Praia das Maçãs. Quais eram as vossas expectativas, e de que forma foram, ou não, superadas em termos de recetividade do público presente?

Sem qualquer tipo de presunção, os Dona Elvira sabiam que iriam ter muita gente para o lançamento do álbum.

O local do lançamento do álbum não foi escolhido ao acaso. Os Dona Elvira, assumem-se como a banda de Sintra! É em Sintra que está a nossa maior falange de apoio. Queríamos muito que o dia do lançamento do “Compromisso” fosse mais uma data e um momento memorável!

Tínhamos como objetivo principal “reunir os amigos”, fazer um concerto intimista onde deixaríamos fluir os nossos verdadeiros sentimentos. O dia do lançamento superou sem sombra de dúvidas as nossas expectativas.

Tivemos uma recetividade excelente e foram muitas as pessoas que estiveram connosco a viver esse momento de partilha, comunhão e cumplicidade, imbuído no verdadeiro “espírito Dona Elvira”!

 

 

Neste novo trabalho, contam com a participação de Miguel Castro e Célia Lawson. Como surgiram essas colaborações?

A ideia de termos dois convidados para participarem neste álbum surge um pouco antes de entrarmos em estúdio.

Queríamos muito trazer algo de novo para além da produção e dos novos temas. A ideia dos convidados teve por objetivo ser uma mais-valia e uma surpresa para o público dos Dona Elvira.

Quisemos fazer uma nova versão do tema “A Mondadeira”, onde seria incluído um instrumento tradicional, neste caso, um “Ukelele”. O músico nosso amigo que melhor executa este instrumento é o Miguel Castro. Fizemos-lhe a proposta e ele sem hesitar teve a generosidade de ir para estúdio connosco.

Por outro lado, houve sempre uma vontade enorme de querermos fazer um dueto com uma voz feminina. Nem foi preciso procurar ou pensar muito. Ninguém melhor do que a Célia Lawson para o fazer. No cômputo geral, achamos que as duas participações foram bastante enriquecedoras para o álbum e contribuíram para trazer o fator surpresa ao álbum.

 

 

Sobre o que nos falam as músicas de “Compromisso”?

Este álbum tem 10 temas originais novos, cujos temas são um pouco mais abrangentes em relação ao primeiro álbum.

As temáticas incidem sobre sentimentos, emoções, comportamentos e, imaginem, até há uma homenagem!

Temos a vertente marota herdada do álbum anterior, com a “Cindybella”. A visão introspetiva com “Quis Acreditar” e “Confissão”. O romantismo com “Procurei”, “Um Beijo”, “Contigo” e com a única balada deste álbum, “Se Eu Disser”.

O comportamento descontraído e descomprometido com “Mais Uma Vez”. A vertente conselheira com “Compromisso”. E por fim, a grande homenagem a Luís Vaz de Camões, com “O Moleiro”. O maior poeta português que faleceu como um sem-abrigo e praticamente incógnito. Podemos encontrar uma amálgama de sentimentos e emoções, novamente.

 

 

Que objetivos gostariam de ver concretizados num futuro próximo, a nível musical?

Este trabalho pretende traduzir o compromisso, a cumplicidade com todos aqueles que desde sempre acreditaram e incentivaram os Dona Elvira a gravar as suas músicas, e sobretudo, aqueles que estiveram sempre presentes nos concertos, ou tiveram sempre uma palavra de motivação para a continuidade deste projeto.

Como dizemos na nossa sinopse de apresentação: pretendemos criar novos horizontes!

Levar este álbum ainda mais longe e a mais pessoas através da sua difusão junto dos meios de comunicação social, das plataformas digitais, as redes sociais, as apresentações da banda através dos concertos, enfim, tudo o que possa servir para divulgar o projeto será a nossa grande prioridade num próximo.

Contudo, teremos que manter a janela da inspiração aberta para dar continuidade ao trabalho que temos vindo a desenvolver até agora, isto é, deixar em perspetiva matéria para um terceiro álbum.

 

 

Por onde vão andar os Dona Elvira, até ao final do ano?

Após o lançamento do álbum “Compromisso”, os Dona Elvira irão passar à fase de promoção até ao final ano.

O objetivo será preparar a agenda de espetáculos para 2020, em Portugal Continental, nas Regiões Autónomas dos Açores da Madeira e, quiçá, no estrangeiro.

A curto prazo poderão encontrar-nos em algumas lojas FNAC da grande Lisboa e em alguns eventos que contribuam para os aspetos promocionais dos Dona Elvira.

Por fim, resta-nos agradecer novamente à Marta Segão e ao Blogue “O Meu Canto”, pela oportunidade de podermos falar novamente sobre o projeto Dona Elvira, que se tornou uma das coisas mais importantes na vida de cinco amigos que, um dia, decidiram embarcar numa aventura em busca do seu sonho de adolescentes: fazer a sua própria música e levá-la o mais longe possível!

 

Eu é que agradeço pelas vossas simpáticas palavras e participação, e desejo que esse vosso sonho se concretize e vos leve longe!

 

 

 

Nota: Este RX teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens. 

 

Daquelas músicas que nos deixam sem palavras

(ou quase)

 

A minha filha deparou-se com o final desta música na televisão, e até andou para trás, só para eu ver o boneco!

Mais tarde, ao jantar, lembrou-se de pesquisar a música, e vimos o videoclip completo.

 

 

É daquelas músicas que nos deixam sem palavras. Ou quase...

De tão estranha que é!

O vídeo está engraçado, sim senhor. Mas a música?

 

 

São 3 minutos a um ritmo alucinante (só que não)!

É mais fácil adormecermos embalados, pelo balançar da cadeira e das pequenas ondas.

 

 

E o que dizer da letra?!

É que a letra é de tal forma extensa e complexa, que se torna difícil acompanhar  (just kidding)

Mas que aquela frase fica no cérebro, como um vírus, lá isso fica!

 

 

Para quem tiver dificuldades em acompanhar, aqui está:

 

[Verse]
Here comes the cowboy
Here comes the cowboy
Here comes the cowboy
Here comes the cowboy
Here comes the cowboy
Here comes the cowboy
Here comes the cowboy
Here comes the cowboy
Here comes the cowboy
Here comes the cowboy

À Conversa com Meu General

foto promo meu general.jpg

 

Meu General é uma banda de Carne e Osso, que lançou, no passado dia 13, o seu mais recente álbum. Sim, foi numa sexta-feira 13, mas Não Há Razão para acreditar que isso possa trazer azar.

Dente por Dente, que é como quem diz, música após música, Diz que “Jogo Sujo” não tira o pé do acelerador do primeiro ao último minuto.

Nunca É Demais recordar, para quem já os acompanha, ou dar a conhecer para quem, Como Eu, não conhecia o projecto, que este é um disco assumidamente punk rock.

Como um Cego (Sem Ver) é o nome do single de apresentação, mas parece que Meu General “pisca o olho” aos Xutos & Pontapés, Guns N' Roses, Motorhead e outras bandas que, no Limite, a distorção trata por tu.

Fosse Ontem, e até poderia ser Spaceman. Mas hoje, a conversa é mesmo com Meu General!

 

 

 

 

k15771734.jpg

 

Quem são os Meu General?

Meu General é o meu projeto a solo.

Apesar de ser o alter ego de Gilberto Pinto não se pode dissociar General de todas as pessoas que participam. Assim sendo podemos considerar que MEU GENERAL é um colectivo que parte de um conceito a solo.

 

 

 

Como é que surgiu este projecto e o respectivo nome da banda?

Meu General aparece em 2008 ainda sob outra designação.

Surgiu na necessidade de colocar em disco inúmeras composições feitas ao longo do tempo. O lado compositor falou mais alto e quis ter a chance de poder fazer um trabalho com coerência. Desde escolha de produtor, músicos até aos convidados foi um processo altamente enriquecedor que me permitiu crescer enquanto músico e sobretudo como pessoa.

Este pontapé de saída teve muitos amigos e ídolos. Desde Zé Pedro dos Xutos & Pontapés até Marco Nunes dos GNR, Pedro Abrunhosa, Blind Zero, passando aos amigos de infância, esta experiência foi um sonho tornado realidade.

 

 

 

Quais são as vossas maiores referências, a nível musical?

General assenta sobretudo na escola do Rock N’ Roll Tradicional.

Tem como principais referências os Xutos & Pontapés, Guns n’ Roses, Motorhead e Sex Pistols

Baseia-se num principio onde as guitarras e a secção rítmica são fundamentais passando por um esquema direto de canções curtas e orelhudas.

 

 

 

JOGO SUJO CAPA novo.jpg

 

“Jogo Sujo” é o nome do vosso mais recente álbum, editado a 13 de setembro. O que pode o público esperar deste trabalho?

O Jogo Sujo sucede ao disco de estreia PRIMEIRAS IMPRESSÕES DE 2013.

A meu ver é uma continuidade do trabalho que começou em 2008.

Evidentemente que cada álbum traz experiências novas e este não fugiu à regra.

É mais cru e mais direto do que o PRIMEIRAS IMPRESSÕES e foi intencional partir para uma estética mais punk.

Pode-se classificar este disco como um trabalho de impulso, pois é fruto dos primeiros instintos que cada um de nós sentiu ao trabalhar cada tema.

Certamente que ao vivo irá ainda ganhar mais energia do que está registado no disco.

 

 

 

De que forma caracterizariam a sociedade actual em que vivemos, e de que forma isso está implícito nos vossos temas?

O nome do disco “Jogo Sujo” não aparece do nada. Acho que estamos a passar um período de incertezas a todos os níveis.

Neste mundo altamente tecnológico e rápido, muitas vezes não sabemos como agir, digerir e atuar.

Damos por nós a agirmos quase como robots, sem pensarmos pela nossa própria cabeça. Jogo Sujo é tudo o que representa este Mundo atual cheio de incerteza.

 

 

 

 

 

“Como Um Cego (Sem Ver)” é o single de apresentação. Sobre o que nos fala este tema?

Como um Cego (sem ver) pode ter varias interpretações, A ideia forte que me ocorre, é que hoje em dia…passamos pela vida só olhando, não vendo.

Não somos cegos… mas por vezes vemos menos.

O parecer suplante o ser.

 

 

 

Consideram que, hoje em dia, andamos todos um pouco “cegos” para com a realidade que nos rodeia?

Como disse anteriormente, é mesmo isso.

Deixamos de pensar, deixamos de ver…olhamos somente.

Não pensamos pela própria cabeça, muitas vezes vamos junto com a maré.

É necessário termos personalidade e querer ver…não querer só olhar.

 

 

 

Em que é que este trabalho se assemelha ou difere dos seus antecessores “Primeiras Impressões” e “Vinte ao Vivo”?

Relativamente ao Primeiras Impressões difere no método e nas pessoas que trabalharam em cada um.

O espírito é o mesmo que começou em 2008. Rock N’ Roll puro e duro.

O Vinte ao Vivo foi uma oportunidade que houve de registar um concerto com 20 amigos entre nós. Daí o VINTE, homenagem aos amigos que foram assistir a essa gravação.

Foi uma experiência que terminou numa gravação e resolvi perpetuar em CD.

 

 

 

Quais são os objectivos a concretizar ainda em 2019? E a longo prazo?

Em 2019 estamos a preparar para Novembro a apresentação do disco no Porto, e fazer uma série de concertos para solidificar o alinhamento.

2020 é o ano de tentar elevar MEU GENERAL nos palcos nacionais.

Estamos a tentar criar estruturas sólidas para se apresentar um espectáculo Rock bastante enérgico com um alinhamento sem tirar o pé do acelerador.

Em 2020 está previsto um novo trabalho de originais, lá para o Natal.

 

 

 

De que forma é que o público vos pode acompanhar?

As pessoas podem acompanhar-nos nas redes sociais, Facebook, Youtube e Instagram de Meu General e podem vir ter connosco quando tocarmos ao vivo.

Felizmente temos sempre pessoas novas a chegar e a aumentar o número de amigos que permitem que todos juntos possamos fazer a festa.

 

Muito obrigada!

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens e o vídeo.

  • Blogs Portugal

  • BP