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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Pequenos Gigantes com grandes talentos!

 

E muita polémica também!

Ao que parece, e depois de ter sido anunciado, talvez por se tratar de crianças e pelo horário tardio, que as galas seriam gravadas e não em directo. Segundo dizem, as gravações chegaram mesmo a ser feitas e tudo estaria a postos para a estreia, em Setembro.

Mas a verdade é que o programa estreou ainda em Agosto, e com galas em directo, com outras crianças que não as que gravaram anteriormente, revoltando tanto as ditas crianças que foram deixadas para segundo plano, que é como quem diz, para uma possível próxima edição (se a houver), como os respectivos pais, que acusam a produção de não pensar nos mais novos, nem os respeitar.

Apesar de tudo isto, e polémicas à parte, a verdade é que alguns destes pequenos gigantes possuem mesmo um grande talento, e atrevo-me a dizer que 2 ou 3 deles dão "baile" a muitos adultos, tanto no canto, como na dança!

O que é pena é que nem sempre estes talentos sejam aproveitados e explorados (no bom sentido), acabando por cair no esquecimento passada a "época alta" do programa. 

É certo que são apenas crianças, mas com a formação adequada, a oportunidade certa e o investimento no seu dom, dariam, certamente, mais tarde, grandes artistas de qualidade que tanta falta fazem, em detrimento daqueles cujo talento falta, mas têm a sorte de vender música para as massas.

Sobre o programa em si, tenho a dizer que não percebo qual o critério usado para algumas das pontuações atribuídas pelos jurados, já que vi crianças com óptimas actuações levarem menos pontuação que outras que não se destacaram tanto. Mas o ditado é bem antigo "mais vale cair em graça, que ser engraçado". Ainda assim, de uma forma geral, a escolha dos concorrentes tem sido justa.

No entanto, na minha opinião, tanto os pais como as crianças que concorrem a este tipo de programa, devem estar psicologicamente preparados para o tipo de formato do programa, para as regras, para saberem ouvir as críticas, e aprenderem a lidar com o "não". Penso que deve vir, também dos pais, o incentivo para os filhos seguirem o seu sonho mas, ao mesmo tempo, a desdramatização quando não são escolhidos, fazendo-os compreender que isto é apenas um programa de televisão que não determina, necessariamente, o fim do sonho, nem tão pouco, a falta de talento para aquilo que gostam.

Quanto menos peso e responsabilidade sentirem em cima dos ombros, melhor correrão as coisas, e melhor saberão acatar as escolhas, sem pressão nem drama. Não é muito saudável ver ali crianças a chorar, só porque não foram escolhidas. Ou a querer desesperadamente ir ter com a mãe ou o pai. 

Em relação à apresentação, não sei se me agrada muito a Fátima Lopes como apresentadora deste tipo de programa. Por um lado, ela é muito "querida" para as crianças e tenta colocar-se ao mesmo nível que eles mas, por outro lado, há ali qualquer coisa que ainda não me convenceu totalmente. Tal como não me agrada muito a Rita Pereira como jurada.

Já com as saídas do David Carreira, fartei-me de rir! E gostei muito da forma como ele comentou cada actuação. Aqui por casa até lhe mudámos o nome para David 8 e meio, pelo facto de ser quase sempre essa a pontuação dada por ele! 

Por último, é de realçar o facto de o Manuel Luís Goucha ter explicado aos mais pequenos as respostas correctas do desafio dos mini talentos, porque é importante que as crianças, não só percebam se acertaram ou erraram, mas aprendam coisas novas e adquiram conhecimento.

 

 

O Baptismo na actualidade

 

Na Igreja Católica, o baptismo é o sacramento através do qual o Sacrifício Pascal de Jesus Cristo se aplica às almas, tornando-as, em primeiro lugar, filhas de Deus Pai, mas também membros da Santa Igreja de Cristo e abrindo o caminho para a salvação eterna.

 

"Por nascerem com uma natureza humana decaída e manchada pelo pecado original, também as crianças precisam do novo nascimento no Baptismo, a fim de serem libertadas do poder das trevas e serem transferidas para o domínio da liberdade dos filhos de Deus, para a qual todos os homens são chamados. A gratuidade pura da graça da salvação é particularmente manifesta no Baptismo das crianças. A Igreja e os pais privariam então a criança da graça inestimável de tornar-se Filho de Deus se não lhe conferissem o Baptismo pouco depois do nascimento. (CIC 1250)"

 

E é um acto carregado de simbolismo:

- a água, que é derramada sobre a testa da criança, representa vida nova,

- o óleo simboliza a força da graça de Deus contra o mal,

- a vela é a luz da fé,

- a roupa branca indica a pureza do corpo e da alma daquele recebe o baptismo.

 

Existe o baptismo cristão adulto, considerado o baptismo de arrependimento e remissão de pecados, que deve ser uma acção voluntária, e o baptismo cristão infantil, realizado em crianças sob a autoridade dos pais ou tutores da sua educação religiosa, considerado o baptismo de consagração.

 

Mas, hoje em dia, porque se baptizam as crianças e adultos? Por crenças religiosas? Ou por outros motivos que nada têm a ver com religião?

A mim parece-me que, actualmente, muitas pessoas não conhecem o verdadeiro significado do baptismo. Eu própria não sabia!

Se sou baptizada? Sou!

Baptizei-me por opção, aos 24 anos, por um simples motivo - para poder ser madrinha da minha sobrinha, tinha que ser baptizada!

Ora, se eu não fazia a mínima ideia do que era o baptismo nem tão pouco sou religiosa, porque motivo quis ser madrinha? Porque uma madrinha, mais do que acompanhar o afilhado na vida religiosa, deve ser como uma segunda mãe para ele, ajudá-lo e apoiá-lo.

 

E baptizei a minha filha porquê? Para não ter que passar pela mesma "burocracia" que eu, quando for adulta! 

Sim, são motivos que nada têm a ver com religião, assim como aqueles que o fazem porque é uma boa ocasião para reunir familiares, pela festa, pelos presentes que possam receber. E que escolhem padrinhos pelo dinheiro que têm.

Se não são razões válidas? Provavelmente, não.

Mas também não é válido fazer dos actos religiosos um negócio lucrativo para os padres ou para as igrejas, que é o que muitos fazem.

Para que vejam, para me baptizar numa determinada igreja, em tempo recorde, tive que pagar. Para baptizar a minha sobrinha nessa mesma igreja, tive que pagar. Valores pré definidos, tipo tabela de preços: x por isto, y por aquilo.

Já quando baptizei a minha filha, noutra igreja, o padre foi categórico: não tem que pagar nada pelo baptismo, porque não é um acto que se cobre. Se quiser dar alguma coisa, pode fazê-lo. Se não, não será por isso que a sua filha não será baptizada. Isto sim, merece aplausos!

Paguei, mas paguei com gosto. E dei mais do que pelo da minha sobrinha, mas porque assim quis!

 

 

 

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