Vestígios da chuva nocturna

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Que melhor maneira de iniciar o dia?!
Que melhor forma de começar uma segunda-feira?!
Ai estás com sono? Vais ver como despertas num instante!
Ia eu, como de costume, abrir as cortinas da entrada.
Mal toco na cortina, sinto a picada e largo-a, de imediato, ao mesmo tempo que o meu agressor cai para cima da cadeira.
Que susto! Quase tive um ataque cardíaco, mas sobrevivi!
Com muito cuidado, espreito para ver, cara a cara, quem era a bicha.
Não sei quem se assustou mais, ou quem teve mais medo de quem.
Tirei-lhe foto.
Já sabem, se me acontecer alguma coisa, é esta a assassina!
Não, desta vez não era a pescadora. Era, segundo o Google, uma aranha dos troncos grande.
Ah, pois! Fui pesquisar.
Esta minha casa é toda uma diversidade de fauna.
Mas não sem, antes, abrir a porta da rua, pegar na manta onde ela caiu, e mandá-la para a rua.
Sim, para que fique registado, não a matei!
Embora ainda tivesse tentado, mas a bicha escapuliu-se.
E segundo dizem, ela ataca para se defender, mas o seu veneno é inofensivo.
Veremos...
Tenho, desde pequena, pavor de aranhas.
Definitivamente, não temos uma boa relação.
Mas isto de invadir a minha casa e, ainda por cima, me atacar, já é demais!
Para já, foi só uma picada no dedo. E está normal.
Espero chegar ao fim do dia sã e salva!

Hoje está uma manhã calma, em Mafra.
Calma, e suave. Leve.
Está vento, mas não aquele vendaval dos últimos dias.
O céu está num tom azul clarinho, com algumas nuvens esbatidas aqui e ali.
Vêem-se muitos pássaros no céu, a voar de uma lado para o outro, em alegre dança.
Mafra está tranquila, a adivinhar o feriado que aí vem, e fazer esquecer que hoje ainda é dia de trabalho. E de aulas.
Olho à minha volta, e faz-me lembrar aquelas vilas dos desenhos animados, dos filmes ou dos livros.
Uma vila familiar. Com poucos habitantes.
Onde o dia ainda está a começar a despertar, e não teve início a azáfama das horas seguintes.
E onde não se vê aquele comboio de carros que circula, lentamente, pela estrada, em hora de ponta matinal.
Olho à minha volta, e sinto uma boa energia.
Um pressentimento de que será um bom dia.
E que nada, nem ninguém, o irá estragar, venha o que vier.
Mas, de preferência, que não venha!










Um sol muito envergonhado, escondido atrás da árvore

Começa a ganhar coragem, e tenta romper as nuvens

E até os ramos prestam homenagem a essa fonte de luz e vida